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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Entrevista com Tecnólogos - Bahia

4ª Entrevista com Tecnólogos em Radiologia


Por Mariana Duarte

Nome: Valdineia Santos Mendonça
 
Situação acadêmica: Concluído

Instituição de Graduação: Universidade Estácio - FIB

 

1- O curso de Tecnólogo em Radiologia foi uma escolha ou foi por acaso?

Escolha.

2- Quantos semestres teve o seu curso?

6 semestres.

3- Como você avalia o seu curso? Foi o que você esperava?

Bom.

4- Com relação aos professores, atingiram às suas expectativas? Foi aluno de algum Tecnólogo?

Alguns professores sim. Nenhum professor Tecnólogo.

5- Quanto às matérias vistas no curso, acha que faltou algo a ser visto?

Não.

6- A instituição é otimista quanto ao seu curso? Deram segurança quanto ao futuro da sua profissão?

Sim, muito.


7- A mensalidade que você pagou achou justa c/ relação ao que lhe foi oferecido? 

Sim. A única coisa que não achei correta, foi pagar por estágio.

8- Qual foi o tema da sua monografia?

Meu tema foi: A Imaginologia na Investigação Criminal: Autópsia Virtual.

9- Comente sobre o seu estágio. Estagiou por quanto tempo? Foi produtivo? Onde foi (hospital, clínica)? Foi  remunerado?

Estágios: Hospital Geral de Camaçari (Raio-X), muito bom. Hospital Geral Ernesto Simões (Tomografia), muito bom. Image Memorial (Tomografia), bom. Um mês em cada local.

10- Quem o supervisionou no estágio (Técnico, Tecnólogo..)?

Tecnólogos/Enfermeiros.

11- Qual a situação do curso em seu estado? É novo, tem formados, há várias instituições com o curso?

Relativamente novo, um turma formada. Três faculdades com o curso em Salvador.

12- Você já tem registro no Conter?

Ainda não, preciso do certificado, o qual recebo em fevereiro de 2012.

13- Qual a perspectiva de emprego na área, onde vive? E a faixa salarial?

Estou otimista, mas precisa de indicação. Salário na faixa de R$ 1.400,00.

14- Você trabalha ou conhece quem trabalha como Tecnólogo em Radiologia?

Conheço.

15- Em que área pretende atuar na radiologia?

A princípio Raio-X e TC.

16- Você tem alguma especialização na área?

Ainda não.

17- Já houve concurso para Tecnólogo em sua região?

Não, só para Técnico.

18- Comente o que quiser. 

É uma profissão boa, embora seja árdua a luta para sermos respeitados.



Obrigada pela parceria, Valdineia! Espero que consigas se realizar na profissão!


Se você quiser participar da entrevista, clique aqui! Somente São Paulo completou as "vagas" na entrevista, ainda temos um Brasil inteiro aí pra falar dos Tecnólogos! Participe!

Confira as entrevistas anteriores:

São Paulo

São Paulo

Pernambuco

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Grupo belga quer cooperar com a UnB

Três representantes do Centro de Pesquisa Nuclear da Bélgica (SCK-CEN) estiveram na Universidade de Brasília, em dezembro passado, para conhecer as pesquisas correspondentes às atividades realizadas na área pelo país europeu. Este foi o primeiro contato do grupo com a UnB. Um possível acordo de cooperação será discutido entre as instituições a partir de agora. O SCK-CEN é o segundo maior centro do mundo em produção de isótopos radioativos, fundamentais para a medicina nuclear. Esses elementos são usados em tomografias e exames de raio-x por contraste. “Como é difícil de consegui-los na natureza, é preciso sintetizá-los”, explica o diretor do Instituto de Física da UnB, Geraldo Magela. No centro belga, há reatores que podem produzir os isótopos radioativos, além de outras máquinas importantes para estudos nucleares, como aceleradores de partículas. “Eles têm uma estrutura bem interessante do ponto de vista experimental”, afirma o professor.

O vice-diretor da Faculdade UnB Ceilândia, Araken Rodrigues, acredita que o acordo é o “embrião” para uma relação que pode qualificar recursos humanos e aumentar os quadros de pessoal. Com o aumento de mão-de-obra qualificada, a pesquisa em Medicina Nuclear e em Radiologia, áreas em que a Hospital Universitário de Brasília (HUB) atua no campo da energia nuclear, pode se intensificar. Além disso, o professor avalia como segmentada a pesquisa nesses dois pontos dentro da universidade. “As diferentes áreas que trabalham com o tema deveriam se unir e definir metas conjuntas”, diz.

Reator

O presidente do conselho de diretores do centro SCK-CEN, Frank Deconinck, afirmou que a partir do ano que vem já será possível começar o intercâmbio entre estudantes, exclusivamente da pós-graduação. “Nós sabemos que o Brasil trabalha nos mesmos campos que a gente”, afirmou. “O Brasil vai construir um novo reator e nós também, vocês precisam treinar novas pessoas, nós também, vocês querem desenvolver medicina nuclear e nós temos muita experiência nessa área”. Para o diretor, há muitos campos diferentes em que Brasil e Bélgica têm as mesmas estratégias.

“Esse centro é muito importante”, afirma a chefe de Assuntos Internacionais da UnB, Ana Flávia Granja e Barros. “Eles têm tido sucesso em áreas inovadoras e oferecem vagas para estudantes de master, doutorado e pós-doutorado em cooperação com seis universidades belgas”. As aulas são em inglês, oferecidas a estudantes do mundo todo. A partir de agora, a INT vai mapear os pesquisadores envolvidos no tema para assegurar o intercâmbio dos estudantes. 

Professores interessados podem entrar em contato pelo e-mail: inter@unb.br

Fonte: Planeta Universitário

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Cresce acesso à medicina nuclear entre os brasileiros

O aumento no número de usuários com plano de saúde eleva em 23% os serviços de diagnóstico por imagem para tratamento de tumores na UDDO nos últimos dois anos

Os brasileiros estão tendo mais acesso aos recursos modernos da medicina nuclear, utilizados no exame e tratamento de câncer. A UDDO, rede de clínicas de diagnóstico especializada do segmento, registrou, nos últimos dois anos, um crescimento de cerca de 23% no número de exames com avançadas técnicas de diagnóstico por imagem para detecção de gânglios atingidos pelas células cancerosas (linfonodo sentinela) e de tumores mais ocultos (Roll). O número desses exames passou de 857 por ano em 2009 para 1057 até novembro do no passado. 

O volume de atendimento de janeiro a novembro de 2011 é 3,5% superior, em comparação ao mesmo período de 2010.

Segundo a avaliação da UDDO, o crescimento se deve à difusão cada vez maior das técnicas da medicina nuclear entre a classe médica e, principalmente, maior acesso da população aos planos de saúde privado nos últimos anos com o aquecimento da economia do país. Os últimos levantamentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), revelam que no período de 2009 e 2010 o número de brasileiros com acesso aos planos de saúde passaram de 41,88 milhões para 45,58 milhões, um aumento de 8%. Hoje, cerca de 24% da população contam com serviço de convênio médico privado.

 Tanto a pesquisa de linfonodo sentinela como exame de Roll (sigla em inglês para localização radioguiada de lesões ocultos) são feitos a partir de injeções de pequena dose de substância radioativa, conhecida como radiofármacos, que servem como contraste. Considerados as mais avançadas ferramentas para diagnóstico e tratamento de tumores, linfonodo sentinela e Roll permitem localizar com maior precisão o gânglio ou a área afetada pelo tumor, evitando mutilações e extrações de todo o linfonodo.

Sobre a UDDO
 

Fundada em 30 de setembro de 1988, a UDDO está entre as maiores clínicas especializadas em medicina diagnóstica nuclear. Anualmente, realiza 40 mil exames de medicina nuclear e 15 mil de radiologia, sempre primando pela excelência técnica e pelo atendimento personalizado a seus clientes. A sua equipe multidisciplinar é formada pelos mais conceituados e experientes profissionais da saúde, como médicos nucleares, cardiologistas, enfermeiros, físicos, químicos e outros com experiência em diferentes áreas de atuação. Além da sede em Itapeva, a UDDO oferece atendimento nas unidades de medicina nuclear no Hospital Santa Casa, Santa Isabel e Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, além do Hospital Samaritano, Instituto Brasileiro do Controle do Câncer.

Fonte: Inteligemcia

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Cursos Online e Presenciais da UCDB

A Universidade Católica Dom Bosco de Mato Grosso, juntamento ao Portal Educação oferecem vários cursos de diversas áreas, online e presenciais. A UCDB realiza encontros presenciais em todas as capitais brasileiras.

Aproveitem! Vamos nos especializar, galera! Aprender nunca é demais.

Carga Horária: 420h
Início: 20/01/12

Carga Horária: 80h 

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 100h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 40h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 4h

Carga Horária: 20h

Carga Horária: 100h

Carga Horária: 80h


domingo, janeiro 08, 2012

Vagas de emprego para Tecnólogos em Radiologia 2012 - II

A empresa de consultoria em recursos humanos, SERH, está selecionando diversos profissionais para atuar em Salvador e Região Metropolitana. São mais de 20 vagas e os salários variam de R$725,00 à R$ 1.420,00 com comissão. Os benefícios podem incluir vale transporte, vale refeição, assistencia médica, vale transporte, auxílio creche, plano de saúde extensível a dependentes, seguro de vida e participação nos lucros.

Os interessados devem cadastrar o currículo completo no site da empresa (www.serh.com.br). O regime de contratação é pela CLT.
 

Vagas de Nível Superior:

Assistente de Ressonância Magnética I: Atuar numa clínica de bioimagem, em regime de 20 horas por semana.
Salário: R$ 1.149,71
Benefícios: vale transporte, assistência médica.
Pré-requisitos: curso superior em Biomedicina ou Tecnologia em Radiologia, 1 ano de experiência na área.
Tipo de contrato: Efetivo – CLT
Número de vagas: múltiplas vagas para variados turnos de trabalho.

Assistente de Medicina Nuclear I: Atuar numa clínica de bioimagem, em regime de 20 horas por semana.
Salário: R$ 1.149,71
Benefícios: vale transporte, assistência médica.
Pré-requisitos: curso superior em Biomedicina ou Tecnologia em Radiologia, 1 ano de experiência na área.
Tipo de contrato: Efetivo – CLT
Número de vagas: múltiplas vagas para variados turnos de trabalho.

 

Fonte: Correio 24 Horas (com adaptações).



Obs: Olha os Biomédicos aí...

sábado, janeiro 07, 2012

Vagas de emprego para Tecnólogos em Radiologia 2012 - I

O Blog do Tecnólogo disponibiliza várias informações sobre vagas disponíveis. Acompanhe as atualizações do Blog e clique na Tag "emprego" do lado inferior direito da página ou na tag referente ao seu Estado ou Continente do lado esquerdo da página em "pesquise por local".

É importante ressaltar, que na maioria dos sites de busca por emprego é necessário se cadastrar o currículo e são pagos. Alguns sites dão a oportunidade de que você coloque o currículo grátis por 7 dias. 

Só para salientar, a maioria das empresas, hoje em dia, buscam currículos cadastrados em sites de vagas de empregos. Então, é uma boa chance para quem está procurando uma oportunidade e para começar 2012 mais feliz!

Requisitos: Experiência 6 meses com dutos, ultrasom.
Local: Itabuna-BA
Vagas: 1
Atribuições: Atuar com dutos.

Requisitos: Estar cursando Radiologia Médica.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 5
Atribuições: Obtenção de RX intra e extrabucais e Tomografias Lineares ou Computadorizada, supervisionado. Revelação e fixação de filmes através de processamento automático ou digital. Preencher o Registro de Exames Radiográficos e Tomográficos.

Requisitos: Necessário experiência comprovada com ressonância e tomografia.
Local: Belo Horizonte-MG
Vagas: 2
Atribuições: Atuar como Tecnólogo em Radiologia.

Requisitos: Necessário experiência comprovada com ressonância e tomografia.
Local: Itabirito-MG
Vagas: 1
Atribuições: Atuar como Tecnólogo em Radiologia.

Requisitos: Desejável experiência.
Local: Goiânia-GO
Vagas: 1
Atribuições: Atuar como assistente de ressonância, exercendo as rotinas da função.


Obs: Algumas vagas requerem biomédicos ao invés de profissionais da radiologia. Mesmo assim, tentem!

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Profissionais serão qualificados para operar mamógrafos

Capacitação prepara professores que irão atuar em cursos técnicos de especialização em Mamografia. A iniciativa vai aumentar o número de profissionais qualificados no SUS e a produtividade dos mamógrafos

O Ministério da Saúde promove, desde dezembro passado, curso de capacitação de docentes que coordenarão e ministrarão aulas de especialização em Mamografia para técnicos em radiologia, nas escolas e centros formadores do SUS em todo o país. O objetivo é promover a formação de profissionais capacitados para operar os mamógrafos existentes na rede pública, promovendo uma maior produtividade dos equipamentos, com o aumento do número de exames realizados.

Serão qualificados, nos três dias de aula que acontecem em Brasília, mais de 60 profissionais de nível superior graduados em Tecnologia em Radiologia – de dois a três por estado. Eles serão habilitados para darem aulas de especialização em Mamografia, o que permitirá às 36 instituições que compõe a Rede de Escolas Técnicas do SUS – RET-SUS, oferecer cursos específicos da área, inserindo, assim, profissionais especializados na rede pública de saúde.

O curso tem o objetivo de capacitar os futuros docentes a desenvolverem um ensino completo, que aborde o processo de exame de mamografia como um todo– este vai desde o recebimento da paciente, até a avaliação da qualidade do exame para a produção do laudo médico. Além disso, os profissionais conhecerão mais detalhes a respeito da tecnologia usada – por exemplo, sobre o funcionamento da máquina e o sistema de processamento de imagem. 

Serão ministradas 24 horas de aulas separadas em unidades temáticas que abrangem aspectos históricos, epidemiológicos, fisiológicos, tecnológicos, entre outros.

As ações destinadas ao reforço do contingente desses profissionais estão em andamento desde que auditorias do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) evidenciaram a baixa produtividade dos mamógrafos – uma das causas apontadas foi carência de mão de obra qualificada para operar os equipamentos.  

“Estamos trabalhando no sentido de promover a formação de qualidade nesta área tão importante e demandada pelo SUS, para garantirmos que mamógrafos não vão ficar parados ou produzindo abaixo do esperado. Este curso vai preparar professores e realmente disseminar por todo o país as técnicas radiológicas em Mamografia”, explica Clarice Aparecida Ferraz, coordenadora-geral de ações técnicas em Educação na Saúde do Ministério da Saúde. 

Também serão, futuramente, capacitados professores em outras áreas prioritárias da Radiologia, como Ressonância e Tomografia.
Investimento em educação

O Ministério da Saúde vem investindo em qualificação de profissionais de saúde, tanto de nível médio, quanto de superior. O Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde (Profaps) destina-se a promover a formação e a qualificação de profissionais de nível médio, por meio da Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS). 

Em 2009 e 2010, foram investidos cerca de R$ 65 milhões e abertas quase 30 mil vagas em cursos técnicos de capacitação por todo o país. Este ano, estão sendo aplicados R$ 63 milhões no programa. A meta é formar 94.700 profissionais por ano até 2015.

Outra ação do ministério que qualifica profissionais de saúde é a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), que oferece cursos gratuitos à distância. Atualmente, existem mais de 43 mil profissionais cadastrados para participar das capacitações e 14 instituições credenciadas disponibilizando cursos em áreas relevantes, como saúde da família, vigilância em saúde ambiental, saúde materna e infantil, saúde mental, gestão da assistência farmacêutica e capacitação de gestores do SUS. 

Desde a criação do programa, em 2009, foram investidos R$ 73,5 milhões.

Informações
Para quem quiser ficar por dentro da programação dos cursos oferecidos pelo SUS, acesse o site da RET-SUS.

Escolas Técnicas do SUS

Centro-Oeste:


Nordeste:

 Norte:


Sudeste:


Sul:


Fonte: Portal da Saúde - SUS

quinta-feira, janeiro 05, 2012

O Brasil quer entrar na cadeia produtiva de terras-raras



Encontrar maneiras de se estabelecer a cadeia produtiva de terras-raras (TR) no Brasil foi o objetivo principal do 1º Seminário Brasileiro de Terras-Raras, promovido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro passado, no Rio de Janeiro. "Nosso objetivo neste seminário vai além das terras-raras; é uma oportunidade de fazer com que o País tenha um futuro brilhante", afirma Osvaldo Antonio Serra, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos organizadores do evento.

Francisco Eduardo de Vries Lapido-Loureiro, pesquisador emérito do Cetem, abriu sua palestra citando um pesquisador francês que afirmou que as terras-raras serão, para o século 21, o equivalente ao que o petróleo foi para século 20 e o que o carvão foi para século 19. "Uma nova revolução industrial", comparou.

Lapido-Loureiro apresentou uma série de dados, em que o Brasil aparece como produtor de 650 toneladas por ano, supostamente com reservas de 18.000t e reservas base de 89.000t, enquanto a China, principal provedor de TR, atualmente produz 120.000t, tem reservas de 27 milhões de toneladas (Mt) e reservas base de 89 Mt, ou seja, produz 97% do total mundial (124.000 toneladas). "A China se tornou a Arábia Saudita das terras-raras. Ou ainda mais, pois a Arábia Saudita tem concorrentes no mercado do petróleo e a China, não", acrescenta Iran Ferreira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Não é novidade que o Brasil queira voltar a ser um grande produtor de TR, conjunto de 17 elementos químicos utilizados para aplicação em alta tecnologia - presentes em minérios como a monazita, a bastnaesita e a xenotima (maiores fontes de TR). Muito antes da existência de ímãs que transformam energia elétrica em mecânica, smartphones, tablets, fibras óticas e trens-balas (produtos cuja elaboração depende das terras-raras), o País já explorava essa seara. Chegou a ser o principal produtor delas e começou sua exploração ainda no século 19.

Contudo, foi durante a segunda metade do século 20 que a produção foi intensificada, sendo realizada pela Orquima (1946 a 1962), pela Comissão Brasileira de Tecnologia Nuclear - CBTN (1962-1966), pela APM/CNEN (1966-1972), pela Nuclebrás (1972/1992), que criou em 1976 a subsidiária Nuclemon, até chegar finalmente ao comando da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), conforme detalhou Adriano Maciel Tavares, da INB, em seu histórico da produção de TR no País.

"Trabalhar com terras-raras sempre foi complicado, mas sempre houve pesquisa", destaca Tavares, lembrando fatos históricos como a geração de carbonato de neodímio pela Nuclemon em 1986, que permitiu que a Unicamp construísse o primeiro protótipo de laser. No entanto, Osvaldo Serra, em um balanço das palestras, alertou para a necessidade de criar-se um órgão que "vista a camisa" exclusivamente para as TR. "O grande problema é que a INB não tem como principal objetivo a produção de terras-raras. Apesar de seu esforço, não houve continuidade da Orquima e começamos a perder ou pelo menos estagnar nossa tecnologia", opina.
 
A grande diferença agora é que o Brasil não deseja apenas exportar esses elementos, mas também participar de toda a cadeia produtiva. "Se este seminário tivesse acontecido dez ou vinte anos atrás, talvez a preocupação fosse exportar os concentrados crus. Hoje, há a intenção de tentar viabilizar a cadeia produtiva não só das terras-raras, mas também de outros minérios. É um avanço", opina Fernando Lins, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do MME e relator do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre minerais estratégicos, que envolveu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o MME.

Lins apresentou algumas recomendações do GTI para as terras-raras, tais como a criação de uma coordenação para o desenvolvimento do segmento; um estudo prospectivo com a participação da academia, de institutos de pesquisa e do setor empresarial; outro levantamento geológico; um programa de PDI; e a integração em projetos de inovação e articulações público-privadas.

Catalão (GO), Araxá (MG), Pitinga (AM) e Poços de Caldas (MG) são depósitos de terras-raras, que apresentam mais de 30 ocorrências no País, como na Região de São João Del Rei (MG). Foi na Bahia, em Cumuruxatiba, onde começou a exploração das areias monazíticas, em 1886.

Estratégias do MCTI

Elzivir Guerra, coordenador de recursos minerais do MCTI, afirma que o ministro Aloizio Mercadante lançará, nos próximos dias, dentro do Conselho de Ciência e Tecnologia, a estratégia nacional de C,T&I e que ela levará em conta a produção das terras-raras. "Um dos desafios da estratégia é estabelecer e consolidar a liderança do Brasil na economia do conhecimento de recursos naturais. Dentro desse desafio, está a retomada e a implantação da cadeia produtiva de terras-raras, elencadas como prioridade". A estratégia será para os próximos quatro anos, com plano de ações que envolvem um plano de PDI para minerais estratégicos. Guerra anunciou também a possibilidade da criação de uma rede de centros de inovação para tecnologias de produção e uso de terras-raras.

"O que a China fez nos anos 90 nós teremos que fazer agora", resumiu Lucy Chemale, do CPRM - Serviço Geológico do Brasil. Ela revela que o órgão pretende organizar visitas aos principais depósitos de terras-raras do mundo e propor o intercâmbio a partir de equipes multidiscilplinares.

Christian Hocquard, representante do Bureau de Recherches Géologiques et Minières, o serviço geológico da França, relatou a produção e uso de terras-raras em seu país e chamou a atenção para o fato de que a mistura de produção (ou a não-padronização dela) ao redor do mundo contribuiu para um desequilíbrio entre a produção de terras-raras pesadas (insuficientes frente à demanda) e a de terras-raras leves (excedentes). E apresentou algumas razões limitadoras da produção em geral, como a dificuldade de separação e purificação dos elementos, a radioatividade dos resíduos e os diferentes preços de comercialização dos 17 elementos. Entre as soluções a curto e médio prazos, ele sugere a estocagem estratégica e os chamados "3 R" (reduzir, reutilizar e reciclar).

Como resultado prático do encontro, os organizadores pretendem criar um documento com síntese das conclusões e recomendações do seminário, que servirá de referência para a futura política de governo do setor mineral brasileiro e será encaminhado ao MME.


Fonte: Vermelho Portal

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O Caos de Fukushima

O ex-diretor da usina está com câncer, o arroz e o leite em pó infantil estão com sinais de radiação, a cerveja japonesa foi barrada, macacos vão medir a radiação nas mediações da usina... enfim... fatos e contos de Fukushima.

Câncer

O ex-diretor da usina nuclear de Fukushima, que deixou o trabalho na início de dezembro, está com câncer de esôfago, informou a empresa Tepco, da qual é funcionário. 

Mas segundo a porta-voz da Tepco, Ali Tanaka, durante visita à usina, "o próprio Yoshida revelou que tem câncer de esôfago", enquanto conversava com os funcionários.

A Tepco acredita que é "extremamente improvável que a doença tenha sido causada por exposição a radiação", afirmou, para provocar câncer no esôfago, seria necessário uma exposição à radioatividade durante pelo menos cinco anos e 10 anos para desenvolver a doença. 

A exposição cumulativa de radiação de Yoshida foi de 70 mSv desde 11 de março, segundo a Tepco, um nível abaixo do limite recomendado para socorristas.

Alimentos

A empresa Meiji, do Japão, vai providenciar a troca de 400 mil latas de leite em pó infantil vendidas no país. Há suspeitas de que o produto tenha sido contaminado com césio radioativo. Amostras do leite foram analisadas por especialistas, que identificaram a contaminação nove meses após o vazamento de radioatividade na Usina.

Porém, de acordo com a empresa, a radiação identificada no produto está em níveis bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo governo japonês. A Meiji informou que o césio pode ter contaminado o leite durante o processo de desidratação.

O governo japonês esvaziou nove cidades próximas da central nuclear, determinou a suspensão da produção e do consumo de alimentos produzidos na região, como carnes, legumes, frutas e verduras.

As autoridades da província japonesa também detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região.

As últimas amostras contaminadas procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 Bq de césio radioativo por kg, muito acima do limite máximo de 500 Bq/kg estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Em julho passado, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.







Cerveja
Dois contêineres com 5 mil unidades da cerveja japonesa Asahi Super Dry estão parados no Porto de Santos – um deles, há mais de um mês. Eles aguardam prova de que os alimentos transportados não sofreram contaminação radioativa. 

A empresa Yamato Comercial, responsável pela comercialização, acreditou que a mercadoria deveria ser liberada em cerca de uma semana, mas até agora nada foi pronunciado a respeito.

A Asahi é fabricada em Kanagawa, região que não é considerada de risco. Mesmo assim, precisa ser analisada quando chega ao Brasil, por segurança. Além disso, todo alimento que sai do Japão leva uma licença emitida pelo país, atestando que não há contaminação – e, no caso da Asahi, esse laudo demorou a chegar ao Brasil. 

“As cervejas chegaram antes dos documentos”, lamenta Waldery Braga, coordenador de importação da Yamato.

Macacos detectores

Os físicos não sabem precisar, atualmente, os níveis de radiação na região. Por essa razão, os pesquisadores devem implantar colares medidores em macacos que habitam as florestas da área.

O colar que será colocado em cada macaco, no início de fevereiro, vai contar com três equipamentos. O primeiro é um dosímetro, o aparelho mais usado para detectar radiação. Haverá também um altímetro, para que os cientistas saibam a distância do solo em que cada animal se encontra. E por fim um GPS, para dar a localização dos macacos.

Não mais do que três macacos serão monitorados com o colar. Cada um vai usar este “adereço” por cerca de um mês, e o controle por parte dos pesquisadores será feito através de controle remoto. O objetivo do teste é simples: verificar a quantas anda o nível dos impactos do acidente ocorrido há nove meses.

Um ambiente natural como uma floresta, conforme explicam os cientistas, é um prato cheio para medições desse tipo, porque a radiação tem fortes influências no ecossistema. Esta tentativa, aliás, não é a primeira: os cientistas chegaram a implantar colares nos macacos em outubro, mas os equipamentos deram defeito e tiveram que ser removidos.

O Brasileiro x A Energia Nuclear

A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas - Brasil incluído -, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio
 

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia. Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura - 42%, 39% e 37%, respectivamente.

"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.

"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.

A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".



Fonte: Hype Science, Pernambuco.com, Terra e IG (com adaptações).

terça-feira, janeiro 03, 2012

Alguns cursos e especializações disponíveis pelo Brasil

Curso: Mamografia de Alta Resolução
Local: Rio de Janeiro-RJ
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Radiologia Odontológica e Imaginologia
Local: Maceió-AL
Método: Presencial

Curso: Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia
Local: Bauru-SP
Método: Presencial

Curso: Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia (com ênfase em imagens tomográficas e estomatologia)
Local: Anápolis-GO
Método: Presencial

Curso: Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia
Local: Rio de Janeiro-RJ
Método: Presencial

Curso: Especialização e Capacitação em Medicina Nuclear
Local: São Paulo-SP
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Radiologia
Local: Luziânia-GO
Método: Presencial

Curso: Curso de Tomografia Computadorizada
Local: Rio de Janeiro-RJ
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Radiologia e Imaginologia Odontológica
Local: Curitiba-PR
Método: Presencial

Curso: Pós-graduação em Medicina em Diagnóstico por Imagem
Local: Vitória da Conquista-BA
Método: Presencial

Curso: Especialização em Medicina Nuclear
Local: Rio de Janeiro-RJ
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Medicina Nuclear
Local: Fortaleza-CE
Método: A Distância

Curso: Pós-Graduação em Tecnologias Energéticas e Nucleares
Local: Recife-PE
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Imaginologia Odontológica
Local: São Paulo-SP
Método: Presencial

Curso: Especialização em Imaginologia Dento-Maxilo-Funcional
Local: Taubaté-SP
Método: Presencial

Curso: Especialização em Radiologia Odontológica e Imaginologia
Local: Bauru-SP
Método: Presencial

Curso: Curso de Radiologia Digital
Local: Rio de Janeiro-RJ
Método: Presencial
 
Curso: Especialização em Imagenologia
Local: Brasília-DF
Método: Presencial

Curso: Pós-Graduação em Radioterapia
Local: Fortaleza-CE
Método: Presencial