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domingo, janeiro 29, 2012

O Parque de Diversões Nuclear

Montanha-russa, roda-gigante e mais 40 atrações divertidas - tudo dentro de uma usina nuclear abandonada 

A catástrofe de Fukushima assustou o mundo e levou vários países a reavaliar seus programas nucleares. A Alemanha foi o mais radical de todos e decidiu desativar todos os seus reatores até 2022. 

Mas, depois disso, o que fazer com os locais abandonados? Que tal transformá-los em áreas de lazer? 

Essa é a proposta do Wunderland ("país das maravilhas", em alemão) Kalkar, o primeiro parque de diversões construído dentro de uma usina nuclear. A usina, que fica na fronteira da Alemanha com a Holanda e foi concluída em 1985, sofreu pressões políticas porque havia sido projetada para usar plutônio (combustível considerado perigoso) e não chegou a entrar em operação. 

O projeto foi abandonado e 3,5 bilhões de euros jogados no lixo. Até que, em 2002, o empresário holandês Hennie van der Most teve a ideia de transformar o lugar em parque - que hoje recebe 600 mil visitantes por ano.

O complexo tem 40 brinquedos, que incluem tudo o que se espera de um parque de diversões: roda-gigante, montanha-russa e até um chapéu mexicano (espécie de carrossel com cadeirinhas que voam) instalado na chaminé do reator, que também abriga uma parede de escalada. A sala de controle pode ser visitada pelos turistas, e o restaurante é uma atração à parte - para chegar até ele, é preciso passar por bunkers antirradiação com paredes de 1 m de espessura "Ninguém tem medo, pois Kalkar nunca chegou a entrar em operação", explica o holandês Han Groot-Obbink, gerente do Wunderland Kalkar. "Não há risco de contaminação."

 


Fonte: Superinteressante

sábado, janeiro 28, 2012

Espanha pode manter operando usina nuclear em envelhecimento



O governo de centro-direita da Espanha poderá permitir que uma planta nuclear em processo de envelhecimento continue aberta depois do prazo de 2013 estabelecido pelos predecessores socialistas para o seu fechamento, informou um jornal espanhol no início do mês.

Grupos ambientalistas protestaram que a Espanha está fora do caminho assumido por países como Alemanha, que fechou sete plantas nucleares mais antigas depois do desastre de Fukushima no Japão no ano passado e planeja fechar o restante em uma década.

Em 2009, o então premiê Jose Luis Rodriguez Zapatero ordenou que a usina Garona fosse fechada em 2013, quando estaria em operação por dois anos além da vida útil de referência de 40 anos. A decisão de Zapatero ocorreu depois que o Conselho de Segurança Nuclear determinou que a planta poderia funcionar com segurança até 2019.

O jornal El Mundo informou que o ministro da indústria Jose Soria, que assumiu o cargo na semana passada depois que o seu Partido do Povo (PP) saiu vitorioso na eleição de 20 de novembro, disse que não é "um adepto de deixar de utilizar essa capacidade por cinco anos". Soria foi citado dizendo que nenhuma decisão foi tomada. Oficiais do Ministério da Indústria não estavam disponíveis para comentar.

A Garona, propriedade conjunta das duas maiores empresas elétricas espanholas, Iberdrola e Endesa, tem 460 megawatts (MW), ou cerca de 0,5% do total da capacidade da Espanha, e portanto o seu fechamento não causaria problemas de suprimento.

Usinas nucleares em operação são lucrativas, entretanto, e em sua campanha eleitoral fracassada, os Socialistas propuseram a introdução de uma taxa a estas.

Os eleitores espanhóis são em geral contra a energia nuclear - que fornece 21% da eletricidade do país - e não são planejadas novas plantas.

Além da Garona, outros sete reatores da Espanha são muito mais novos e espera-se que operem ao menos até os anos 2020. 


Fonte: Terra

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Brasil decidirá em 2012 se constrói usinas nucleares no Nordeste

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011.

O vazamento de material radioativo no Japão teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.

A Eletronuclear, empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país, informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não.

O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia neste ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.

Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste.

"O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.

A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear.

"[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ).

"É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos, exatamente a causa do acidente no Japão.

Estados saem da disputa
 
Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".

Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.

O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.

Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."

Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."

Fonte: Ambiente Já

sábado, janeiro 21, 2012

Governo estuda converter Fukushima num grande centro de segurança nuclear



O ministro japonês encarregado da gestão da crise nuclear, Goshi Hosono, apresentou os detalhes de um plano para converter a província de Fukushima, num centro para promover a segurança nuclear.

Numa entrevista emitida pela televisão local NHK, Hosono assegurou que a sua proposta é criar um instituto internacional em Fukushima, província bastante afetada pelo acidente nuclear do passado 11 de março, que conte com especialistas e sirva de centro de formação de profissionais.

O centro integraria peritos em segurança nuclear e medicina radiológica e permitiria partilhar com o resto do mundo as lições retiradas do acidente nuclear em matéria de saúde e segurança. 

Fonte: Destak

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O Caos de Fukushima

O ex-diretor da usina está com câncer, o arroz e o leite em pó infantil estão com sinais de radiação, a cerveja japonesa foi barrada, macacos vão medir a radiação nas mediações da usina... enfim... fatos e contos de Fukushima.

Câncer

O ex-diretor da usina nuclear de Fukushima, que deixou o trabalho na início de dezembro, está com câncer de esôfago, informou a empresa Tepco, da qual é funcionário. 

Mas segundo a porta-voz da Tepco, Ali Tanaka, durante visita à usina, "o próprio Yoshida revelou que tem câncer de esôfago", enquanto conversava com os funcionários.

A Tepco acredita que é "extremamente improvável que a doença tenha sido causada por exposição a radiação", afirmou, para provocar câncer no esôfago, seria necessário uma exposição à radioatividade durante pelo menos cinco anos e 10 anos para desenvolver a doença. 

A exposição cumulativa de radiação de Yoshida foi de 70 mSv desde 11 de março, segundo a Tepco, um nível abaixo do limite recomendado para socorristas.

Alimentos

A empresa Meiji, do Japão, vai providenciar a troca de 400 mil latas de leite em pó infantil vendidas no país. Há suspeitas de que o produto tenha sido contaminado com césio radioativo. Amostras do leite foram analisadas por especialistas, que identificaram a contaminação nove meses após o vazamento de radioatividade na Usina.

Porém, de acordo com a empresa, a radiação identificada no produto está em níveis bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo governo japonês. A Meiji informou que o césio pode ter contaminado o leite durante o processo de desidratação.

O governo japonês esvaziou nove cidades próximas da central nuclear, determinou a suspensão da produção e do consumo de alimentos produzidos na região, como carnes, legumes, frutas e verduras.

As autoridades da província japonesa também detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região.

As últimas amostras contaminadas procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 Bq de césio radioativo por kg, muito acima do limite máximo de 500 Bq/kg estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Em julho passado, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.







Cerveja
Dois contêineres com 5 mil unidades da cerveja japonesa Asahi Super Dry estão parados no Porto de Santos – um deles, há mais de um mês. Eles aguardam prova de que os alimentos transportados não sofreram contaminação radioativa. 

A empresa Yamato Comercial, responsável pela comercialização, acreditou que a mercadoria deveria ser liberada em cerca de uma semana, mas até agora nada foi pronunciado a respeito.

A Asahi é fabricada em Kanagawa, região que não é considerada de risco. Mesmo assim, precisa ser analisada quando chega ao Brasil, por segurança. Além disso, todo alimento que sai do Japão leva uma licença emitida pelo país, atestando que não há contaminação – e, no caso da Asahi, esse laudo demorou a chegar ao Brasil. 

“As cervejas chegaram antes dos documentos”, lamenta Waldery Braga, coordenador de importação da Yamato.

Macacos detectores

Os físicos não sabem precisar, atualmente, os níveis de radiação na região. Por essa razão, os pesquisadores devem implantar colares medidores em macacos que habitam as florestas da área.

O colar que será colocado em cada macaco, no início de fevereiro, vai contar com três equipamentos. O primeiro é um dosímetro, o aparelho mais usado para detectar radiação. Haverá também um altímetro, para que os cientistas saibam a distância do solo em que cada animal se encontra. E por fim um GPS, para dar a localização dos macacos.

Não mais do que três macacos serão monitorados com o colar. Cada um vai usar este “adereço” por cerca de um mês, e o controle por parte dos pesquisadores será feito através de controle remoto. O objetivo do teste é simples: verificar a quantas anda o nível dos impactos do acidente ocorrido há nove meses.

Um ambiente natural como uma floresta, conforme explicam os cientistas, é um prato cheio para medições desse tipo, porque a radiação tem fortes influências no ecossistema. Esta tentativa, aliás, não é a primeira: os cientistas chegaram a implantar colares nos macacos em outubro, mas os equipamentos deram defeito e tiveram que ser removidos.

O Brasileiro x A Energia Nuclear

A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas - Brasil incluído -, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio
 

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia. Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura - 42%, 39% e 37%, respectivamente.

"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.

"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.

A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".



Fonte: Hype Science, Pernambuco.com, Terra e IG (com adaptações).

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Identificados medicamentos capazes de combater efeitos da radiação

Urânio, césio e etc.

Não é à toa que existe um temor geral com acidentes envolvendo radiação, seja em uma usina nuclear, seja com um aparelho médico usado, como aconteceu em Goiânia com uma cápsula de césio 137.

Nesses eventos, tem sido padrão dar maior importância a resguardar as pessoas que ainda não foram contaminadas do que realmente tratar os pacientes, que são isolados rapidamente.

Pior do que isso, há pouco a se fazer hoje para ajudá-los.

Remédios contra radiação

Agora, pela primeira vez, médicos descobriram que dois medicamentos já disponíveis no mercado podem ser usados para ajudar no tratamento de pessoas afetadas por radiação.

A Dra. Evan Guinan e seus colegas do Hospital Infantil de Boston (EUA) demonstraram que a combinação de dois remédios consegue aliviar a doença da radiação, ou síndrome aguda da radiação.

Os cientistas testaram uma combinação de ciprofloxacina e uma versão sintética de uma proteína humana de defesa contra infecções, chamada BPI - a versão sintética chama-se rBPI21.

As cobaias que receberam a combinação dos dois remédios até 24 horas depois de serem expostas a uma dose letal de radiação conseguiram se recuperar. Cada um dos medicamentos isoladamente não produziu efeitos.

Eficácia e praticidade

As terapias sugeridas até hoje não foram tão eficazes quanto a combinação dos dois medicamentos, além de precisarem ser aplicadas minutos após a exposição à radiação, o que não é possível no caso de acidentes reais.

Agora os pesquisadores vão testar a combinação em humanos, o que não deverá demorar, por se tratar de medicamentos já aprovados.

Governos de todo o mundo têm demonstrado interesse em manter estoques de segurança de medicamentos anti-radiação principalmente depois do acidente da Usina de Fukushima, no Japão, que mostrou que os efeitos não se restringem às imediações do acidente.

Efeitos da radiação sobre o corpo humano

A doença da radiação, também conhecida como síndrome aguda de radiação, varia com a quantidade de radiação que um indivíduo recebe.

Os primeiros sinais da doença são geralmente náuseas e vômitos, que podem ser seguidos por febre, fraqueza, tonturas, sangramento nos vômitos e fezes, dificuldade respiratória e infecções.

Os tecidos do corpo que produzem o sangue, sistema nervoso, aparelho digestivo, pulmões, sistema cardiovascular, tudo pode ser afetado.

Em doses muito elevadas, a radiação é geralmente fatal.

Dentro do corpo, os efeitos da radiação pesada podem incluir o "vazamento" de bactérias, e das toxinas que elas produzem, do trato digestivo, ou através de danos na pele, para a corrente sanguínea.

Os efeitos da radiação são devastadores sobre as funções do coração e dos pulmões, interrompendo o processo de coagulação do sangue, e levando à inflamação dos tecidos em todo o corpo.

Quando bactérias ou toxinas entram no sangue em condições normais, o sistema imunológico responde enviando neutrófilos - células brancas do sangue - para destruir os invasores.
Mas quando uma pessoa foi exposta a níveis elevados de radiação, a capacidade de gerar neutrófilos é quase totalmente destruída.

"É uma tempestade perfeita de eventos causadores de doenças," observa Guinan. "A radiação resulta em bactérias e endotoxinas entrando na corrente sanguínea ao mesmo tempo que as defesas do corpo são reduzidas."

Não é sem razão que os cientistas estão tão entusiasmados com a descoberta de que dois medicamentos conhecidos podem ser usados para tratar toda essa cascata de eventos danosos com grande eficácia.

Fonte: Diário da Saúde (com adaptações).

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Câmera portátil da Toshiba é capaz de identificar sinais de radiação com rapidez e precisão


 
Acidentes nucleares como a atual destruição da usina nuclear em Fukushima, no Japão, reacendem as preocupações com a radioatividade e os males que ela pode causar aos seres humanos. Pensando nisso, a Toshiba desenvolveu uma câmera portátil capaz de identificar e medir os níveis de radiação de uma determinada área, a Portable Gamma Camera.

De acordo com o Ubergizmo, a empresa irá testar a nova câmera ainda este mês com a colaboração da prefeitura de Fukushima. A ideia da Toshiba é promover o uso da Gamma Camera em outras cidades e regiões do país.

A câmera, que se assemelha muito com um projetor comum, é equipada com mais de 128 semicondutores e sensores de radiação. O aparelho pode ser alimentado por qualquer fonte de energia ou por baterias AC100V.

A Gamma Camera mede o nível dos raios gama através de um sensor de radiação e uma câmera de vídeo com processamento de sinais. Depois dos níveis medidos, a câmera apresenta uma imagem com cores diferentes indicando o nível de radiação local como, por exemplo, se o aparelho apresentar uma medição com a cor vermelha, isso indica que a radiação está altíssima no local.
 
Como o nível de radiação não é homogêneo em determinada área, a medição pode levar mais de horas para ser concluída, mas a Gamma Camera consegue medir em pouco tempo todos os níveis de radiação.

Segundo o Tech On, a Gamma Camera pode ser utilizada para agilizar a identificação dos focos de contaminação e acelerar o processo de descontaminação assim como, também poderá ser utilizada para verificar a eficiência dos processos de descontaminação.

A Toshiba criou a nova câmera portátil visando diminuir o tamanho e melhorar o desempenho dos aparelhos que estão sendo utilizados na área da usina nuclear no Japão. Para se ter uma ideia, a câmera é 30 vezes mais eficaz na medição do que os aparelhos já existentes e é capaz de identificar a radiação mesmo em níveis muito baixos. 

Fonte: Geek

quinta-feira, outubro 06, 2011

Mais uma usina em foco, agora na França

Acalmem os ânimos, não será o fim da Europa. Mesmo causada por um incêndio perto de um forno no local de armazenamento de resíduos radioativos, a explosão no centro de tratamento Centraco em setembro, França, não causou risco de um vazamento radioativo.



Segundo a companhia, foi um acidente industrial e não um acidente nuclear. A causa da explosão ainda não é conhecida.

A explosão atingiu a região às 11:45 da manhã, hora local. Um cordão de segurança foi criado como medida de precaução. Mas um porta-voz disse mais tarde que não houve vazamento de radiação, nem dentro nem fora da fábrica.

Nenhum dos trabalhadores acidentados foi contaminado pela radiação, disseram autoridades. Segundo eles, o trabalhador que morreu foi morto pela explosão e não por exposição a material nuclear.

O centro de tratamento produz um combustível que recicla o plutônio de armas nucleares, portanto, não há reatores nucleares no local.

O porta-voz da empresa disse que a explosão aconteceu em um forno usado para queimar os resíduos, incluindo combustíveis, ferramentas e roupas que tinham sido utilizadas na produção de energia nuclear, mas só tinha níveis muito baixos de radiação.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que estava em contato com as autoridades francesas para saber mais sobre a natureza da explosão. Além da agência, a ministra do Meio Ambiente da França visitou o local para ajudar a levantar uma avaliação exata do possível impacto radiológico deste acidente. Até agora, nada foi detectado.

Marcoule foi inaugurada em 1955 e é uma das mais antigas instalações nucleares da França, embora tenha sido completamente modernizada.

Todos os 58 reatores nucleares do país foram submetidos a testes de estresse nos últimos meses, após o desastre na usina nuclear do Japão, que foi atingida por terremoto e tsunami. Os preços das ações caíram mais 6% quando a notícia surgiu.

A França é o país mais dependente da energia nuclear, antendendo 75% das suas necessidades, por isso a segurança no setor é uma questão altamente sensível.

Em junho, a França anunciou que estava investindo 2,3 bilhões de reais em energia nuclear, incluindo cuidados com a segurança.
Centros nucleares franceses estão desenvolvendo a próxima geração de reatores nucleares e vêm se envolvendo em uma enorme campanha publicitária desde o desastre japonês a para tranquilizar o público.
Outros países da Europa, incluindo Alemanha, Itália e Suíça, disseram que vão reduzir ou eliminar gradualmente a utilização da energia nuclear ao longo dos próximos anos. 
Fonte: Hypescience

terça-feira, outubro 04, 2011

Palestras gratuitas em São Paulo sobre END

 
 As palestras serão gratuitas e contará com a presença de importantes engenheiros

A Jornada de Tecnologias dos Expositores (TECSHOW) é um simpósio criado para propiciar a atualização de seus participantes e contará com a presença de renomados nomes da engenharia abordando temas como: Automação industrial, fabricação de peças complexas para componentes de válvulas e bombas utilizando metalurgia do Po, processo HIP (High Isostatic Pressure) e muitas outras que ajudarão o dia a dia dos profissionais.

A III Feira Industrial de Tecnologias Térmicas (Termotech) que acontecerá entre os dias 04 e 06 de outubro, no Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo (SP), terá ainda uma área integrada destinada a Feira Industrial do Gás (Feigás) e a Feira Brasileira de Manutenção (Febraman).
                             
Confira a grade de palestras:

TERÇA-FEIRA – 04 DE OUTUBRO
 
15h00 às 16h00 Sala 1 Tecshow - Palestra: VÁLVULAS HIDRÁULICAS AUTO OPERADAS PARA CONTROLE DE FLUXO. Palestrante: Eng. Marcelo Mitsuyuki
15h00 às 16h00 Sala 4 Jotherm - Palestra: TECNOLOGIA LOCTITE – ADESIVOS ANAERÓBICOS. Palestrante: Bruno Menezes Bonetti – Vendedor Técnico Jr desde 2002. Líder de produção. Pós – Graduação Administração em Marketing. Graduação Engenharia de Produção Universidade Anhembi Morumbi. São Paulo – SP
15h00 às 16h00 Sala 3 SINSPI - Palestra: INSPEÇÕES EM TUBULAÇÕES Palestrante:Marcelo Euripedes – Petrobras/ABAST
16h00 às 17h00 Sala 3 SINSPI - Palestra: COMPARAÇÕES DA RADIOGRAFIA CONVENCIONAL COM A DIGITAL Palestrante: Edson Vasques, especialista em END
16h00 às 17h00 Sala 2 Tecshow - Palestra: SOLUÇÃO ROCOL PARA REDUTORES COM PROBLEMAS - (LIMALHAS, RUÍDOS e  TEMPERATURA) Palestrante: Vilson Lopes - Técnico em lubrificação, trabalhando na Rocol há 11 anos e 12 anos na Cia Brasileira de Petróleo Ipiranga.
17h00 às 18h00 Sala 3 SINSPI - Palestra: EXPERIÊNCIAS DE INSPEÇÃO POR RADIOGRAFIA DIGITAL Palestrante: Mário Moura – Arctest Serviços Técnicos de Inspeção
17h00 às 18h00 Sala 4 Jotherm - Palestra: APRESENTAÇÃO METALÚRGICA (MEDIÇÃO DO POTENCIAL DE CARBONO; EXPERIÊNCIAS NA AVIAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA, FIXADORES E OUTRAS ÁREAS E EXPERIÊNCIA EM TÊMPERA COM RESFRIAMENTO EM BANHO DE SAL) Palestrante: Jean-Marie Hertzog, Metalurgista - Codere SA - Jean-Marie Hertzog born in the year 1954. Graduaded as metallurgist of the technical high school of St-Louis (France) Worked 2 years by INA France and since 35 years involded in the furnace and heat treatment process technologies Has joined the Codere Company in the year 2004.
18h00 às 19h00 Sala 1 Tecshow- Palestra: APLICAÇÃO DE CLAD MECÂNICO E METALURGICO EM TUBOS Palestrante: Eng. Eduardo Menezes - Engenheiro Industrial Mecânico graduado pelo CEFTE-RJ, membro do comitê CB-50 da ABNT, membro participante da revisão da norma ABNT-15273 de curvamento por indução e auditor líder pela NBR ISO 9001-2008. Possui experiência em ensaios não destrutivos, soldagem, clad mecânico (weld overlay) e metalúrgico (lined), curvamento por indução e materiais especiais utilizados na industria do petróleo. Rio de Janeiro – RJ
19h00 às 20h00 Sala 2 Tecshow -Palestra: AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DANFOSS Palestrante: Eng. Amaral Gurgel da empresa Danfoss - São Paulo – SP
 
QUARTA-FEIRA – 05 DE OUTUBRO
 
15h00 às 16h00 Sala 1 Tecshow - Palestra: GALVANIZAÇÃO - DIVULGAR A CULTURA DA GALVANIZAÇÃO NO BRASIL, POIS ESTE SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA CORROSÃO É COMUM E CONSAGRADO HÁ ANOS EM OUTROS PAÍSES.
GALVANIZAÇÃO POR IMERSÃO A QUENTE - CONSISTE EM IMERGIR PEÇAS FABRICADAS EM AÇO OU FERRO FUNDIDO EM ZINCO FUNDIDO A 450° C FORMANDO UMA CAMADA EXTERNA DE ZN, PROTEGENDO-AS DE CORROSÃO.  Palestrante: Paulo Silva Sobrinho – São Paulo, SP
15h00 às 16h00 Sala 3 SINSPI - Palestra: O MERCADO DE TRABALHO PARA O INSPETOR INDUSTRIAL Palestrante: Waldomiro Figueiredo – Cetre do Brasil
15h00 às 17h00 Sala 2 Tercshow - Palestra: PQF SEAMLESS PLANTS - STATE OF THE ART TECHNOLOGY ON SEAMLESS PIPE PRODUCTION Palestrante: Stephan Hüllstrunk
Palestra: PIPE FINISHING PLANTS - COMPLETE SOLUTIONS ON FINISHING AREA Palestrante: Erich Steffens
Palestra: WELDED PIPES PRODUCTION - ALL OF SOLUTIONS IN-HOUSE (ERW/HSAW/JCO/JO PROCESSES) Palestrante: Michael Cottin
Palestra: COOPER TUBES PRODUCTION – NEW DEVELOPMENTS AND ACHIEVEMENTS ON COOPER TUBES PRODUCTION Palestrante: Uwe Repschläger
16h00 às 17h00 Sala 3 SINSPI Palestra: INTRODUÇÃO DA INSPEÇÃO POR ULTRASSOM PHASEDARRAY Palestrante: Tiago Aprígio – Arctest Serviços Técnicos de Inspeção
17H00 às 18h00 Sala 3 SINSPI - Palestra: INSPEÇÃO DE ULTRASSOM E SISTEMAS AUTOMATIZADOS EM TUBOS E OUTROS COMPONENTES Palestrante: Marcio Cristiano de Oliveira – Inter-Metro Serviços Especiais
17h00 às 18h00 Sala 1 Tecshow - Palestra: APLICAÇÕES ESPECIAIS DE DETECÇÃO DE DEFEITOS EM TUBOS COM E SEM COSTURA PELO MÉTODO DE ENSAIOS POR CORRENTES PARASITAS (EDDY-CURRENT). Palestrante: Alejandro Spoerer – Engenheiro Naval Mecânico. Cursos de Especialização em Ensaios não Destrutivos nos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. Ex- Presidente da Abendi. Gerente Geral da Polimeter Comércio e Representações Ltda. Cotia – SP
18h às 19h00 Sala 2 Tecshow - Palestra: DEMANDA E DISPONIBILIDADE DE TUBOS DE AÇO INOXIDÁVEL ESPECIAL NO BRASIL Palestrante: Juan Viñas - Engenheiro Metalurgista e Diretor Comercial da SpecialSteels do Brasil / Tubacex do Brasil
19h00 às 20h00 Sala 1 Tecshow Palestra: LINHA INDUSTRIAL TIGRE - PPR E CPVC. Palestrante: Eng. Ricardo Reis da empresa Tigre - São Paulo – SP
NOVIDADE: CICLO INTERNACIONAL

14h30 – Nitreção na Indústria de Engrenagens
Palestrante: Andreas Gebeshuber – Rubig GmbH % Co KG Engineering

15h30 – Desenvolvimentos recentes em Tecnologia de Atmosfera Controlada
Palestrante: Rene Alquicer – Ipsen USA

16h30 – Nitreção – Vantagens e desvantagens Gás + Plasma
Palestrante: Andreas Gebeshuber

17h30 – Carbeto de Tungstênio: De-bin (Extração de ligantes), Sinterização e HIP (Prensa Isostática de Alta Pressão) em um só forno
Palestrante: Steven Levesque – AVS Inc (USA)

QUINTA-FEIRA – 06 DE OUTUBRO
 
15h00 às 16h00 Sala 1 Tecshow Palestra: FABRICAÇÃO DE PECAS COMPLEXAS PARA COMPONENTES DE VÁLVULAS E BOMBAS UTILIZANDO METALURGIA DO PÓ, PROCESSO HIP (HIGH ISOSTATIC PRESSURE). Palestrante: Andre Valente, Engenheiro de Aplicação – Sandvik Materials Technology.
15h00 às 16h00 Sala 4 Jotherm Palestra: APLICAÇÃO DE MANGUEIRAS INDUSTRIAIS. Palestrante: Conrad Constantino - Supervisor de Vendas – DMF (Divisão de Mangueiras Flexíveis). Administração de Empresas / Gestão e Planejamento de Marketing e Vendas, formado pela Universidade Anhembi Morumbi em 2005. Há 10 anos no Depto comercial.
16h00 às 17h00 Sala 2 Tecshow Palestra: SANMAC, CONCEITO DE USINABILIDADE MELHORADA SANDVIK PARA BARRAS E TUBOS MECANICOS EM ACOSINOXIDAVEIS E APLICACAO DE FERRAMENTAS DE USINAGEM. Palestrante: Rodrigo Signorelli e Alan Cardoso, Engenheiros de Vendas da Sandvik Materials Technology e Carlos Ancelmo, Engenheiro de Aplicação da Sandvik do Brasil
16h00 às 17h00 Sala 3 SINSPI Palestra: INSPEÇÕES EM TUBOS DE TROCADORES DE CALOR E CALDEIRAS, PELA TÉCNICA DE REFECTOMETRIA DE PULSO ACÚSTICO Palestrante: Lívia de Castro – REM Industria e comércio
17h00 às 18h00 Sala 1 Tecshow Palestra: APLICAÇÕES E NORMAS EM CONEXÕES DE AÇO INOXIDÁVEL Palestrantes: Marlon Samy e Elias Veiga Spinola e Castro, Diretor Comercial; 8° semestre Engenharia Mecânica, Computação Gráfica (DATA BASY); Desenho Técnico (SENAI); Auto CAD 2D e 3D (ARGOS); Desenho Técnico Industrial (PROTEC) e Solid Works (SENAI). Caieiras, SP
17h00 às 18h00 Sala 3 SINSPI Palestra: ANALISADOR PORTÁTIL DE RAIOS-X APLICADO A IDENTIFICAÇÃO POSITIVA DE MATERIAIS (PMI) Palestrante: Marcelo Ometto – Ometto Equipamentos e Focos de Inspeções.
18h00 às 19h00 Sala 4 JOTHERM Palestra: SOLUÇÕES TÉRMICAS - CUSTO X BENEFICIO Palestrantes: Patrício Ruiz - Engenheiro Operacional Químico, com mais de 20 anos de experiência na área de isolamento térmico em diversos segmentos industriais.
18h00 às 19h00 Sala 2 Tecshow Palestra: POLÍMEROS COMPÓSITOS LOCTITE - RECUPERAÇÃO, RECONSTRUÇÃO E PROTEÇÃO DE PEÇAS E EQUIPAMENTOS. Palestrante: Richard Rocha Piazza – Engenheiro Mecânico pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá - EFEI - Itajubá / MG - Graduando em 1996 MBA em Gestão Empresarial Fundação Getúlio Vargas - FGV – 2009. Desde 1996 na Loctite iniciando como estagiário na região do Sul de Minas. Em 1999 foi para a Henkel, atendendo clientes do segmento Petroquímico, Açucar e Alcool e Mineração nos estados de BA, SE e AL. Atualmente trabalha com Desenvolvimento de Aplicações em Polímeros Compósitos em todo o Brasil. São Paulo - SP
 
Eventos Simultâneos
 
Tubotech – Feira Internacional de Tubos, Conexões e Componentes
Metaltech - Feira Industrial de Tecnologias em Metais
Expobombas - Feira Internacional de Bombas, Motobombas e Acessórios
Expoválvulas - Feira Internacional de Válvulas Industriais e Acessórios
Termotech - Feira Industrial de Tecnologias Térmicas
Feigás - Feira Industrial do Gás
Fluid Power Motion Control – Energia Fluida e Componentes Mecânicos
Febraman – Feira Brasileira de Manutenção Industrial
Petrotech – Feira Brasileira de Tecnologias para a Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Wicab – International Wire and Cable Fair

Tubotech, Petrotech, Wicab, Expobombas, Expoválvulas e Metaltech - Organização do Grupo Cipa Fiera Milano e promoção da Tarcom Promoções; 
Termotech, Febraman e Feigás - Organização do Grupo Cipa Fiera Milano e promoção da Linea Uno

Para maiores informações:

Termotech - Feira Industrial de Tecnologias Térmicas
Local: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo (SP)
Data: 04 a 06 de outubro de 2011 – das 14h às 21h
www.termotech.tmp.br ou telefones (11) 5585-4355 

Fonte: Segs (com adaptações)

terça-feira, setembro 27, 2011

Metalurgia ganha espaço com crescimento econômico e grandes eventos

Indústria naval, automobilística e construção civil buscam mão de obra especializada

Desde a antiguidade até o dias atuais a metalurgia deu um salto em qualidade e tecnologia que nem mesmo o maior visionário poderia supor. Hoje, o setor trabalha com processos que envolvem técnicas refinadas que vão do uso de ligas especiais para diversos fins até a soldagem. Essa evolução vem obrigando os profissionais a se especializarem e aumentar o conhecimento para não correrem o risco de ficarem defasados.

Segundo Maurício Ogawa, especialista em metalurgia do Senai, com o crescimento da economia do Brasil o setor ganhou novo impulso a partir dos vários projetos em andamento. "São plataformas de petróleo, navios, fábricas de automóveis, construção civil, siderúrgicas, complexo petroquímico de Itaborai, usina de Angra 3, porto de Açu entre outros empreendimentos. Não podemos esquecer, ainda, do Pré- Sal que irá exigir mais profissionais",  explica.
 
Para Ogawa os grandes eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada de 2016 exigirá obras de infraestrutura onde a metalurgia estará presente. "Temos visto na cidade do Rio obras visando estes dois eventos. Elas irão exigir pessoal capacitado, por isso considero o mercado em alta para quem já atua ou pretende ingressar nele", revela.

"A procura por profissionais capacitados é bastante grande. As empresas querem pessoal que esteja atualizado com os processos e tecnologias empregadas no setor seja nas validações a partir de ensaios não destrutivos a aplicação de líquidos ou partículas magnéticas ou o uso de outras técnicas como ultrassom, raio-x, phased array, por exemplo. E a procura vem recaindo em quem está atualizado", garante.

Mas a procura não se restringe unicamente por trabalhadores de alta qualificação. O mercado quer pessoal que tenha conhecimento em soldagem. "Um exemplo está na indústria naval, onde este tipo de profissional tem bastante procura e a tendência é aumentar mais, com as encomendas de novos navios e de  plataformas pela Petrobrás. Em média são contratados cerca de 100 soldadores mensalmente", diz Maurício Ogawa.

A procura por cursos de qualificação no Senai superou qualquer expectativa do órgão. Segundo  Ogawa há uma fila de espera imensa." O Senai tem procurado atender esse volume de pessoas que querem se qualificar ou aprender uma profissão neste setor. Entretanto, há uma certa dificuldade de atendé-los. Só para se ter uma ideia, vários de nossos cursos são gratuitos, mas teve gente que se propôs a pagar, só para conseguir a vaga. Explicamos que isso não era possível. A saída foi aguardar por uma vaga" , conta o representante do Senai.

Assim como as fábricas de automóveis abrem um terceiro turno de funcionamento, o Senai também teve que partir para cursos durante a noite: Corujão e Galo da Madrugada. "Começamos de forma experimental,até porque não tínhamos certeza de que teríamos tantos alunos para esse horário. Hoje, a procura é imensa e as turmas cheias, o que demonstra  o interesse das pessoas em se qualificarem, independente do horário", conclui.

Fique por dentro

A região Sul do Estado do Rio emprega 20.216 trabalhadores, enquanto a Leste é a segunda maior empregadora, com 11.201 trabalhadores, seguida da capital, com 10.832.

Em todo o estado há 49.070 empregados no setor, com salário médio de R$ 2.304,44. O segmento conta com 569 estabelecimentos no estado do Rio.

O Rio paga melhor no setor de Metalurgia, com salário médio de R$ 2.538,22. A região da Baixada Fluminense, no entorno de Duque de Caxias, é a que registra os melhores salários aos trabalhadores com formação de Ensino Médio completo (em média, R$ 2.401,68).

Aqueles que têm escolaridade mais alta, especialistas e engenheiros com ênfase em Metalurgia, recebem, na capital,em média, R$ 6.247,00. 

Fonte: O Dia Online

terça-feira, setembro 20, 2011

Alemanha reduz usinas nucleares sob ceticismo de especialistas

Depois do ocorrido em Fukushima, o governo alemão desligou oito dos 17 reatores e planeja desativar os restantes até 2022

Desde o período sombrio pós Segunda Guerra Mundial, a Alemanha não tinha blecautes tão significativos. No entanto, o país se prepara para essa possibilidade depois da desativação de metade de seus reatores nucleares, praticamente de uma hora para a outra.

Usinas nucleares há muito tempo geram quase um quarto da eletricidade da Alemanha. Mas depois do terremoto seguido de tsunami que disseminou radiação por Fukushima, no Japão, o governo resolveu desligar oito mais antigos dos 17 reatores da Alemanha – incluindo os dois localizados nesta cidade industrial – em alguns dias. Três meses depois, com um novo plano para dar eletricidade ao país sem fazer uso da energia nuclear e uma crescente dependência da energia renovável, o Parlamento votou por fechar as usinas permanentemente. E há planos para aposentar os restantes nove reatores até 2022.

Como resultado, os produtores de eletricidade estão lutando para garantir um fornecimento adequado. Clientes e empresas estão nervosos sobre o funcionamento continuo de suas casas e linhas de montagem neste inverno. Economistas e políticos discutem de quanto será a elevação dos preços.

"É fácil dizer: 'Vamos adotar as energias renováveis', e eu tenho certeza que podemos ficar sem a energia nuclear um dia, mas essa decisão foi muito abrupta", disse Joachim Knebel, cientista-chefe do Instituto de Tecnologia Karlsruhe.

Ele caracterizou a decisão do governo de desligar as usinas como "emocional" e apontou que, na maioria dos dias, a Alemanha tem sobrevivido a essa experiência apenas através da importação de eletricidade das vizinhas França e República Checa, que geram grande parte da sua energia com reatores nucleares.

Depois, há preocupações reais de que esse plano vai abandonar os esforços para conter o aquecimento global causado pelo homem, uma vez que, apesar de suas falhas, a energia nuclear gera poucas emissões. Se a Alemanha, a quarta maior economia do mundo, retomar o uso de usinas de queima de carvão ou passar a depender do gás natural da Rússia, o país não estará trocando um risco potencial por um risco real?

A Agência Internacional de Energia, geralmente uma fã da política alemã de energia limpa, tem sido crítica. Laszlo Varro, chefe do divisão de carvão, gás e mercados de energia da agência chamou o plano de "muito, muito ambicioso, embora não seja impossível, já que a Alemanha é rica e tecnicamente sofisticada."

Mesmo que a Alemanha consiga produzir a eletricidade de que precisa, "a moratória nuclear é uma notícia muito ruim em termos de política climática", disse Varro. "Nós não estamos longe de perder essa batalha e perder a energia nuclear torna isso desnecessariamente difícil."

O governo rebate que está preparado para fazer grandes investimentos na melhora da eficiência energética em casas e fábricas, bem como em novas fontes de energia limpa e linhas de transmissão. Até agora, não houve apagões.

Juergen Grossmann, diretor-executivo da gigante de energia alemã RWE, que possui dois reatores fechados em Biblis, localizada a cerca de 65 km ao sul de Frankfurt, expressaram ceticismo. "A Alemanha, em uma decisão muito precipitada, decidiu fazer experimentos consigo mesma", disse ele. "A política é ignorar os argumentos técnicos."

A Equação Nuclear

Os planejadores da Alemanha acreditavam que poderiam abrir mão da energia nuclear em grande parte por causa do notável progresso do país em energia renovável, que agora responde por 17% de sua produção de eletricidade, um número que o governo estima que vai dobrar em 10 anos. Nos dias em que as turbinas de energia eólica marítimas funcionam a todo vapor, a Alemanha produz mais eletricidade de fontes renováveis do que consome, de acordo com monitores europeus de energia.

A Alemanha "superou as expectativas de todos a respeito da energia renovável", disse Varro, mostrando que ela pode ser rentável e confiável.

Até fechar os reatores, a Alemanha era o principal exportador de energia da Europa.

Com um total de 133 gigawatts de capacidade de geração instalada no local no início deste ano, "havia realmente uma grande folga que possibilitava desligar as usinas nucleares", disse Harry Lehmann, diretor geral da Agência Federal do Meio Ambiente e um dos líderes políticos da Alemanha sobre energia e meio ambiente.

O país precisa de cerca de 90,5 gigawatts de capacidade de geração para preencher uma demanda nacional típica de cerca de 80 gigawatts por dia. Assim, os 25 gigawatts que a energia nuclear gera não fariam falta – pelo menos dentro de suas fronteiras.

Em nome da prudência, o plano prevê a criação de 23 gigawatts por usinas de gás e carvão até 2020. Por quê? Porque as usinas renováveis não produzem sua total capacidade caso o ar esteja calmo ou o céu nublado, e há atualmente uma capacidade limitada para armazenar ou transportar eletricidade, dizem os especialistas em energia.

Os oficiais do governo garantiram que as novas usinas de carvão e gás usarão as tecnologias mais limpas disponíveis e não devem agravar as mudanças climáticas, porque vão operar dentro do sistema de comércio de carbono europeu - em que as usinas que excedem as emissões permitidas tem que comprar créditos de carbono de empresas cujas atividades são ambientalmente benéficas, equilibrando as emissões.

O preço da eletricidade deverá aumentar de 35 a 40 euros (US$ 50 a US$60) por família por cada ano, ou menos de 5%, estima o governo. Embora a energia nuclear geralmente custe menos do que as opções mais novas, a lei alemã há muito tempo estipulou que as energias renováveis devem ser compradas primeiro, mesmo se forem mais caras.

Mas os céticos consideram as premissas do governo excessivamente otimistas. Stefan Martus, prefeito de Philippsburg, acredita que o custo da energia pode subir mais dramaticamente do que as estimativas e que o preço dos créditos de carbono para compensar o uso de usinas sujas é altamente imprevisível e variável, como o valor das ações. Além disso, a Agência Internacional de Energia não acha que a Alemanha – ou qualquer outro país – seja capaz de reduzir suas emissões a um custo razoável, sem a energia nuclear.

Funcionários da agência de energia também questionam as previsões de que o uso de eletricidade cairá 10% ao longo da próxima década, dada a expansão projetada de crescimento elétrico da economia alemã. A família média alemã já utiliza apenas cerca de metade da eletricidade de uma família americana.

"Sim, existe uma angústia alemã a respeito da energia nuclear", disse Cornelius Hildegard-Gaus, prefeito de Biblis. ''Mas se você formular a pergunta: ‘Será que queremos abandonar progressivamente a energia nuclear se isso levar a um aumento no custo e mais risco de apagões?’ A resposta seria muito diferente.''

Uma História Ambivalente

Mesmo antes de Fukushima, os dias da energia nuclear na Alemanha estavam contados. Biblis já foi palco de gigantescas manifestações antinucleares e a Alemanha estava em processo de criar um plano para a lenta e gradual eliminação da energia nuclear até 2023.

O país havia se tornado líder mundial em energia eólica e mestre em implementar mais eletrodomésticos e casas eficientes, depois de ter construído dezenas de milhares de "casas passivas" que faziam uso do auto-aquecimento.

Ainda assim, a chanceler Angela Merkel, uma física de formação, decidiu no ano passado estender as licenças de operação das usinas nucleares no país por preocupação de que a inovação por si só não satisfaça o apetite de energia do país.

Fukushima mudou tudo. O fato do Japão ser um país tecnologicamente avançado fez do acidente nuclear algo ainda mais alarmante para o povo alemão do que o desastre de Chernobyl, em um reator da antiga União Soviética. Apesar disso, especialistas da indústria e moradores de cidades como Biblis e Philippsburg ficaram surpresos com a rapidez da mudança.

As duas cidades vão perder centenas de empregos e milhões em receitas fiscais. As empresas de energia alemãs, no entanto, dizem ter recebido um modelo nacional de energia que parece bom no papel, mas é tecnicamente desafiador. Embora a produção de energia do país seja abundante, eles dizem que não está sempre disponível onde e quando é necessária.

O norte da Alemanha tem ventos marítimos e depósitos de carvão, mas o sul da Alemanha – um epicentro de fabricação de marcas como Mercedes, BMW e Audi – não tem fontes de energia abundantes com exceção da energia nuclear. O atual fornecimento de energia da Alemanha é altamente descentralizado, sem linhas de alta tensão de transmissão de eletricidade para longas distâncias.

"Agora, com o fechamento das usinas nucleares, temos uma tarefa muito difícil", disse Joachim Vanzetta, chefe de operações do sistema de transmissão da Amprion, a maior empresa de energia das quatro existentes no país.

Neste inverno, a Amprion prevê que sua grade terá 84 mil megawatts de eletricidade à sua disposição, para fornecer 81 mil megawatts necessários para o consumo – uma margem de segurança desconfortavelmente pequena, segundo Vanzetta. Em anos anteriores, a eletricidade estava prontamente disponível para compra na rede europeia se o preço fosse certo. Mas a exportação da energia alemã é o que ajudou a manter a França brilhando no inverno.

"No momento, temos um sistema estressado, mas que está sob controle", disse Vanzetta. "Se tivermos dias sem vento e sem sol e não pudermos comprar energia do exterior, então haverá o risco de apagões".

 

Fonte: Último Segundo