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quarta-feira, abril 25, 2012

Fundação Certi amplia parceria com instituto alemão para elevar inovação no Brasil

A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) assinou, na segunda quinzena de janeiro, um acordo de cooperação que poderá elevar o protagonismo da instituição no cenário nacional. A parceria foi firmada com a Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, que opera o maior complexo de pesquisa e desenvolvimento (P&D) tecnológico europeu, especializado no atendimento de demandas do setor empresarial.

Hoje, a fundação brasileira já oferece suporte para grandes e médias empresas de todo o país para a elaboração de produtos e processos inovadores. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento, desenvolver soluções com alto grau de complexidade tecnológica em áreas portadoras de futuro e estratégicas para o Brasil, num menor custo.

Além da produção conjunta de produtos e processos e da oferta de serviços tecnológicos, o acordo prevê o intercâmbio de pesquisadores e de informações, assim como capacitação empresarial. “Ter esta organização como parceira é certamente estratégico. De forma objetiva e sistêmica, as duas organizações unem suas competências para atender empresas brasileiras e europeias”, destaca o superintendente geral da Fundação Certi, o professor Carlos Alberto Schneider.

Para se ter uma ideia do gigantismo do parceiro internacional, atualmente a Sociedade Franhoufer é constituída por 80 unidades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e reúne 18 mil pesquisadores. O orçamento anual é da ordem de 1,6 bilhão de euros.

De acordo com o superintendente da Certi, a parceria poderá resultar num expressivo impacto de inovação no cenário brasileiro, “se esta oportunidade for trabalhada em um regime de ganha-ganha, sempre com envolvimento conjunto de uma instituição científica e tecnológica (ICT) brasileira e de uma unidade Fraunhofer parceira”.

Os institutos Fraunhofer e os centros de referência da Certi são organizações privadas, sem fins lucrativos, e dependendo do grau de financiamento de base, podem oferecer serviços e projetos com preços atrativos. Entretanto, existe um forte desestimulador no Brasil à contratação de serviços de P&D de entidades estrangeiras, que implica em encargos adicionais de cerca de 40%.

Nas agências de fomento, estuda-se a possibilidade de viabilizar a isenção destas obrigações quando o atendimento empresarial acontecer em parceria com uma ICT. “Esta é mais uma importante medida de estímulo a ser agregada ao marco legal brasileiro”, analisa Schneider. O avanço está previsto no Projeto de Lei N° 2177/11, que tramita no Congresso Nacional, para constituir o Código Nacional de CT&I.

Bons frutos

O acordo também poderá resultar na instalação de um centro de pesquisa do grupo alemão na capital de Santa Catarina. A unidade deverá ser acomodada no Sapiens Parque. O centro seguirá o modelo dos já existentes nos Estados Unidos, China e Japão e espera-se fortalecer a interação com institutos de ciência e tecnologia de universidades brasileiras.

“Este empreendimento poderá ser realidade, dependendo do desenvolvimento dos trabalhos em cooperação para a indústria, do êxito de um escritório de representação e de um centro de projetos”, antecipa Carlos Schneider. A unidade também envolverá as empresas de base tecnológica do Parque Tecnológico Alfa.

A Certi mantém relacionamento estreito com mais de seis unidades da Sociedade Fraunhofer desde 2005. Entre as parcerias vale citar a entre o Instituto de Ensaios Não Destrutivos (IZFP) e o Laboratório de Placas Eletrônicas, alemão e brasileiro, respectivamente.

Pela cooperação, as instituições já desenvolveram soluções nas áreas de tecnologias de processo e produção industrial, particularmente em manufatura de placas eletrônicas, metrologia e inspeção por coordenadas, tomografia industrial, planejamento da inovação de instrumentação médica e na cadeia produtiva e imãs de terras-raras.

“Nesta nova fase de parceria institucionalizada, a ênfase será a geração de soluções inovadoras para o aumento da competitividade das empresas, alinhada às políticas de desenvolvimento brasileiras”, conclui Carlos Alberto Schneider.
Informações sobre a Fundação Certi estão disponíveis no site www.certi.org.br.


Fonte: Abibpti

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Tratamento inédito à próstata desperta interesse mundial

Médicos estrangeiros deslocam-se a Portugal para aprenderem uma técnica de tratamento da hiperplasia benigna da próstata pouco invasiva.


Portugal tem o único centro mundial que efetua uma técnica de tratamento da hiperplasia benigna da próstata pouco invasiva, quase sem efeitos secundários e que está a suscitar interesse internacional e a atrair doentes e médicos de todo o mundo.

A hiperplasia benigna é a doença mais frequente da próstata, muito comum nos homens a partir da meia-idade e que consiste num aumento do volume daquela glândula, obstruindo as vias urinárias e tornando difícil o ato de urinar.

Segundo João Pisco, chefe da equipe de radiologia de intervenção do Hospital de Saint Louis, as terapêuticas mais frequentes são os medicamentos, nem sempre eficazes e com consequências como a disfunção erétil, ou a cirurgia, muitas vezes com "complicações muito graves".

Doente sai no mesmo dia do hospital

A técnica consiste na embolização das artérias da próstata, ou seja, sob anestesia local, introduz-se através de um orifício na virilha um cateter que é dirigido para as artérias prostáticas, monitorizado por um aparelho de raios X digital, e através desses cateteres são introduzidas pequenas partículas de plástico que vão entupir e cortar parte da circulação da próstata.

"Isso conduz a uma redução das dimensões da próstata, com eliminação ou melhoria dos sintomas na maioria dos doentes", explica o radiologista.

João Pisco destaca as vantagens em relação a outros métodos: não há perda de sangue, não são necessárias transfusões, o doente leva anestesia local, fica em regime de ambulatório, vai para casa no mesmo dia, deixa de tomar os medicamentos e passa a ter uma vida normal sem qualquer terapêutica.

Além disso, é um método "praticamente sem riscos". Quando ocorrem não são mais do que uma infeção urinária, sangue na urina ou um pequeno hematoma na barriga ou na coxa.

"Estes doentes vão para o quarto, dentro de duas horas podem ir à casa de banho, quatro a seis horas depois já podem ir para casa", explica, acrescentando que o primeiro dia é de repouso completo, o seguinte é já de vida normal e que só não podem conduzir durante dois dias.

Intervenção sem dor

Numa cirurgia acompanhada pela Lusa, o doente queixou-se da dificuldade em urinar e do tratamento com medicamentos, alegando que estes "condicionam determinados aspectos" da sua vida. Mostrou-se esperançado nesta técnica, que disse conhecer por "ouvir falar" que é a alternativa à cirurgia.

No final da intervenção, que durou cerca de meia hora, afirmou não ter tido qualquer dor, apenas um ligeiro ardor.

Na ocasião encontravam-se no hospital cinco médicos italianos e um argentino, que se deslocaram a Portugal propositadamente para assistirem às intervenções e aprenderem a técnica.

Um urologista italiano disse à Lusa estar "impressionado" com o método por ser minimamente invasivo e "uma alternativa aos outros tratamentos, cujos resultados não são muito eficazes".

"Sou chefe do departamento de Urologia de um hospital e um dos meus colegas disse-me que havia esta nova técnica em Portugal, por isso viemos ver o procedimento e os resultados e penso que em pouco tempo poderemos começar a aplicá-lo na Itália", afirma.

Para o radiologista argentino, também presente na ocasião, este método "é revolucionário" tanto na área ginecológica, com a embolização dos miomas uterinos, como na próstata. "É um luxo para Portugal que venha gente de todo o mundo, médicos para aprender e pacientes para serem tratados aqui", considera.

Ceticismo na comunidade médica portuguesa

Até o momento, João Pisco já tratou mais de 180 homens com hiperplasia benigna da próstata e entre vários estrangeiros que o procuraram contam-se um responsável do Conselho Econômico Europeu, um ministro dos Transportes de Angola e um jornalista de Hong Kong que vivia algaliado, revela.

Para dia 19 de janeiro, João Pisco espera a visita de mais sete médicos estrangeiros - ingleses, dinamarqueses, alemães e italianos - que vêm conhecer a técnica.

O radiologista adianta que durante este ano, ainda antes do verão, 30 centros americanos vão começar a aplicar a técnica e estudar 180 doentes. Com publicações em revistas estrangeiras da especialidade, João Pisco afirma que a técnica tem suscitado interesse particularmente nos Estados Unidos e Canadá.

Questionado sobre o pouco conhecimento que existe em Portugal sobre este procedimento, João Pisco reconhece que há um certo ceticismo entre a comunidade médica portuguesa.

A embolização é praticada pela equipe de João Pisco desde março de 2009, com uma taxa de sucesso que ronda os 85 a 90%.

O tratamento custa 4300 euros, mas o hospital já tem convenções com quase todas as companhias de seguros, que pagam entre 70 e 80% do total.

A hiperplasia benigna da próstata afeta cerca de 70% dos homens com mais de 65 anos, 80% entre os 70 e 80 anos, 90% com mais de 80 anos e a quase totalidade com mais de 90 anos.


Fonte: AEIOU Expresso

domingo, janeiro 15, 2012

Cardinal Health expande rede de fabricação de radiofármacos, instalando cíclotron no Rio de Janeiro

Parceria com a DASA tornará a tecnologia de imagem molecular no combate ao cancer mais acessível a médicos e pacientes locais.


A Cardinal Health, uma empresa que opera a maior rede de radiofármacos nos Estados Unidos, expandirá sua capacidade global de produção de radiofármacos para geração de imagens moleculares que auxiliam no diagnóstico precoce, monitoramento e tratamento de câncer, disfunções neurológicas e doenças cardíacas. 

Através de sua parceria com a DASA, o maior grupo da América Latina especializado em medicina diagnóstica, a Cardinal Health instalará um cíclotron no Rio de Janeiro, e ajudará a fornecer aos médicos e pacientes locais rápido acesso a exames e moderna tecnologia em medicina nuclear

Quando injetados no corpo humano, estes radiofármacos especializados, chamados de biomarcadores, tornam visíveis as alterações celulares associadas a diversas doenças graves. Através de sofisticados scanners, proporcionam aos médicos um diagnóstico não invasivo mesmo nos estágios iniciais das doenças, melhorando a capacidade de monitorar com eficiência a terapia aos pacientes.

Em suas 36 instalações de fabricação nos EUA, a Cardinal Health fabrica e distribui mais de 500.000 doses de FDG (Flúordesoxiglicose) anualmente. A presença da empresa no Brasil é um passo importante em seu esforço para disponibilizar esses biomarcadores para uma fatia maior da população.

Segundo Valdirene Bastos Licht, CEO da Cardinal Health Brazil ao estabelecer um cíclotron no Rio, a Cardinal Health está dando ênfase ao nosso compromisso de tornar os exames de imagem molecular mais acessíveis a médicos e pacientes ao redor do mundo. No Brasil, a meta é expandir a disponibilidade de FDG atraves da implementação de unidades produtivas em diversas localidades do país e trazer acesso ao Brasil à pesquisa e tecnologias de última geração concomitante com outros paises, aproximando nossa realidade a dos paises desenvolvidos. "Esta tecnologia inovadora é uma ferramenta importante na melhoria da qualidade e da eficiência do tratamento de saúde, porque ajuda os médicos a salvar vidas ao permitir que eles detectem doenças graves desde o início, e determinem a eficiência dos planos de tratamento relacionados."

Através de sua parceria com a DASA, o Rio de Janeiro agora terá sua primeira instalação privada para fabricação de radiofármacos. O cíclotron será instalado em um dos prédios da cidade totalmente dedicado à área médica e construído especialmente para receber os equipamentos de diagnóstico mais modernos do mundo na área de oncologia, cardiologia e neurologia. Os médicos poderão realizar exames que anteriormente ficavam restritos aos maiores centros de tratamento médico do mundo.

Para o Dr. Carlos Alberto Buchpiguel, Coordenador Nacional da Modalidade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular da DASA, a parceria com um dos maiores produtores mundiais, com expertise em imagem PET/CT, possibilitará que os avanços tecnológicos em diagnóstico com imagens moleculares cheguem ao Brasil de forma mais ágil e estratégica, acompanhando as tendências mundiais. “Podemos ampliar o leque de exames realizados pelo PET/CT, oferecendo aos nossos clientes o que há de mais moderno em medicina diagnóstica”, explica o médico. A fabricação de radiofármacos trará agilidade e modernidade aos exames diagnósticos em imagem molecular oferecidos pela DASA.

Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O Caos de Fukushima

O ex-diretor da usina está com câncer, o arroz e o leite em pó infantil estão com sinais de radiação, a cerveja japonesa foi barrada, macacos vão medir a radiação nas mediações da usina... enfim... fatos e contos de Fukushima.

Câncer

O ex-diretor da usina nuclear de Fukushima, que deixou o trabalho na início de dezembro, está com câncer de esôfago, informou a empresa Tepco, da qual é funcionário. 

Mas segundo a porta-voz da Tepco, Ali Tanaka, durante visita à usina, "o próprio Yoshida revelou que tem câncer de esôfago", enquanto conversava com os funcionários.

A Tepco acredita que é "extremamente improvável que a doença tenha sido causada por exposição a radiação", afirmou, para provocar câncer no esôfago, seria necessário uma exposição à radioatividade durante pelo menos cinco anos e 10 anos para desenvolver a doença. 

A exposição cumulativa de radiação de Yoshida foi de 70 mSv desde 11 de março, segundo a Tepco, um nível abaixo do limite recomendado para socorristas.

Alimentos

A empresa Meiji, do Japão, vai providenciar a troca de 400 mil latas de leite em pó infantil vendidas no país. Há suspeitas de que o produto tenha sido contaminado com césio radioativo. Amostras do leite foram analisadas por especialistas, que identificaram a contaminação nove meses após o vazamento de radioatividade na Usina.

Porém, de acordo com a empresa, a radiação identificada no produto está em níveis bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo governo japonês. A Meiji informou que o césio pode ter contaminado o leite durante o processo de desidratação.

O governo japonês esvaziou nove cidades próximas da central nuclear, determinou a suspensão da produção e do consumo de alimentos produzidos na região, como carnes, legumes, frutas e verduras.

As autoridades da província japonesa também detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região.

As últimas amostras contaminadas procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 Bq de césio radioativo por kg, muito acima do limite máximo de 500 Bq/kg estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Em julho passado, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.







Cerveja
Dois contêineres com 5 mil unidades da cerveja japonesa Asahi Super Dry estão parados no Porto de Santos – um deles, há mais de um mês. Eles aguardam prova de que os alimentos transportados não sofreram contaminação radioativa. 

A empresa Yamato Comercial, responsável pela comercialização, acreditou que a mercadoria deveria ser liberada em cerca de uma semana, mas até agora nada foi pronunciado a respeito.

A Asahi é fabricada em Kanagawa, região que não é considerada de risco. Mesmo assim, precisa ser analisada quando chega ao Brasil, por segurança. Além disso, todo alimento que sai do Japão leva uma licença emitida pelo país, atestando que não há contaminação – e, no caso da Asahi, esse laudo demorou a chegar ao Brasil. 

“As cervejas chegaram antes dos documentos”, lamenta Waldery Braga, coordenador de importação da Yamato.

Macacos detectores

Os físicos não sabem precisar, atualmente, os níveis de radiação na região. Por essa razão, os pesquisadores devem implantar colares medidores em macacos que habitam as florestas da área.

O colar que será colocado em cada macaco, no início de fevereiro, vai contar com três equipamentos. O primeiro é um dosímetro, o aparelho mais usado para detectar radiação. Haverá também um altímetro, para que os cientistas saibam a distância do solo em que cada animal se encontra. E por fim um GPS, para dar a localização dos macacos.

Não mais do que três macacos serão monitorados com o colar. Cada um vai usar este “adereço” por cerca de um mês, e o controle por parte dos pesquisadores será feito através de controle remoto. O objetivo do teste é simples: verificar a quantas anda o nível dos impactos do acidente ocorrido há nove meses.

Um ambiente natural como uma floresta, conforme explicam os cientistas, é um prato cheio para medições desse tipo, porque a radiação tem fortes influências no ecossistema. Esta tentativa, aliás, não é a primeira: os cientistas chegaram a implantar colares nos macacos em outubro, mas os equipamentos deram defeito e tiveram que ser removidos.

O Brasileiro x A Energia Nuclear

A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas - Brasil incluído -, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio
 

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia. Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura - 42%, 39% e 37%, respectivamente.

"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.

"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.

A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".



Fonte: Hype Science, Pernambuco.com, Terra e IG (com adaptações).

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Identificados medicamentos capazes de combater efeitos da radiação

Urânio, césio e etc.

Não é à toa que existe um temor geral com acidentes envolvendo radiação, seja em uma usina nuclear, seja com um aparelho médico usado, como aconteceu em Goiânia com uma cápsula de césio 137.

Nesses eventos, tem sido padrão dar maior importância a resguardar as pessoas que ainda não foram contaminadas do que realmente tratar os pacientes, que são isolados rapidamente.

Pior do que isso, há pouco a se fazer hoje para ajudá-los.

Remédios contra radiação

Agora, pela primeira vez, médicos descobriram que dois medicamentos já disponíveis no mercado podem ser usados para ajudar no tratamento de pessoas afetadas por radiação.

A Dra. Evan Guinan e seus colegas do Hospital Infantil de Boston (EUA) demonstraram que a combinação de dois remédios consegue aliviar a doença da radiação, ou síndrome aguda da radiação.

Os cientistas testaram uma combinação de ciprofloxacina e uma versão sintética de uma proteína humana de defesa contra infecções, chamada BPI - a versão sintética chama-se rBPI21.

As cobaias que receberam a combinação dos dois remédios até 24 horas depois de serem expostas a uma dose letal de radiação conseguiram se recuperar. Cada um dos medicamentos isoladamente não produziu efeitos.

Eficácia e praticidade

As terapias sugeridas até hoje não foram tão eficazes quanto a combinação dos dois medicamentos, além de precisarem ser aplicadas minutos após a exposição à radiação, o que não é possível no caso de acidentes reais.

Agora os pesquisadores vão testar a combinação em humanos, o que não deverá demorar, por se tratar de medicamentos já aprovados.

Governos de todo o mundo têm demonstrado interesse em manter estoques de segurança de medicamentos anti-radiação principalmente depois do acidente da Usina de Fukushima, no Japão, que mostrou que os efeitos não se restringem às imediações do acidente.

Efeitos da radiação sobre o corpo humano

A doença da radiação, também conhecida como síndrome aguda de radiação, varia com a quantidade de radiação que um indivíduo recebe.

Os primeiros sinais da doença são geralmente náuseas e vômitos, que podem ser seguidos por febre, fraqueza, tonturas, sangramento nos vômitos e fezes, dificuldade respiratória e infecções.

Os tecidos do corpo que produzem o sangue, sistema nervoso, aparelho digestivo, pulmões, sistema cardiovascular, tudo pode ser afetado.

Em doses muito elevadas, a radiação é geralmente fatal.

Dentro do corpo, os efeitos da radiação pesada podem incluir o "vazamento" de bactérias, e das toxinas que elas produzem, do trato digestivo, ou através de danos na pele, para a corrente sanguínea.

Os efeitos da radiação são devastadores sobre as funções do coração e dos pulmões, interrompendo o processo de coagulação do sangue, e levando à inflamação dos tecidos em todo o corpo.

Quando bactérias ou toxinas entram no sangue em condições normais, o sistema imunológico responde enviando neutrófilos - células brancas do sangue - para destruir os invasores.
Mas quando uma pessoa foi exposta a níveis elevados de radiação, a capacidade de gerar neutrófilos é quase totalmente destruída.

"É uma tempestade perfeita de eventos causadores de doenças," observa Guinan. "A radiação resulta em bactérias e endotoxinas entrando na corrente sanguínea ao mesmo tempo que as defesas do corpo são reduzidas."

Não é sem razão que os cientistas estão tão entusiasmados com a descoberta de que dois medicamentos conhecidos podem ser usados para tratar toda essa cascata de eventos danosos com grande eficácia.

Fonte: Diário da Saúde (com adaptações).

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Radiação de conexões Wi-Fi pode afetar fertilidade masculina, diz pequisa

Utilizar um laptop com conexão sem fio à internet pode prejudicar a fertilidade masculina, comprovaram presquisadores argentinos. Eles descobriram que a radiação Wi-Fi pode matar espermatozóides - ou seja, o risco surge quando a máquina é usada no colo.


Quando a conexão sem fio é ligada ela cria uma espécie de radiação eletromagnética que causa danos ao sêmen, disseram os cientistas. Os pesquisadores argentinos realizaram testes após tomar amostras de sêmen de 29 homens saudáveis, colocando algumas gotas em um laptop conectado na internet via WiFi. Quatro horas mais tarde alguns dos espermatozóides parecem ter sido afetados por radiação WiFi.

Um quarto dos espermatozóides já não estavam nadando, em comparação com apenas 14 % das amostras de sêmen armazenado na mesma temperatura longe do computador. Cerca de 9 %  dos que ficaram no computador mostraram danos ao DNA, três vezes mais do que as amostras de comparação.

De acordo com o chefe da pesquisa, Conrado Avendano, a culpada é a radiação eletromagnética gerada durante a comunicação sem fio.

Segundo a American Urological Association, quase um em cada seis casais dos EUA têm dificuldade para conceber um bebê, em cerca da metade dos casos o homem está na raiz do problema. Embora o impacto da tecnologia moderna ainda seja obscura, o estilo de vida não importa, dizem os pesquisadores.

No início deste mês, um relatório em Fertility and Sterility mostrou que os homens que comem uma dieta rica em frutas e grãos e pobre em carne vermelha, álcool e café têm uma melhor chance de obter sua companheira grávida durante o tratamento de fertilidade.


Fonte: O Dia Online 

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Irradiação de alimentos está legalizada




Com a publicação da Instrução Normativa n.º 9, pelo Ministério da Agricultura, o Brasil tem chances de expandir ainda mais as exportações de frutas para exigentes mercados consumidores. A IN 9, publicada em fevereiro deste ano, reconhece o uso da radiação ionizante como tratamento fitossanitário, cujo objetivo é prevenir a introdução ou disseminação de pragas quarentenárias, aquelas que têm impacto nas exportações e importações.



Além de eliminar microrganismos, parasitas e pragas, a irradiação, como também é conhecida a tecnologia, preserva a integridade dos alimentos, pois reduz as perdas naturais causadas por processos fisiológicos, maturação e envelhecimento, e ainda aumenta sua vida útil. “A irradiação é uma alternativa eficiente aos métodos adotados hoje no pós-colheita para garantir a exportação de frutas livres de doenças. E com a vantagem de ser limpa, sem risco de deixar qualquer tipo de resíduos no alimento”, diz o professor Julio Marcos Melges Walder, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP).



A manga que vai ser exportada, por exemplo, explica Walder, é submetida a um tratamento térmico para eliminar eventuais pragas que estejam dentro do fruto. Após passar por esse “banho quente”, porém, a casca perde umidade, o fruto fica enrugado e perde qualidade. “No caso do mamão papaia para exportação, não se adota nenhum tratamento, mas o fato de os frutos serem colhidos verdes para garantir sua sanidade também afeta sua qualidade para o consumidor final.” O mesmo vale para o choque térmico utilizado na maçã e na uva.





O princípio da irradiação de alimentos é semelhante ao de um raio X. No Cena, a radiação ionizante de alimentos é fornecida por equipamentos que emitem raios gama de cobalto 60. “A irradiação impede a multiplicação de microrganismos pela alteração de sua estrutura molecular”, explica Walder, acrescentando que a irradiação é feita nos produtos já embalados. “A irradiação seria o último processo.” Cada alimento recebe uma dose de radiação, mas as doses médias aplicadas são baixas. “Não há risco de contaminar o ambiente e há a garantia de que as propriedades físicas, químicas, nutritivas e sensoriais do alimento são mantidas.”





A irradiação é comprovadamente eficiente no controle de pragas não só de frutas, mas de vegetais, carnes e lácteos, de acordo com o professor do Cena. Segundo ele, as pesquisas com irradiação no Cena começaram em 1970, em grãos armazenados. Em 1980, a tecnologia foi adotada para frutas e vegetais e, mais recentemente, para carnes e laticínios. “Hoje, temos experimentos com alimentos minimamente processados e de esterilização de pratos prontos”, diz Walder, que é chefe do Laboratório do Irradiação de Alimentos do Cena. A tecnologia é um investimento caro – varia, conforme o modelo comercial do aparelho irradiador, de US$ 5 milhões a US$ 12 milhões, segundo ele – e seria viável para uma prestadora de serviços para exportadores ou para uma associação de produtores.



Para o professor, a publicação da IN 9 foi um primeiro passo para estimular a exportação de frutas brasileiras. “A próxima etapa é o Brasil fazer acordos bilaterais, sobretudo de exportação de mamão papaia irradiado para os Estados Unidos, que já importam manga da Índia e lichia e abacaxi da Tailândia, tudo irradiado.” O México, que é o maior exportador de frutas para os EUA, está construindo três irradiadores, segundo o professor do Cena.



“O Brasil não tem nenhum irradiador e está pelo menos cinco anos atrasado, porque a instalação de um irradiador, considerando o processo de licenciamento ambiental e a autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear, leva pelo menos três anos”, afirma. “Pelo menos três irradiadores seriam necessários para dar conta da produção de frutas do Vale do São Francisco, Bahia e Espírito Santo.”


Fonte: MAXIM Industrial

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Concurso premia raios X com objetos engolidos por animais


Um cachorro que engoliu nove bolas de sinuca rendeu um prêmio de raios-X de animais de estimação nos Estados Unidos.

A imagem, enviada pela veterinária Vanessa Hawksin, do Hospital Veterinário de Bayshore, em Warrenton, no Estado de Oregon, venceu o concurso chamado "Eles Comeram o Quê?" (They Ate What?), promovido pela revista americana especializada Veterinary Practice News.

A cada ano, a revista recebe de veterinários dos Estados Unidos exames de animais de estimação que engoliram os objetos mais estranhos.

Além do cachorro que engoliu nove bolas de sinuca, o concurso deste ano contou com vários outros destaques, como o gato que engoliu uma corda de violão, que percorreu todo seu corpo.



Ou então, Penelope, a pata de dois anos que insistia em engolir pregos e pedras. Ela teve um prego e uma rocha retirados de seu estômago no hospital veterinário de Falls Road, em Maryland.



Dois meses depois, a pata teve que voltar para uma nova cirurgia, depois de engolir outro prego.

Um cão do Estado de Iowa mastigou um tubo de cola e acabou engolindo o conteúdo. A cola se expandiu em seu estômago tomando a forma do órgão. Mas, os veterinários conseguiram retirar a "escultura" do estômago do cão.




Outro exemplo é o do buldogue Prince Edward, operado na Clínica Veterinária de Woodstock. Ele engoliu a dentadura da dona, que encontrou em uma tigela de sorvete.
"A dentadura foi devolvida à dona e ela está sorrindo de novo", informou a revista.




Fonte: Terra e UOL Notícias (com adaptações).

terça-feira, dezembro 06, 2011

Brancas, de maior renda e escolaridade têm mais acesso à mamografia no Brasil

Mulheres brancas, de maior renda e escolaridade são as que mais fazem mamografia no Brasil. 

Essa é uma das principais conclusões de um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ligada à Fundação Oswaldo Cruz, a partir da análise dos dados de nove regiões metropolitanas da edição 2008 da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE.

Embora seja possível afirmar que as desigualdades sociais, em especial a renda, aumentam ou diminuem as chances de uma mulher fazer o exame, que é a principal maneira de diagnosticar o câncer de mama com precocidade, elevando assim as chances de cura, há ressalvas. “Apesar dos indícios de associação do quadro com as diferenças socioeconômicas das regiões metropolitanas, pode ser que tal ligação exista também na oferta e na gestão dos serviços de saúde em cada uma delas”, destaca a pesquisadora Rejane Sobrino Pinheiro, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das autoras do trabalho.

Segundo Rejane, não é de hoje que se sabe que a escolaridade e a renda são determinantes para o acesso a qualquer serviço no Brasil e no mundo. Em relação à cor/raça, há menor número de estudos e não há consenso. Mas o estudo dela e suas colegas é pioneiro ao constatar como os indicadores sociais tradicionais se comportam em diferentes locais dentro do Brasil, como se fossem vários "Brasis". “Em algumas regiões metropolitanas, a prevalência de mamografia é muito desigual em função da renda familiar per capita. Em outras, é maior segundo a escolaridade. Ou seja, os indicadores não sugerem exatamente a mesma coisa. Em cada região metropolitana as barreiras à mamografia podem ser diferentes”, afirma.

Para Rejane, o Brasil não padece da oferta de mamógrafos. Embora o Sistema Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) tenha divulgado recentemente que na região Norte existam apenas 86 mamógrafos, dos quais 44 em instituições públicas; no Nordeste, 98 públicos para 351 existentes na região; 284 públicos dentro dos 687 da região Sudeste; 38 para os 286 do Sul e 52 para os 125 no Centro-Oeste, os números indicam cerca de 48 aparelhos por milhão de mulheres – valor semelhante ao de países desenvolvidos, como Nova Zelândia (46), Japão (49) e Alemanha (51).

Mesmo em países de grande extensão, como Canadá (40) e Austrália (63), os valores não estão tão distantes. As diferenças, segundo ela, não parecem dever-se à falta de mamógrafos. Afinal, conforme aponta, a oferta praticamente duplicou desde a implantação da política de controle do câncer de mama em 2004. Mas sim a problemas de distribuição e acesso.

“A distribuição dos equipamentos não pode ser tão dispersa, dada a densidade populacional desigual, o tamanho do território brasileiro e os desafios operacionais", diz. "As etapas de instalação, operação, manutenção e interpretação do exame necessitam de especialistas, como físicos, técnicos qualificados, engenheiros, médicos especialistas, que também não estão distribuídos igualmente pelo país”, destaca.

Para ela, mais do que instalar novos equipamentos em lugares remotos, é necessário garantir condições para o deslocamento das mulheres, dos mamógrafos, ou de ambos, e ainda incentivar a leitura e interpretação dos exames de modo centralizado, com uso das opções abertas pela telemedicina. “Não seria inventar a roda, uma vez que isso já acontece em outros países, como Austrália, Estados Unidos, Reino Unido. E mesmo no Brasil há notícias de experiências desse tipo”, observa Rejane.

Conforme explica, os aspectos ligados ao deslocamento são importantes quando o país inteiro é considerado. Mas, nas regiões metropolitanas, essa questão não é tão relevante. Outros componentes do acesso seriam barreiras mais importantes, como filas, encaminhamentos e preços. Nem todos os exames são realizados no âmbito do SUS e há que se investigar o número de exames por mamógrafo, tanto dos financiados pelo SUS, quanto dos privados. A operação dos equipamentos pode estar aquém da sua capacidade instalada.

Vale destacar ainda outros aspectos da oferta, como a substituição dos equipamentos obsoletos ou fora de operação, a eficiência do serviço e a dificuldade de acesso da mulher ao exame, causada tanto por barreiras à porta de entrada no serviço de saúde -- não conseguir atendimento médico --, quanto à continuidade do atendimento, ou se o profissional não indica o exame.

Mas há avanços. A política nacional e ações governamentais entre 2003 e 2008 vem produzindo resultados positivos,como a ampliação do acesso à mamografia e redução das desigualdades sociais, demonstradas em estudo anterior, também com dados da PNAD.

"Para avançar nessas questões, iniciamos uma nova etapa de investigação, abordando a produção e a produtividade dos mamógrafos, segundo fonte de financiamento, público e privado, sua distribuição espacial e a cobertura da população-alvo à luz das recomendações da política do Ministério da Saúde, que segue os critérios internacionais, e dos parâmetros alternativos sugeridos pela Sociedade Brasileira de Mastologia, para identificar indícios de demanda reprimida ou de uso excessivo do exame", explica a pesquisadora.

A democratização da mamografia é encorajadora quando se consideram coberturas derastreamento mamográfico, hoje acima de 70%, o que confere redução da mortalidade de 20% a 30% de mulheres de 50 anos ou mais nos países desenvolvidos. No entanto, é fundamental estruturar a rede de cuidados de saúde que permita a ampliação da oferta de mamografias com qualidade, dos procedimentos de diagnóstico e de tratamento para todas as mulheres que necessitam de acompanhamento. "Dessa forma poderemos acreditar que estamos, de fato, caminhando para a diminuição real das desigualdades em saúde no país.”



Fonte: Portogente

sexta-feira, novembro 18, 2011

Entrevista com Tecnólogos - São Paulo

1ª Entrevista com Tecnólogos em Radiologia do Blog

Por Mariana Duarte 
 

Nome: Tiago Veloso Araujo
 
Situação acadêmica: 8º semestre
 
Instituição de Graduação: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

1- O curso de Tecnólogo em Radiologia foi uma escolha ou foi por acaso?

Foi uma escolha. Eu sou técnico em eletrônica e trabalhei em uma pequena empresa de fabricação e manutenção de aparelhos de raios-X antes de ingressar na Universidade. Por isso, entrei para o curso com o objetivo de conciliar minha experiência na área de equipamentos com novos conhecimentos e possibilidades adquiridos durante a faculdade.

2- Quantos semestres tem o seu curso?

Meu curso tem duração de 8 semestres.

3- Como você avalia o seu curso? Está sendo o que você esperava?

Eu faço parte da primeira turma do curso na UNIFESP. Por ser primeira turma, algumas dificuldades já eram esperadas. Numa avaliação geral, o curso é ótimo, com a estrutura da Universidade e a capacidade dos professores.

4- Com relação aos professores, atingiram às suas expectativas? Foi aluno de algum Tecnólogo?

Fui aluno de alguns Tecnólogos, mas a maioria dos meus professores eram médicos, o que, por um lado é bom, pois têm domínio sobre a parte clínica, mas por outro lado, não tem a vivência tecnológica. Os tecnólogos que deram aula eram bem qualificados e experientes na área.

5- Quanto às matérias vistas no curso, acha que faltou algo a ser visto?

Sim. Meu curso tem um foco totalmente clínico, por estar ligado a um hospital escola e a uma escola de medicina. Mas faltou um olhar mais atencioso sobre a parte de radiologia industrial.

6- A instituição é otimista quanto ao seu curso? Deram segurança quanto ao futuro da sua profissão?

A Universidade como um todo não. Mas os organizadores, direção e coordenação do curso sempre foram bem otimistas, e sempre nos passaram tranquilidade quanto ao futuro profissional.

7- Qual será o tema da sua monografia?

Espectroscopia por Ressonância Magnética no estudo da Epilepsia do Lobo Temporal

8- Comente sobre o seu estágio. Estagiou/estagia por quanto tempo? Está sendo produtivo? Onde é (hospital, clínica)? É remunerado?

Temos aulas práticas ao longo do ciclo profissionalizante do curso, onde já começamos a aprender a trabalhar com alguns equipamentos. No último semestre já não temos mais aula, sendo a única disciplina o estágio curricular, que é um estágio aplicado a uma área para a elaboração da monografia, chamado de Trabalho de Produção Intelectual. Eu estou fazendo o meu estágio na Ressonância Magnética da UNIFESP para elaborar meu trabalho, porém aprendendo tudo o que diz respeito à esta área, e não somente ao que está ligado ao meu trabalho. Tem sido muito produtivo, pois já tenho realizado exames e aprendido inúmeros detalhes que já me dão uma boa base para trabalhar em outros serviços de diagnóstico. O estágio faz parte da grade curricular, e não é remunerado.

9- Quem o supervisiona no estágio (Técnico, Tecnólogo..)?

Tenho um preceptor no estágio que é um Tecnólogo que trabalha no setor nos horários em que eu vou.

10- Qual a situação do curso em seu estado? É novo, tem formados, há várias instituições com o curso?

Atualmente, muitas faculdades estão abrindo este curso. O curso não é tão novo, se comparado ao restante do país. Porém, com a quantidade de cursos abrindo em várias universidades, temos observado que estão valorizando mais a quantidade de profissionais do que a qualidade, já que existem muitos formados, mas poucos realmente aptos a trabalhar.

11- Você já tem registro no Conter?

Não.

12- Qual a perspectiva de emprego na área, onde vive? E a faixa salarial?

No setor clínico, a perspectiva é boa para um profissional realmente bem qualificado. Mas a inserção dos biomédicos na área ainda é um obstáculo. A remuneração ainda deixa a desejar devido à carga horária limitada.

13- Você trabalha ou conhece quem trabalha como Tecnólogo em Radiologia?

Sim. Durante os dois primeiros anos do curso, tínhamos uma disciplina chamada de Observação à Prática, onde aconteciam reuniões com profissionais e algumas visitas a setores e clínicas de diversas áreas, desde setores clínicos até industriais.

14- Em que área pretende atuar na radiologia?

Na área de pesquisa ou gestão.

15- Você tem alguma especialização na área?

Não.

16- Já houve concurso para Tecnólogo em sua região?

Sim. O primeiro e único concurso público do estado foi justamente para o primeiro tecnólogo que veio trabalhar no curso.

17- Comente o que quiser.

Temos aprendido muito sobre a situação dos tecnólogos fora do Brasil. Nos EUA, o tecnólogo é um profissional extremamente bem visto e aproveitado. Há uma necessidade de se abrir a mente para as inúmeras opções de atuação, não somente à clínica. O meu curso possui a carga horária bem dividida (praticamente por igual) nas áreas humanas, exatas e biológicas, nos possibilitando a atuar nas áreas de gestão e administração, pesquisa, aplicação, docência, testes e ensaios de controle de qualidade, desenvolvimento de novas técnicas e protocolos, etc..., e não somente na operação de equipamentos e aquisição de exames. Tecnólogo não é uma área restrita a isso!


Quero agradecer a participação do Tiago na nossa entrevista. 

Muito obrigada e sucesso em sua carreira!


Se você quiser participar da entrevista clique aqui!

segunda-feira, novembro 14, 2011

Células da pele enxergam a luz ultravioleta para se defender

Melanócitos, células da pele humana, fluorescem quando o cálcio é liberado para sinalizar a exposição à luz ultravioleta, um passo crucial para o início da produção da melanina.[Imagem: Brown University]
Fotossensibilidade na pele

Quando você se expõe ao Sol, sua pele rapidamente tenta se defender, produzindo melanina.
Agora, biólogos descobriram que as células da pele, os melanócitos, detectam a radiação ultravioleta do Sol usando receptores sensíveis à luz.

O que torna a descoberta mais surpreendente é que se acreditava que esses receptores só existissem nos olhos. Mas é a capacidade da pele em "sentir" a luz que dispara o processo de produção de melanina para tentar proteger o DNA das células contra a radiação.

Proteção natural e rápida

Os testes mostraram que a pele começa a produzir a melanina quase imediatamente depois da incidência da radiação ultravioleta.

Até agora, os cientistas tinham por certo que a produção de melanina só ocorria muito tempo depois que a radiação UVB já havia começado a causar danos ao DNA.

"Tão logo você se põe ao Sol, sua pele sabe que você está exposto à radiação UV", diz Elena Oancea, da Universidade Brown (EUA). "É um processo muito rápido, muito mais rápido do que tudo o que havíamos descoberto até agora."

Os cientistas acreditam que melanina protege o DNA das células da pele contra os danos causados pela radiação UVB absorvendo essa radiação. Mas esse processo não é perfeito - é por isso que se recomenda o uso do protetor solar.

Mas o novo estudo mostra que o corpo reage muito mais prontamente, bem antes que a produção de melanina se torne aparente na forma de um bronzeado.

Olhos na pele

Os pesquisadores descobriram que as células da pele possuem rodopsina, um receptor fotossensitivo usado pelo olho para detectar a luz. Além disso, eles rastrearam os passos que a rodopsina dá para liberar sinais de íons de cálcio, que acionam a produção da melanina.

O grupo ainda não sabe se essa ação é exclusiva da rodopsina ou se ela está agindo em conjunto com algum outro receptor, ainda não identificado.

A Dra. Oancea diz que ainda há muito a pesquisar, e apenas esta descoberta não deve ser motivo para que as pessoas deixem de usar protetor solar.


Fonte: Diário da Saúde