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quinta-feira, novembro 17, 2011

Dicas para Formatura de Tecnólogos em Radiologia - Última Parte

Por Mariana Duarte

A parte mais interessante e a que se tem que pensar com carinho, pois essa é, literalmente, a lembrança que irá ficar de tudo o que vocês fizeram. Modelos de lembrancinha não faltam por aí. Eu mesma fiz alguns exemplos e coloquei no site de artesanato da minha irmã Dona Coruja.  

Logo abaixo colocarei os links.


Lembrancinhas


Caixas são bem legais de se dar de lembrança em qualquer festa. A opção do que colocar dentro é bem variada. Doces, balinhas, confetis, chocolates, amêndoas etc.
A caixa em preto e branco lá no alto é para colocar CD e foi feita para formandos do ensino médio. O CD contém uma linda homenagem para a turma com fotos, músicas e frases. E na tampa da caixa pode-se colocar a foto da turma.

Links para as caixas do site Dona Coruja:






Outras opções interessantes são da havaiana personalizada, caneca ou camiseta. A marmitinha e a latinha min to be também estão bem "na moda". Nas marmitinhas pode-se colocar doces também e na latinha min to be, dependendo do tamanho, confetis, balas etc. 

A "tag" é um mini cartãozinho que pode ser colocado nas embalagens das lembrancinhas com a data do evento.

Links:

Marmitas


Latas min to be






Espero ter ajudado de alguma forma!

Valeu!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Dicas para Formatura de Tecnólogos em Radiologia - Parte III

Continuação


Por Mariana Duarte


Se for para a turma fazer sozinha toda a organização do evento, o que vai pesar é a união dos colegas.


Comida

Essa parte é só visual mesmo, é pra dar água na boca!


Doces

Várias idéias para deixar o seu projeto de formatura muito lindo e gostoso!





Bebidas

Os drinks decorados, também fazem a diferença e deixarão sua festa mais chique!



Os copos da Polluted Glass são copos importados que custam US$14,95, e esse valor varia bem pouco de site para site. Porém, no site brasileiro o copo custa R$ 139,69.

Estes copos são interessantes, pois dependendo do líquido que se coloca dentro do copo, o copo e o símbolo da radiação mudam de cor.

Podem ser comprados nestes sites:

Lojas estrangeiras




Loja brasileira

terça-feira, novembro 15, 2011

Dicas para Formatura de Tecnólogos em Radiologia - Parte II

 Por Mariana Duarte


Continuando com as dicas, pessoal.


Decoração

Creio que não seja a parte mais difícil da festa, basta ter bom senso e criatividade. No primeiro post sobre formatura coloquei alguns links de como fazer a decoração da festa sozinho. Como a nossa cor é a verde, creio que predominá-la na decoração é o correto. Nas fotos abaixo há vários modelos de decorações de mesas e do ambiente, balões, velas...










Para o arranjo das mesas há vários exemplos interessantes com frutas e flores.




Os vasinhos acima da Dona Coruja estão nos seguintes links:



domingo, novembro 13, 2011

Dicas para Formatura de Tecnólogos em Radiologia - Parte I

Por Mariana Duarte


Olá, pessoal! Por causa da grande procura por quem visita o Blog sobre o que fazer na formatura, como ser criativo e econômico etc... Enfim, fiz um apanhado de fotos da internet para quem sabe, poder ajudar quem anda procurando inspiração para a formatura em Radiologia. Nas fotos predomina a cor verde, e é claro que ninguém vai fazer tudo verde da cabeça aos pés, mas como essa é a cor da nossa profissão, para quem é da saúde, resolvi colocar as fotos nessa cor.

Espero que as fotos clareiem as idéias de quem está interessado e inspirem vocês a fazerem uma bela formatura.

Convite

Bem... Começando pelo convite. Há vários sites com modelos de convites de formaturas que geralmente são chiques e cheios de frufrus. Aqui vão alguns dos sites que encontrei:


Se vocês não tiverem muita grana pra gastar com isso, há modelos mais simples de convites para formatura. Aproveitando para fazer propaganda, faço convites para qualquer ocasião. Se tiver interesse, dê uma olhada no site da minha irmã:



Beca

A beca, para quem não sabe, é na cor verde.



Prontos Para a Festa

Esse não é um blog de moda... mas coloquei aqui alguns modelitos, acessórios, penteados. Vai que ajuda, né? O importante é o conforto, se sentir bonito(a), porque o dia é especial!




  



Nós Que Fizemos Tudo!

Local, decoração, fotógrafo, comida, bebida... xiiiiiiii.... é muita coisa pra pensar, não??? A turma que tem bastante grana pode contratar os serviços completos dos cerimonialistas e só curtir a festa. E quem não tem??? Vai ter que ralar, viu? Mas, pode ter certeza que por aí tem muita dica de como fazer uma formatura mais em conta e de como fazer tudo sozinho.






sexta-feira, novembro 04, 2011

Entrevistas com Tecnólogos em Radiologia



Atenção Tecnólogos ou futuros Tecnólogos em Radiologia!

Por Mariana Duarte

O Blog do Tecnólogo gostaria de realizar entrevistas online com os formandos ou cursandos dos cursos de Tecnologia em Radiologia de todo o Brasil, com o objetivo de saber como é o curso nas diferentes regiões do país, a qualidade desses cursos, a opinião de quem está estudando ou já se formou quanto ao futuro da profissão. E, como é o campo de trabalho para a nossa área onde você vive, entre outras perguntas.

E aí, tá afim? 

Os interessados podem mandar para o email do Blog (blogtec.rad@hotmail.com) seu nome completo, situação do curso (se formou ou está cursando ainda e o semestre, neste caso) e a cidade e estado onde faz ou fez o curso.

Esses dados servirão para que eu faça uma triagem para selecionar uma ou duas pessoas de cada estado do Brasil. Será que a gente consegue um representante de cada estado??? Espero que sim!

Isso vai nos dar uma maior dimensão de como está o nosso curso no Brasil, pelo menos nos ajudará a saber se podemos ter uma visão otimista quanto a este curso relativamente novo, que muitos não tem uma boa perspectiva quanto à ele e que ainda não trabalham na área.
Conto com a ajuda de vocês, leitores do Blog, seguidores do twitter, amigos do orkut e facebook, de quem recebe as atualizações por email etc.

Obs: Darei preferência para os que já se formaram ou que estão no último semestre do curso. No caso de estados onde ainda não haja formados, pode se candidatar o pessoal dos semestres mais avançados (mesmo que seja o 2º ou 3º semestre).

Um abraço a todos e desde já agradeço a parceria!


quinta-feira, outubro 21, 2010

Veja o que o mercado passa a exigir depois da formatura

Atitudes e falhas que poderiam ser relevadas ganham maior relevância

Ao terminar a universidade o recém-formado pode ter uma certeza: vai ser muito mais exigido na hora de arrumar um emprego do quando concorreu a um estágio. O ingresso no mercado de trabalho, além de mais competitivo, se torna ainda mais rigoroso. Para conquistar a primeira oportunidade profissional na área de formação, os padrões adotados aos tradicionais programas de estágio devem ser deixados para trás. Conhecimentos, competências e habilidades que antes eram consideradas diferenciais passam a ser requisitos básicos. Atitudes e falhas que poderiam ser relevadas ganham maior repercussão e podem colocar em xeque a aprovação no processo seletivo.

A mudança na exigência, segundo Janaína Ferreira Alves, coordenadora do curso de pós-graduação em Gestão de Negócios da Faculdade IBMEC-RJ, é natural e compatível às atividades e responsabilidades das novas funções. "Enquanto o estagiário não tem alto nível de conhecimento técnico e nem sempre domina totalmente uma língua estrangeira, o perfil do profissional é mais complexo", compara Janaína. De acordo com ela, o mercado espera que o candidato graduado tenha conhecimento técnico mais consolidado, melhores competências comportamentais, experiências profissionais anteriores, bem como tenha cursado ou curse uma pós-graduação e fale pelo menos dois idiomas estrangeiros.

Janaina, no entanto, reconhece a existência de processos seletivos diferenciados para cada tipo de profissional, a partir das vagas oferecidas e dos perfis estipulados para cada contratação. Ainda sim, Dália Derner, professora de Gestão Estratégica de Pessoas da Universidade Anhembi Morumbi, afirma a preferência das empresas por candidatos que expressem autonomia e tomem decisões de acordo com o espaço que lhes forem dados. Para ela, essa é a grande diferença em relação à contratação de um estagiário. "A organização espera que o profissional traga essas questões de autonomia e liderança de experiências anteriores", afirma ela.

Experiência profissional que não se limita aos empregos registrados em carteira. As oportunidades de estágios também são reconhecidas. É o que garante Rafael Chiuzi, professor de Psicologia Organizacional e Gestão de Recursos Humanos da Universidade Metodista. Mas para ele, a comprovação dessas vivências não pode se limitar ao discurso verbal. Ele enfatiza a necessidade de mostrar ao avaliador materiais palpáveis que expressem suas produções e conquistas profissionais. "Além de apresentar o currículo e a carteira de trabalho, é possível entregar carta de referência do antigo emprego com a descrição de suas funções e qualidades", sugere ele. Segundo ele, em carreiras mais práticas - como design, jornalismo, publicidade, arquitetura ou engenharia - é recomendada ainda a apresentação dos trabalhos produzidos nos antigos empregos.

Para qualificar o nível das experiências, Chiuzi afirma que os recrutadores, em geral, apresentam situações adversas e solicitam que os candidatos apresentem soluções adotadas em empregos anteriores. "Na seleção de um estagiário, pede-se que os estudantes criem saídas aos problemas apresentados. Mas quando se trata do processo seletivo de funcionários, as competências dos profissionais são quantificadas a partir de sua própria trajetória no mercado de trabalho", diferencia ele, que acrescenta a relevância de conhecimentos culturais. "E quanto mais experiências profissionais se tem, maior será o diferencial para a conquista da tão almejada vaga", acrescenta o professor da Universidade Metodista.

Outro aspecto cobrado nas seleções de estagiários, mas mais profundamente avaliado para a escolha de profissionais formados é o foco dos candidatos. De acordo com Dália, todos - independente do nível de formação - devem demonstrar saber em qual área querem trabalhar, bem como o que desejam adquirir a partir do crescimento profissional. Para conseguir vencer esse desafio, Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação da Trevisan Escola de Negócios, sugere que os candidatos conheçam bem a empresa para a qual pretendem concorrer à vaga. "Saiba o que a organização oferece ao mercado, fique por dentro do seu ramo de atividade e identifique quais os benefícios que pode proporcionar a você", recomenda ele.

Diferenças estruturais

As diferenças entre a avaliação que é feita na contratação de um estagiário e de profissional não se restringem ao nível de cobrança. Incluem também as estruturas e as características do próprio processo seletivo. Segundo Dália, para o nível profissional, algumas etapas da seleção não são necessárias, tais como provas de conhecimentos gerais e dinâmicas de grupo. "Claro que isso pode variar de empresa para empresa, mas normalmente as organizações buscam profissionais com um pouco mais de urgência para ocupar cargos importantes e a avaliação é feita, principalmente, em cima das experiências e cargos anteriores", explica Dália.

Mesmo sem acreditar na existência de manuais de regras básicas para se dar bem no processo de seleção, Furtado dá algumas dicas aos candidatos interessados em não fazer feio na hora da entrevista. "É muito importante que o profissional mostre, além de suas experiências, uma postura durante sua apresentação", destaca o coordenador da Trevisan. Segundo ele, é preciso demonstrar humildade e, ao mesmo tempo, saber se valorizar. Ter autoestima também é bastante relevante. "Apresentar um currículo não é apontar um monte de cursos e qualificações, é mostrar um projeto de vida, sobre o que ele já fez ou busca conquistar para a carreira", completa ele.

O cuidado de um profissional deve ser redobrado. Isso porque, de acordo com Chiuzi, aspectos que são toleráveis na seleção de estagiários se tornam inaceitáveis e passíveis de desclassificação quando o processo seletivo é destinado a candidatos de nível superior completo. "Para o estagiário sempre existe uma amenização no modo como ele fala e no jeito que ele se veste. Isso porque é jovem e vive num contexto diferente dentro da faculdade. Para o profissional as coisas são diferentes, pois quanto melhor for a aparência e a sua postura diante da entrevista melhores são as chances de contratação", exemplifica o profissional da Universidade Metodista.

A não contribuição com a equipe dentro de uma dinâmica de grupo ou a ausência de pró-atividade durante a entrevista são atitudes, na visão de Janaína, intoleráveis num candidato à vaga de nível superior. Em caso de organizações mais conservadoras, ela acredita que a cobrança por essa participação é ainda mais forte. "Além disso, se ele disser ter feito alguma coisa que na realidade não fez, a falta é mais grave ainda", enfatiza ela. Para a professora, falar a verdade é importante sempre. "Não deixe transparecer nada que não seja", orienta Janaína. Confira no quadro abaixo a comparação dos requisitos que são observados quando da contratação de um estagiário e durante o processo de escolha dos profissionais:  


PRÉ-REQUISITOS DA SELEÇÃO
Estagiário Profissional
- Ensino Superior (cursando) - Ensino Superior Completo
- Potencial de aprendizado - Pós-graduação (cursando ou concluída)
- Conhecimentos de informática - Experiência Profissional
- Conhecimentos em um idioma estrangeiro - Referências Profisisonais

- Conhecimentos de informática

- Conhecimentos em dois idiomas estrangeiros

- Bagagem cultural

- Autonomia

- Capacidade para tomada de decisões

domingo, outubro 17, 2010

Como organizar a sua formatura


Você pode comemorar o final do seu curso com toda a pompa ou de forma bem louca e criativa. Também pode misturar o tradicional com o moderno. E ainda tem a opção de não comemorar. Tudo depende do seu perfil, do perfil do seu curso, de sua turma e da grana que vocês têm ou estão a fim de desembolsar.

"Hoje, muitos formandos estão mais preocupados em arranjar logo um emprego para começar a ganhar dinheiro - ou até mesmo para pagar a faculdade retroativamente - do que em gastar dinheiro com formaturas grandiosas. Então, as turmas que optam pelo tradicional são cada vez menores", diz Patrícia Miranda, diretora da Aprof (Associação das Empresas Promotoras de Formatura). Segundo ela, as turmas que ainda optam por se formar com tudo o que têm direito vêm de cursos como Direito, Medicina, Odontologia, Farmácia e Fisioterapia. O resto opta por formas alternativas.

Foi o caso da turma de Psicologia de Aline Frey, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), que se formou em 2004. Os 16 formandos optaram por fazer esquetes com pequenas peças de teatro e declamações de poesias, no próprio saguão da reitoria, onde rolou a colação de grau. "Um colega que é músico compôs uma canção que falava da trajetória da nossa turma e tocou piano de calda. A turma entrou fazendo bolinhas de sabão, ao som de uma das músicas do filme O fabuloso mundo de Amelie Poulain, tocada por uma banda de amigos nossos. No lugar da beca, vestimos roupas coloridas. Decoramos a reitoria com cortinas de cizal e arranjos de flores. Os convites tinham uma foto P&B da turma com intervenções coloridas. Tudo custou apenas R$ 70 para cada um", conta.

Já a turma de Daniele Souza, 27 anos, que se formou em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) em 2006, optou por alugar uma casa noturna decorada com o tema "mídia", no esquema "os convidados pagam o que consumirem". Cada um dos 20 formandos teve que desembolsar apenas R$ 60.

Os caretas

Fazer algo diferente pode ser realmente bacana. O problema é que quanto mais exótica a festa, mais difícil de a turma chegar a um consenso e se organizar. "Dá muito trabalho ficar inventando moda e convencer o resto da turma de que é legal e vai funcionar. Muita gente opta pelo padrão tradicional para evitar polêmica. E mesmo assim às vezes rolam brigas homéricas", explica Gion Brunn, 25 anos, estudante do terceiro ano de Medicina da UFBA.

Durante dois anos ele fez parte da comissão de formatura de seu curso, mas desistiu do cargo pelo excesso de reuniões. "O curso de Medicina já é puxado demais, não estava tendo tempo para me dedicar à organização da formatura", conta. Isso porque, além do baile, a comissão organiza várias festas durante todo o curso para arrecadar dinheiro aos poucos. Dá um trabalhão.

Nessa "brincadeira", cada um dos 80 alunos a turma de Gion vai gastar de R$ 1.570, aluguel do parque aquático Wet´n Wild - onde vai rolar o baile - , aluguel do espaço onde será realizada a colação de grau e o cachê de três bandas (uma de rock, uma de forró e outra de axé), cerimonial da festa, produção do filme que será exibido durante a festa, seguranças, convites para 150 convidados cada um, orquestra para colação, canudos e o dinheiro que vai para a empresa de eventos que está organizando tudo. Isso sem contar a roupa, o bufet pessoal, e a cobertura do evento (álbum e fotos e DVD).

Ufa!!!! Com tanto gasto, ainda bem que há espaço para a democracia: participa quem quer. Tanto que Ricardo Heinzelmann, 24 anos, colega de Gion, optou por ficar de fora dos eventos e gastar o dinheiro em uma viagem para a Europa, depois de formado. "Prefiro satisfazer o meu prazer pessoal, em vez de fazer uma festa para os outros", explica.

E pode ser muito mais caro do que o valor que essa turma de Medicina vai pagar: tem gente que topa desembolsar mais de R$ 3.000. Hoje em dia há modismos que encarecem tudo: bailes temáticos (com tema havaiano, por exemplo), contrato de escolas de samba para fazer uma surpresa no meio do evento, malabares, cuspidor de fogo na entrada, drag queens que aparecem depois da valsa distribuindo pulseirinhas de neon, distribuição de pirulito, sorveteiro à disposição a noite inteira, garçons usando capelo na cabeça ou avental com nome do curso, scotch bar, lounges espalhados pelo salão, paredes de flores, velas e pétalas de rosas pelo chão. "Tudo isso pode parecer extravagante, mas acho que vale a pena comemorar esse período de tanta batalha", opina Gion.

Quando começar a organizar a formatura

O quanto antes a turma começar a pensar no assunto, melhor as alternativas de pagamento, e em mais parcelas vai poder dividir o valor. Tempo mínimo: seis meses. Mas o ideal é começar a organizar as comissões de formatura no começo do terceiro ano da faculdade. Alguns cursos, como Medicina, por exemplo, começam o planejamento no primeiro ano de faculdade, já que as festas desse curso costumam ser mais ostentosas.

O papel da Comissão de Formatura

A comissão de formatura é um grupo de alunos voluntários de uma ou mais turmas de um curso de graduação que se reúnem informalmente para organizar os eventos da formatura. A comissão deve ter um aluno representante e um suplente para cada turma envolvida. Este é o primeiro passo para organizar a formatura.

É ela que vai criar uma associação sem fins lucrativos e registrá-la no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas. Para se registrar como associação, é preciso que a comissão crie e concorde com as normas que vão reger todas as suas atividades, o chamado estatuto, que conterá as seguintes informações: quem constitui a associação, quais os deveres dos membros, quem administra o quê, o quórum de instalação e deliberação da associação, como resolver os impasses que surgirão, como serão feitas as prestações de contas, quais os prazos não só de pagamento e prestação de contas, mas também da validade da associação, como vai se dar a dissolução da mesma, o nome da comissão, onde ela vai ser sediada, a estrutura hierárquica e a distribuição das tarefas.

O papel da comissão é escolher os alunos que serão oradores e juramentistas, normalmente um por curso envolvido; indicar um professor que se destaque para ser o paraninfo de todas as turmas, mesmo de cursos diferentes; escolher professores homenageados, um por curso; indicar um patrono, que normalmente é uma personalidade de destaque na área profissional dos formandos.

Ah, em alguns casos, dependendo da organização da comissão de formatura, seus integrantes acabam sendo beneficiados com a dispensa do pagamento dos custos individuais da festa.

Como arrecadar dinheiro

Além de calcular uma mensalidade, é legal organizar eventos de arrecadação de fundos durante o curso. Outra forma bacana: fazer rifas. Mas o melhor é contratar empresas que organizam tudo isso. Só que, atenção: é preciso escolher direito. Há muitas empresas por aí, e nem todas são confiáveis.

Como escolher a melhor empresa

Peça indicação à instituição onde você estuda ou a um colega que já se formou. Depois, verifique se a empresa é registrada. Caberá à Comissão de Formatura escolher uma empresa especializada na organização do evento a partir de uma concorrência.

O ideal é comparar orçamentos detalhadamente, visitar festas das empresas cogitadas e solicitar documentos que atestem a idoneidade das mesmas. A empresa será responsável por todos os detalhes que envolvem a cerimônia de colação e o baile de formatura, desde a arrecadação de dinheiro entre os formandos, até os contratos com salões de eventos, bufês, banda, convites, fotos, etc. A empresa deve oferecer diferentes opções de atrações e custos, que serão avaliadas pelos alunos.

Onde fazer a balada?

A data e o lugar da festa devem ser marcados com bastante antecedência (afinal, turmas de vários cursos e universidades costumam se formar na mesma época). É importante observar: a eficiência da sonorização, se há espaço coberto, estacionamento privativo com número de vagas suficientes para os convidados, número de sanitários, tamanho da cozinha, infra-estrutura para decoração, se o pé-direito do salão comporta a iluminação, entre outros detalhes.

Quem vai tocar o quê?

É essencial avaliar a estrutura de som de cada banda. Procure saber tudo o que a banda tem: iluminação; técnico de som; transporte próprio. Pergunte também quem é cada membro e o que cada um faz.

Depois, mas não menos importante, avalie o repertório do grupo. O ideal é que a turma possa opinar sobre esse repertório, isto é, no estilo de som. Afinal, a música TEM que combinar com os convidados. É bacana conversar bastante com os músicos da banda para tentar transmitir exatamente o perfil dos formandos, os interesses e a proposta do evento.

Mas há também bandas com perfis próprios, que não se adaptam ao gosto do cliente, e turmas que podem querer contratá-las justamente por isso. Ah, e lembre-se: na sua festa haverá pais, tios e até avós. Ou seja: é bacana a banda tocar algumas músicas das décadas de 1950, 60, 70, aquelas tradicionais, que todo mundo conhece e gosta.

Os comes e bebes

Tradicionalmente, há três tipos de coquetel de formatura: o coquetel inserido dentro do baile; o coquetel particular, que alguns formandos, ou grupo pequeno de formandos (três no máximo), oferecem para as famílias e os amigos; e um tipo novo, o coquetel "somente para formandos", que acontece antes da colação de grau, enquanto a turma se prepara.

O coquetel do baile e o coquetel particular não variam muito um do outro. As diferenças estão nas quantidades de salgados. Afinal, o coquetel particular é uma festa de menor duração e, portanto, tem-se uma média de 14 a 15 salgados/pessoa (se for durante a semana pode-se contar 12 salgados/pessoa, porque a duração tende a ser menor) e na quantidade de garçons; e difere também quanto ao prato quente que, em festas particulares, é geralmente servido em buffet montado.

Algumas pessoas gostam de servir um jantar completo, em vez do prato quente nestes coquetéis particulares. Servem-se aperitivos variados, um prato quente, doces ou bombons e, às vezes, uma mesa de café da manhã. As bebidas: cerveja, refrigerante, água mineral, uísque e vinho branco. A moda agora são as bebidas frizantes, espumantes, achampanhados. Já o coquetel, "somente para formandos", é uma comemoração rápida, com duração entre uma hora e uma hora e meia. São servidos salgadinhos ou uma mesa de frios. Bebidas alcoólicas: somente vinho branco ou champanhe, refrigerantes e água mineral.

Quando se contrata um buffet, é preciso pensar no sabor, na aparência, na apresentação dos alimentos e como serão servidos. Verifique como estes alimentos foram embalados, manipulados, congelados e descongelados e as instalações sanitárias utilizadas pelos funcionários do buffet. Para tanto, verifique se o fornecedor do buffet tem alvará sanitário, comprovante obtido através da Secretaria Municipal de Saúde após vistoria feita por um fiscal. Esse alvará é requisito obrigatório para que toda e qualquer empresa do ramo de produção e prestação de serviços na área de alimentação possa iniciar os seus trabalhos.

Siga as dicas e tenha uma maravilhosa formatura!




Fonte: UNIVERSIA-BRASIL (com adaptações).

Voltar à faculdade é o desafio de quem já esteve lá

Ele é impiedoso e não se pode lutar contra isso. Pelo menos ele não faz distinção e passa para todo mundo. O tempo muda as pessoas. Mudam as perspectivas, os pontos de vista e a forma de realizar algumas coisas. E é óbvio que passar novamente pela experiência universitária anos depois da primeira vez é uma situação diferente. Talvez a massa mais jovem, que geralmente predomina nas classes universitárias, nem imagine o que os alunos que retornam precisam fazer para enfrentar novamente essa jornada. O pacote de esforços inclui vencer medos, lidar com a falta de tempo e paciência para algumas rotinas que já não fazem muito sentido, além, em alguns casos, da exclusão que o grupo mais jovem impõe, por vezes de maneira involuntária, outras por preconceito de se relacionar com os mais velhos.

Michelle Calliari, de 27 anos, passou pela experiência de voltar a estudar numa Instituição de Ensino Superior depois de alguns anos de sua primeira formatura. Ela começou, aos 22 anos, o curso de Ciência da Computação na cidade de Florianópolis, onde mora. Porém, trancou a matrícula e decidiu direcionar seu aprendizado para um curso mais voltado à web. Assim, mudou-se para São Paulo em busca desse curso. Encontrou o que procurava: Criação e Desenvolvimento de Websites, que fez na Universidade Anhembi Morumbi. Pouco antes do fim, Michelle retornou para a capital catarinense e fechou a primeira graduação na modalidade a distância.

Depois disso, ela quis retomar o curso que havia interrompido anos antes. Foi aí que ela teve de encarar o retorno à faculdade. Michelle admite que já não tem a mesma paciência para algumas coisas, como teve antes. "Falta paciência sim. Antes só tinha de estudar, não tinha trabalho, não tinha de pagar contas", diz ela que também revelou certo desconforto com algumas matérias do curso. "Já tenho certo conhecimento da coisa e tem algumas matérias que poderia eliminar, mas não pude. É uma perda de tempo. Você não aprende nada de novo e é obrigado a cursar". No caso de Michelle, a diferença de idade em relação aos outros alunos não é muito grande e, por isso, ela não reclama tanto da falta de interação com os colegas de sala, mas confessa que se dispersa mais facilmente agora do que no primeiro curso que fez. "Às vezes, estou cansada do trabalho e me disperso mais. No primeiro curso tudo era novidade, então prestava mais atenção. Também não trabalhava naquela época", afirma a estudante.

Mas no que diz respeito às distrações em sala da aula, há quem garanta que na volta aos estudos, depois de um tempo desde a primeira vez na universidade, a concentração melhorou. É o caso da funcionária pública Adriana Coelho Sobierajski, de 42 anos. A primeira experiência universitária aconteceu quando ela tinha 19 anos e cursava a faculdade de jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Só que Adriana precisou abrir mão do curso por causa do nascimento do primeiro filho dela. Ela logo retornaria, mas novamente abandonaria a faculdade em função do nascimento de mais um filho. Finalmente, em 1998, 14 anos depois do abandono, Adriana resolveu voltar e entrou com pedido de retorno. Em princípio a solicitação foi negada, mas seis meses depois ela recebeu o aval da universidade e estava novamente, os 33 anos, numa sala de aula.

O choque de gerações foi o primeiro obstáculo a vencer. "Em 1984, eram todos da minha idade. Na volta não, tinha 33 anos e a média da classe era de 18 anos. Foi complicado, houve várias barreiras que tive de quebrar. Vamos dizer que houve uma certa exclusão por parte dos demais. Não era convidada para compor grupos dos trabalhos. Isso durou mais ou menos um ano", conta Adriana. "Acho que foi um preconceito deles por ser mais velha. Tem a ver com um pré-julgamento deles, que deviam imaginar que por ser mais velha não saberia conversar com eles, era o que eu sentia. Havia situações em que fazia uma pergunta para um colega e ele não respondia, fazia que não tinha ouvido", lembra.

Adriana usou sua atitude para mostrar aos colegas que podia fazer parte do grupo. "Procurei fazer parte das discussões em sala de aula, mostrei a eles que era competente, que era capaz tanto quanto eles. Acho que eles olhavam para mim e personificavam uma tia e isso foi uma barreira no relacionamento entre nós", acredita Adriana, que afirma que o trabalho e o cuidado com os filhos a impediam de participar de eventos sociais com os colegas, como ida a bares e festas. "Mas nem era convidada. Ficava triste porque queria mostrar que podia me relacionar com eles", destaca.

Da mesma forma que Michelle, Adriana também não tinha paciência para algumas rotinas da faculdade. Ela conta que alguns trabalhos aplicados pelos professores a deixavam entediada. "Parte daquilo não fazia mais sentido para mim, até em função de minhas expectativas para o futuro". Ela só discorda do relato dado por Michelle na questão da distração em sala de aula. Para Adriana o retorno proporcionou um aprendizado mais eficiente. "Já que saí de casa, peguei dois ônibus, deixei meus filhos, tinha de aproveitar ao máximo. Não tinha vergonha de perguntar. Você repara que os mais jovens, às vezes, têm vergonha de perguntar alguma coisa que não entenderam, mas eu perguntava. Você se dispõe a aprender tudo", declarou. Adriana acha que o saldo do retorno foi positivo por poder aprender mais e adquirir mais conhecimento. Ela só lamenta não ter podido conviver mais com os colegas depois das aulas. "Podia ter quebrado aquela barreira antes se tivesse participado mais das festas".

Lúcia Terra Lousada Santos, de 54 anos, concorda que se concentra mais do que antes e aproveita melhor os estudos agora. Atualmente no quarto ano do curso de Direito na Unip, Lúcia se formou em 1976 em Pedagogia, quando tinha 22 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Quando chegou a cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, não encontrou muitas oportunidades de trabalho por isso resolveu voltar a estudar e escolheu uma área em que não dependeria de outras pessoas para ter trabalho. "Hoje estou mais centrada, já não desvio tanto a atenção como quando era jovem. Eles se dispersam com mensagem de celular, colega que chama... Eu me concentro mais, presto mais atenção, a idade ajuda", acredita Lúcia.

A pedagoga e futura advogada disse não ter tido grandes problemas no contato com os mais jovens. "Não acho complicado lidar com os jovens. Não houve preconceito nem de minha parte e nem da parte deles. Admito que no primeiro dia fiquei meio insegura, não sabia como seria recebida, mas ninguém ficou me perguntando coisas, me viram como colega mesmo", opina Lúcia. Mas é claro que a diferença de maturidade entre ela e os demais cria certa intolerância em Lúcia em relação a algumas coisas. "Tem muito jovem que não sabe bem o que estudar e escolhe Direito. Então tem muita conversa, falta de interesse por parte de alguns, celular que toca, professor tem de chamar atenção. Isso me incomoda, a falta de maturidade", queixa-se Lúcia. Ela observou ainda que a idade pode atrapalhar na conquista de uma vaga de estágio. Mas no geral, Lúcia achou positiva sua volta aos bancos universitários. "O mais legal é adquirir conhecimento e também conhecer pessoas novas".

Visão do professor

A presença de um aluno mais velho na turma não gera impacto apenas entre os estudantes. Os professores também sentem os efeitos. A fisioterapeuta, Elisângela Weigel Schappo, 26 anos, mestre em Ciências e professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina já lidou com a situação e avalia: "é um pouco complicado ao mesmo tempo que parece fácil, para quem vê de fora". Segundo Elisângela, aqueles que retornam à faculdade com mais experiência de vida e mais idade trazem consigo alguns vícios. "Geralmente, eles já possuem alguns vícios de trabalho provindos das experiências anteriores e se o sujeito não está nem um pouco afim de 'zerar' essas informações e ficar disposto a ouvir, não tem jeito, as aulas acabam ficando enfadonhas. Outro problema que percebo dos colegas professores é o comportamento de disputa, ouço aqueles comentários: 'quem você pensa que é? Acha que sabe mais do que eu?'", revela ela.

Além disso, Elisângela diz que o fato de ser mais jovem do que alguns desses alunos é mais um fator nessa equação que envolve as relações em sala de aula. "Nesses casos sou colocada a prova por eles. Sempre tento fazer com que ele contribua com o que viveu", afirma ela, que completa a raciocínio ao admitir que esses alunos podem se tornar "alunos aliados", que enriquecem a aula. "Da experiência que tive, percebo que inevitavelmente somos e sempre seremos mestres um do outro. Todo mundo aprende um pouco com o outro e é isso que tento repassar. Até porque, vejo que a experiência se adquire com o que se assimila da vivência com as pessoas e não pelo número de aniversários feitos", finaliza a professora.


Fonte: UNIVERSIA-BRASIL

sexta-feira, outubro 15, 2010

Fundos que financiam estudante sofrem com inadimplência

Levantamento feito a partir do Censo da Educação Superior 2007 do MEC (Ministério da Educação) revela que 6,9% dos brasileiros que estão no Ensino Superior recorrem a alguma modalidade de crédito educacional. A dificuldade para pagar as mensalidades da faculdade, que leva muitos estudantes até os financiamentos, não se resolve com a formatura. Pesquisa realizada pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) mostra que 72% dos profissionais formados tiveram aumento salarial após o término da graduação. Mas mesmo diante da possibilidade de melhora das condições financeiras com o término da graduação, os programas de financiamento enfrentam problemas de inadimplência. Segundo o censo, 10,7% dos que usam verba do Fies (Programa de Financiamento Estudantil) não pagam a dívida.

Devido à abrangência do programa, a taxa é considerada aceitável pelo MEC, que atribui a inadimplência a problemas de colocação profissional. Nesses casos, o ministério afirma que é possível renegociar a dívida diretamente com a Caixa Econômica Federal. Entretanto, uma possível renegociação nem sempre é um processo tão simples. Quando Andreia Borges de Carvalho, graduada em Ciências Biológicas na Unifran (Universidade de Franca), tentou rever o valor da parcela de seu financiamento, o pedido foi negado.

"Fui informada que caso não conseguisse pagar a dívida, deveria recorrer ao fiador e não me deram outra opção", lembra Andreia. Ela diz que procurou a Caixa porque o valor da parcela ainda pesa excessivamente em seu orçamento. "Ainda não trabalho na área e meu salário não é compatível com o que é cobrado pelo financiamento", justifica ela. O MEC explica que a parcela é baseada na mensalidade da época do empréstimo, acrescida de juros de 3,5% ao ano, taxa que foi estendida a todos os cursos no último dia 26 de agosto.

Mesmo com as dificuldades, Andreia considera que o programa é uma boa alternativa. "Sem o Fies eu não teria como pagar a graduação", resume ela. A opinião de Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, é a mesma. Para ele, vale a pena recorrer ao financiamento. "Até porque, depois que o aluno se forma, há aumento da renda", diz ele em referência à pesquisa realizada pelo Semesp. O diretor executivo cita ainda uma pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) que mostra que profissionais graduados têm salário 104% superior em comparação aos que têm apenas o Ensino Médio.

Pouca oferta

Capelato faz algumas críticas em relação ao acesso ao crédito para estudantes. Segundo ele, o leque de oferta do crédito ainda é baixo e a burocracia na análise de crédito é restritiva, o que impede alguns estudantes de buscar a opção. "Hoje a taxa de inadimplência na graduação é de 24,5%, mas os estudantes precisam esperar que as inscrições [do Fies] sejam abertas para se candidatar ao financiamento. Enquanto isso, permanece devedor", declara ele.

A lei das mensalidades escolares, que impede as instituições de proibirem os alunos de freqüentarem as aulas no caso de não pagamento, associada à falta de cultura de financiamento estudantil seriam as principais causas da inadimplência. "A penalidade para quem deixa de pagar a educação é baixa", acrescenta Capelato, ao citar estudo realizado pela empresa de cobrança educacional Camargo Rodrigues, que indica que o brasileiro coloca o pagamento da educação em quinto lugar na lista de prioridades. "A maioria prefere quitar a dívida com bens que perderia de imediato, como carro e telefone celular, por exemplo. Dever para a instituição de ensino só traz problemas na rematrícula, único momento em que a universidade pode barrar o aluno", explica ele.

Na opinião do diretor executivo, seria mais vantajoso se os programas de crédito fossem ampliados e os devedores incluídos no projeto. Segundo levantamento realizado pelo Semesp, se não houvesse inadimplência, as universidades poderiam investir 8,6% de seu faturamento mensal na infra-estrutura e no ensino. Segundo o estudo, com as dívidas dos estudantes, a capacidade cai para 1,1%.

Já Augusto Chagas, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), se diz contra o crédito e bolsas restituíveis. "A lei não garante nenhum direito para os estudantes que assinam contrato com esses programas", critica ele. A entidade defende a ampliação de bolsas de estudos e de criação de um programa nacional de assistência estudantil, que ajude os estudantes da graduação a custear despesas com transporte e material.

Quanto ao início do pagamento do Fies após o fim da graduação, Chagas é favorável a projeto em tramitação no Congresso, que daria oportunidade a estudantes da área da saúde e educação trabalharem na rede pública para pagar o crédito concedido pelo governo. "Essa é uma forma de pagamento que pode ser dada como opção aos profissionais que não conseguiram emprego", sugere ele.

Tal opção poderia ser a solução para o enfermeiro Clóvis Euripedes de Oliveira, que paga a parcela do financiamento total da mensalidade da universidade. "Durante o primeiro ano paguei um valor mais baixo, mas depois a parcela aumentou", conta Oliveira, que pagará o programa até 2014.

Segundo o MEC, a parcela do Fies sofre aumento após o primeiro ano de pagamento. Durante a fase I, o estudante passa a pagar, mensalmente, o mesmo valor que já pagava a faculdade enquanto estudava. Na fase II, o saldo devedor é dividido em prestações iguais, por um prazo de até duas vezes o período de utilização do empréstimo, o que pode causar aumento na parcela. É possível simular do valor do financiamento no site da Caixa.

Restituição à universidade

Algumas instituições de ensino oferecem crédito estudantil próprio, chamado de bolsa restituível. A diferença é que não há cobrança de juros, mas a parcela é baseada na mensalidade vigente do curso à época do pagamento, após a formatura. "Esse financiamento concede entre 10% e 50% de bolsa, valor que deve ser devolvido depois do fim da graduação", explica Oswaldo de Souza Júnior, gerente de contas a receber e filantropia da Metodista (Universidade Metodista de São Paulo). Souza Júnior garante que a taxa de inadimplência nesse programa fica abaixo de 1,5%. "Os estudantes que contratam o financiamento têm consciência de que, ao restituir o valor ao fundo de crédito, proporcionam a oportunidade para outros candidatos serem selecionados", diz ele.

Já no caso do crédito próprio oferecido pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), a taxa de inadimplência varia entre 3% e 4%. Darci Isoppo, gerente financeiro da instituição, atribui a falta de pagamento à situação econômica do mercado. "Percebemos que quando o mercado passa por crise, a taxa de inadimplência é mais alta. Se a receptividade é maior, o número dos que deixam de pagar cai", afirma ele. O gerente justifica a necessidade de um fiador, para que a taxa de devedores seja reduzida.

De acordo com Isoppo, há ainda uma alternativa, caso tanto o estudante quanto o fiador encontrem problemas para pagar a parcela do crédito, para renegociar o contrato. "Temos uma equipe que comprova as informações prestadas pelo ex-aluno e analisamos cada caso. Depois da comprovação do problema, geralmente prorrogamos os prazos", declara Isoppo.

Além do Fies e das bolsas restituíveis, há empresas que oferecem crédito educativo. "Trabalhamos com duas modalidades de crédito estudantil. Ou firmamos parcerias com as universidades, e os estudantes assinam o contrato na instituição. Há também a modalidade em que o aluno nos procura diretamente e fazemos acordo. Pagamos parte da mensalidade, sem vínculo com a universidade", conta Carlos Becker, diretor adjunto da Fundação APLUB (Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil) de Crédito Educativo.

Para diminuir a taxa de inadimplência, Becker conta como são selecionados os estudantes que pedem o crédito. "Quando o número de vagas é limitado, damos preferência aos que cursam carreiras com altas taxas empregatícias como, por exemplo, Engenharia e Agronomia, pois será mais fácil ter a dívida paga", diz Becker, que afirma ser de aproximadamente 18% a taxa de inadimplentes no programa. Alunos que estão matriculados em cursos com menos oportunidades no mercado, como Filosofia e licenciaturas, passam por análise mais rígida. "Se não houver concorrência concedemos o crédito, mas conscientes de que as chances do requerente tornar-se inadimplente no futuro são maiores", acrescenta ele. Becker aconselha os alunos a não pedirem financiamento total da mensalidade. "Se o candidato pede crédito para cobrir todo o valor do curso, terá uma parcela muito alta para pagar no futuro", alerta.



Fonte: UNIVERSIA-BRASIL

TCC pode render frutos depois da formatura

Olho em demandas do mercado ajuda no planejamento após êxito na banca


O TCC (trabalho de conclusão de curso) leva pelo menos um semestre para ser produzido e a apresentação não dura mais do que algumas horas. Em muitos casos, depois da aprovação, o trabalho não tem aproveitamento algum e passa a servir apenas para ilustrar currículos e portfólios. Em alguns casos, no entanto, o TCC pode proporcionar ganhos aos alunos que extrapolam o âmbito acadêmico.

Existem até algumas escolas que estimulam estudantes a pensar o TCC como parte da iniciação profissional. "Ele é tão aplicado à prática que no dia da banca são convidadas empresas parceiras para assistir à apresentação. Temos banca acadêmica e banca de mercado, esta última, opina sobre o que achou interessante", conta Ricardo Nakai, professor de marketing da Esamc. Ele acredita que o TCC é uma oportunidade interessante para o aluno conversar com o mercado.

Enfoque semelhante é dado ao TCC do curso de publicidade e propaganda da Universidade Metodista. De acordo com Fernando Ferreira de Almeida, coordenador do curso, o aluno tem de se aproximar ao máximo da situação real de mercado. "O TCC é visto como um instrumento de trabalho. Desde o primeiro semestre os alunos já trabalham o desenvolvimento do TCC em contato com o mercado. Ele tem de apresentar soluções e pensar sempre no retorno do investimento feito pelo cliente", explica Almeida.

Não é apenas para os cursos voltados ao mercado que a possibilidade de desenvolver um TCC com aplicação prática existe. De acordo com Denizar Melo, coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), por exemplo, é comum o trabalho final servir como ponte para o mestrado. "O que se quer com o TCC, que é um trabalho que desperta no aluno o espírito empreendedor e cientifico, é que ele seja um grande laboratório, propicie vivência prática e possa resultar numa (proposta a ser apresentada num curso) stricto sensu", afirma Melo.

Além disso, Melo afirma que há casos em que o aluno desenvolve novas técnicas ou equipamentos que são de interesse do mercado. O desencadeamento do trabalho de conclusão dependeria da intenção do aluno. "Para alguns é mais natural atuar no mercado. Já outros têm viés mais acadêmico. O que a gente procura é potencializar essas vocações", explica Melo. Segundo Almeida, um dos requisitos para que o TCC obtenha sucesso comercial é o embasamento teórico. "O trabalho serve para consolidar o conhecimento e confrontar teoria e prática. É importante ter base e conteúdo", acrescenta.

Direcionado ao mercado

O coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS defende a idéia de que para aproveitar o TCC depois da formatura, o aluno precisa estar atento às necessidades de mercado. "Ele tem de ter um bom problema para resolver. E, a partir dele, montar um bom projeto para organizar esquematicamente a solução", recomenda Melo. No entanto, ele sugere que o aluno direcione essa busca para a área do conhecimento da qual ele mais se aproxima.

A exploração de nichos de mercado ainda carentes de soluções também é recomendada pelo professor de marketing da Esamc. Segundo Nakai, o ideal é procurar empresas dispostas a comprar capital intelectual para os problemas que enfrenta. Já Almeida defende que a única forma de conseguir desenvolver o trabalho de acordo com as demandas de mercado é estar atento às tendências e oportunidades à época da escolha do tema. "A dica é estudar sempre, acompanhar a evolução tecnológica do mercado. Seja para monografia ou para desenvolver campanhas e produtos", acredita ele.

Marcelo Veras, vice-presidente acadêmico da Esamc, concorda com Almeida e reforça o coro na defesa da tese de que o estudante precisa enxergar o mercado. "Tem de estar atento com o que o mercado precisa. Não pode pegar um tema só para cumprir tabela. Tem de ser um projeto para colocar embaixo do braço e levar na entrevista de emprego", declara Veras. Nesse sentido, Nakai acrescenta ainda que o aluno tem a vantagem de ter à disposição durante a execução do TCC, além de toda a infraestrutura da instituição, o conhecimento dos professores. "O aluno nem sempre tem capacidade para desenvolver a solução, mas pode utilizar os recursos da universidade e o conhecimento e experiência dos professores para desenvolver um produto seu", explica Nakai. "O professor é um profissional, que conhece a linguagem própria do mercado", completa ele.

No caso do grupo do então estudante Dani Schweller, formado em propaganda e marketing pela Esamc em julho de 2009, foi uma das professoras quem viabilizou o contato com a empresa da qual ele era gerente de marketing. "Os professores têm necessidades reais que podem ser aproveitadas pelos alunos", resume Schweller. No curso de fisioterapia da PUCRS, as pesquisas dos alunos são atreladas às linhas de pesquisa dos professores. "Os alunos desenvolvem parte da pesquisa dos professores. Às vezes, os professores reúnem grupos de alunos e cada um faz um capitulo de um livro, que pode ser publicado", explica Melo. Por isso, ele recomenda para aqueles que têm interesse em levar o TCC ao mercado, que procurem professores e orientadores interessados em atuar na mesma linha. A própria universidade pode direcionar o desenvolvimento de trabalhos mais atraentes aos olhos do mercado. "Todo ano exploramos um segmento para ser trabalhado pelos alunos. Depende do que está em alta no mercado", diz Almeida.

Oportunidade de padronização

Formado em agosto de 2007 pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o fisioterapeuta Régis Mestriner atualmente aguarda a concretização do processo de transferência tecnológica da patente depositada a partir de seu TCC. No projeto que fez em parceria com Rafael Oliveira Fernandes, ele desenvolveu um sistema de fisioterapia respiratória que, apesar de mais barato que os similares, estava esquecido devido à falta de padronização. "O sistema já existia desde a década de 30, mas não tinha como ser executado com segurança", resume Mestriner.

Trata-se de um equipamento, denominado coluna d'água, para reabilitação pulmonar em que o paciente assopra ar para o interior de um recipiente por meio de um canudo. O fisioterapeuta pode regular a pressão interna e com isso exigir mais ou menos pressão por parte do paciente. O problema que prejudicava o uso desse método dizia respeito à resistência promovida pelo canudo à passagem do ar. Impossível de ser controlada pelo fisioterapeuta, comprometia o tratamento. "Embora seja um sistema alternativo a outros bem mais caros que existem no mercado, há muita resistência dos profissionais em utilizar, justamente pela falta de padronização", lamenta Mestriner.

Os alunos tomaram conhecimento desse sistema numa aula do sexto semestre de Fisioterapia, quando o professor - que se tornou orientador do trabalho - propôs aos alunos que avaliassem o desempenho de diferentes tipos de material para execução dos procedimentos. Mestriner e Fernandes se interessaram e procuraram o hospital São Lucas, da própria PUCRS, onde conseguiram montar o sistema experimental e levantar os dados necessários para desenvolvimento do projeto. "A idéia inicial era padronizar o processo para usar no próprio São Lucas. O TCC nos deu a oportunidade de experimentar as idéias que surgiam. De algo que não esperávamos, conseguimos publicar até artigo", comemora Mestriner.

Depois da apresentação do TCC, em agosto de 2007, a dupla continuou com o desenvolvimento do sistema visando o departamento de registro de patentes da PUC. Atualmente, a universidade, que depositou o registro, negocia a comercialização do sistema com empresas da área de saúde. Os trâmites estão sendo resolvidos pela universidade, que é quem levará, caso o processo seja bem sucedido, a maior parte dos lucros. Ainda assim, Mestriner e seu parceiro de TCC também terão retorno sobre o trabalho. "Estamos bem esperançosos de que aconteça. Toda a parte experimental foi feita durante o TCC. A única coisa feita depois foi o artigo", conta Mestriner sobre o material publicado na revista científica da área de fisiologia respiratória Respiratory Care.

Opção pelo desafio

A possibilidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso foi o que levou o grupo de TCC de Dani Schweller a optar pela Topz, empresa do grupo farmacêutico EMS, para a criação de uma campanha de reposicionamento de marca. De acordo com ele, duas das seis pessoas que compunham o grupo trabalhavam na EMS, além de a professora Vania Bitencour Serrasqueiro ser gerente de marketing da empresa, o que facilitou o acesso à companhia. Além disso, era o único cliente prospectado que apresentava um desafio real. "Tivemos algumas opções de clientes, mas esse era o que proporcionava o desafio mais real. Tinha uma verba reduzida, mas era uma verba real. E queríamos trabalhar com isso", declara Schweller.

Ele explica que a presença da professora na posição de gerente da empresa foi importante para estreitar o relacionamento entre cliente e alunos e pautou o grupo com relação às necessidades da EMS. "Ela acompanhou todo o desenvolvimento do trabalho. Por ela ser professora, sabia da seriedade do projeto e, por conhecer o grupo, pôde confiar na hora de passar os dados da empresa", afirma. Dessa maneira, o grupo de Schweller procurou atender à necessidade da empresa de acelerar o retorno da linha de protetores solares Topz. Para tanto, o grupo realizou análises de mercado e desenvolveu peças de criação para apresentar ao cliente. "Propusemos a reformulação de embalagens, a criação da marca Sunny para diferenciar da linha Topz, criamos programas de metas e incentivos para a equipe e criamos programas de incentivo para os clientes", explica ele.

Como resultado, além de amigos e familiares, a diretoria da Topz esteve presente à apresentação. Atualmente, a marca Sunny está em processo de registro e a empresa está analisando formas de adotar outras das propostas do TCC. Além de Dani Schweller, o grupo de TCC era composto por Talles Ramalho, André Froner Hortense, Fernanda Ponzeto, Flávia Von e André Krajewski.

Como aproveitar o TCC depois da formatura

- Procure desenvolver soluções para necessidades reais de mercado;
- Busque orientação de professores que atuem no segmento de mercado desejado;
- Mantenha-se informado quanto às tendências e necessidades de mercado;
- Encare o desenvolvimento do trabalho como uma possibilidade de abrir portas junto às empresas;
- Explore a infraestrutura da instituição e a experiência dos professores para desenvolver um produto ou solução seu.