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sábado, janeiro 21, 2012

Saiu o Edital do Conter!

Até quem enfim saiu esse edital

As inscrições vão do dia 23/01 a 16/03/2012.

Temos vagas para Tecnólogos em Radiologia nos cargos de Analista de TI Jr. (CPD) e Supervisor Fiscal (CONAFI).

Vamos estudar, meu povo!

O cargo de Analista de TI Jr. requer que o candidato tenha diploma de Tecnólogo + Experiência de 01 ano na função.
Vagas em: Brasília-DF (01).

O cargo de Supervisor Fiscal requer diploma de Tecnólogo + registro no Conter (mínimo de 2 anos) + CNH "B".
Vagas em: Brasília-DF (01)

Os cargos de Fiscal aceitam Técnicos em Radiologia e tem vagas em: 
Brasília-DF (CR)
Fortaleza-CE (01)
Belo Horizonte-MG (01)
Salvador-BA (01)
Florianópolis-SC (CR)
Campo Grande-MS (01)
Cuiabá-MT (01)
Vitória-ES (CR)
Belém-PA (01)
Manaus-AM (01)

domingo, novembro 20, 2011

Cursos de Tecnologia em Radiologia e faculdades avaliadas no Enade

 Por Mariana Duarte



Para que visualizem melhor, dividi os cursos por estado e coloquei as notas do Enade em ordem crescente, da menor para a maior.

Lembrando que o CPC (Conceito Preliminar de Curso) avalia os cursos de graduação e é aplicado anualmente por grupo de áreas do conhecimento que visitam uma instituição. Os especialistas verificam: as condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica. Notas de 3 a 5 são consideradas satisfatórias e 1 e 2 insatisfatórias.

Sem Conceito (SC) é o caso de cursos que não obtiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) por não atender a um ou mais itens das oito medidas de cálculo.

E a nota do Enade é o resultado dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.


Paraná

Instituto de Ensino Superior de Londrina (INESUL) - Londrina: SC

Faculdade CBES (CBES) - Curitiba: 3 - 3

Faculdades Integradas Camões (FICA)
- Curitiba:  3 - 3 

Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Curitiba: 5 - 5


São Paulo

Centro Universitário de Santo André (UNIA) - Santo André: SC
 
Universidade Paulista (UNIP) - Santos: SC
 
Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN) - São Paulo: SC
 
Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) - São Paulo: SC
 
Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) - São Paulo: SC

Universidade Paulista (UNIP) - Bauru: 2 - SC

Centro Universitário Sant´Anna (UNISANT'ANNA) - São Paulo: 2 - 3
 
Universidade Guarulhos (UNG) - Guarulhos: 2 - 3

Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN) - São Bernardo do Campo: 3 - 2
 
Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) - Presidente Prudente: 3 - 3

Universidade de Franca (UNIFRAN) - Franca: 3 - 3

Universidade Bras Cubas (UBC) - Mogi das Cruzes: 3 - 3

Faculdade Método de São Paulo (FAMESP)
- São Paulo: 3 - 3

Faculdade Casa Branca (FACAB) - Casa Branca: 3 - 3

Universidade Nove de Julho (UNINOVE) - São Paulo: 3 - 4

Centro Universitário Central Paulista (UNICEP) - São Carlos: 3 - 4 

Centro Universitário Lusíada (UNILUS) - Santos: 4 - 3

Universidade Paulista (UNIP) - Campinas: 4 - 4

Universidade Paulista (UNIP) - Sorocaba: 4 - 4

Universidade Paulista (UNIP) - São José do Rio Preto: 4 - 4

Centro Universitário São Camilo (SAO CAMILO)
- São Paulo: 4 - 4

Faculdade Santa Marcelina (FASM)
- São Paulo: 5 - 4


Piauí

Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnológicas do Piauí (NOVAFAPI) - Teresina: SC


Faculdade São Gabriel (FSG) - Teresina: 3 - 2

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) - Teresina: 5 - 4


Santa Catarina

Universidade do Contestado (UNC) - Canoinhas: 1 - SC


Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC) - Florianópolis: 5 - 3
 

Distrito Federal

Faculdades Integradas Unicesp (FACICESP) - Brasília: SC
 

Faculdade de Tecnologia Cenacap (CENACAP) - Brasília: 2 - 2 

Faculdades LS (FACELS) - Brasília: 2 - 3

Universidade Paulista (UNIP) - Brasília: 4 - 4 


Pernambuco

Faculdade Integrada de Pernambuco (FACIPE) - Recife: SC

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE)
- Recife: 4 - SC

Faculdade Maurício de Nassau (FMN)
- Recife: 4 - 4 


Rio Grande do Sul 

Faculdade de Tecnologia Saint Pastous (FSP) - Porto Alegre: 3 - 3
 
Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) - Canoas: 4 - 3

Faculdade de Tecnologia Ipuc (FATIPUC) - Canoas: 4 - 3
 


Minas Gerais

Faculdade do Trabalho (FATRA) - Uberlândia: SC

Faculdade de Tecnologia Egídio José da Silva (FATEGIDIO) - Teófilo Otoni: SC

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte: SC

Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR) - Pará de Minas: 1 - SC

Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) - Divinópolis: 1 - SC
 
Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) - Belo Horizonte: 2 - SC
 
Faculdade de Tecnologia de Minas Gerais (FATEMG) - Ipatinga: 2 - 2

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG) - Belo Horizonte: 3 - SC
 
Faculdade de Tecnologia Novo Rumo - Belo Horizonte: 3 - 2
 

Faculdade São Camilo (FASC-MG) - Belo Horizonte: 3 - 3



Goiás


Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (UNIDESC) - Luziânia: 2 - 2

Faculdade de Santa Rita de Cássia (UNIFASC) - Itumbiara: 3 - SC

Universidade Paulista (UNIP) - Goiânia: 3 - 2

Centro Universitário de Anápolis (UNIEVANGÉLICA) - Anápolis: 3 - 3 


Amazonas 

Universidade Paulista (UNIP) - Manaus: 3 - 3

Faculdade Literatus (UNICEL) - Manaus: 3 - 3 



Alagoas

Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) - Maceió: 3 - 3 



Rio de Janeiro

Universidade Estácio de Sá (UNESA) - Petrópolis: 2 - 2

Universidade Severino Sombra (USS) - Vassouras: 2 - 3

Universidade Estácio de Sá (UNESA) - Campos dos Goytacazes: 2 - 3
 

Universidade Estácio de Sá (UNESA) - Niterói: 2 - 3 

Universidade Estácio de Sá (UNESA) - Nova Iguaçu: 2 - 3 

Universidade Estácio de Sá (UNESA) - Rio de Janeiro: 2 - 3

Universidade Iguaçu (UNIG) - Nova Iguaçu: 2 - 3

Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO) - Duque de Caxias: 2 - 3
 


Bahia

Centro Universitário da Bahia (FIB) - Salvador: SC


Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) - Salvador: SC

Faculdade Regional da Bahia (FARB)
- Salvador: 2 - 3 


Mato Grosso

Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) - Várzea Grande: SC

Centro Universitário Cândido Rondon (UNIRONDON) - Cuiabá: SC

Universidade de Cuiabá (UNIC)
- Cuiabá: 2 - 3 


Ceará

Faculdade de Tecnologia Intensiva (FATECI) - Fortaleza: 2 - 3



Paraíba

Faculdade Santa Emília de Rodat (FASER) - João Pessoa: 2 - 2


Pará

Faculdade de Tecnologia da Amazônia (FAZ) - Belém: 2 - 2


Amapá
 

Faculdade de Tecnologia do Amapá (META) - Macapá: 2 - 2


Maranhão

Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA) - São Luís: 2 - SC

 


Fonte: MEC

sexta-feira, outubro 21, 2011

Edital do CONTER E CRTR's 01/2011 sairá em breve

O CONTER e CRTR's lançam nos próximos dias edital de concurso público para preenchimento de vagas efetivas e formação de cadastro de reserva em seu quadro de pessoal CONTER/CRTR's, para as cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Recife, Salvador e Vitória.
 
Cargos BELÉM/PA
Escolaridade: Médio
Vagas: 2
Salários: R$ 1.489,60 + Benefícios
 
Cargos BELO HORIZONTE/MG
Escolaridade: Médio
Vagas: 2
Salários: R$ 1.100,00 a R$ 1.500,00 + Benefícios
 
Cargos BRASÍLIA/DF
Escolaridade: Fundamental, Médio e Superior
Vagas: 24
Salários: R$ 641,23 a R$ 2.815,66 + Benefícios
 
Cargos CAMPO GRANDE/MS
Escolaridade: Médio
Vagas: 8
Salários: R$ 960,23 + Benefícios
 
Cargos FLORIANÓPOLIS/SC
Escolaridade: Fundamental e Médio
Vagas: 5
Salários: R$ 650,00 a R$ 1.526,00 + Benefícios
 
Cargos FORTALEZA/CE
Escolaridade: Médio
Vagas: 1
Salários: R$ 1.090,00 + Benefícios
 
Cargos MANAUS/AM
Escolaridade: Fundamental e Médio
Vagas: 11
Salários: R$ 600,00 a 1.100,00 + Benefícios
 
Cargos RECIFE/PE
Escolaridade: Médio
Vagas: 5
Salários: R$ 794,17 + Benefícios
 
Cargos SALVADOR/BA
Escolaridade: Médio
Vagas: 1
Salários: R$ 1.450,00 + Benefícios
 
Cargos VITÓRIA/ES
Escolaridade: Médio
Vagas: 4
Salários: R$ 1.000,00 a R$ 1.090,00 + Benefícios
 
 
Fonte: Quadrix

sábado, setembro 24, 2011

Conversa com a Presidente Dilma

 Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff no site Umuarama Ilustrado

Maria de Nazaré, doméstica de Ananindeua (PA) – "Gostaria que a senhora colocasse mais mamógrafos na rede pública de saúde no estado do Pará."

Presidente DilmaMaria, esta questão dos mamógrafos me preocupa muito, pois eles são fundamentais para os exames preventivos. Por isto, o Ministério da Saúde realizou, pela primeira vez, uma vistoria em todos os aparelhos de mamografia credenciados ao Sistema Único de Saúde. Esta foi uma das primeiras ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama, que lançamos em março. A conclusão do levantamento foi a de que o número de mamógrafos é suficiente, mas eles estão concentrados nas capitais, têm baixa produtividade e muitos estão inoperantes por falta de profissionais especializados. Já iniciamos parcerias com estados e municípios para recuperar os aparelhos parados por falta de manutenção e capacitar 25 mil técnicos em radiologia até 2015. Nos próximos quatro anos, ampliaremos a oferta do tratamento, com a implantação e atualização tecnológica dos serviços de confirmação diagnóstica, tratamento, quimioterapia e radioterapia. No Pará, o SUS conta com 38 mamógrafos, dos quais 15 estão em Belém. Por isso, vamos instalar novos mamógrafos nos municípios do interior, inclusive com unidades móveis, tanto terrestres quanto fluviais. O câncer tem cura e o diagnóstico precoce é fundamental.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Navio da Marinha realiza Comissão Oceanográfica

O Aviso de Pesquisa (AvPq) “Aspirante Moura”, da Marinha do Brasil, recebeu, nos dias 27 e 28 de novembro, mais de 500 visitantes em sua permanência no cais da Capitania dos Portos do Paraná, em Paranaguá (PR).

Na visitação, o Comandante do AvPq “Aspirante Moura”, Capitão-Tenente Cláudio Luis Estrella Pereira, apresentou as instalações do navio e os recursos disponíveis, que determinam sua condição de Laboratório Flutuante de Pesquisas Oceanográficas para plataformas de pesquisas oceânicas.

Oriundo da Noruega, o navio foi incorporado à Armada Brasileira em 17 de junho deste ano e tem capacidade para acomodar 21 pessoas, entre tripulação e equipe científica. Para suas manobras, conta com dois propulsores azimutais, tornando suas operações muito simplificadas.

Paranaguá foi a primeira cidade da costa da Região Sul a receber o navio, que realiza a segunda Comissão Oceanográfica, a serviço do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM). Ao deixar a cidade, o navio seguiu para Rio Grande (RS) e Itajaí (SC).

A viagem do (AvPq) “Aspirante Moura”, iniciada no dia 23 de novembro, em Arraial do Cabo (RJ), tem o propósito de coletar dados para o projeto de Monitoramento do Meio Ambiente Marinho (MOMAM), na área localizada entre as cidades de Paranaguá e Rio Grande, em profundidades que variam de 10 a 30 metros. A comissão encerrou no dia 17 de dezembro com o retorno do navio ao Rio de Janeiro.

A Comissão Oceanográfica faz parte do Projeto de Monitoramento de Radionuclídeos na costa brasileira, encomendado pela Coordenação do Plano de Reaparelhamento da Marinha (C-PRM), com a participação do IEAPM, e a colaboração técnica especializada do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Este projeto, ao longo de cinco anos, coletará amostras em 19 pontos da costa brasileira, entre Salinópolis (PA) e Rio Grande (RS).

 
Fonte: Marinha do Brasil

sábado, outubro 16, 2010

Problemas com o temido TCC

Quando faltava apenas uma semana para o grupo do estudante Gustavo Ellero Fernandes apresentar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em uma pré-banca, tudo se desmanchou. De uma hora para outra, os oito meses de trabalho do grupo viraram pó. Tudo por causa de uma deliberação que estava absolutamente fora do poder decisório do grupo. O último ano da graduação engana. Embora haja menos matérias para estudar, o TCC exige muito tempo e dedicação e gera conflitos que podem acabar não só com o trabalho em si, mas com amizades e relacionamentos cordiais.

Enfrentar problemas no TCC é mais comum do que se imagina. No meio do caminho é preciso estar preparado para tudo. Desde brigas entre integrantes do grupo até o fiasco de um projeto em função do fim da parceria entre os estudantes e empresas. Diante de um cenário como esse, porém, não adianta se desesperar. A ordem é manter a calma e pensar com frieza no que fazer para contornar o problema.

"Tínhamos um acordo com a empresa e desenvolveríamos uma revista cooperativa para fazer a comunicação interna dela. Iniciamos o trabalho em setembro de 2007, e em maio de 2008, com boa parte do material pronto, a empresa cancelou o trabalho, quando faltava uma semana para apresentarmos o projeto para a pré-banca. Eles alegaram uma crise interna devido à troca da presidência", explica Fernandes, estudante do 4º ano de jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul).

A orientadora do TCC do Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie), Cicélia Pincer Batista, afirma que ao acontecer qualquer problema com o projeto, o primeiro passo é conversar com o professor orientador. "O aluno ou grupo deve procurar seu professor orientador e avaliar quais serão os próximos passos a serem tomados", diz. Foi o que o grupo de Fernandes fez.

"No mesmo dia em que a empresa cancelou o trabalho, conversamos com a professora orientadora para discutirmos quais seriam as providências tomadas. Entretanto, já tínhamos feito um levantamento de outras empresas no mesmo segmento para as quais poderíamos oferecer nosso trabalho antes mesmo de chegarmos à universidade para o encontro com a orientadora", afirma ele.

Mesmo com problemas, o aluno não perde todo o trabalho já realizado. "No caso de grupos que trabalham com empresas, por exemplo, e que a empresa desiste do projeto no decorrer do TCC, há possibilidade de redirecionamento do trabalho. Dessa forma, os alunos podem usar o que já haviam desenvolvido", explica Cicélia.

A coordenadora do TCC de Direito da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Lívia Haygert Pithan, concorda com a opinião de Cicélia e diz que essa é a orientação dada a alunos com esse tipo de problema pelos professores. "O aluno deve sentar com seu professor orientador e pensar em um novo enfoque dentro do material pronto. Aconselhamos os alunos a nunca descartarem as informações concretas que possuem", diz Lívia.

Fernandes conta que no caso de seu grupo, aconteceu o que Cicélia exemplificou. O grupo, com o projeto gráfico da empresa antiga em mãos, usou a mesma base para construir o design do novo projeto. "Substituímos cores, formas, a missão e os valores de acordo com a nova empresa", diz. O estudante de jornalismo afirma que na pré-banca de avaliação do TCC entregaram dois relatórios: um desenvolvido com a empresa anterior e outro, realizado em três dias, com dados da empresa substituta.

"Fomos bem avaliados porque soubemos resolver o problema pelo qual passamos. E hoje temos uma relação melhor com a nova empresa. Eles são mais participativos do que a empresa antiga, nos dão boas idéias para pautas. O trabalho está perto de ser concluído", explica o estudante.

Entretanto, Lívia alerta que o risco de reprovação é grande caso ocorra algum imprevisto às vésperas da apresentação final para a banca examinadora. "Se o problema tem uma duração longa ou se acontece muito próximo à data da apresentação final do projeto o aluno pode até ser reprovado se não houver uma agilidade da parte dele para a resolução da dificuldade", dispara ela.

Redução no grupo

A estudante do sétimo semestre de Rádio e TV da Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), Ana Carolina Marinovic, diz que teve problemas antes mesmo da pré-banca: "nosso projeto era produzir um programa infantil. O grupo se desmanchou e ficaram apenas quatro pessoas". Mesmo após restar somente quatro componentes no grupo, eles deram continuidade à idéia inicial. Durante o percurso do projeto, entretanto, uma das integrantes trancou o curso. "Quando ficamos em três, o conselho dos professores foi para desistirmos do programa e pensarmos num tema menos complexo para o TCC", afirma Ana Carolina.

O trio, porém, decidiu que levaria o programa em frente e dividiria os custos do projeto. "Mas alguns meses depois, um dos integrantes de nosso grupo morreu. Ainda assim, persistimos na produção do programa infantil", explica a estudante. Como os gastos seriam muito altos para somente dois componentes dividirem, a dupla conseguiu patrocínio. "Contamos nossa história a donos de empresas pequenas, localizadas próximas à região de nossas casas. Dessa maneira conseguimos patrocínio", diz Ana Carolina.

A estudante, que obteve a maior nota de sua sala na pré-banca, fala sobre a boa estruturação do TCC. "Além dos professores terem nos auxiliado muito, tivemos uma nota alta porque todo o trabalho apresentado foi embasado em muita pesquisa e o material foi bem elaborado. E, ao contrário de nosso pensamento inicial, não nos sentimos sobrecarregados, porque o projeto estava bem adiantado", garante Ana Carolina.

Problemas com plágio

Alguns alunos, seja pelo curto tempo dado para o desenvolvimento do trabalho, ou por acreditarem que ninguém perceba, retiram trechos - curtos ou longos - de outros autores da Internet. "Em muitos casos, é a própria banca examinadora quem detecta o plágio. Em grande parte das vezes, esses alunos são reprovados", declara Lívia. De acordo com ela, em outros casos, dá-se a oportunidade do candidato reformular seu trabalho. "Fica a critério da banca examinadora conceder ou não esse tempo extra - em geral, uma semana - ao aluno. Eles decidem isso em conjunto com o professor orientador", aponta Lívia.

O caso do radialista, Thiago Barbosa Ilek, foi parecido. Ele, porém, não refez seu trabalho. "Meu professor orientador me avisou que não poderia apresentar meu TCC no dia marcado. Ele disse ter detectado um trecho com plágio em meu projeto e se eu o apresentasse, corria o risco de ser reprovado", afirma Ilek, que teve problemas também na pré-banca. "Quando apresentei meu trabalho para a pré-banca, pretendia fazê-lo sobre videoclipes em geral. Mas os avaliadores disseram que além do meu trabalho ter problemas a serem corrigidos, o assunto estava muito abrangente. Por isso, me pediram para focar mais em somente um assunto", conta Ilek.

Para resolver os problemas indicados pela pré-banca, o radialista afirma ter procurado outros professores de seu curso. "Meu professor orientador não prestava grande auxílio ao meu TCC. Quando a pré-banca me passou com a nota mínima e recomendou que fizesse alterações, pedi ajuda a outros professores, tanto na definição de um tema mais centrado, como na correção da parte pronta", diz o estudante.

No final, o TCC de Ilek, mesmo ao passar pelos problemas no dia da apresentação, teve uma avaliação satisfatória. "Alguns professores acharam que foi exagero não me deixarem apresentar por haver um trecho de plágio. Pretendia apresentá-lo e explicar o trecho, mas mesmo sem a apresentação o TCC foi bem avaliado, minha nota final foi 8,5", lembra.

Deixar para depois

Há quem acredite que fazer o TCC sem ter a preocupação com as outras matérias possa ser uma opção mais viável. Há também quem aposte numa idéia de forma tão comprometida que esteja disposto a adiar a realização para viabilizar o projeto da forma como o esquematizou. De um jeito ou de outro, protelar a apresentação do projeto é um caminho tortuoso.

Foi o caso de Osmar Campos Filho, que cursou o último ano da faculdade em 2003, mas não entregou o TCC. "Tinha combinado com um professor orientador que faria o trabalho no ano seguinte. Mas com a falta de tempo por já trabalhar, não pude fazer o TCC. Adiei o projeto e consegui fazer apenas em 2007, quando encontrei outros três alunos na mesma situação que eu", conta.

Orientação errada pode determinar fracasso no TCC

Após um ano de trabalho, pesquisa e entrevistas, quatro horas de captação de imagens, outras vinte na ilha de edição para finalização do TCC, a decepção. Grande parte do que a radialista Lilian Christina de Melo Cruz, 29 anos, e sua equipe tinham desenvolvido não recebeu o aval da banca avaliadora. Problemas técnicos e estruturais, jamais citados pelo orientador, foram apontados pelos avaliadores, que descontaram muitos pontos da nota final.

"A nota foi suficiente para a aprovação, mas a decepção foi maior com a falta de consideração do orientador", explica Lilian. Segundo ela, o professor designado para a equipe não cumpriu seu papel durante o desenvolvimento do projeto, mas concordou com todos os comentários dos avaliadores. "Não recebemos a orientação que deveríamos. Na véspera da edição do vídeo, questionamos o orientador sobre o roteiro e ele nos disse que estava tudo ótimo, mas mudou de idéia no dia da banca final, quando não podíamos fazer mais nada", conta.

De acordo com a professora de Pedagogia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), Ermelina Thomacheski, muitos estudantes não valorizam a figura do orientador e nem dão a devida atenção ao processo de escolha do professor que os acompanhará durante todas as etapas do projeto. "Isso pode emperrar o desenvolvimento do trabalho e, inclusive, comprometer o resultado", enfatiza.

Na opinião do diretor do Instituto de Ciências das Artes da UFPA (Universidade Federal do Pará), Afonso Medeiros, o primeiro passo para que a influência do orientador seja positiva é reconhecer a importância da parceria entre aluno e professor. A coordenadora da graduação de Pedagogia da Unicamp (Universidade de Campinas), Angela Soligo, explica que o papel do orientador é acompanhar o estudante desde a criação do projeto - com a escolha do tema - até a construção teórica e prática do trabalho. "O TCC integra o processo de aprendizado do aluno e, geralmente, é o primeiro contato do estudante com pesquisa e projetos desse porte. Por isso da importância da direção", aponta.

Além de todo o suporte técnico, Angela acredita que o orientador também tem a função de dar apoio afetivo. "Os processos do trabalho, em geral, são difíceis. Portanto, é natural que surjam angústias, cansaço e desânimo. Daí a importância de um orientador para compreender as dificuldades", diz a coordenadora da Unicamp. Na opinião dela, o orientador é co-responsável pelo trabalho. "Mas quem tem o poder de decisão é o estudante", enfatiza.

Como escolher o orientador

- Reconheça a importância da parceria entre professor e aluno;

- Saiba distinguir quais são seus papéis e os do orientador no desenvolvimento do trabalho;

- Confira as regras da universidade para a escolha do orientador;

- Priorize professores com interesse no assunto a ser pesquisado e na modalidade do projeto para que a orientação não seja superficial;

- Verifique a disponibilidade do professor. Caso ele esteja orientando mais de seis projetos, opte por outro com mais tempo;

- Converse informalmente com os possíveis candidatos a orientador para saber de seus interesses e disponibilidade;

- Escolha um professor com quem tenha empatia;

- Procure estudantes que já tenham sido orientados pelo professor escolhido e verifique se suas características são compatíveis com seus interesses;

- Caso haja problemas na orientação no decorrer do processo, estude a possibilidade de substituir o professor;

- Escolha um co-orientador para ter mais uma opinião.


Fonte: UNIVERSIA-BRASIL (com adaptações).