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domingo, janeiro 22, 2012
sexta-feira, outubro 07, 2011
Portugueses criam feixe de raios gama inédito
É o mais brilhante do planeta (mil milhões de vezes o Sol) e atravessa um metro e meio de cimento
![]() |
| Simulação de um acelerador laser-plasma |
Imagine uma lanterna capaz de iluminar o que está por detrás de 20 centímetros de chumbo ou de uma parede de cimento com um metro e meio de espessura. Será uma forma simplista de explicar o que conseguiram criar os investigadores da equipe do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) do Instituto Superior Técnico de Lisboa em colaboração com colegas da Universidade de Strathclyde no Reino Unido, mas permite começar a ter uma ideia. O ano passado, numa experiência inédita num acelerador laser-plasma escocês, conseguiram criar o feixe de raios gama (a radiação que se segue aos raios X em termos de energia) mais brilhante do planeta.
Numa fração de bilionésimo de segundo, explicou o investigador João Mendanha Dias, conseguiu-se um brilho mil milhões de vezes superior ao do Sol. Embora neste momento seja ainda uma prova de conceito, este tipo de tecnologia - mais portátil que a hoje usada para produzir as fontes radioativas utilizadas em radiologia e radioterapia - poderá ampliar o poder das ferramentas usadas em medicina.
Os resultados da experiência em Glasgow foram publicados em Setembro na revista "Nature Physics". Além de abrir portas na medicina, uma tecnologia com esta poderá permitir criar novas ferramentas de análise industrial ou segurança. A técnica de obter radiação por oscilação dos elétrons, e não nos tradicionais aceleradores, tem vindo a ser estudada pela equipe do IST e agora começa a revelar-se eficaz. As aplicações futuras vão depender de mais estudos e investimento.
Fonte: IOnline (com adaptações)
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Criciúma terá acelerador linear para radioterapia
A reunião intermediada pela Câmara de Vereadores e Prefeitura de Criciúma - SC no Ministério da Saúde encaminhou a aquisição de um acelerador linear para o Hospital São José. O equipamento é necessário para o tratamento de câncer por radioterapia. O encontro ocorreu no início deste mês.
O presidente da Câmara, Edison do Nascimento (PMDB), o vereador Vanderlei Zilli (PMDB), o prefeito Clésio Salvaro (PSDB), a diretora geral do HSJ, Irmã Cecília Martinello, o assessor da direção Altamiro Bitencourt e o suplente de deputado José Paulo Serafim (PT) foram recebidos em Brasília pelo secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Alberto Beltrame. O encontro foi intermediado pelo deputado federal Edson Bez de Oliveira (PMDB).
Conforme o presidente Edinho do Nascimento, Beltrame assinou a autorização para convênio entre o Ministério da Saúde e o Hospital São José. O Governo Federal destinará R$ 2,668 milhões, com R$ 232 mil de contrapartida do HSJ para a aquisição do equipamento. Até o dia 20 de dezembro deverá ser encaminhado convênio para que o hospital possa abrir processo licitatório para a compra do acelerador linear. "O importante é que a verba está garantida e, provavelmente até o final do ano, o hospital possa encaminhar a aquisição deste equipamento. Com certeza estamos dando um passo muito importante para salvar vidas", enalteceu Edinho.
O projeto para a ampliação do serviço no HSJ já estava autorizado. De acordo com Bitencourt, mais de 120 pacientes estão na fila de espera para o tratamento de radioterapia. A máquina tem capacidade média de atender 75 pacientes por dia. Novos casos, que não param de crescer, precisam esperar em média de três a quatro meses para terem o atendimento. Segundo Bitencourt, o local onde será instalado o segundo aparelho já está pronto.
A Câmara aproveitou a oportunidade da reunião no Ministério da Saúde para apresentar o relatório final da Comissão Especial de Saúde Pública, Leitos Hospitalares e Leitos da UTI Hospitalar, concluído em julho deste ano. O documento apresenta um balanço completo da situação dos hospitais da Região Carbonífera e alternativas para a solução dos problemas de saúde pública. A criação de uma central de agendamento e a vocação por especialidades em cada hospital são soluções propostas. Conforme Zilli, presidente desta comissão, Beltrame considerou o relatório muito interessante e pediu que o documento fosse protocolado. "O estudo desenvolvido pela Câmara vai tramitar dentro do Ministério da Saúde. Poderemos alcançar conquistas baseadas dentro do relatório que organizamos. Vamos acompanhar de perto a tramitação, via internet e voltando a Brasília se necessário", comemorou Zilli.
Câmara e Prefeitura também buscam outras formas de apoio ao Hospital São José. Uma delas é o projeto que prevê o pagamento das tarifas de água, energia e taxa de lixo do HSJ pelo Poder Executivo. Após uma reunião para discutir o projeto, realizada na sala da presidência no fim de novembro, a matéria será protocolada na Câmara e votada neste mês.
Quem também está empenhado em auxiliar o Hospital São José é o deputado federal Jorge Boeira (PT). Em agosto, o parlamentar realizou reuniões para garantir a viabilização do acelerador linear. Além disso, Boeira acompanhou de perto o trâmite do processo nos últimos tempos.
Conforme o presidente Edinho do Nascimento, Beltrame assinou a autorização para convênio entre o Ministério da Saúde e o Hospital São José. O Governo Federal destinará R$ 2,668 milhões, com R$ 232 mil de contrapartida do HSJ para a aquisição do equipamento. Até o dia 20 de dezembro deverá ser encaminhado convênio para que o hospital possa abrir processo licitatório para a compra do acelerador linear. "O importante é que a verba está garantida e, provavelmente até o final do ano, o hospital possa encaminhar a aquisição deste equipamento. Com certeza estamos dando um passo muito importante para salvar vidas", enalteceu Edinho.
O projeto para a ampliação do serviço no HSJ já estava autorizado. De acordo com Bitencourt, mais de 120 pacientes estão na fila de espera para o tratamento de radioterapia. A máquina tem capacidade média de atender 75 pacientes por dia. Novos casos, que não param de crescer, precisam esperar em média de três a quatro meses para terem o atendimento. Segundo Bitencourt, o local onde será instalado o segundo aparelho já está pronto.
A Câmara aproveitou a oportunidade da reunião no Ministério da Saúde para apresentar o relatório final da Comissão Especial de Saúde Pública, Leitos Hospitalares e Leitos da UTI Hospitalar, concluído em julho deste ano. O documento apresenta um balanço completo da situação dos hospitais da Região Carbonífera e alternativas para a solução dos problemas de saúde pública. A criação de uma central de agendamento e a vocação por especialidades em cada hospital são soluções propostas. Conforme Zilli, presidente desta comissão, Beltrame considerou o relatório muito interessante e pediu que o documento fosse protocolado. "O estudo desenvolvido pela Câmara vai tramitar dentro do Ministério da Saúde. Poderemos alcançar conquistas baseadas dentro do relatório que organizamos. Vamos acompanhar de perto a tramitação, via internet e voltando a Brasília se necessário", comemorou Zilli.
Câmara e Prefeitura também buscam outras formas de apoio ao Hospital São José. Uma delas é o projeto que prevê o pagamento das tarifas de água, energia e taxa de lixo do HSJ pelo Poder Executivo. Após uma reunião para discutir o projeto, realizada na sala da presidência no fim de novembro, a matéria será protocolada na Câmara e votada neste mês.
Quem também está empenhado em auxiliar o Hospital São José é o deputado federal Jorge Boeira (PT). Em agosto, o parlamentar realizou reuniões para garantir a viabilização do acelerador linear. Além disso, Boeira acompanhou de perto o trâmite do processo nos últimos tempos.
Fonte: Portal Sul Notícias (com adaptações).
quinta-feira, outubro 07, 2010
Hospital no Paraná inaugura nova sala e equipamentos de Radioterapia
O Hospital Erasto
Gaertner, em Curitiba-PR, inaugurou em setembro deste ano as novas instalações e
equipamentos para a Radioterapia da instituição. Com estas conquistas,
o parque radioterápico do Hospital Erasto Gaertner se consolida como um
dos maiores e mais completos do país.
O parque de radioterapia do Hospital Erasto Gaertner passa a contar agora com mais um Acelerador Linear Clinac 600/CD, um dos mais modernos e precisos disponíveis na atualidade. Para receber este equipamento e seus complementos, uma sala própria foi preparada, atendendo os critérios necessários para a sua utilização. As obras e aquisições tiveram um investimento de 2 milhões de reais.
Esta aquisição foi necessária visto a demanda de atendimentos em radioterapia no Hospital Erasto Gaertner. É um dos procedimentos mais utilizados no tratamento contra o câncer. Em 2009 foram 200 mil aplicações de radioterapia realizadas na instituição. Com as novas instalações, a instituição espera aumentar em 30% o atendimento desta área.
O equipamento adquirido, segundo Dr. Raul Pizzato, abarirá novas possibilidades também na neurocirurgia, já que é um dos mais avançados equipamentos da atualidade. “Seu maior diferencial é, sem dúvida, a precisão na utilização”, diz.
O
superintende da instituição, Dr. Flavio Tomasich ressaltou a
importância desta inauguração, já que a Radioterapia antecede,
inclusive ao hospital. “Há quarenta anos ofereceremos a radioterapia.
Sabemos da importância deste tratamento para os pacientes. Esse motivo
nos fez transformar este num dos maiores parques radioterápicos do
Brasil. Pois é de conhecimento que o tratamento é muito defasado no
país. Lutamos para que aqui, onde o Hospital Erasto Gaertner é
referência no tratamento oncológico, a realidade seja outra.”
A Secretária Municipal da Saúde, Eliane Chomatas trouxe os cumprimentos de sua secretaria e do prefeito Luciano Ducci. “Esta inauguração marca não só a história do Hospital Erasto Gaertner mas também a cidade de Curitiba e região. Parabenizo toda a equipe e direção do hospital por esta visão ampla da área da saúde, que nos auxilia a realizar nosso trabalho”.
Fonte: Paranashop
O parque de radioterapia do Hospital Erasto Gaertner passa a contar agora com mais um Acelerador Linear Clinac 600/CD, um dos mais modernos e precisos disponíveis na atualidade. Para receber este equipamento e seus complementos, uma sala própria foi preparada, atendendo os critérios necessários para a sua utilização. As obras e aquisições tiveram um investimento de 2 milhões de reais.
Esta aquisição foi necessária visto a demanda de atendimentos em radioterapia no Hospital Erasto Gaertner. É um dos procedimentos mais utilizados no tratamento contra o câncer. Em 2009 foram 200 mil aplicações de radioterapia realizadas na instituição. Com as novas instalações, a instituição espera aumentar em 30% o atendimento desta área.
O equipamento adquirido, segundo Dr. Raul Pizzato, abarirá novas possibilidades também na neurocirurgia, já que é um dos mais avançados equipamentos da atualidade. “Seu maior diferencial é, sem dúvida, a precisão na utilização”, diz.
O
superintende da instituição, Dr. Flavio Tomasich ressaltou a
importância desta inauguração, já que a Radioterapia antecede,
inclusive ao hospital. “Há quarenta anos ofereceremos a radioterapia.
Sabemos da importância deste tratamento para os pacientes. Esse motivo
nos fez transformar este num dos maiores parques radioterápicos do
Brasil. Pois é de conhecimento que o tratamento é muito defasado no
país. Lutamos para que aqui, onde o Hospital Erasto Gaertner é
referência no tratamento oncológico, a realidade seja outra.”A Secretária Municipal da Saúde, Eliane Chomatas trouxe os cumprimentos de sua secretaria e do prefeito Luciano Ducci. “Esta inauguração marca não só a história do Hospital Erasto Gaertner mas também a cidade de Curitiba e região. Parabenizo toda a equipe e direção do hospital por esta visão ampla da área da saúde, que nos auxilia a realizar nosso trabalho”.
Fonte: Paranashop
quarta-feira, outubro 06, 2010
Câmara busca mais um acelerador linear para radioterapia em SC
A aquisição de mais um acelerador linear para o tratamento de câncer
por radioterapia no Hospital São José, em Criciúma-SC, é a próxima bandeira a ser
defendida pelos vereadores da Câmara de Criciúma. O assunto foi
discutido no fim de setembro deste ano.
De acordo com o vereador José Argente Filho (PMDB), em função da
discussão realizada com profissionais da
instituição, foi constatado que mais de 150 pessoas estão à espera de
tratamento do câncer por radioterapia.
O vereador Vanderlei Zilli (PMDB) argumentou no plenário que já existe
uma emenda parlamentar que destina verbas para a aquisição do segundo
acelerador linear para o São José. O problema é a demora. “Enquanto ele
não chega, novos pacientes precisam esperar até 45 dias para começar o
tratamento”.
O presidente da Casa, Edison do Nascimento, tenta agendar uma audiência em Brasília. “Nós mobilizamos dois deputados federais, mas estamos tendo algumas dificuldades em função das eleições. Existe um compromisso há mais de nove meses para a liberação deste acelerador linear. Queremos envolver peso político para saber os motivos da demora e, principalmente, conseguir a instalação do equipamento”, garantiu Edinho.
Fonte: Portal Clicatribuna (com adaptações)
quinta-feira, setembro 16, 2010
Revisão de Física - Produção de Raios-X
5ª aula de revisão para provas e concursos das matérias aprendidas nos cursos de Tecnólogo em Radiologia.
Produção de Raios-X ou Raios Roentgen
Em Novembro de 1895, Wilhelm Conrad Roentgen, fazendo experiências com raios catódicos (elétrons), notou um brilho em um cartão colocado a pouca distância do tubo. Notou ainda que o brilho persistia mesmo quando a ampola (tubo) era recoberta com papel preto e que a intensidade do brilho aumentava à medida que se aproximava o tubo do cartão. Este cartão possuía em sua superfície uma substância fosforescente¹ (platinocianureto de bário).
Em Novembro de 1895, Wilhelm Conrad Roentgen, fazendo experiências com raios catódicos (elétrons), notou um brilho em um cartão colocado a pouca distância do tubo. Notou ainda que o brilho persistia mesmo quando a ampola (tubo) era recoberta com papel preto e que a intensidade do brilho aumentava à medida que se aproximava o tubo do cartão. Este cartão possuía em sua superfície uma substância fosforescente¹ (platinocianureto de bário).
Roentgen atribuiu o aparecimento do brilho a uma radiação que saia da ampola e que também atravessava o papel preto. A esta radiação desconhecida, mas de existência comprovada, Roentgen deu o nome de raios-X, posteriormente conhecido também por raios Roentgen. O segundo passo de Roentgen, cujo resultado foi a visualização dos ossos da mão de sua mulher que serviu de cobaia.
Roentgen fez uma série de observações acerca dos raios-X e concluiu que:
* causam fluorescência² em certos sais metálicos;
* enegrecem placas fotográficas;
* são radiações do tipo eletromagnética, pois não sofrem desvio em campos elétricos ou magnéticos;
* são diferentes dos raios catódicos;
* tornam-se "duros" (mais penetrantes) após passarem por absorvedores;
* produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam;
* propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções;
* transformam gases em condutores elétricos (ionização);
* atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for a tensão no tubo (kV).
As maquinas de raios-X foram planejadas de modo que um grande número de elétrons são produzidos e acelerados para atingirem um anteparo sólido (alvo) com alta energia cinética.
No tubo de raios-X os elétrons obtém alta velocidade pela alta tensão aplicada entre o anodo e o catodo. Um aparelho operando a digamos 70 kV, quase todos os elétrons atingem o alvo com uma energia cinética de 70 keV, correspondendo a uma velocidade de aproximadamente metade da velocidade da luz no vácuo.
Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com o mesmo transferindo suas energias cinéticas para os átomos do alvo. Estas interações ocorrem a pequenas profundidades de penetração dentro do alvo. Os elétrons interagem com qualquer elétron orbital ou núcleo dos átomos do anodo. As interações resultam na conversão de energia cinética em energia térmica (calor) e em energia eletromagnética (raios-X).
* causam fluorescência² em certos sais metálicos;
* enegrecem placas fotográficas;
* são radiações do tipo eletromagnética, pois não sofrem desvio em campos elétricos ou magnéticos;
* são diferentes dos raios catódicos;
* tornam-se "duros" (mais penetrantes) após passarem por absorvedores;
* produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam;
* propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções;
* transformam gases em condutores elétricos (ionização);
* atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for a tensão no tubo (kV).
As maquinas de raios-X foram planejadas de modo que um grande número de elétrons são produzidos e acelerados para atingirem um anteparo sólido (alvo) com alta energia cinética.
No tubo de raios-X os elétrons obtém alta velocidade pela alta tensão aplicada entre o anodo e o catodo. Um aparelho operando a digamos 70 kV, quase todos os elétrons atingem o alvo com uma energia cinética de 70 keV, correspondendo a uma velocidade de aproximadamente metade da velocidade da luz no vácuo.
Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com o mesmo transferindo suas energias cinéticas para os átomos do alvo. Estas interações ocorrem a pequenas profundidades de penetração dentro do alvo. Os elétrons interagem com qualquer elétron orbital ou núcleo dos átomos do anodo. As interações resultam na conversão de energia cinética em energia térmica (calor) e em energia eletromagnética (raios-X).
Efeitos da interação elétron-alvo
A maior parte da energia cinética dos elétrons, é convertida em calor através de múltiplas colisões com os elétrons dos átomos do alvo.
Após várias interações (ionizações) é gerada uma cascata de elétrons de baixa energia. Estes elétrons não possuem energia suficiente para prosseguir ionizando os átomos do alvo mas conseguem excitar os elétrons das camadas mais externas, os quais retornam ao seu estado normal de energia emitindo radiação infravermelha. Cerca de 99% da energia cinética dos elétrons incidentes é transformada em calor e cerca de 1% produz radiação. A produção de calor do anodo no tubo de raios-X aumenta com o aumento da corrente (mAs) no tubo, mas a eficiência na produção de raios-X independe da corrente no tubo, aumentando com a energia (kV) do elétron projétil. Para 60 kV, somente 0,5% da energia cinética do elétron é convertida em raios-X, enquanto para 20 MeV (de aceleradores lineares), 70% dessa energia produz raios-X. (Em radiologia diagnóstica > de 99% geram calor e menos de 1% raios-X de freamento e característicos).
A maior parte da energia cinética dos elétrons, é convertida em calor através de múltiplas colisões com os elétrons dos átomos do alvo.
Após várias interações (ionizações) é gerada uma cascata de elétrons de baixa energia. Estes elétrons não possuem energia suficiente para prosseguir ionizando os átomos do alvo mas conseguem excitar os elétrons das camadas mais externas, os quais retornam ao seu estado normal de energia emitindo radiação infravermelha. Cerca de 99% da energia cinética dos elétrons incidentes é transformada em calor e cerca de 1% produz radiação. A produção de calor do anodo no tubo de raios-X aumenta com o aumento da corrente (mAs) no tubo, mas a eficiência na produção de raios-X independe da corrente no tubo, aumentando com a energia (kV) do elétron projétil. Para 60 kV, somente 0,5% da energia cinética do elétron é convertida em raios-X, enquanto para 20 MeV (de aceleradores lineares), 70% dessa energia produz raios-X. (Em radiologia diagnóstica > de 99% geram calor e menos de 1% raios-X de freamento e característicos).
¹ Fosforescência é a capacidade que uma espécie química tem de emitir luz, mesmo no escuro. É um fenômeno particular de um fenômeno geral denominado luminescência.
² Fluorescência é a capacidade de uma substância de emitir luz quando exposta a radiações do tipo ultravioleta (UV), raios catódicos ou raios X. As radiações absorvidas (invisíveis ao olho humano) transformam-se em luz visivel, ou seja, com um comprimento de onda maior que o da radiação incidente.
Fonte: Nós e as Radiações (com adaptações), Wikipédia.
quinta-feira, agosto 05, 2010
Novo centro de radioterapia de Sergipe
Julho deste ano foi um mês importante para a saúde de quem busca tratamento oncológico e para pouco mais de 300 pacientes que aguardam na fila para realizar radioterapia em Sergipe. Foi inaugurado o novo serviço de radioterapia do Hospital de Cirurgia, em Aracaju. O setor vai contribuir para desafogar o Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), até então, único serviço público específico para esse tipo de cuidado em funcionamento no estado.
“O novo setor do Hospital de Cirurgia vai tirar o Huse da condição de único local para atender a demanda de pacientes que travam uma batalha contra o câncer, dividindo essa responsabilidade tão importante e ajudando também a reduzir a fila de pacientes que aguardam tratamento radioterápico em Sergipe, exatamente, 304 pessoas no momento. O Centro de Radioterapia do Cirurgia é uma ação concreta para a solução de problemas vivenciados pela área em Sergipe, e possibilitará que, futuramente, filas como essa não se formem”, afirma Mônica Sampaio, secretária de Estado da Saúde.
Na mesma ocasião foram entregues novos leitos de enfermaria da Unidade Vascular Cirúrgica e o Serviço de Referência Hospitalar em Álcool e Drogas. As inaugurações no Hospital de Cirurgia resultaram de uma parceria com o Governo do Estado, que por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou um investimento de cerca de R$ 900 mil.
Segundo o presidente da Fundação Cirurgia, Gilberto Santos, a inauguração das três unidades, após um período de trabalho árduo, mas nobre, traz a sensação de dever cumprido e a satisfação por ver que a parceria com o Governo do Estado foi bem sucedida e que Sergipe só ganhou com isso. “Agora, teremos capacidade e estrutura para atendimento especializado de pacientes que poderão contar não só com essa excelente estrutura física, mas com uma assistência multidisciplinar, proporcionada pelo trabalho integrado entre médicos, psicólogos, nutricionistas, e outros, de modo que o acompanhamento realizado no hospital seja completo nos três serviços oferecidos. Isso faz com que sintamos orgulho por trabalhar aqui”, declara.
Serviço humanizado
O Centro de Radioterapia ‘Amigos da Oncologia (AMO)’ prestará consultas médicas voltadas para radioterapia e o tratamento propriamente dito, com capacidade para atender 70 pacientes por mês, podendo chegar a 100. O serviço, que irá funcionar das 6h às 18h, contará com uma equipe de 25 profissionais, sendo três médicos radioterapeutas, duas enfermeiras especializadas, oito técnicos de enfermagem, três físicos médicos, seis técnicos de radioterapia, dois assistentes sociais e um psicólogo.
O investimento total com obras e equipamentos é de R$ 1 milhão, sendo R$ 800 mil do Estado e R$ 200 mil do Hospital de Cirurgia, o que possibilitou que o centro seja referência em alta qualidade, com equipamentos como Acelerador Linear, Sistema de Planejamento, Sistema de Simulação, Sistema de Mobilização e Proteção e Sistema de Controle de Qualidade e Dosimetria. Com essa reestruturação, a capacidade que o Cirurgia já teve e que estava desativada, desde abril do ano passado, após inspeção da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), voltará à ativa e o Huse deixará de absorver toda a demanda proveniente da unidade.
Para Conceição Balbino, que acompanhou o fechamento do antigo setor de radioterapia do hospital, o retorno do tratamento é um momento de extrema felicidade. “Acompanhei de perto o drama que foi ficar com apenas um local para tratamento oncológico em Sergipe e posso dizer que essa retomada é revigorante. Além disso, para nós que frequentamos a antiga radioterapia, ver o local como está hoje, após esses investimentos, nos faz desconstruir em nossas mentes toda a imagem das dificuldades pelas quais passamos e agradecer por poder vivenciar essa nova realidade”, conta a presidente da AMO, organização não governamental sem fins lucrativos, que presta assistência domiciliar, hospitalar e ambulatorial a pacientes carentes com câncer e homenageada ao nomear o centro.
Além do alto padrão de qualidade e aparelhos de última geração, a reestruturação do Centro de Radioterapia tem uma premissa importante e que deverá afetar diretamente o tratamento de cada paciente que passar pelo local: um serviço humanizado. “O que vemos aqui hoje, além da real possibilidade de começar a resolver os problemas da oncologia em Sergipe, é que iremos não só proporcionar o tratamento oncológico, mas fazê-lo de forma mais humanizada. Esse cuidado diferenciado, que pode ser percebido em cada canto desse ambiente afetuoso e na postura dos funcionários, possibilitará uma caminhada menos sofrida na busca de cada usuário ao retorno para uma vida saudável”, afirma Kathleen Tereza Cruz, secretária adjunta da Saúde de Sergipe.
Dentre os profissionais que têm a missão de prestar esse serviço de eficiência e humanizado, está o médico André Gentil, sergipano que após sete anos trabalhando fora do estado, está de volta e empolgado com as novas instalações e condições de trabalho. “A estrutura física e os equipamentos para que possamos exercer nosso trabalho são os melhores, e isso nos dá segurança para realizar os tratamentos. Além disso, o lugar é aprazível, humano, e isso estimula ainda mais toda a equipe médica que está aqui”, conclui.
“O novo setor do Hospital de Cirurgia vai tirar o Huse da condição de único local para atender a demanda de pacientes que travam uma batalha contra o câncer, dividindo essa responsabilidade tão importante e ajudando também a reduzir a fila de pacientes que aguardam tratamento radioterápico em Sergipe, exatamente, 304 pessoas no momento. O Centro de Radioterapia do Cirurgia é uma ação concreta para a solução de problemas vivenciados pela área em Sergipe, e possibilitará que, futuramente, filas como essa não se formem”, afirma Mônica Sampaio, secretária de Estado da Saúde.
Na mesma ocasião foram entregues novos leitos de enfermaria da Unidade Vascular Cirúrgica e o Serviço de Referência Hospitalar em Álcool e Drogas. As inaugurações no Hospital de Cirurgia resultaram de uma parceria com o Governo do Estado, que por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou um investimento de cerca de R$ 900 mil.
Segundo o presidente da Fundação Cirurgia, Gilberto Santos, a inauguração das três unidades, após um período de trabalho árduo, mas nobre, traz a sensação de dever cumprido e a satisfação por ver que a parceria com o Governo do Estado foi bem sucedida e que Sergipe só ganhou com isso. “Agora, teremos capacidade e estrutura para atendimento especializado de pacientes que poderão contar não só com essa excelente estrutura física, mas com uma assistência multidisciplinar, proporcionada pelo trabalho integrado entre médicos, psicólogos, nutricionistas, e outros, de modo que o acompanhamento realizado no hospital seja completo nos três serviços oferecidos. Isso faz com que sintamos orgulho por trabalhar aqui”, declara.
Serviço humanizado
O Centro de Radioterapia ‘Amigos da Oncologia (AMO)’ prestará consultas médicas voltadas para radioterapia e o tratamento propriamente dito, com capacidade para atender 70 pacientes por mês, podendo chegar a 100. O serviço, que irá funcionar das 6h às 18h, contará com uma equipe de 25 profissionais, sendo três médicos radioterapeutas, duas enfermeiras especializadas, oito técnicos de enfermagem, três físicos médicos, seis técnicos de radioterapia, dois assistentes sociais e um psicólogo.
O investimento total com obras e equipamentos é de R$ 1 milhão, sendo R$ 800 mil do Estado e R$ 200 mil do Hospital de Cirurgia, o que possibilitou que o centro seja referência em alta qualidade, com equipamentos como Acelerador Linear, Sistema de Planejamento, Sistema de Simulação, Sistema de Mobilização e Proteção e Sistema de Controle de Qualidade e Dosimetria. Com essa reestruturação, a capacidade que o Cirurgia já teve e que estava desativada, desde abril do ano passado, após inspeção da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), voltará à ativa e o Huse deixará de absorver toda a demanda proveniente da unidade.
Para Conceição Balbino, que acompanhou o fechamento do antigo setor de radioterapia do hospital, o retorno do tratamento é um momento de extrema felicidade. “Acompanhei de perto o drama que foi ficar com apenas um local para tratamento oncológico em Sergipe e posso dizer que essa retomada é revigorante. Além disso, para nós que frequentamos a antiga radioterapia, ver o local como está hoje, após esses investimentos, nos faz desconstruir em nossas mentes toda a imagem das dificuldades pelas quais passamos e agradecer por poder vivenciar essa nova realidade”, conta a presidente da AMO, organização não governamental sem fins lucrativos, que presta assistência domiciliar, hospitalar e ambulatorial a pacientes carentes com câncer e homenageada ao nomear o centro.
Além do alto padrão de qualidade e aparelhos de última geração, a reestruturação do Centro de Radioterapia tem uma premissa importante e que deverá afetar diretamente o tratamento de cada paciente que passar pelo local: um serviço humanizado. “O que vemos aqui hoje, além da real possibilidade de começar a resolver os problemas da oncologia em Sergipe, é que iremos não só proporcionar o tratamento oncológico, mas fazê-lo de forma mais humanizada. Esse cuidado diferenciado, que pode ser percebido em cada canto desse ambiente afetuoso e na postura dos funcionários, possibilitará uma caminhada menos sofrida na busca de cada usuário ao retorno para uma vida saudável”, afirma Kathleen Tereza Cruz, secretária adjunta da Saúde de Sergipe.
Dentre os profissionais que têm a missão de prestar esse serviço de eficiência e humanizado, está o médico André Gentil, sergipano que após sete anos trabalhando fora do estado, está de volta e empolgado com as novas instalações e condições de trabalho. “A estrutura física e os equipamentos para que possamos exercer nosso trabalho são os melhores, e isso nos dá segurança para realizar os tratamentos. Além disso, o lugar é aprazível, humano, e isso estimula ainda mais toda a equipe médica que está aqui”, conclui.
Fonte: Plenário A Notícia Agora (com adaptações)
quarta-feira, julho 28, 2010
Mais dois meses de espera em Joinville-SC
Acelerador Linear está em fase de ajustes finais
Se tudo ocorrer conforme o cronograma, o acelerador linear deverá começar a ser utilizado no tratamento de pacientes com câncer no Hospital Municipal São José, em Joinville-SC, em dois meses. O equipamento foi comprado pelo Estado em 2006, e, depois de três licitações fracassadas, a construção da casamata foi concluída. Esta semana começa a fase dos ajustes finais.
“Até o fim da semana, técnicos do fabricante devem chegar à cidade para calibrar a máquina”, diz o diretor do hospital, Tomio Tomita. O equipamento que será utilizado nesse processo já está na casamata. O objetivo é verificar se o nível de radiação indicado pelo equipamento é mesmo o que chega ao paciente. O trabalho deve durar uma semana.
“Depois disso, solicitaremos uma nova visita da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), responsável por fiscalizar se não há vazamento de radiação”, explica. “Só depois da liberação é que os funcionários do setor de oncologia do hospital passarão por um mês de treinamento para operar o acelerador linear”, diz Tomita. “Está tudo dentro do cronograma”, afirma Tomita. “Começamos as obras da casamata no fim de outubro, e para quem esperou cinco anos, um mês de diferença não é nada”, diz Tomita.
Assim que começar a funcionar, a expectativa é de que o número de pacientes diários na radioterapia do São José dobre. “Joinville passará a ser referência na região e deveremos atender a cerca de 120 pacientes de diversos municípios”, diz o chefe do setor de radioterapia do Hospital São José, Ricardo Polli.
Atualmente, cerca de 60 pacientes de radioterapia do hospital são submetidos ao tratamento com a bomba de cobalto, em operação há 20 anos. “Aqueles que têm indicação para tratamento com acelerador linear estão sendo encaminhados para Jaraguá do Sul”.
Mas a bomba de cobalto não será aposentada. Assim que o acelerador entrar em operação, ela receberá uma nova pastilha radioativa, que precisa ser trocada periodicamente. A Prefeitura licitou e importou a pastilha por cerca de R$ 400 mil. “O tempo de uso do aparelho, sem essa manutenção, faz com que os efeitos colaterais se sobreponham ao benefício, por isso o empenho em investir na compra de equipamentos mais modernos como o acelerador e a manutenção da bomba de cobalto, reivindicações médicas há mais de 15 anos”, ressalta.
“Até o fim da semana, técnicos do fabricante devem chegar à cidade para calibrar a máquina”, diz o diretor do hospital, Tomio Tomita. O equipamento que será utilizado nesse processo já está na casamata. O objetivo é verificar se o nível de radiação indicado pelo equipamento é mesmo o que chega ao paciente. O trabalho deve durar uma semana.
“Depois disso, solicitaremos uma nova visita da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), responsável por fiscalizar se não há vazamento de radiação”, explica. “Só depois da liberação é que os funcionários do setor de oncologia do hospital passarão por um mês de treinamento para operar o acelerador linear”, diz Tomita. “Está tudo dentro do cronograma”, afirma Tomita. “Começamos as obras da casamata no fim de outubro, e para quem esperou cinco anos, um mês de diferença não é nada”, diz Tomita.
Assim que começar a funcionar, a expectativa é de que o número de pacientes diários na radioterapia do São José dobre. “Joinville passará a ser referência na região e deveremos atender a cerca de 120 pacientes de diversos municípios”, diz o chefe do setor de radioterapia do Hospital São José, Ricardo Polli.
Atualmente, cerca de 60 pacientes de radioterapia do hospital são submetidos ao tratamento com a bomba de cobalto, em operação há 20 anos. “Aqueles que têm indicação para tratamento com acelerador linear estão sendo encaminhados para Jaraguá do Sul”.
Mas a bomba de cobalto não será aposentada. Assim que o acelerador entrar em operação, ela receberá uma nova pastilha radioativa, que precisa ser trocada periodicamente. A Prefeitura licitou e importou a pastilha por cerca de R$ 400 mil. “O tempo de uso do aparelho, sem essa manutenção, faz com que os efeitos colaterais se sobreponham ao benefício, por isso o empenho em investir na compra de equipamentos mais modernos como o acelerador e a manutenção da bomba de cobalto, reivindicações médicas há mais de 15 anos”, ressalta.
Fonte: A Notícia (com adaptações)
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