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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Inscrições abertas para bolsas da CNEN

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) abriu processo seletivo de concessão de bolsas de mestrado e doutorado para 2012. 

A Cnen busca pesquisadores para projetos em sua área de atuação. As inscrições podem ser feitas até 1º de março.

Para participar o estudante deverá estar matriculado em pós-graduação em instituições brasileiras reconhecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). As bolsas de mestrado são de R$ 1.200, e as de doutorado, R$ 1.800.

O edital oferece vagas em 16 áreas de interesse, desde ciclo do combustível nuclear e análise e avaliação de segurança de instalações nucleares e radiativas até rejeitos radioativos e tecnologias nucleares inovadoras. 

O resultado da seleção será divulgado no portal da Cnen até 2 de abril.

Fonte: Ambiente Energia

terça-feira, janeiro 24, 2012

Experimento de docente do IFSC é destaque na revista Nature Photonics

Poucos sabem o que é uma "amplificação da luz por emissão estimulada de radiação". Paralelamente, a palavra laser já é comum em nosso vocabulário e é, justamente, uma sigla inglesa, que significa Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, traduzida na primeira sentença deste parágrafo. 

De uma maneira mais compreensível, um laser é um dispositivo que produz uma radiação eletromagnética, com um comprimento de onda muito bem definido e que se propaga de forma paralela. Os mais comuns podem ser definidos como amplificadores de luz e conjuntos de espelhos, que trazem a luz ampliada de um lado para o outro, num processo contínuo de feedback. Se esse retorno for eficiente, um feixe de luz será formado espontaneamente.
 
Um estudo, iniciado em 2005 e retomado em 2009 - depois de dois anos parado -, envolvendo pesquisadores alemães, conseguiu produzir uma grande reflexão, utilizando-se de um gás de rubídio aprisionado, e periodicamente estruturado por uma onda estacionária de luz. O gás, ao mesmo tempo, serviu de amplificador óptico (que veio a ser chamado "Optical Parametric Amplifier"- OPA) e criou um novo tipo de laser, formado, fundamentalmente, por gás e luz, mas sem espelhos - uma novidade no mundo científico-acadêmico.

 
A pesquisa, uma colaboração entre o docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Philippe Wilhelm Courteille, e pesquisadores da Universität Tübingen (Alemanha), rendeu a publicação de um paper* na notória revista científica Nature Photonics. O objetivo inicial foi melhorar a reflexão de um gás rubídio, aprisionado em uma rede óptica, formando, dessa maneira, um cristal fotônico - explica Philippe.

Traduzindo para uma linguagem mais simples, em ondas "estacionadas", geradas durante o feedback - citado no 2º parágrafo dessa matéria -, é possível aprisionar átomos, colocá-los de maneira estruturada no feixe de luz e possibilitar o fenômeno de reflexão. Isso gera um meio para organizar a matéria e esse meio tem propriedades interessantes. A luz pode ser refletida como se fosse um espelho. Essa é a novidade - explica Courteille.

A partir da experiência acima, Philippe fala de projeções: o espelho, formado pela luz refletida, pode ser interessante para o desenvolvimento de lasers em regime de frequência ultravioleta que, diferente dos lasers comuns, não é composto por espelhos convencionais. No regime ultravioleta, é muito difícil de trabalhar com espelhos convencionais, mas, com a presença de redes ópticas, pode haver reflexão, fazendo surgir um laser – explica o cientista de São Carlos.

Cristais fotônicos e uma nova forma de transportar informações
 
As conhecidas redes ópticas – as mais modernas redes de telecomunicação, que possibilitam o funcionamento da internet -, têm muito em comum com cristais fotônicos. Mas, em comparação aos cristais, redes ópticas têm a vantagem de uma periodicidade intrinsecamente perfeita e podem ser manipuladas in vivo.

Os cristais fotônicos (nanoestruturas ópticas), geralmente, são feitos de materiais dielétricos sólidos (materiais isolantes, que não permitem a passagem de corrente elétrica). Estes materiais, por sua vez, são capazes de moldar o fluxo da luz de maneira determinada, e de localizar radiação, isto é, armazenar fótons.

Philippe faz uma importante ressalva: Precisamos entender melhor essa novidade e melhorar as propriedades, pois ainda não temos o entendimento completo sobre elas – refere o pesquisador.

Embora, no presente momento, sua pesquisa esteja com forte viés acadêmico, com a publicação do paper na Nature, muitos interessados começarão a se manifestar e, com isso, as chances de aplicação são aceleradas, especialmente no aspecto temporal. Com a publicação deste paper, várias pessoas, talvez, verão nisso um sistema muito interessante, e começarão a trabalhar nessa nova direção, conclui o docente.

*O paper, citado na matéria, foi publicado na revista Nature Photonics, edição de 18 de dezembro de 2011.

Fonte: Planeta Universitário

domingo, janeiro 22, 2012

TCU determina medidas para fiscalizar radiação de celulares

O TCU também recomendou à Anatel, com o apoio do Ministério das Comunicações, que aprimore a forma como são prestadas as informações à sociedade.



O Tribunal de Contas da União determinou à Agência Nacional de Telecomunicações uma série de medidas para aprimorar a fiscalização dos limites de radiação de antenas e de aparelhos de telefone celular. Os limites de radiação emitida por estações de telefonia celular, rádio e tevê foram estabelecidos em legislação específica com objetivo de evitar possíveis danos à saúde da população por conta do efeito da exposição a essa radiação, conhecida como não ionizante.
 

Auditoria do TCU constatou, porém, a necessidade de a Anatel aprimorar os processos de fiscalização, licenciamento, certificação de equipamentos e aplicação de sanções às prestadoras desses serviços. Entre as medidas, o TCU determinou que a Anatel inclua em seu regulamento a previsão de multa diária para as empresas licenciadas que extrapolarem os limites de radiação previstos.

O TCU analisou a fiscalização do poder público quanto ao respeito, pelas entidades prestadoras de serviços de telecomunicações e de radiodifusão, aos limites impostos pela regulamentação para a exposição humana à radiação não ionizante. Segundo o relator da auditoria, ministro Raimundo Carreiro, o trabalho teve “o objetivo de indicar possíveis pontos de melhoria em relação à atuação desses entes nos processos de fiscalização e licenciamento de estações, certificação e homologação de equipamentos, aplicação de sanções e divulgação de informações sobre radiação não ionizante à população e a outros órgãos da Administração”.

A Anatel, responsável por normatizar e fiscalizar a utilização do espectro de radiofrequências no Brasil, editou normativo estabelecendo níveis aceitáveis para a exposição humana a radiações desse tipo, bem como regras e prazos para seu cumprimento.

Em monitoramento, o TCU verificou que determinações feitas após a auditoria estão em estágio avançado, como a implementação de sistema de monitoramento de campos eletromagnéticos em tempo real e o cadastro informatizado com dados sobre limites de exposição à radiação não ionizante.

O TCU também recomendou à Anatel, com o apoio do Ministério das Comunicações, que aprimore a forma como são prestadas as informações à sociedade, a fim de conferir maior efetividade na divulgação de informações sobre radiação não ionizante.

O tribunal enviou cópia da decisão à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, ao Ministério das Comunicações e à Anatel.

Fonte: Tudo Rondônia

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Águas do Ribeirão das Antas estão livres de radioatividade

Comissão das Águas constata que a unidade desativada de mineração de urânio em Minas Gerais – a INB Caldas – não provoca danos às águas da região.


A Comissão, que foi criada com o objetivo de esclarecer a população sobre a possibilidade de presença de radioatividade no Ribeirão das Antas, chegou a este resultado depois de analisar, durante um ano, amostras coletadas em 21 pontos diferentes do curso d´água que banha áreas onde está instalada a unidade das Indústrias Nucleares do Brasil no município de Caldas, (MG).

Criada em 2010, a Comissão, é integrada por vereadores de Poços de Caldas, Departamento Municipal de Água e Esgoto, Departamento de Meio Ambiente Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento e pelo Comitê de Bacias Hidrográficas Mogi-Pardo, além de especialistas da Comissão Nacional de Energia Nuclear e das Indústrias Nucleares do Brasil.

“Quero tranquilizar a população, informando que no Ribeirão das Antas não encontramos nenhum problema com relação à radioatividade, que era a nossa principal preocupação naquele momento no rio que começa logo após a última barragem do Campo do Cercado, ali na INB”, afirmou a vereadora Regina Cioffi, principal responsável pela criação da Comissão.

A INB Caldas foi o primeiro complexo mínero-industrial de urânio instalado no Brasil. Inaugurada em 1982, a unidade produziu, durante 13 anos, concentrado de urânio em quantidade que atendeu as demandas de recarga de Angra 1 e de programas de desenvolvimento tecnológico.

A INB desenvolve ali programas de monitoramento ambiental para garantir a segurança do meio ambiente dentro e fora da unidade, onde estão  estocadas 12 mil toneladas de Torta II. Todo o funcionamento da unidade é fiscalizado pela Comissão Nacional de Meio Ambiente e pelo IBAMA.


Fonte: INB

domingo, janeiro 15, 2012

Cardinal Health expande rede de fabricação de radiofármacos, instalando cíclotron no Rio de Janeiro

Parceria com a DASA tornará a tecnologia de imagem molecular no combate ao cancer mais acessível a médicos e pacientes locais.


A Cardinal Health, uma empresa que opera a maior rede de radiofármacos nos Estados Unidos, expandirá sua capacidade global de produção de radiofármacos para geração de imagens moleculares que auxiliam no diagnóstico precoce, monitoramento e tratamento de câncer, disfunções neurológicas e doenças cardíacas. 

Através de sua parceria com a DASA, o maior grupo da América Latina especializado em medicina diagnóstica, a Cardinal Health instalará um cíclotron no Rio de Janeiro, e ajudará a fornecer aos médicos e pacientes locais rápido acesso a exames e moderna tecnologia em medicina nuclear

Quando injetados no corpo humano, estes radiofármacos especializados, chamados de biomarcadores, tornam visíveis as alterações celulares associadas a diversas doenças graves. Através de sofisticados scanners, proporcionam aos médicos um diagnóstico não invasivo mesmo nos estágios iniciais das doenças, melhorando a capacidade de monitorar com eficiência a terapia aos pacientes.

Em suas 36 instalações de fabricação nos EUA, a Cardinal Health fabrica e distribui mais de 500.000 doses de FDG (Flúordesoxiglicose) anualmente. A presença da empresa no Brasil é um passo importante em seu esforço para disponibilizar esses biomarcadores para uma fatia maior da população.

Segundo Valdirene Bastos Licht, CEO da Cardinal Health Brazil ao estabelecer um cíclotron no Rio, a Cardinal Health está dando ênfase ao nosso compromisso de tornar os exames de imagem molecular mais acessíveis a médicos e pacientes ao redor do mundo. No Brasil, a meta é expandir a disponibilidade de FDG atraves da implementação de unidades produtivas em diversas localidades do país e trazer acesso ao Brasil à pesquisa e tecnologias de última geração concomitante com outros paises, aproximando nossa realidade a dos paises desenvolvidos. "Esta tecnologia inovadora é uma ferramenta importante na melhoria da qualidade e da eficiência do tratamento de saúde, porque ajuda os médicos a salvar vidas ao permitir que eles detectem doenças graves desde o início, e determinem a eficiência dos planos de tratamento relacionados."

Através de sua parceria com a DASA, o Rio de Janeiro agora terá sua primeira instalação privada para fabricação de radiofármacos. O cíclotron será instalado em um dos prédios da cidade totalmente dedicado à área médica e construído especialmente para receber os equipamentos de diagnóstico mais modernos do mundo na área de oncologia, cardiologia e neurologia. Os médicos poderão realizar exames que anteriormente ficavam restritos aos maiores centros de tratamento médico do mundo.

Para o Dr. Carlos Alberto Buchpiguel, Coordenador Nacional da Modalidade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular da DASA, a parceria com um dos maiores produtores mundiais, com expertise em imagem PET/CT, possibilitará que os avanços tecnológicos em diagnóstico com imagens moleculares cheguem ao Brasil de forma mais ágil e estratégica, acompanhando as tendências mundiais. “Podemos ampliar o leque de exames realizados pelo PET/CT, oferecendo aos nossos clientes o que há de mais moderno em medicina diagnóstica”, explica o médico. A fabricação de radiofármacos trará agilidade e modernidade aos exames diagnósticos em imagem molecular oferecidos pela DASA.

Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

sábado, janeiro 14, 2012

Siemens recebe maior pedido de equipamentos para diagnóstico por imagem na América Latina

O Setor Healthcare da Siemens recebeu o maior pedido já feito na América Latina a um único fornecedor de equipamentos de diagnóstico por imagem. Nos próximos três anos, a Siemens entregará 60 equipamentos altamente inovadores, além de softwares, à investidora privada Alliar. A empresa atenderá diversas cidades do interior do país com produtos Siemens de última geração, como aparelhos de ressonância magnética, tomografia computadorizada e medicina nuclear, aumentando a confiança no diagnóstico e permitindo a detecção precoce das doenças. O contrato com a Alliar reflete a abordagem estratégica da Siemens em apoiar os países do BRIC na melhoria de sua infraestrutura de saúde fora das megacidades.  
 
“Escolhemos a Siemens porque a empresa se destacou na oferta da melhor combinação de qualidade de produto e fornecimento de excelentes resultados, aliados ao pós-venda. Isso representa maior segurança de que o equipamento estará disponível no máximo do tempo. É uma verdadeira combinação de sistemas acessíveis de alta tecnologia com resultados confiáveis e consistentes”, comentou o Dr. Francisco Maciel Junior, Vice Presidente da Alliar. 
 
“Nos últimos anos, estabelecemos um relacionamento sólido e de confiança com a Alliar, que foi fundamental para nos possibilitar este grande sucesso”, comentou Armando Lopes, Country Sector Lead no Brasil. “Durante o longo período de cooperação, aprendemos o que é importante para a Alliar e como melhor poderíamos ajudá-la a alcançar seus objetivos estratégicos. Por exemplo, um fator decisivo para a Alliar foi  a maturidade nos processos da empresa.” 
 
A economia em crescimento (taxa real de crescimento do PIB de 7,5% em 2010) e 46,6 milhões de pessoas que contam com seguros privados de saúde estão impulsionando e transformando o mercado de saúde nacional. No Brasil, diversas oportunidades de negócios são oriundas dos investidores privados. Especialmente no Setor Healthcare, a gigantesca demanda é coberta pelo setor privado. Só no ano de 2010, mais de 30 negociações de fusão e aquisição mudaram o concorrido panorama dos fornecedores de cuidados com a saúde para uma administração mais madura e profissional.  
 
A Alliar nasceu da bem-sucedida fusão de empresas líderes prestadoras de serviço de diagnóstico por imagem no Brasil. O principal objetivo do grupo é fornecer serviços de diagnóstico com alta qualidade a preços acessíveis em pequenas cidades brasileiras que têm alto potencial econômico, mas carecem de centros competitivos de diagnóstico por imagens.  
 
O Setor Healthcare da Siemens é um dos maiores fornecedores do mundo do setor de saúde e estabelecedor de tendências em diagnósticos por imagem, diagnósticos laboratoriais, tecnologia da informação para a área médica e aparelhos auditivos. A Siemens oferece a seus clientes produtos e soluções para uma variedade completa de cuidados com o paciente, de uma única fonte – desde a prevenção e detecção precoce até o diagnóstico, o tratamento e os cuidados posteriores. Ao otimizar os fluxos do trabalho clínico para as doenças mais comuns, a Siemens também torna os cuidados com a saúde mais rápidos, melhores e com melhor relação custo/benefício. 
 
O Setor Healthcare da Siemens emprega cerca de 48.000 colaboradores e está presente ao redor do mundo. No exercício de 2010 (encerrado em 30 de setembro), o Setor apresentou receita de 12,4 bilhões de euros e lucro de aproximadamente 750 milhões de euros. 
 
Para mais informações, visite: www.siemens.com/healthcare

Fonte: Segs

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Profissionais serão qualificados para operar mamógrafos

Capacitação prepara professores que irão atuar em cursos técnicos de especialização em Mamografia. A iniciativa vai aumentar o número de profissionais qualificados no SUS e a produtividade dos mamógrafos

O Ministério da Saúde promove, desde dezembro passado, curso de capacitação de docentes que coordenarão e ministrarão aulas de especialização em Mamografia para técnicos em radiologia, nas escolas e centros formadores do SUS em todo o país. O objetivo é promover a formação de profissionais capacitados para operar os mamógrafos existentes na rede pública, promovendo uma maior produtividade dos equipamentos, com o aumento do número de exames realizados.

Serão qualificados, nos três dias de aula que acontecem em Brasília, mais de 60 profissionais de nível superior graduados em Tecnologia em Radiologia – de dois a três por estado. Eles serão habilitados para darem aulas de especialização em Mamografia, o que permitirá às 36 instituições que compõe a Rede de Escolas Técnicas do SUS – RET-SUS, oferecer cursos específicos da área, inserindo, assim, profissionais especializados na rede pública de saúde.

O curso tem o objetivo de capacitar os futuros docentes a desenvolverem um ensino completo, que aborde o processo de exame de mamografia como um todo– este vai desde o recebimento da paciente, até a avaliação da qualidade do exame para a produção do laudo médico. Além disso, os profissionais conhecerão mais detalhes a respeito da tecnologia usada – por exemplo, sobre o funcionamento da máquina e o sistema de processamento de imagem. 

Serão ministradas 24 horas de aulas separadas em unidades temáticas que abrangem aspectos históricos, epidemiológicos, fisiológicos, tecnológicos, entre outros.

As ações destinadas ao reforço do contingente desses profissionais estão em andamento desde que auditorias do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) evidenciaram a baixa produtividade dos mamógrafos – uma das causas apontadas foi carência de mão de obra qualificada para operar os equipamentos.  

“Estamos trabalhando no sentido de promover a formação de qualidade nesta área tão importante e demandada pelo SUS, para garantirmos que mamógrafos não vão ficar parados ou produzindo abaixo do esperado. Este curso vai preparar professores e realmente disseminar por todo o país as técnicas radiológicas em Mamografia”, explica Clarice Aparecida Ferraz, coordenadora-geral de ações técnicas em Educação na Saúde do Ministério da Saúde. 

Também serão, futuramente, capacitados professores em outras áreas prioritárias da Radiologia, como Ressonância e Tomografia.
Investimento em educação

O Ministério da Saúde vem investindo em qualificação de profissionais de saúde, tanto de nível médio, quanto de superior. O Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde (Profaps) destina-se a promover a formação e a qualificação de profissionais de nível médio, por meio da Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS). 

Em 2009 e 2010, foram investidos cerca de R$ 65 milhões e abertas quase 30 mil vagas em cursos técnicos de capacitação por todo o país. Este ano, estão sendo aplicados R$ 63 milhões no programa. A meta é formar 94.700 profissionais por ano até 2015.

Outra ação do ministério que qualifica profissionais de saúde é a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), que oferece cursos gratuitos à distância. Atualmente, existem mais de 43 mil profissionais cadastrados para participar das capacitações e 14 instituições credenciadas disponibilizando cursos em áreas relevantes, como saúde da família, vigilância em saúde ambiental, saúde materna e infantil, saúde mental, gestão da assistência farmacêutica e capacitação de gestores do SUS. 

Desde a criação do programa, em 2009, foram investidos R$ 73,5 milhões.

Informações
Para quem quiser ficar por dentro da programação dos cursos oferecidos pelo SUS, acesse o site da RET-SUS.

Escolas Técnicas do SUS

Centro-Oeste:


Nordeste:

 Norte:


Sudeste:


Sul:


Fonte: Portal da Saúde - SUS

quinta-feira, janeiro 05, 2012

O Brasil quer entrar na cadeia produtiva de terras-raras



Encontrar maneiras de se estabelecer a cadeia produtiva de terras-raras (TR) no Brasil foi o objetivo principal do 1º Seminário Brasileiro de Terras-Raras, promovido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro passado, no Rio de Janeiro. "Nosso objetivo neste seminário vai além das terras-raras; é uma oportunidade de fazer com que o País tenha um futuro brilhante", afirma Osvaldo Antonio Serra, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos organizadores do evento.

Francisco Eduardo de Vries Lapido-Loureiro, pesquisador emérito do Cetem, abriu sua palestra citando um pesquisador francês que afirmou que as terras-raras serão, para o século 21, o equivalente ao que o petróleo foi para século 20 e o que o carvão foi para século 19. "Uma nova revolução industrial", comparou.

Lapido-Loureiro apresentou uma série de dados, em que o Brasil aparece como produtor de 650 toneladas por ano, supostamente com reservas de 18.000t e reservas base de 89.000t, enquanto a China, principal provedor de TR, atualmente produz 120.000t, tem reservas de 27 milhões de toneladas (Mt) e reservas base de 89 Mt, ou seja, produz 97% do total mundial (124.000 toneladas). "A China se tornou a Arábia Saudita das terras-raras. Ou ainda mais, pois a Arábia Saudita tem concorrentes no mercado do petróleo e a China, não", acrescenta Iran Ferreira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Não é novidade que o Brasil queira voltar a ser um grande produtor de TR, conjunto de 17 elementos químicos utilizados para aplicação em alta tecnologia - presentes em minérios como a monazita, a bastnaesita e a xenotima (maiores fontes de TR). Muito antes da existência de ímãs que transformam energia elétrica em mecânica, smartphones, tablets, fibras óticas e trens-balas (produtos cuja elaboração depende das terras-raras), o País já explorava essa seara. Chegou a ser o principal produtor delas e começou sua exploração ainda no século 19.

Contudo, foi durante a segunda metade do século 20 que a produção foi intensificada, sendo realizada pela Orquima (1946 a 1962), pela Comissão Brasileira de Tecnologia Nuclear - CBTN (1962-1966), pela APM/CNEN (1966-1972), pela Nuclebrás (1972/1992), que criou em 1976 a subsidiária Nuclemon, até chegar finalmente ao comando da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), conforme detalhou Adriano Maciel Tavares, da INB, em seu histórico da produção de TR no País.

"Trabalhar com terras-raras sempre foi complicado, mas sempre houve pesquisa", destaca Tavares, lembrando fatos históricos como a geração de carbonato de neodímio pela Nuclemon em 1986, que permitiu que a Unicamp construísse o primeiro protótipo de laser. No entanto, Osvaldo Serra, em um balanço das palestras, alertou para a necessidade de criar-se um órgão que "vista a camisa" exclusivamente para as TR. "O grande problema é que a INB não tem como principal objetivo a produção de terras-raras. Apesar de seu esforço, não houve continuidade da Orquima e começamos a perder ou pelo menos estagnar nossa tecnologia", opina.
 
A grande diferença agora é que o Brasil não deseja apenas exportar esses elementos, mas também participar de toda a cadeia produtiva. "Se este seminário tivesse acontecido dez ou vinte anos atrás, talvez a preocupação fosse exportar os concentrados crus. Hoje, há a intenção de tentar viabilizar a cadeia produtiva não só das terras-raras, mas também de outros minérios. É um avanço", opina Fernando Lins, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do MME e relator do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre minerais estratégicos, que envolveu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o MME.

Lins apresentou algumas recomendações do GTI para as terras-raras, tais como a criação de uma coordenação para o desenvolvimento do segmento; um estudo prospectivo com a participação da academia, de institutos de pesquisa e do setor empresarial; outro levantamento geológico; um programa de PDI; e a integração em projetos de inovação e articulações público-privadas.

Catalão (GO), Araxá (MG), Pitinga (AM) e Poços de Caldas (MG) são depósitos de terras-raras, que apresentam mais de 30 ocorrências no País, como na Região de São João Del Rei (MG). Foi na Bahia, em Cumuruxatiba, onde começou a exploração das areias monazíticas, em 1886.

Estratégias do MCTI

Elzivir Guerra, coordenador de recursos minerais do MCTI, afirma que o ministro Aloizio Mercadante lançará, nos próximos dias, dentro do Conselho de Ciência e Tecnologia, a estratégia nacional de C,T&I e que ela levará em conta a produção das terras-raras. "Um dos desafios da estratégia é estabelecer e consolidar a liderança do Brasil na economia do conhecimento de recursos naturais. Dentro desse desafio, está a retomada e a implantação da cadeia produtiva de terras-raras, elencadas como prioridade". A estratégia será para os próximos quatro anos, com plano de ações que envolvem um plano de PDI para minerais estratégicos. Guerra anunciou também a possibilidade da criação de uma rede de centros de inovação para tecnologias de produção e uso de terras-raras.

"O que a China fez nos anos 90 nós teremos que fazer agora", resumiu Lucy Chemale, do CPRM - Serviço Geológico do Brasil. Ela revela que o órgão pretende organizar visitas aos principais depósitos de terras-raras do mundo e propor o intercâmbio a partir de equipes multidiscilplinares.

Christian Hocquard, representante do Bureau de Recherches Géologiques et Minières, o serviço geológico da França, relatou a produção e uso de terras-raras em seu país e chamou a atenção para o fato de que a mistura de produção (ou a não-padronização dela) ao redor do mundo contribuiu para um desequilíbrio entre a produção de terras-raras pesadas (insuficientes frente à demanda) e a de terras-raras leves (excedentes). E apresentou algumas razões limitadoras da produção em geral, como a dificuldade de separação e purificação dos elementos, a radioatividade dos resíduos e os diferentes preços de comercialização dos 17 elementos. Entre as soluções a curto e médio prazos, ele sugere a estocagem estratégica e os chamados "3 R" (reduzir, reutilizar e reciclar).

Como resultado prático do encontro, os organizadores pretendem criar um documento com síntese das conclusões e recomendações do seminário, que servirá de referência para a futura política de governo do setor mineral brasileiro e será encaminhado ao MME.


Fonte: Vermelho Portal

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Radiação de conexões Wi-Fi pode afetar fertilidade masculina, diz pequisa

Utilizar um laptop com conexão sem fio à internet pode prejudicar a fertilidade masculina, comprovaram presquisadores argentinos. Eles descobriram que a radiação Wi-Fi pode matar espermatozóides - ou seja, o risco surge quando a máquina é usada no colo.


Quando a conexão sem fio é ligada ela cria uma espécie de radiação eletromagnética que causa danos ao sêmen, disseram os cientistas. Os pesquisadores argentinos realizaram testes após tomar amostras de sêmen de 29 homens saudáveis, colocando algumas gotas em um laptop conectado na internet via WiFi. Quatro horas mais tarde alguns dos espermatozóides parecem ter sido afetados por radiação WiFi.

Um quarto dos espermatozóides já não estavam nadando, em comparação com apenas 14 % das amostras de sêmen armazenado na mesma temperatura longe do computador. Cerca de 9 %  dos que ficaram no computador mostraram danos ao DNA, três vezes mais do que as amostras de comparação.

De acordo com o chefe da pesquisa, Conrado Avendano, a culpada é a radiação eletromagnética gerada durante a comunicação sem fio.

Segundo a American Urological Association, quase um em cada seis casais dos EUA têm dificuldade para conceber um bebê, em cerca da metade dos casos o homem está na raiz do problema. Embora o impacto da tecnologia moderna ainda seja obscura, o estilo de vida não importa, dizem os pesquisadores.

No início deste mês, um relatório em Fertility and Sterility mostrou que os homens que comem uma dieta rica em frutas e grãos e pobre em carne vermelha, álcool e café têm uma melhor chance de obter sua companheira grávida durante o tratamento de fertilidade.


Fonte: O Dia Online 

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Câmera portátil da Toshiba é capaz de identificar sinais de radiação com rapidez e precisão


 
Acidentes nucleares como a atual destruição da usina nuclear em Fukushima, no Japão, reacendem as preocupações com a radioatividade e os males que ela pode causar aos seres humanos. Pensando nisso, a Toshiba desenvolveu uma câmera portátil capaz de identificar e medir os níveis de radiação de uma determinada área, a Portable Gamma Camera.

De acordo com o Ubergizmo, a empresa irá testar a nova câmera ainda este mês com a colaboração da prefeitura de Fukushima. A ideia da Toshiba é promover o uso da Gamma Camera em outras cidades e regiões do país.

A câmera, que se assemelha muito com um projetor comum, é equipada com mais de 128 semicondutores e sensores de radiação. O aparelho pode ser alimentado por qualquer fonte de energia ou por baterias AC100V.

A Gamma Camera mede o nível dos raios gama através de um sensor de radiação e uma câmera de vídeo com processamento de sinais. Depois dos níveis medidos, a câmera apresenta uma imagem com cores diferentes indicando o nível de radiação local como, por exemplo, se o aparelho apresentar uma medição com a cor vermelha, isso indica que a radiação está altíssima no local.
 
Como o nível de radiação não é homogêneo em determinada área, a medição pode levar mais de horas para ser concluída, mas a Gamma Camera consegue medir em pouco tempo todos os níveis de radiação.

Segundo o Tech On, a Gamma Camera pode ser utilizada para agilizar a identificação dos focos de contaminação e acelerar o processo de descontaminação assim como, também poderá ser utilizada para verificar a eficiência dos processos de descontaminação.

A Toshiba criou a nova câmera portátil visando diminuir o tamanho e melhorar o desempenho dos aparelhos que estão sendo utilizados na área da usina nuclear no Japão. Para se ter uma ideia, a câmera é 30 vezes mais eficaz na medição do que os aparelhos já existentes e é capaz de identificar a radiação mesmo em níveis muito baixos. 

Fonte: Geek

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Lojas em SP podem ser obrigadas a informar sobre riscos de radiação do celular

Um projeto de lei  quer obrigar que os estabelecimentos do estado de São Paulo que comercializam celulares informem aos seus clientes sobre os riscos que a radiação pode causar à saúde. 

Entre os danos, a radiação proporciona alterações na pressão cardíaca e exaustão, conforme explica o autor do projeto, deputado Geraldo Vinholi (PSDB).

A proposta estabelece que sejam fixadas placas contendo avisos de advertência nas prateleiras onde os aparelhos  estiverem expostos, informando que o aparelho é um emissor de radiação e que seu uso prolongado pode trazer riscos à saúde.

Mais danos
 
A lista de efeitos maléficos a saúde causados pela radiação ainda contém choque térmico, estresse, queda no desempenho das tarefas, alteração nas funções neurais e neuromusculares e ocorrência de catarata, afirma Vinholi.

De acordo com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o deputado ainda ressalta que o fato de as crianças se exporem a esse tipo de radiação é algo ainda mais preocupante, já que é exatamente esse grupo de usuários de telefone móvel que mais cresce atualmente.

Se o estabelecimento não cumprir o que determina a proposição, terá de pagar multa de mil Ufesps (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), equivalentes a R$ 17.450. Para o deputado, as ações preventivas podem ajudar a reduzir os impactos nocivos à saúde dos celulares.

Fonte: Info Money

domingo, dezembro 25, 2011

Primeiro-ministro da França visita base de submarinos nucleares no Rio

O primeiro-ministro da França, François Fillon, visitou neste mês as obras da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) e do Estaleiro e Base Naval (EBN), em Itaguaí (RJ). O local será berço da construção de um submarino com propulsão nuclear resultado da parceria entre Brasil e a França na área de defesa nacional.


A parceria faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), cujo objetivo é capacitar o Brasil a produzir e operar equipamentos convencionais e movidos a propulsão nuclear. A tecnologia militar será usada para fortalecer a defesa e o controle das águas brasileiras.


Até 2020, a Marinha brasileira espera ter concluído a construção do primeiro submarino nuclear da América do Sul. Está prevista na parceria a cooperação de longo prazo, com transferência de tecnologia, que inclui a construção de quatro submarinos com propulsão convencional (S-BR) e a assistência da França ao desenvolvimento da parte não nuclear do projeto de submarino com propulsão nuclear. Além disso, deve ser construída também uma base de submarinos e os estaleiros atuais serão modernizados.



Fonte: Gestão C&T

segunda-feira, novembro 21, 2011

Entrevista com Tecnólogos - São Paulo II

 2ª Entrevista com Tecnólogos em Radiologia do Blog


Por Mariana Duarte



Nome: Camila Dias Cazula

Situação acadêmica: Formada em junho de 2011 em Tecnologia em Radiologia

Instituição de Graduação: Universidade Nove de Julho
 
1- O curso de Tecnólogo em Radiologia foi uma escolha ou foi por acaso?
 
Na época, eu estava pensando em fazer o curso técnico, mas fui selecionada no PROUNI com a bolsa integral na UNINOVE e decidi agarrar a oportunidade.
 
2- Quantos semestres teve o seu curso?
 
6 semestres
 
3- Como você avalia o seu curso? Foi o que você esperava?
 
Gostei muito do curso, mas o que eu achava que a faculdade não me proporcionava, busquei em congressos, cursos livres e de extensão durante a graduação. 

4- Com relação aos professores, atingiram às suas expectativas? Foi aluno de algum Tecnólogo?
 
Na UNINOVE temos aulas com vários tecnólogos, e como em qualquer curso encontrei professores bons e aqueles nem tão bons assim. Mas acho que o curso ter tecnólogos no corpo docente motiva os alunos a buscarem uma formação mais especializada.
 
5- Quanto às matérias vistas no curso, acha que faltou algo a ser visto?

Legislação! Acho que os cursos deveriam abordar mais a fundo, leis e resoluções ligada as técnicas radiológicas. 

 

6- A instituição era otimista quanto ao seu curso? Deram segurança quanto ao futuro da sua profissão?
 

Sim, sempre tive professores e principalmente meu coordenador motivando os alunos, relatando como vários ex-alunos conseguiram uma boa colocação no mercado.
 
7- Qual foi o tema da sua monografia?

Na UNINOVE temos 6 projetos (um por semestre) no lugar da monografia. Cada um aborda um assunto e uma metologia diferente. Com a ajuda de um professor eu e mais um amigo de sala participamos da JPR 2011 com um painel impresso sobre pós processamento em tomografia, tema que surgiu durante a elaboração de um desses projetos.
 

8- Comente sobre o seu estágio. Estagiou por quanto tempo? Foi produtivo? Onde foi (hospital, clínica)? Foi remunerado?

Estagiei só a carga horária obrigatória do curso numa clínica, aonde com ajuda da equipe me proporcionaram um estágio muito proveitoso. No ultimo ano de graduação fiz iniciação científica no IPEN/USP, que foi a melhor experiencia que tive durante minha formação.
 

9- Quem o supervisionou no estágio (Técnico, Tecnólogo..)?

Fui supervisionada por ambos, técnico e tecnólogo. E na iniciação fui orientada por uma física que foi minha professora no curso de tecnologia.
 

10- Qual a situação do curso em seu estado? É novo, tem formados, há várias instituições com o curso?

Imagino que São Paulo seja a cidade com o maior número de Tecnólogos em Radiologia e de instituições que possuem o curso.
 

11- Você já tem registro no Conter?

Ainda não.
 

12- Qual a perspectiva de emprego na área, onde vive? E a faixa salarial?

São Paulo como as outras metrópoles possui um mercado saturado e uma faixa salarial muito variante devido as terceirizações

 

13- Você trabalha ou conhece quem trabalha como Tecnólogo em Radiologia?

Conheço dois amigos, ambos formados na UNINOVE que trabalham num hospital aqui em São Paulo que tem seu quadro de operadores formado em sua grande maioria por tecnólogos em radiologia. 

 

14- Em que área pretende atuar na radiologia?

Radiologia forense me encanta, mas pela dificuldade de ingresso na área tenho dúvidas se sigo este caminho ou não.
 

15- Você tem alguma especialização na área?

Me matriculei numa especialização na área logo depois de formada, mas por não ter o número mínimo de alunos, o curso só terá inicio ano que vem, ano que prentendo iniciar o mestrado também.
 

16- Já houve concurso para Tecnólogo em sua região?

Que eu saiba não.
 

17- Comente o que quiser.

Penso que só seremos reconhecidos como profissionais de nível superior quando começarmos a nos portar como tal. Os tecnólogos devem buscar ir mais fundo na formação, se especializar, começar a ocupar cargos que deveriam ser nossos mas que acabam na mão de outros profissionais.


Obrigada, Camila! Muito sucesso em sua caminhada, também!

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sábado, novembro 19, 2011

Somente 49 cursos de Tecnologia em Radiologia foram avaliados pelo Enade 2010

O Ministério da Educação avaliou 2.176 instituições de ensino superior, sendo 229 públicas e 1.947 privadas, entre universidades, centros universitários e faculdades. O ministro Fernando Haddad, ao anunciar os indicadores de qualidade nesta quinta-feira, 17, considerou que, no cômputo geral, a qualidade está melhorando. “Temos hoje professores mais titulados e que se dedicam mais ao ensino do que no passado”, disse.

Junto com a melhora da formação dos docentes, Haddad disse que está sendo feito um investimento pesado tanto nas instituições públicas como nas particulares. No grupo das universidades federais, ele destacou as boas notas obtidas por nove das 14 novas universidades criadas a partir de 2003 e que passaram por avaliação em 2010. Segundo ele, oito universidades ficaram com nota quatro e uma alcançou nota cinco.

A avaliação gerou o Índice Geral de Cursos (IGC) por instituição, com notas de um a cinco pontos. As notas de três a cinco significam conceito satisfatório e as notas um e dois, desempenho insatisfatório.

No quadro de notas obtidas pelas 2.176 instituições, 27 delas alcançaram cinco, sendo 16 públicas e 11 privadas; 131 obtiveram nota quatro (65 públicas e 66 privadas); 985 aparecem com nota três (90 públicas e 895 privadas); 674 tiveram nota dois (41 públicas e 633 privadas); nove tiveram nota um (duas públicas e 335 privadas). Outras 350 instituições participaram do ciclo avaliativo, porém os cursos que não obtiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) por não atender a um ou mais itens das oito medidas de cálculo ficaram sem conceito.

Autonomia

Mas, sete centros universitários e uma universidade com baixa qualidade e avaliação insatisfatória estão perdendo hoje sua autonomia. Eles não podem mais abrir cursos sem a autorização do MEC, nem novas vagas. As medidas também atingem instituições de ensino superior que oferecem educação a distância. “Vamos impedir que essa modalidade importante para a democratização do acesso à educação superior sofra com problemas de qualidade”, explicou Haddad.

“Queremos continuar promovendo a expansão, a interiorização dos cursos, a educação a distância, os cursos superiores de tecnologia, contudo vamos fazer isso com o rigor que o Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior] exige”, afirmou o ministro, lembrando que o sistema está em forte expansão – o ano de 2010 fechou com cerca 6,5 milhões de universitários.

Cursos

Também passaram por avaliação no ano passado 4.143 cursos superiores de graduação. O produto da avaliação de diversos itens é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), expresso com notas em uma escala de um a cinco pontos. As notas de três a cinco significam conceito satisfatório e as notas um e dois, desempenho insatisfatório.

Na distribuição dos 4.143 cursos, o mapa do CPC aparece dessa forma: 58 cursos de graduação alcançaram nota cinco; 728 (quatro); 1.608 (três); 575 (dois); 19 (um); e 1.155 cursos das áreas avaliadas aparecem “sem conceito”. Neste caso, o curso não teve a nota final porque faltou um ou mais dos itens que compõem o Conceito Preliminar de Curso.

Medidas

De todos os cursos de medicina que, por terem notas baixas, entraram em processo de supervisão nos últimos anos, Haddad informou que 95% deles atingiram patamar mínimo de funcionamento, o que representa uma vitória do sistema de avaliação.

Mas um novo grupo de cursos de medicina terá 446 vagas cortadas neste ano, enquanto que cursos da mesma área que obtiveram nota máxima nas avaliações dos ministérios da Educação e da Saúde estão autorizados a abrir 320 novas vagas.

Cortes

Haddad anunciou que os mesmos critérios aplicados pelo MEC para os cursos de medicina, direito e pedagogia com conceitos insatisfatórios em anos anteriores, agora serão estendidos a todos os cursos de graduação.  São cursos da área da saúde e cursos de ciência contábeis e administração que terão cerca de 50 mil vagas suspensas para ingresso em 2012.

Nos cursos com pior avaliação, o corte atinge 65% das vagas oferecidas em 2010 e nos demais o corte será de 20%. Além do corte, a instituição precisa assinar com o MEC um termo de saneamento das deficiências com prazo de duração de um ano.

Áreas e cursos 

Em 2010, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes avaliou as áreas de saúde e ciências agrárias, distribuídas em 14 cursos: biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, agronomia e zootecnia. Também em 2010, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avaliou cinco tipos de cursos superiores de tecnologia – tecnologia em agroindústria, tecnologia em agronegócio, tecnologia em gestão ambiental, tecnologia em gestão hospitalar e tecnologia em radiologia.

As três áreas do conhecimento com maior número de cursos avaliados em 2010 foram enfermagem, com 728 cursos, fisioterapia (477) e farmácia (389). As áreas com menor número de cursos avaliados são as tecnológicas: tecnologia em agroindustria teve 18 cursos avaliados, tecnologia em gestão hospitalar, 45, e tecnologia em radiologia, 49


Fonte: MEC

quinta-feira, novembro 17, 2011

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Por Mariana Duarte