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sábado, janeiro 28, 2012

Espanha pode manter operando usina nuclear em envelhecimento



O governo de centro-direita da Espanha poderá permitir que uma planta nuclear em processo de envelhecimento continue aberta depois do prazo de 2013 estabelecido pelos predecessores socialistas para o seu fechamento, informou um jornal espanhol no início do mês.

Grupos ambientalistas protestaram que a Espanha está fora do caminho assumido por países como Alemanha, que fechou sete plantas nucleares mais antigas depois do desastre de Fukushima no Japão no ano passado e planeja fechar o restante em uma década.

Em 2009, o então premiê Jose Luis Rodriguez Zapatero ordenou que a usina Garona fosse fechada em 2013, quando estaria em operação por dois anos além da vida útil de referência de 40 anos. A decisão de Zapatero ocorreu depois que o Conselho de Segurança Nuclear determinou que a planta poderia funcionar com segurança até 2019.

O jornal El Mundo informou que o ministro da indústria Jose Soria, que assumiu o cargo na semana passada depois que o seu Partido do Povo (PP) saiu vitorioso na eleição de 20 de novembro, disse que não é "um adepto de deixar de utilizar essa capacidade por cinco anos". Soria foi citado dizendo que nenhuma decisão foi tomada. Oficiais do Ministério da Indústria não estavam disponíveis para comentar.

A Garona, propriedade conjunta das duas maiores empresas elétricas espanholas, Iberdrola e Endesa, tem 460 megawatts (MW), ou cerca de 0,5% do total da capacidade da Espanha, e portanto o seu fechamento não causaria problemas de suprimento.

Usinas nucleares em operação são lucrativas, entretanto, e em sua campanha eleitoral fracassada, os Socialistas propuseram a introdução de uma taxa a estas.

Os eleitores espanhóis são em geral contra a energia nuclear - que fornece 21% da eletricidade do país - e não são planejadas novas plantas.

Além da Garona, outros sete reatores da Espanha são muito mais novos e espera-se que operem ao menos até os anos 2020. 


Fonte: Terra

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Brasil decidirá em 2012 se constrói usinas nucleares no Nordeste

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011.

O vazamento de material radioativo no Japão teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.

A Eletronuclear, empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país, informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não.

O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia neste ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.

Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste.

"O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.

A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear.

"[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ).

"É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos, exatamente a causa do acidente no Japão.

Estados saem da disputa
 
Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".

Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.

O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.

Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."

Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."

Fonte: Ambiente Já

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Grupo belga quer cooperar com a UnB

Três representantes do Centro de Pesquisa Nuclear da Bélgica (SCK-CEN) estiveram na Universidade de Brasília, em dezembro passado, para conhecer as pesquisas correspondentes às atividades realizadas na área pelo país europeu. Este foi o primeiro contato do grupo com a UnB. Um possível acordo de cooperação será discutido entre as instituições a partir de agora. O SCK-CEN é o segundo maior centro do mundo em produção de isótopos radioativos, fundamentais para a medicina nuclear. Esses elementos são usados em tomografias e exames de raio-x por contraste. “Como é difícil de consegui-los na natureza, é preciso sintetizá-los”, explica o diretor do Instituto de Física da UnB, Geraldo Magela. No centro belga, há reatores que podem produzir os isótopos radioativos, além de outras máquinas importantes para estudos nucleares, como aceleradores de partículas. “Eles têm uma estrutura bem interessante do ponto de vista experimental”, afirma o professor.

O vice-diretor da Faculdade UnB Ceilândia, Araken Rodrigues, acredita que o acordo é o “embrião” para uma relação que pode qualificar recursos humanos e aumentar os quadros de pessoal. Com o aumento de mão-de-obra qualificada, a pesquisa em Medicina Nuclear e em Radiologia, áreas em que a Hospital Universitário de Brasília (HUB) atua no campo da energia nuclear, pode se intensificar. Além disso, o professor avalia como segmentada a pesquisa nesses dois pontos dentro da universidade. “As diferentes áreas que trabalham com o tema deveriam se unir e definir metas conjuntas”, diz.

Reator

O presidente do conselho de diretores do centro SCK-CEN, Frank Deconinck, afirmou que a partir do ano que vem já será possível começar o intercâmbio entre estudantes, exclusivamente da pós-graduação. “Nós sabemos que o Brasil trabalha nos mesmos campos que a gente”, afirmou. “O Brasil vai construir um novo reator e nós também, vocês precisam treinar novas pessoas, nós também, vocês querem desenvolver medicina nuclear e nós temos muita experiência nessa área”. Para o diretor, há muitos campos diferentes em que Brasil e Bélgica têm as mesmas estratégias.

“Esse centro é muito importante”, afirma a chefe de Assuntos Internacionais da UnB, Ana Flávia Granja e Barros. “Eles têm tido sucesso em áreas inovadoras e oferecem vagas para estudantes de master, doutorado e pós-doutorado em cooperação com seis universidades belgas”. As aulas são em inglês, oferecidas a estudantes do mundo todo. A partir de agora, a INT vai mapear os pesquisadores envolvidos no tema para assegurar o intercâmbio dos estudantes. 

Professores interessados podem entrar em contato pelo e-mail: inter@unb.br

Fonte: Planeta Universitário

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O Caos de Fukushima

O ex-diretor da usina está com câncer, o arroz e o leite em pó infantil estão com sinais de radiação, a cerveja japonesa foi barrada, macacos vão medir a radiação nas mediações da usina... enfim... fatos e contos de Fukushima.

Câncer

O ex-diretor da usina nuclear de Fukushima, que deixou o trabalho na início de dezembro, está com câncer de esôfago, informou a empresa Tepco, da qual é funcionário. 

Mas segundo a porta-voz da Tepco, Ali Tanaka, durante visita à usina, "o próprio Yoshida revelou que tem câncer de esôfago", enquanto conversava com os funcionários.

A Tepco acredita que é "extremamente improvável que a doença tenha sido causada por exposição a radiação", afirmou, para provocar câncer no esôfago, seria necessário uma exposição à radioatividade durante pelo menos cinco anos e 10 anos para desenvolver a doença. 

A exposição cumulativa de radiação de Yoshida foi de 70 mSv desde 11 de março, segundo a Tepco, um nível abaixo do limite recomendado para socorristas.

Alimentos

A empresa Meiji, do Japão, vai providenciar a troca de 400 mil latas de leite em pó infantil vendidas no país. Há suspeitas de que o produto tenha sido contaminado com césio radioativo. Amostras do leite foram analisadas por especialistas, que identificaram a contaminação nove meses após o vazamento de radioatividade na Usina.

Porém, de acordo com a empresa, a radiação identificada no produto está em níveis bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo governo japonês. A Meiji informou que o césio pode ter contaminado o leite durante o processo de desidratação.

O governo japonês esvaziou nove cidades próximas da central nuclear, determinou a suspensão da produção e do consumo de alimentos produzidos na região, como carnes, legumes, frutas e verduras.

As autoridades da província japonesa também detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região.

As últimas amostras contaminadas procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 Bq de césio radioativo por kg, muito acima do limite máximo de 500 Bq/kg estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Em julho passado, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.







Cerveja
Dois contêineres com 5 mil unidades da cerveja japonesa Asahi Super Dry estão parados no Porto de Santos – um deles, há mais de um mês. Eles aguardam prova de que os alimentos transportados não sofreram contaminação radioativa. 

A empresa Yamato Comercial, responsável pela comercialização, acreditou que a mercadoria deveria ser liberada em cerca de uma semana, mas até agora nada foi pronunciado a respeito.

A Asahi é fabricada em Kanagawa, região que não é considerada de risco. Mesmo assim, precisa ser analisada quando chega ao Brasil, por segurança. Além disso, todo alimento que sai do Japão leva uma licença emitida pelo país, atestando que não há contaminação – e, no caso da Asahi, esse laudo demorou a chegar ao Brasil. 

“As cervejas chegaram antes dos documentos”, lamenta Waldery Braga, coordenador de importação da Yamato.

Macacos detectores

Os físicos não sabem precisar, atualmente, os níveis de radiação na região. Por essa razão, os pesquisadores devem implantar colares medidores em macacos que habitam as florestas da área.

O colar que será colocado em cada macaco, no início de fevereiro, vai contar com três equipamentos. O primeiro é um dosímetro, o aparelho mais usado para detectar radiação. Haverá também um altímetro, para que os cientistas saibam a distância do solo em que cada animal se encontra. E por fim um GPS, para dar a localização dos macacos.

Não mais do que três macacos serão monitorados com o colar. Cada um vai usar este “adereço” por cerca de um mês, e o controle por parte dos pesquisadores será feito através de controle remoto. O objetivo do teste é simples: verificar a quantas anda o nível dos impactos do acidente ocorrido há nove meses.

Um ambiente natural como uma floresta, conforme explicam os cientistas, é um prato cheio para medições desse tipo, porque a radiação tem fortes influências no ecossistema. Esta tentativa, aliás, não é a primeira: os cientistas chegaram a implantar colares nos macacos em outubro, mas os equipamentos deram defeito e tiveram que ser removidos.

O Brasileiro x A Energia Nuclear

A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas - Brasil incluído -, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio
 

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia. Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura - 42%, 39% e 37%, respectivamente.

"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.

"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.

A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".



Fonte: Hype Science, Pernambuco.com, Terra e IG (com adaptações).

quinta-feira, novembro 17, 2011

Sites importantes e interessantes

Por Mariana Duarte









































sábado, outubro 08, 2011

1ª Escola de Energia Nuclear de Diadema


O Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) realizarão, nos dias 17 a 21 de outubro, a 1ª Escola de Energia Nuclear de Diadema

Voltado para estudantes de graduação, pós-graduação e professores da área de física e ciência, o objetivo do evento é promover o conhecimento sobre a física nuclear, abordando aspectos básicos das radiações, estrutura e processos nucleares e suas aplicações. 

“História da energia nuclear”, “Energia nuclear: as implicações geopolíticas na sociedade contemporânea” e “Máquinas nucleares” são alguns temas que serão discutidos durante o evento.

A Escola será realizada nas dependências da Unifesp, campus de Diadema, localizada na R. Artur Riedel, nº 275.

Mais informações e inscrições: proex.epm.br/eventos11/eenuc/index.htm


Fonte: Planeta Universitário.com

quinta-feira, outubro 06, 2011

Mais uma usina em foco, agora na França

Acalmem os ânimos, não será o fim da Europa. Mesmo causada por um incêndio perto de um forno no local de armazenamento de resíduos radioativos, a explosão no centro de tratamento Centraco em setembro, França, não causou risco de um vazamento radioativo.



Segundo a companhia, foi um acidente industrial e não um acidente nuclear. A causa da explosão ainda não é conhecida.

A explosão atingiu a região às 11:45 da manhã, hora local. Um cordão de segurança foi criado como medida de precaução. Mas um porta-voz disse mais tarde que não houve vazamento de radiação, nem dentro nem fora da fábrica.

Nenhum dos trabalhadores acidentados foi contaminado pela radiação, disseram autoridades. Segundo eles, o trabalhador que morreu foi morto pela explosão e não por exposição a material nuclear.

O centro de tratamento produz um combustível que recicla o plutônio de armas nucleares, portanto, não há reatores nucleares no local.

O porta-voz da empresa disse que a explosão aconteceu em um forno usado para queimar os resíduos, incluindo combustíveis, ferramentas e roupas que tinham sido utilizadas na produção de energia nuclear, mas só tinha níveis muito baixos de radiação.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que estava em contato com as autoridades francesas para saber mais sobre a natureza da explosão. Além da agência, a ministra do Meio Ambiente da França visitou o local para ajudar a levantar uma avaliação exata do possível impacto radiológico deste acidente. Até agora, nada foi detectado.

Marcoule foi inaugurada em 1955 e é uma das mais antigas instalações nucleares da França, embora tenha sido completamente modernizada.

Todos os 58 reatores nucleares do país foram submetidos a testes de estresse nos últimos meses, após o desastre na usina nuclear do Japão, que foi atingida por terremoto e tsunami. Os preços das ações caíram mais 6% quando a notícia surgiu.

A França é o país mais dependente da energia nuclear, antendendo 75% das suas necessidades, por isso a segurança no setor é uma questão altamente sensível.

Em junho, a França anunciou que estava investindo 2,3 bilhões de reais em energia nuclear, incluindo cuidados com a segurança.
Centros nucleares franceses estão desenvolvendo a próxima geração de reatores nucleares e vêm se envolvendo em uma enorme campanha publicitária desde o desastre japonês a para tranquilizar o público.
Outros países da Europa, incluindo Alemanha, Itália e Suíça, disseram que vão reduzir ou eliminar gradualmente a utilização da energia nuclear ao longo dos próximos anos. 
Fonte: Hypescience

terça-feira, setembro 20, 2011

Alemanha reduz usinas nucleares sob ceticismo de especialistas

Depois do ocorrido em Fukushima, o governo alemão desligou oito dos 17 reatores e planeja desativar os restantes até 2022

Desde o período sombrio pós Segunda Guerra Mundial, a Alemanha não tinha blecautes tão significativos. No entanto, o país se prepara para essa possibilidade depois da desativação de metade de seus reatores nucleares, praticamente de uma hora para a outra.

Usinas nucleares há muito tempo geram quase um quarto da eletricidade da Alemanha. Mas depois do terremoto seguido de tsunami que disseminou radiação por Fukushima, no Japão, o governo resolveu desligar oito mais antigos dos 17 reatores da Alemanha – incluindo os dois localizados nesta cidade industrial – em alguns dias. Três meses depois, com um novo plano para dar eletricidade ao país sem fazer uso da energia nuclear e uma crescente dependência da energia renovável, o Parlamento votou por fechar as usinas permanentemente. E há planos para aposentar os restantes nove reatores até 2022.

Como resultado, os produtores de eletricidade estão lutando para garantir um fornecimento adequado. Clientes e empresas estão nervosos sobre o funcionamento continuo de suas casas e linhas de montagem neste inverno. Economistas e políticos discutem de quanto será a elevação dos preços.

"É fácil dizer: 'Vamos adotar as energias renováveis', e eu tenho certeza que podemos ficar sem a energia nuclear um dia, mas essa decisão foi muito abrupta", disse Joachim Knebel, cientista-chefe do Instituto de Tecnologia Karlsruhe.

Ele caracterizou a decisão do governo de desligar as usinas como "emocional" e apontou que, na maioria dos dias, a Alemanha tem sobrevivido a essa experiência apenas através da importação de eletricidade das vizinhas França e República Checa, que geram grande parte da sua energia com reatores nucleares.

Depois, há preocupações reais de que esse plano vai abandonar os esforços para conter o aquecimento global causado pelo homem, uma vez que, apesar de suas falhas, a energia nuclear gera poucas emissões. Se a Alemanha, a quarta maior economia do mundo, retomar o uso de usinas de queima de carvão ou passar a depender do gás natural da Rússia, o país não estará trocando um risco potencial por um risco real?

A Agência Internacional de Energia, geralmente uma fã da política alemã de energia limpa, tem sido crítica. Laszlo Varro, chefe do divisão de carvão, gás e mercados de energia da agência chamou o plano de "muito, muito ambicioso, embora não seja impossível, já que a Alemanha é rica e tecnicamente sofisticada."

Mesmo que a Alemanha consiga produzir a eletricidade de que precisa, "a moratória nuclear é uma notícia muito ruim em termos de política climática", disse Varro. "Nós não estamos longe de perder essa batalha e perder a energia nuclear torna isso desnecessariamente difícil."

O governo rebate que está preparado para fazer grandes investimentos na melhora da eficiência energética em casas e fábricas, bem como em novas fontes de energia limpa e linhas de transmissão. Até agora, não houve apagões.

Juergen Grossmann, diretor-executivo da gigante de energia alemã RWE, que possui dois reatores fechados em Biblis, localizada a cerca de 65 km ao sul de Frankfurt, expressaram ceticismo. "A Alemanha, em uma decisão muito precipitada, decidiu fazer experimentos consigo mesma", disse ele. "A política é ignorar os argumentos técnicos."

A Equação Nuclear

Os planejadores da Alemanha acreditavam que poderiam abrir mão da energia nuclear em grande parte por causa do notável progresso do país em energia renovável, que agora responde por 17% de sua produção de eletricidade, um número que o governo estima que vai dobrar em 10 anos. Nos dias em que as turbinas de energia eólica marítimas funcionam a todo vapor, a Alemanha produz mais eletricidade de fontes renováveis do que consome, de acordo com monitores europeus de energia.

A Alemanha "superou as expectativas de todos a respeito da energia renovável", disse Varro, mostrando que ela pode ser rentável e confiável.

Até fechar os reatores, a Alemanha era o principal exportador de energia da Europa.

Com um total de 133 gigawatts de capacidade de geração instalada no local no início deste ano, "havia realmente uma grande folga que possibilitava desligar as usinas nucleares", disse Harry Lehmann, diretor geral da Agência Federal do Meio Ambiente e um dos líderes políticos da Alemanha sobre energia e meio ambiente.

O país precisa de cerca de 90,5 gigawatts de capacidade de geração para preencher uma demanda nacional típica de cerca de 80 gigawatts por dia. Assim, os 25 gigawatts que a energia nuclear gera não fariam falta – pelo menos dentro de suas fronteiras.

Em nome da prudência, o plano prevê a criação de 23 gigawatts por usinas de gás e carvão até 2020. Por quê? Porque as usinas renováveis não produzem sua total capacidade caso o ar esteja calmo ou o céu nublado, e há atualmente uma capacidade limitada para armazenar ou transportar eletricidade, dizem os especialistas em energia.

Os oficiais do governo garantiram que as novas usinas de carvão e gás usarão as tecnologias mais limpas disponíveis e não devem agravar as mudanças climáticas, porque vão operar dentro do sistema de comércio de carbono europeu - em que as usinas que excedem as emissões permitidas tem que comprar créditos de carbono de empresas cujas atividades são ambientalmente benéficas, equilibrando as emissões.

O preço da eletricidade deverá aumentar de 35 a 40 euros (US$ 50 a US$60) por família por cada ano, ou menos de 5%, estima o governo. Embora a energia nuclear geralmente custe menos do que as opções mais novas, a lei alemã há muito tempo estipulou que as energias renováveis devem ser compradas primeiro, mesmo se forem mais caras.

Mas os céticos consideram as premissas do governo excessivamente otimistas. Stefan Martus, prefeito de Philippsburg, acredita que o custo da energia pode subir mais dramaticamente do que as estimativas e que o preço dos créditos de carbono para compensar o uso de usinas sujas é altamente imprevisível e variável, como o valor das ações. Além disso, a Agência Internacional de Energia não acha que a Alemanha – ou qualquer outro país – seja capaz de reduzir suas emissões a um custo razoável, sem a energia nuclear.

Funcionários da agência de energia também questionam as previsões de que o uso de eletricidade cairá 10% ao longo da próxima década, dada a expansão projetada de crescimento elétrico da economia alemã. A família média alemã já utiliza apenas cerca de metade da eletricidade de uma família americana.

"Sim, existe uma angústia alemã a respeito da energia nuclear", disse Cornelius Hildegard-Gaus, prefeito de Biblis. ''Mas se você formular a pergunta: ‘Será que queremos abandonar progressivamente a energia nuclear se isso levar a um aumento no custo e mais risco de apagões?’ A resposta seria muito diferente.''

Uma História Ambivalente

Mesmo antes de Fukushima, os dias da energia nuclear na Alemanha estavam contados. Biblis já foi palco de gigantescas manifestações antinucleares e a Alemanha estava em processo de criar um plano para a lenta e gradual eliminação da energia nuclear até 2023.

O país havia se tornado líder mundial em energia eólica e mestre em implementar mais eletrodomésticos e casas eficientes, depois de ter construído dezenas de milhares de "casas passivas" que faziam uso do auto-aquecimento.

Ainda assim, a chanceler Angela Merkel, uma física de formação, decidiu no ano passado estender as licenças de operação das usinas nucleares no país por preocupação de que a inovação por si só não satisfaça o apetite de energia do país.

Fukushima mudou tudo. O fato do Japão ser um país tecnologicamente avançado fez do acidente nuclear algo ainda mais alarmante para o povo alemão do que o desastre de Chernobyl, em um reator da antiga União Soviética. Apesar disso, especialistas da indústria e moradores de cidades como Biblis e Philippsburg ficaram surpresos com a rapidez da mudança.

As duas cidades vão perder centenas de empregos e milhões em receitas fiscais. As empresas de energia alemãs, no entanto, dizem ter recebido um modelo nacional de energia que parece bom no papel, mas é tecnicamente desafiador. Embora a produção de energia do país seja abundante, eles dizem que não está sempre disponível onde e quando é necessária.

O norte da Alemanha tem ventos marítimos e depósitos de carvão, mas o sul da Alemanha – um epicentro de fabricação de marcas como Mercedes, BMW e Audi – não tem fontes de energia abundantes com exceção da energia nuclear. O atual fornecimento de energia da Alemanha é altamente descentralizado, sem linhas de alta tensão de transmissão de eletricidade para longas distâncias.

"Agora, com o fechamento das usinas nucleares, temos uma tarefa muito difícil", disse Joachim Vanzetta, chefe de operações do sistema de transmissão da Amprion, a maior empresa de energia das quatro existentes no país.

Neste inverno, a Amprion prevê que sua grade terá 84 mil megawatts de eletricidade à sua disposição, para fornecer 81 mil megawatts necessários para o consumo – uma margem de segurança desconfortavelmente pequena, segundo Vanzetta. Em anos anteriores, a eletricidade estava prontamente disponível para compra na rede europeia se o preço fosse certo. Mas a exportação da energia alemã é o que ajudou a manter a França brilhando no inverno.

"No momento, temos um sistema estressado, mas que está sob controle", disse Vanzetta. "Se tivermos dias sem vento e sem sol e não pudermos comprar energia do exterior, então haverá o risco de apagões".

 

Fonte: Último Segundo

sexta-feira, setembro 09, 2011

Eletronuclear e CCEE contratam energia de Angra 3

A Eletronuclear e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) assinaram na semana passada o Contrato de Energia de Reserva (CER) para contratação de 1.184 MW médios provenientes da Usina Nuclear Angra 3, em construção no município de Angra dos Reis, no sul do Estado do Rio.

O prazo de suprimento contratual será de 35 anos, com início em 1º de janeiro de 2016, e o ponto de entrega será no submercado Sudeste/Centro-Oeste. O preço de venda da energia contratada, na modalidade por quantidade de energia, será de R$ 148,65 por megawatt-hora.

Em nota, a Eletronuclear informou que, numa simulação com ajuste do preço de venda até julho de 2011, o contrato renderia, por ano, R$ 1,7 bilhão à estatal, valor equivalente a quase 90% do atual faturamento anual de Angra 1 e 2.

"A assinatura do contrato era condicionante para futuras liberações relativas ao financiamento do empreendimento, por parte do BNDES, já que serve de garantia para o empréstimo", diz a nota divulgada pela Eletronuclear.


Fonte: IG

quinta-feira, junho 16, 2011

Físicos criticam falta de independência de programa nuclear

Concentração de fiscalização e fomento de pesquisas nas mãos do mesmo órgão criaria "promiscuidade". Comissão de sociedade científica também é contra planos atuais de expansão da energia atômica no Brasil .

O programa nuclear brasileiro sofre de uma "promiscuidade perigosa" porque o mesmo órgão que fiscaliza as atividades envolvendo energia atômica também financia as pesquisas nesse campo.

Esse é o diagnóstico de uma comissão da SBF (Sociedade Brasileira de Física), que avaliou o estado da área e apresentou suas conclusões durante o Encontro de Física 2011, em Foz do Iguaçu (PR).
 
"A confluência de interesses prejudica a supervisão de segurança", diz Luiz Carlos Menezes, físico da USP e presidente da comissão.
 
O alvo das críticas dos físicos é a Cnen (pronuncia-se "que nem"), ou Comissão Nacional de Energia Nuclear. Menezes lembra que já há a iniciativa de criar uma agência independente de monitoramento, mas ela não avança. "Não duvido que os interesses corporativos da própria Cnen estejam emperrando essa consulta", diz ele.
 
No relatório, o terceiro produzido pela comissão da SBF, os físicos também abordam o que consideram estratégico para o futuro da pesquisa nuclear no Brasil. Entre as principais demandas da comunidade científica está a criação de um reator multipropósito.
 
Esse tipo de reator poderia suprir o país com radioisótopos de uso médico, importantes para radioterapia ou diagnóstico e hoje produzidos fora do Brasil. "A construção autônoma também traria qualificação técnica, até para fazermos outros reatores se fosse decidido que é o caso de fazer", diz Menezes.

Nesse ponto, o chefe da comissão é categórico: o país não precisa de mais reatores neste momento, e construí-los equivaleria a simplesmente comprar tecnologia pronta fora, o que seria "tolice", afirma o pesquisador.

Laercio Vinhas, diretor de radioproteção e segurança nuclear da Cnen, diz que, com o passar do tempo, os programas nucleares mundo afora de fato foram ganhando agências de monitoramento independentes.
"Também pretendemos que haja separação aqui, embora isso não signifique que hoje o trabalho seja malfeito", afirma Vinhas. "Não estamos contrariando as convenções internacionais porque elas pedem que regulação e fomento sejam funcionalmente independentes, e isso já acontece no interior da Cnen", argumenta.
 
Frase

"Acho uma tolice comprar usinas prontas, seria como voltar aos anos 1970 [quando isso ocorreu no caso das usinas de Angra]. E, nos moldes atuais, é o que aconteceria" - Luiz Carlos Menezes - FÍSICO DA USP E CHEFE DA COMISSÃO
 
Fonte: Administradores.com.br

quarta-feira, junho 01, 2011

Os benefícios da energia nuclear e o protagonismo de Brasil e Argentina no futuro da humanidade

Em artigos e publicações recentes, a pesquisadora Fernanda das Graças Corrêa, do Grupo de Pesquisa Logística Integrada e Sistemas da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolve a reflexão de que Brasil e Argentina podem se consolidar no mercado internacional como construtores de usinas nucleares, "sejam elas energéticas, dessalinizadoras ou medicinais". E ainda que "somente fortalecendo os naturais laços fraternos, Brasil e Argentina conseguirão a autonomia e a independência que almejam".

Nas suas abordagens sobre o assunto, Fernanda destaca que "além das questões econômicas, na América do Sul, Argentina e Brasil se destacam neste cenário citado pelo alto nível científico e tecnológico em que se encontram. Considerando a devida importância dos outros países desta região, indiscutivelmente, Argentina e Brasil são os principais promotores da integração e da cooperação regional. Estima-se que 40% das terras produtivas e inexploradas do mundo estão localizadas na Argentina e no Brasil. Isso significa que, se continuado o planejamento político, econômico, científico e tecnológico até então aplicado, ambos os países se enquadrarão no cenário internacional futuro dentre os poucos países com condições de proporcionar água potável, alimentos, habitação e múltiplas formas de energia às suas populações." 

Segundo Fernanda, em função de seu caráter estratégico, os benefícios advindos da energia nuclear disparam em relação às demais fontes de energia. E aponta, entre os aspectos positivos do uso da energia nuclear para fins pacíficos: "as águas dos oceanos podem ser dessalinizadas e transformadas em água potável; muitos alimentos e embalagens são desinfectados; pode-se realizar o controle de micróbios em peixes, camarões e frangos e aumentar a validade de algumas especiarias. Por meio do processo de irradiação, a energia nuclear contribui com o processo de degradação dos poluentes e controle de pragas. Por meio desta energia é possível diagnosticar diversos tipos de doenças, em especial, o câncer. Em termos de engenharia, a energia nuclear está apta a realizar a medição de lençóis freáticos, controlar o bombeamento de petróleo, aumentar a resistência de fios e cabos elétricos. Além de tudo isso, a energia nuclear é responsável por 17% da produção de energia elétrica mundial."

O acordo de cooperação nuclear assinado por Argentina e Brasil no início de 2011 e que prevê a construção de dois reatores multipropósitos, um para cada país, reforça a tese e consolida a parceria entre os dois principais países da América do Sul no caminho da cooperação, do desenvolvimento e da independência científica, tecnológica e econômica.

Com uma das maiores reservas de urânio do mundo, segundo afirma o ministro de Minas e Energia, Marcos Zimmerman, nas próximas duas décadas o governo brasileiro pretende construir novas usinas nucleares, considerando que "a tendência é de que a partir de 2020 a energia nuclear seja implementada em larga escala no país".

A questão suscita controvérsias, debates e manifestações acaloradas entre os diversos segmentos da sociedade. Entretanto, a perspectiva é de que nos próximos 20 anos o potencial hidrelétrico brasileiro esteja esgotado, e a energia nuclear é considerada por estudiosos do assunto como a alternativa mais viável. 


Fonte: Planeta Universitário

sexta-feira, abril 15, 2011

2º Dosimn - Simpósio de Dosimetria Interna Aplicada à Energia Nuclear



O Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE) promove, de 13 a 16 de setembro, em Recife, PE, o 2º Dosimn - Simpósio de Dosimetria Interna Aplicada à Energia Nuclear.

O evento abordará temas relacionados à terapia com iodo-131, dosimetria interna pediátrica, método Monte Carlo em medicina nuclear, radiobiologia, etc.

O público alvo para o simpósio é formado por médicos, físicos, químicos, matemáticos, farmacêuticos, estudantes, etc. 

Taxa de inscrição: de R$100 a 500.

Informações: http://www.atuante.com/dosimn/noticias_ler.php?id=2

Fonte: IPEN

sexta-feira, março 18, 2011

Acidente nuclear x Acidente radioativo

Por Mariana Duarte


A diferença entre a emergência nuclear e a emergência radiológica, é que a emergência nuclear ocorre com reatores de pesquisa ou energia. Já a emergência radiológica ocorre com qualquer material radioativo. Por isso, acidentes radiológicos são mais frequentes que acidentes nucleares, pois, podem ocorrer em qualquer hospital, por exemplo, que tenha um serviço de radioterapia ou em uma instalação de medicina nuclear.

Uns dos maiores acidentes radiológicos, foram:

SEUL, CORÉIA DO SUL


Em outubro de 1999 um vazamento de água radioativa em uma usina nuclear contaminou 22 pessoas, mas foi controlado pouco depois. O acidente ocorreu quando era feito um conserto numa bomba de água para resfriamento na usina nuclear de Wolsung. Os 45 litros de água radioativa vazados "não saíram do edifício. Não afetaram o meio ambiente", acrescentou o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Entre as pessoas contaminadas estavam funcionários da Korea Electric Power Corp., que administra a usina.

TÓQUIO, JAPÃO

Em setembro de 1999 um vazamento de radiação ocorrido em uma usina de processamento de urânio contaminou 14 trabalhadores. A usina se situa em Tokaimura, a noroeste de Tóquio.
Os níveis de radiação em torno da usina ficaram 10.000 vezes superiores aos normais. A dois quilômetros do lugar, ainda eram dez vezes maiores que o normal.

GOIÂNIA, GO


Um ano e meio após o desastre de Chernobyl, aconteceu o acidente de Goiânia, onde catadores de sucata abriram a golpes de marreta uma peça de equipamento hospitalar para radioterapia de 120 quilos (vida útil 30 anos), abandonado em um terreno contendo aproximadamente 19 gramas de césio-137. Foi vendido a um ferro-velho, o dono encantado com o pó aglomerado azul que brilhava na falta de luz, fez um anel para sua esposa e distribuiu o pó para amigos e familiares, tragicamente contaminando mais e mais vitimas.

Quando o acidente foi descoberto, autoridades enviaram policiais e bombeiros, sem proteção adequada, para isolar a área, os quais também se contaminaram. As vitimas tiveram suas residências e pertences destruídos, levados para um aterro, onde os trabalhadores que fizeram a demolição e o transporte também se contaminaram.

Calcula-se que mais de 60 pessoas foram vítimas fatais e em torno de 6 mil foram contaminadas, produzi-se cerca de 13,4 toneladas de lixo atômico, perigoso ao meio ambiente por mais de 180 anos, condicionados em conteiners fechados hermeticamente, enterrados em uma vala de aproximadamente 30 metros de profundidade, revestida por uma parede de concreto e chumbo de 1 metro de espessura e sobre a vala foi construída uma montanha. Nas proximidades do ferro-velho foi coberto por 7 metros de espessura de concreto para impedir possíveis vazamentos de radiação.

sábado, março 12, 2011

Saiba quais foram os maiores acidentes nucleares da história

THREE MILE ISLAND, EUA 


 
Em 28 de março de 1979, falhas técnicas, humanas e operacionais não permitiram o resfriamento normal de um reator na usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, e seu núcleo começou a derreter. Foi o mais grave acidente nuclear dos EUA: cerca de 140 mil pessoas foram retiradas da região, e gases radioativos escaparam e atingiram a atmosfera. Os detalhes do desastre só foram divulgados anos depois, e foi estabelecida uma comissão do governo americano para investigá-lo. Não houve relatos de mortes.












ERWIN, EUA


Em agosto de 1979, um vazamento de urânio, também nos Estados Unidos, atingiu uma instalação nuclear secreta perto de Erwin, no Tennessee, contaminando cerca de mil pessoas.









TSURUGA, JAPÃO


Entre janeiro e março de 1981, quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, no Japão, contaminaram cerca de 278 pessoas.








CHERNOBYL, UCRÂNIA


Em 26 de abril de 1986, o reator número 4 da usina soviética de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança. Foi a maior catástrofe nuclear civil da História. A estimativa oficial de mortos é de 25 mil, mas poderia chegar a 500 mil. Por dez dias, o combustível nuclear queimou, jogando na atmosfera mais de 200 bombas atômicas, contaminando três quartos da Europa. Moscou tentou encobrir o desastre, classificado de nível 7 (o mais alto). As vítimas foram russos, ucranianos e bielorrussos. Um sarcófago foi construído ao redor do reator.








TOMSK-7, SIBÉRIA


Em abril de 1993, uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou uma nuvem e projetou materiais radioativos. O número de vítimas é desconhecido.








TOKAIMURA 1, JAPÃO

Em 11 de março de 1997, a usina experimental de reprocessamento de Tokaimura. no nordeste de Tóquio, foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão. Trinta e sete pessoas ficaram contaminadas.






TOKAIMURA 2, JAPÃO

Em 30 de setembro de 1999, um novo acidente em Tokaimura levou à morte dois técnicos da usina. Foi o maior desastre nuclear civil do Japão, provocado, involuntariamente, por funcionários que usaram uma quantidade excessiva de urânio, provocando uma reação nuclear descontrolada. Mais de 600 pessoas foram expostas à radiação.




MIHAMA, JAPÃO


Em 2004, na usina nuclear de Mihama, vapor não radioativo vazou por um encanamento, que acabou se rompendo. O acidente foi provocado por uma grande corrosão. Cinco funcionários morreram devido a queimaduras.












TRICASTIN, FRANÇA


Em 23 de julho de 2008, durante uma operação de manutenção nos reatores da usina nuclear de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas vazaram, contaminando levemente centenas de empregados. 







Fonte: O Globo (com adaptações).