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domingo, janeiro 15, 2012

Cardinal Health expande rede de fabricação de radiofármacos, instalando cíclotron no Rio de Janeiro

Parceria com a DASA tornará a tecnologia de imagem molecular no combate ao cancer mais acessível a médicos e pacientes locais.


A Cardinal Health, uma empresa que opera a maior rede de radiofármacos nos Estados Unidos, expandirá sua capacidade global de produção de radiofármacos para geração de imagens moleculares que auxiliam no diagnóstico precoce, monitoramento e tratamento de câncer, disfunções neurológicas e doenças cardíacas. 

Através de sua parceria com a DASA, o maior grupo da América Latina especializado em medicina diagnóstica, a Cardinal Health instalará um cíclotron no Rio de Janeiro, e ajudará a fornecer aos médicos e pacientes locais rápido acesso a exames e moderna tecnologia em medicina nuclear

Quando injetados no corpo humano, estes radiofármacos especializados, chamados de biomarcadores, tornam visíveis as alterações celulares associadas a diversas doenças graves. Através de sofisticados scanners, proporcionam aos médicos um diagnóstico não invasivo mesmo nos estágios iniciais das doenças, melhorando a capacidade de monitorar com eficiência a terapia aos pacientes.

Em suas 36 instalações de fabricação nos EUA, a Cardinal Health fabrica e distribui mais de 500.000 doses de FDG (Flúordesoxiglicose) anualmente. A presença da empresa no Brasil é um passo importante em seu esforço para disponibilizar esses biomarcadores para uma fatia maior da população.

Segundo Valdirene Bastos Licht, CEO da Cardinal Health Brazil ao estabelecer um cíclotron no Rio, a Cardinal Health está dando ênfase ao nosso compromisso de tornar os exames de imagem molecular mais acessíveis a médicos e pacientes ao redor do mundo. No Brasil, a meta é expandir a disponibilidade de FDG atraves da implementação de unidades produtivas em diversas localidades do país e trazer acesso ao Brasil à pesquisa e tecnologias de última geração concomitante com outros paises, aproximando nossa realidade a dos paises desenvolvidos. "Esta tecnologia inovadora é uma ferramenta importante na melhoria da qualidade e da eficiência do tratamento de saúde, porque ajuda os médicos a salvar vidas ao permitir que eles detectem doenças graves desde o início, e determinem a eficiência dos planos de tratamento relacionados."

Através de sua parceria com a DASA, o Rio de Janeiro agora terá sua primeira instalação privada para fabricação de radiofármacos. O cíclotron será instalado em um dos prédios da cidade totalmente dedicado à área médica e construído especialmente para receber os equipamentos de diagnóstico mais modernos do mundo na área de oncologia, cardiologia e neurologia. Os médicos poderão realizar exames que anteriormente ficavam restritos aos maiores centros de tratamento médico do mundo.

Para o Dr. Carlos Alberto Buchpiguel, Coordenador Nacional da Modalidade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular da DASA, a parceria com um dos maiores produtores mundiais, com expertise em imagem PET/CT, possibilitará que os avanços tecnológicos em diagnóstico com imagens moleculares cheguem ao Brasil de forma mais ágil e estratégica, acompanhando as tendências mundiais. “Podemos ampliar o leque de exames realizados pelo PET/CT, oferecendo aos nossos clientes o que há de mais moderno em medicina diagnóstica”, explica o médico. A fabricação de radiofármacos trará agilidade e modernidade aos exames diagnósticos em imagem molecular oferecidos pela DASA.

Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Cresce acesso à medicina nuclear entre os brasileiros

O aumento no número de usuários com plano de saúde eleva em 23% os serviços de diagnóstico por imagem para tratamento de tumores na UDDO nos últimos dois anos

Os brasileiros estão tendo mais acesso aos recursos modernos da medicina nuclear, utilizados no exame e tratamento de câncer. A UDDO, rede de clínicas de diagnóstico especializada do segmento, registrou, nos últimos dois anos, um crescimento de cerca de 23% no número de exames com avançadas técnicas de diagnóstico por imagem para detecção de gânglios atingidos pelas células cancerosas (linfonodo sentinela) e de tumores mais ocultos (Roll). O número desses exames passou de 857 por ano em 2009 para 1057 até novembro do no passado. 

O volume de atendimento de janeiro a novembro de 2011 é 3,5% superior, em comparação ao mesmo período de 2010.

Segundo a avaliação da UDDO, o crescimento se deve à difusão cada vez maior das técnicas da medicina nuclear entre a classe médica e, principalmente, maior acesso da população aos planos de saúde privado nos últimos anos com o aquecimento da economia do país. Os últimos levantamentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), revelam que no período de 2009 e 2010 o número de brasileiros com acesso aos planos de saúde passaram de 41,88 milhões para 45,58 milhões, um aumento de 8%. Hoje, cerca de 24% da população contam com serviço de convênio médico privado.

 Tanto a pesquisa de linfonodo sentinela como exame de Roll (sigla em inglês para localização radioguiada de lesões ocultos) são feitos a partir de injeções de pequena dose de substância radioativa, conhecida como radiofármacos, que servem como contraste. Considerados as mais avançadas ferramentas para diagnóstico e tratamento de tumores, linfonodo sentinela e Roll permitem localizar com maior precisão o gânglio ou a área afetada pelo tumor, evitando mutilações e extrações de todo o linfonodo.

Sobre a UDDO
 

Fundada em 30 de setembro de 1988, a UDDO está entre as maiores clínicas especializadas em medicina diagnóstica nuclear. Anualmente, realiza 40 mil exames de medicina nuclear e 15 mil de radiologia, sempre primando pela excelência técnica e pelo atendimento personalizado a seus clientes. A sua equipe multidisciplinar é formada pelos mais conceituados e experientes profissionais da saúde, como médicos nucleares, cardiologistas, enfermeiros, físicos, químicos e outros com experiência em diferentes áreas de atuação. Além da sede em Itapeva, a UDDO oferece atendimento nas unidades de medicina nuclear no Hospital Santa Casa, Santa Isabel e Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, além do Hospital Samaritano, Instituto Brasileiro do Controle do Câncer.

Fonte: Inteligemcia

sexta-feira, abril 29, 2011

1st World Congress on Gallium-68 and Peptide Receptor Radionuclide Therapy

Entre 23 e 26 de junho de 2011, em Bad Berka, Alemanha, será realizado o 1º World Congress on Gallium-68 and Peptide Receptor Radionuclide Therapy (PRRNT), organizado pelo Departamento de Medicina Nuclear e o Centro PET/CT da Zentralklinik Bad Berka e o Institute of Nuclear Chemistry, Johannes Gutenberg University. 
 
Dirigido a químicos, médicos e pesquisadores com interesse em geradores, PET e Imagem Molecular, o congresso contará com palestrantes reconhecidos mundialmente. 
 
Também será realizado um “Hands-on Training Course” em 68Ge e 68Ga geradores. 
 
Informações e inscrições no site www.1stWorldCongress-Ga-68.de
 
 
 
 
Fonte: SBBMN

quinta-feira, abril 28, 2011

III Simpósio Internacional CDPI & Multi-Imagem de PET/CT em Oncologia

No dia 7 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, será realizado o III Simpósio Internacional CDPI & Multi-Imagem de PET/CT em Oncologia: FDG e Outros Traçadores.  

Este ano, conta com a presença do professor Stefano Fanti, da Universidade de Bolonha, Itália. 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas com Renata Queiroz através do e-mail marketing@cdpi.com.br  www.cdpi.com.br ou pelo telefone (21) 2432-9155, ramal 9382. 

Fonte: SBBMN

segunda-feira, abril 25, 2011

Livro PET e PET/CT em Oncologia

No dia 29 de abril de 2011, às 12h15, no estande da Bibliomed/Balieiro, em São Paulo-SP, durante a JPR - Jornada Paulista de Radiologia, será lançado o livro PET e PET/CT em Oncologia, que teve como editores os médicos Celso Darío Ramos, presidente da SBBMN, e José Soares Jr, presidente da Alasbimn. 

Lançado pela Editora Atheneu, o livro tem 455 páginas, 43 capítulos e mais de 56 autores, abrangendo desde as áreas básicas de física e radiofarmácia até as mais diversas aplicações clínicas de PET e PET/CT. 

Os autores contam com sua presença no lançamento!







Fonte: SBBMN

segunda-feira, março 07, 2011

Aiea quer fim do atraso no transporte de material terapêutico

Algumas cargas radioativas de uso médico não são liberados a tempo fazendo com que os remédios percam a validade; Brasil lançou mecanismo para acelerar o processo.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, sugeriu mudanças em normas e procedimentos de algumas rotas globais de transporte de carga até 2013. O objetivo é fazer com que materiais radioativos, usados em tratamentos de câncer e doenças cardiovasculares, não sejam barrados em portos e aeroportos do mundo.

Prazo de Entrega

Falta de informação sobre o manuseio do material e normas nacionais são as principais razões dos impedimentos e atrasos. Muitas cargas tem validade curta e estragam se o prazo de entrega não for cumprido.

Jean-Yves Reculeau, especialista da Aiea, afirmou que “não há muito transporte qualificado para cargas de material radioativo e que existem obstruções demais.” Para a Aiea, é preciso criar uma rede de transportes segura e sustentável de rotas e carregamentos.

Milhares de cargas com equipamentos médicos são transportadas diariamente.

Debate

Em dezembro de 2009, o Brasil avançou nesse debate ao dar status de prioridade às cargas radioativas com fins médicos. No transporte marítimo, oficiais fizeram mudanças substanciais no porto de Santos e capacitaram equipe de trabalhadores com treinamento especializado.

Ainda este ano, a agência da ONU irá organizar uma série de consultorias técnicas e encontros para analisar casos específicos de impedimentos e atrasos de carga. 


Fonte: Correio do Brasil

terça-feira, março 01, 2011

Aumento no preço dos radiofármcos adiado até final de março

No dia 16 de fevereiro de 2011, na sede da CNEN no Rio de Janeiro, o presidente da SBBMN, Dr. Celso Darío Ramos, e os diretores Dr. Ricardo Brandão e Dr. Claudio Tinoco Mesquita, se reuniram com o presidente da CNEN, professor Odair Dias Gonçalves, e com o diretor de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Dr. Marcos Nogueira Martins.
 
Na reunião, foram discutidas possíveis medidas para o desenvolvimento da Medicina Nuclear, considerando a decisão governamental da presidente Dilma Rousseff, confirmada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, em 13 de fevereiro de 2011: construir no Brasil um reator multipropósito para produzir radioisótopos para uso médico.
 
O professor Odair mostrou as dificuldades orçamentárias da CNEN, apresentou uma planilha, segundo a qual a produção de geradores de tecnécio-99m pelo IPEN é deficitária e afirmou que o aumento de preços é necessário para recompor o orçamento da Comissão.
 
A SBBMN ressaltou a importância de que, associado ao investimento no reator, haja investimento direto no crescimento da Medicina Nuclear, a principal usuária desses insumos radioativos e que é contraditório "sufocar" a especialidade com mais esse aumento de preços, além dos vários aumentos indiretos que já vem sofrendo.
 
Foi discutida a necessidade de incrementar o ensino e a pesquisa na área, formar um número maior de médicos nucleares, físicos, radiofarmacêuticos e biomédicos, principalmente, nas universidades públicas brasileiras, aptos a trabalhar com materiais produzidos pelo novo reator para que todo o investimento se reverta em melhoria da saúde da população, desenvolvimento tecnológico e ensino profissionalizante no país.
 
Ao final, ficou definido que o reajuste nos preços dos radiofármacos fica adiado até o final de março e, neste prazo, CNEN e SBBMN se comprometeram a planejar ações conjuntas, como viabilizar a revisão da tabela do SUS. Os resultados dessa reunião serão apresentados ao Ministério da Ciência e Tecnologia, protagonista principal do desenvolvimento dessa área. CNEN e SBBMN se posicionaram de modo a cada vez mais se tornarem parceiras no uso benéfico da energia nuclear.

Fonte: SBBMN

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Resultado da reunião com Governo sobre aumento de preços dos radiofármacos

No dia 27 de janeiro de 2011, foi promovida uma reunião com o professor Luiz Antonio Elias, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, que contou com a presença do Dr. Celso Darío Ramos, presidente da SBBMN, do Dr. Manoel Aparecido Gomes da Silva, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, e do Dr. Ricardo Brandão, diretor da SBBMN e da Sociedade Brasileira de Cancerologia. 

A reunião teve como objetivo discutir o aumento de preços dos radiofármacos no contexto do Programa Nuclear Brasileiro. Uma das prioridades do Programa é a construção do Reator Multipropósito Brasileiro. Foi colocado para o secretário que não faria sentido "sufocar" a Medicina Nuclear brasileira com mais um aumento de preços de insumos. 

Ao contrário, o crescimento da Medicina Nuclear deve ser estimulado, já que é uma das principais e mais nobres usuárias do novo reator. “O secretário compreendeu o delicado momento pelo qual passa a Medicina Nuclear no país", avaliou o Dr. Celso Darío Ramos, que completou: "Se comprometeu a conversar com a CNEN sobre a possibilidade de cancelar este aumento e prometeu uma resposta até o início de fevereiro”


Fonte: SBBMN

quarta-feira, outubro 06, 2010

Cresce a contribuição da medicina nuclear na luta contra o câncer de mama

Ao mesmo tempo em que cresce a assistência integral direcionada aos pacientes oncológicos, aumenta a importância do médico nuclear no diagnóstico, no estadiamento e no tratamento da doença. Dr. Rodrigo Guimarães Furtado, especialista do Grupo Núcleos, afirma: “A abordagem do câncer de mama é multidisciplinar. É impensável diagnosticar e tratá-lo sem a integração entre o radiologista, o mastologista, o patologista, o oncologista e o médico nuclear”. Nesse tipo de tumor, a cirurgia radioguiada e a cintilografia óssea são procedimentos fundamentais.

A cirurgia radioguiada permite a detecção e a localização precisa de tumores de mama não palpáveis. O paciente recebe uma injeção com preparo radioativo que, em contato com a lesão, a torna detectável por um aparelho sensível à radiação – chamado Gama-Probe. Dr. Rodrigo esclarece que a radiação utilizada é mínima e altamente segura. “O radiofármaco é retirado do corpo durante a cirurgia”, complementa. O exame permite maior precisão na localização intra-operatória de lesões suspeitas.

Outro procedimento cirúrgico com o qual a medicina nuclear contribui é a Pesquisa do Linfonodo Sentinela. Ela consiste na biópsia cirúrgica do gânglio linfático para onde drena o sítio tumoral, permitindo o estadiamento do câncer de mama.

Seguimento e Estadiamento

A Cintilografia Óssea é um procedimento indicado na avaliação inicial e no seguimento de pacientes com histórico de câncer de mama ou outros tumores. “As vias para disseminação das metástases são a linfática e a sanguínea”, explica Dr. Rodrigo. No segundo caso, os ossos e os pulmões são os tecidos estatisticamente mais afetados por células cancerígenas secundárias ao câncer de mama. A principal vantagem do método é que ele permite uma análise de todo o esqueleto, com alta sensibilidade: “A Cintilografia Óssea possibilita a detecção de metástases osteoblásticas mais precocemente que os exames radiológicos”.

Novidade

Outro aliado na abordagem do câncer de mama e que deve chegar ao Brasil em breve é o Positron Emission Mammography, ou simplesmente PEM. O método utiliza um marcador para estudar a atividade metabólica do tumor. Um radiofármaco composto de Glicose e Flúor Radioativo (F-18) é administrado ao paciente que, então, é submetido ao exame. “Ele será útil na detecção precoce do câncer de mama”, adianta.



Fonte: ParanaShop

Brasil poderá ter megarreator para uso científico em 2016


O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) planeja construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões. Os recursos para elaboração do projeto -R$ 30 milhões- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016.


O megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo. O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator. A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos. Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

"Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia", lamenta o diretor de projetos especiais do instituto, José Augusto Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958. O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. "Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos", diz Perrota.

Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. "Não podemos deixar de fazer "big science" (projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara)."


Fonte: Portal Vermelho

quinta-feira, agosto 05, 2010

Senado tira monopólio da produção dos radiofármacos


O Senado aprovou em dois turnos de votação no dia 03/08/10, a PEC 100/2010 que retira da União o monopólio sobre a produção, comercialização e uso de elementos radioativos para fins medicinais.

Com isso, empresas privadas podem fabricar e distribuir esses elementos, que são fundamentais para o diagnóstico de doenças cancerígenas.

Até então, apenas duas estatais têm autorização para produzir e comercializar esses produtos: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, e o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro, ambos vinculados ao Ministério de Ciência e Tecnologia. A autorização para a produção e venda dos radioisótopos, no entanto, fica sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear, também vinculada ao ministério.

De acordo com o autor da proposta, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a ampliação da autorização para venda e produção desses produtos vai aumentar o acesso de pacientes aos tratamentos e exames. "Hoje, só duas estatais podem produzir e comercializar esses produtos. E como eles têm uma vida curta, muitos com menos de duas horas de durabilidade, isso obriga os pacientes a viajarem até essas localidades para terem acesso a diagnóstico e tratamento", afirmou.

Agora, a PEC segue para apreciação pelo plenário da Câmara, que deve aprovar a matéria em dois turnos, por pelo menos 3/5 dos deputados (quantidade igual ou superior a 308 deputados). Caso sofra alterações, a PEC volta para apreciação do Senado. Se for aprovada sem mudanças, a matéria é promulgada pelo presidente do Congresso, o senador José Sarney (PMDB-AP). 


Fonte: JB Online


Obs: Só uma correção Sr Senador: é meia-vida curta e o mais correto seria dizer atividade, não é, Tecnólogos?

quarta-feira, julho 28, 2010

Hospital das Clínicas da USP produzirá radiofármacos

Um convênio entre as iniciativas pública e privada tornou o HC (Hospital das Clínicas da USP) o primeiro hospital público do Estado a produzir radiofármacos, que serão usados em exames e em pesquisas. O projeto, estimado em R$ 17,7 milhões, foi financiado em conjunto com o Hospital Sírio-Libanês e a Secretaria de Estado da Saúde.

O Hospital Sirio Libanês doou um cíclotron, acelerador de partículas que produz os radiofármacos. O principal é o Flúor-18, FDG (fluorodeoxiglucose), elemento radioativo usado como contraste no PET.


O hospital também recebeu um PET/CT, que alia o PET à tomografia computadorizada. "No cíclotron, é possível transformar átomos em elementos radioativos e marcar, com eles, uma substância. O flúor, por exemplo, marca a glicose. Como o tumor precisa de glicose para crescer, é possível enxergá-lo logo no início", diz Carlos Buchpiguel, diretor do Centro de Medicina Nuclear do HC.


O PET pode mudar a conduta nos tratamentos. "Há casos em que o paciente vai ser operado porque se acredita que ele tem tumor só no pulmão, e o PET mostra que não vale a pena porque detecta o câncer em outro local", diz José Soares Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear. Ele calcula que haja cerca de 20 PET/ CTs no país.


A aquisição do cíclotron foi possível devido à flexibilização, em 2006, do monopólio governamental sobre a produção de alguns radiofármacos. Até então, o HC comprava o FDG do Ipen - que possui os únicos dois cíclotrons da cidade. O aparelho custa entre US$ 2 e US$ 3 milhões.


O foco inicial do projeto será na área de oncologia. O FDG será usado no HC, no Sírio Libanês  e no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. Novos marcadores também serão pesquisados.


Além de economia de custos, ter um cíclotron no complexo hospitalar permite produzir elementos radioativos de meia-vida curta. "A meia-vida do oxigênio, por exemplo, é de dois minutos. Se a fonte produtora não estiver ao lado do laboratório, inviabiliza", diz Gonzalo Vecina Neto, superintendente corporativo do Sírio.


Uma espécie de "bunker" com cerca de 2 metros de espessura de concreto na parede está sendo construído para abrigar o aparelho. A obra deve ser entregue em outubro.




Fonte: Tecnologia Radiológica (com adaptações)
 

terça-feira, junho 29, 2010

Novo reator para a Medicina Nuclear


O Brasil pode alcançar a autossuficiência na produção de radioisótopos, principalmente de radiofármacos, a partir da construção do reator multipropósito (RMB). O projeto vem sendo desenvolvido há mais de um ano pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). 

A ideia é iniciar a construção do reator em 2011, para a entrada em funcionamento no prazo de seis anos, disse à Agência Brasil o presidente da Cnen, Odair Gonçalves. Segundo ele, a crise mundial deflagrada com a parada dos reatores canadense e holandês, no ano passado, retirou do mercado 60% da produção de radiofármacos, o que causou prejuízos na área da saúde.

“Foi uma crise que afetou bastante o Brasil, porque o Canadá respondia por 40% do mercado mundial e a Holanda por 30%. Os dois países saíram do mercado e mantiveram cerca de 10%. Ou seja, nós tivemos retirados do mercado 60% da produção”. O Brasil sofreu menos que outros países devido à parceria com a Argentina, que passou a fornecer um terço da necessidade brasileira. Atualmente, o Brasil tem mais um terço sendo fornecido pela África do Sul, disse Gonçalves.

Para o presidente da Cnen, apesar do país ter todo o mercado atendido, essa não é uma situação estável. “A situação, realmente, só vai se tornar estável quando a gente conseguir construir o nosso reator”.
O reator multipropósito brasileiro vai funcionar no novo instituto da Cnen, que será construído no município de Iperó (SP), em área vizinha ao Centro Experimental Aramar, responsável pelo desenvolvimento de pesquisas nucleares da Marinha.

Os dois objetivos principais do RMB são a produção de radiofármacos e testes de materiais. “Fora isso, ele vai produzir outros radioisótopos que poderão ser usados na agricultura. E vai também ter um feixe de neutrons para pesquisas básicas”, disse.
O Brasil tem quatro reatores de pesquisa. Gonçalves destacou, entretanto, que “nenhum deles é adequado para a produção de molibdênio, o radiofármaco usado pelo setor médico, porque os feixes de neutrons são muito baixos. São fracos os feixes”.

O projeto tem custo final estimado de R$ 850 milhões, ou o equivalente a US$ 500 milhões. Este ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia liberou para o projeto verba de R$ 5 milhões dentro do orçamento próprio e do fundos de suporte à pesquisa. Além disso, o ministério destinou uma dotação específica de R$ 50 milhões para o projeto básico.

O presidente da Cnen afirmou que existe a possibilidade de uma parceria com a Argentina para viabilizar o projeto. “De qualquer maneira, a construção propriamente do reator tem que ser encomendada fora [do país]. Porque nós não temos experiência nessa área”. Para Gonçalves, essa participação no exterior poderá se realizar por meio de contrato de cooperação e esclareceu que a parceria com a Argentina precisa ser bem entendida. “Não é a parceria de dois países para construir um reator. A parceria é no desenvolvimento de projetos etc. Mas, o reator é feito no Brasil e vai ser operado pelo Brasil. Então, nesse caso, não é um reator bilateral. É um reator brasileiro”.

Segundo Odair Gonçalves, a Argentina tem interesse também em desenvolver um reator do mesmo tipo. Por isso, ele avaliou que se os dois países puderem ter o mesmo projeto e dividirem os custos da construção, isso pode diminuir os gastos com o projeto.


Fonte: Correio Braziliense