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segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Tecnólogo em Radiologia na Classificação Brasileira de Ocupação - CBO

Discurso do CONTER

"O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia – CONTER – na busca incessante pelo reconhecimento e valorização dos profissionais das técnicas radiológicas, vem a público declarar que, ciente da responsabilidade de representar toda a classe, muito lutou no sentido de conquistar a inclusão do profissional Tecnólogo em Radiologia na Classificação Brasileira de Ocupação – CBO.
 
A trajetória percorrida pelo CONTER, aliada aos órgãos públicos nas áreas de saúde, educação e trabalho, se solidifica a cada objetivo atingido. Junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em abril de 2007, obteve o reconhecimento do Tecnólogo em Radiologia, atribuindo-lhe as ações de vigilância sanitária com poder de fiscalizar e autuar os responsáveis por práticas que apresentem riscos à saúde individual e coletiva, dentre outras atribuições que podem ser consultadas no ícone ANVISA. Junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) obteve a inclusão na CBO, do Tecnólogo em Radiologia, e ao longo dessa jornada, através de encaminhamento de ofícios e inúmeras solicitações tem conquistado espaços e a valorização dos profissionais das técnicas radiológicas tanto em nível técnico quanto em nível superior.
 
Ressalta, ainda, que os primeiros cursos para Tecnólogo em Radiologia partiram de solicitações do CONTER, na década de 80/90, às Instituições de Ensino Superior – Ulbra/Canoas/RS, Estácio de Sá/RJ e Unimar/Marília/SP -, e que juntos, por acreditarem na evolução desse segmento profissional, fomentaram a ampliação de saberes, resultando em grandes conquistas.
 
Após a graduação da primeira turma de Tecnólogos surgem as primeiras dificuldades legais para o exercício da profissão, o que, imediatamente, é solucionado através de Resolução Conter nº 07 (maio/1998), revogada pela Resolução Conter de nº 11 (setembro/2006), amparando a atividade profissional e solidificando mais um passo.
 
Para a entidade de classe a conquista de inclusão na CBO/MTE é um marco de fundamental importância na trajetória em busca da regulamentação profissional e mais um desafio vencido.
 
O CONTER parabeniza todos os profissionais pela conquista da classificação no CBO, perante o Ministério do Trabalho e Emprego, chamando a atenção dos profissionais Tecnólogos em Radiologia para a importante vitória que vem ratificar o crescimento e a maturidade de tão honrosa profissão.
 
Todos os processos de regulamentação e reconhecimento profissional são morosos e desafiadores, contudo, a persistência e o trabalho contínuo de toda a classe nos remetem ao êxito, ora obtido. 
 
Ressaltamos que essa conquista é fruto do comprometimento e união de todos os profissionais, instituições públicas, instituições de ensino e entidades representativas de classe envolvidas nessa vitoriosa empreitada.
 
A Presidente do CONTER, Valdelice Teodoro, afirma que essa conquista trará, dentre muitas outras vantagens, a criação de concursos públicos específicos para os graduados, bem como, um espaço cada vez mais valorizado para este segmento profissional."


Visite o site da CBO e confira!

O código da Ocupação Tecnólogo em Radiologia3241-20 

Radio 2011 reúne eventos científicos que discutem Radioproteção

Recife, PE, concentra, no período de 17 a 20 de maio, sedia três eventos focados em radioproteção, reunidos sob o nome de Radio 2011:

  • II Congresso de Proteção contra Radiações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
  • II Congresso Brasileiro de Proteção Radiológica
  • V Congresso Internacional de Radioproteção


O objetivo dos eventos é reunir profissionais envolvidos com radioproteção para debater e promover a troca de experiências relacionadas à aplicação das radiações ionizantes na indústria, na medicina e na pesquisa. Além dos raios X e das radiações de origem nuclear, o evento também discutirá o tema da proteção contra as radiações não ionizantes.

Também serão programados minicursos para reciclagem de conhecimento.

Mais informações: http://www.sbpr.org.br/IICongresso.asp

Fonte: IPEN

IWINM - 2011 discutirá inovações em compósitos e nanocompósitos de matrizes poliméricas

O Ipen, com o apoio da Associação Brasileira de Polímeros (ABPOL), promove o International Workshop on Innovation and Applications in Composite and Nanocomposite Materials, nos dias 14 e 15 de abril, no auditório Rômutlo Ribeiro Pieroni, localizado no instituto, em São Paulo.

O objetivo do workshop é discutir os avanços, tendências de inovação e de aplicações na área de compósitos e nanocompósitos de matrizes poliméricas. Os desenvolvimentos nessa área impulsionam vários segmentos: das ciências médicas às engenharias, passando pelas indústrias automotiva, petroquímica, aeroespacial, química, alimentícia, de cosméticos, até a agricultura e área ambiental.

Os palestrantes, nacionais e estrangeiros, abordarão o tema com vários enfoques, nas diversas áreas de aplicações.

A pesquisadora Esperidiana A. Barretos de Moura ( eabmoura@ipen.br ), do Centro de Tecnologia das Radiações (CTR) do Ipen, é a presidente da comissão organizadora do workshop.

Mais informações: http://www.abpol.com.br/workshop_innovation.php ou com Gislene, tel. 11 3133-8906, 3133-9883 . 



domingo, fevereiro 27, 2011

3º Congresso de Radioquimioterapia e Braquiterapia na Argentina

http://www.congreso-radioterapia.com/

Estão abertas as inscrições para os cursos do IRD 2011

Seguem aqui os cursos e seus respectivos períodos:

Radioproteção em Instalações Radiativas na Indústria - 30 de maio a 03 de junho de 2011
Público alvo: Profissionais de segurança e radioproteção nas instalações radiativas na indústria.

Básico de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico - 23 a 27 de maio de 2011
Público alvo: Profissionais/Estudantes de áreas afins.

Radioproteção em Medicina Nuclear - 06 a 10 de junho de 2011 
Público alvo: Curso superior em andamento ou completo em área de exatas.

Ações de Resposta a Emergências Radiológicas - 17 a 28 de outubro de 2011
Público alvo: Profissionais dos níveis médio e superior de instituições federais, estaduais e municipais que tenham papel na resposta a situações de emergência, como integrantes da defesa civil, do corpo de bombeiros, das forças armadas, das polícias civil e militar, médicos e enfermeiros, área de inteligência; assim como supervisores de proteção radiológica de instalações nucleares e radiativas, públicas e privadas.

Proteção Radiológica em Radioterapia - 16, 17 e 18 de novembro de 2011
Público alvo: Técnicos da área de radioterapia.
 
Dosimetria Interna Ocupacional - 21 a 25 de novembro de 2011     
Público alvo: Supervisores de proteção radiológica, profissionais envolvidos na manipulação de fontes abertas, estudantes de graduação e pós-graduação. 

Confira no site.

Tecnologia de satélite permite medir melhor energia solar, dizem cientistas

Novos dados sobre irradiação solar foram obtidos com nova calibragem.
Meta é saber como flutuações de energia no Sol afetam o clima na Terra.

Cientistas norte-americanos descobriram que a tecnologia de instrumentos em satélites pode ser determinante para medir com precisão a energia que o Sol envia à Terra, garantindo que o conhecimento que pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas no planeta. As afirmações foram feitas na publicação científica "Geophysical Research Letters".

Greg Kopp, do Laboratório de Física Atmosféricas e Espacial (Lasp, na sigla em inglês), espaço ligado à Universidade de Colorado em Boulder, e Judith Lean, do Laboratório de Pesquisas Navais dos Estados Unidos, mediram o nível total da irradiação solar e descobriram valores menores que os registrados em 32 anos de monitoramento.

Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), antes de ser lançado na espaçonave Sorce, da Nasa. Instrumentos de medição melhores proporcionam compreensão melhor sobre como a irradiação solar afeta o clima na Terra, em especial alusão ao aquecimento global, consenso atual entre cientistas. (Foto: Nasa)
Segundo os pesquisadores, esse achado levará satélites novos a trabalharem melhor para resolver a questão sobre se as flutuações solares afetam ou não o aumento médio na temperatura da Terra.

Durante estudos sobre a estrela, os pesquisadores notaram que o instrumento utilizado havia recebido recentemente um novo design óptico e calibragem, o que melhorou a precisão das medições. Esta ferramenta é o Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), atualmente a bordo da nave Sorce (Solar Radiation and Climate Experiment ou Experimento sobre Radiação e Clima Solares, em tradução livre), na agência espacial norte-americana (Nasa).

A calibragem mais apurada do TIM, feita em solo terrestre pela equipe do Lasp, foi o que gerou medições mais precisas da energia solar dissipada na comparação com a calibragem anterior, oferecida pelo Instituto de Padrões e Tecnologia norte-americano (NIST, na sigla em inglês), agência federal responsável por estabelecer medidas e padrões à indústria nos Estados Unidos.

Uma das vantagens da pesquisa de Kopp e Lean é o auxílio à comunidade científica voltada ao estudo do clima para saber quais são as causas naturais e as humanas para o aquecimento global.

Durante um ciclo solar, período de referência para medir a atividade do astro e que dura 11 anos, Lean acredita que as variações na estrela sejam responsáveis por um aumento de 0,1 grau Celsius na temperatura global. Ela conclui que a influência do Sol não foi determinante como principal causa do aquecimento na Terra, pelo menos nas últimas três décadas.

Fonte: G1

 

sábado, fevereiro 26, 2011

Imagens impressionantes: os mais estranhos raios-X do mundo

Mentira ou verdade???

O paciente dessa foto conseguiu engolir dois garfos, uma caneta e uma escova de dentes. Todos os objetos estão alojados em seu intestino.  
Essa foto pode ser até engraçada, mas dá arrepios em qualquer um que se imagine na mesma situação perturbadora.
Foto histórica, esse raio X foi tirado durante a Guerra de Boer (que aconteceu no período entre 1899 a 1902). A bala ficou perfeitamente alojada entre os dedos do pé do soldado. E se os dedos dele parecem meio deformados não foi por causa do tiro e sim por causa das longas marchas que fez.
Aqui vemos uma chave engolida por um menino de apenas sete anos.
Aqui percebemos que o paciente engoliu uma colher e uma lâmina.
Não dá nem para imaginar como esse alfinete foi parar no esôfago dessa mulher.
Aqui vemos um paciente de 60 anos com esquizofrenia que não engoliu, mas inalou, o que parece ser uma pílula. O objeto está preso em seus brônquios.
O raio-X de um paciente com demência que engoliu uma tesoura e lâminas de barbear.
Essa arrepiante imagem retrata as mãos de uma pessoa que precisou se defender de um ataque com uma faca. O criminoso decepou dois de seus dedos.
O objeto que você vê em verde é uma faca, alojada no peito de um paciente.
Essa bala está alojada também no peito de um paciente.
Essa escova de dentes foi engolida como um desafio (provavelmente em um churrasco onde todos já estavam alegres demais para perceber que não era uma idéia inteligente).
Fonte: Hype Science

XIII Congresso da Sociedade Brasileira de Radioterapia



ATENÇÃO! Inscrições com desconto até 28 de fevereiro!

Satélite Swift confirma existência de grande população invisível de galáxias com buracos negros

Visto por raios X, o céu inteiro tem um brilho incandescente. Mesmo longe de fontes luminosas, as imagens de fora da Via Láctea apresentam um brilho constante em todas as direções. Os astrônomos já suspeitavam que as principais contribuições para esse pano de fundo cósmico fossem buracos negros envoltos em poeira no centro das galáxias ativas. O problema é que poucos deles foram detectados para elucidar a questão. 

Uma equipe internacional de cientistas, usando dados do satélite Swift, da Nasa, confirmou a existência de uma grande população invisível de galáxias equipadas com buracos negros. A emissão de raios X deles é tão fortemente absorvida que pouco mais de uma dúzia é conhecida.

No entanto, os astrônomos dizem que, apesar dos raios X pouco nítidos, essas fontes podem representar a ponta do iceberg, sendo responsáveis por pelo menos um quinto de todas as galáxias ativas do Universo. Os resultados dessa descoberta apareceram na edição de 10 de fevereiro da revista Astrophysical Journal.

"Essa grande cobertura de buracos negros está ao nosso redor. Mas, antes desse satélite, eles eram muito fracos e obscuros para vermos", disse Neil Gehrels, coautor do estudo e principal pesquisador do Swift no Centro Espacial Goddard, em Greenbelt, Maryland (EUA).

A maioria das grandes galáxias contém um buraco negro gigante central, e os observados no estudo do Swift pesam cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol. Em uma galáxia ativa, a matéria que cai em direção ao buraco negro supermassivo tem tanta energia que as duas classes de galáxias ativas, quasares e blazares, são consideradas os objetos mais luminosos do Universo.

A análise de raios X levou os astrônomos a suspeitar que as galáxias ativas foram subavaliadas. Grossas nuvens de gás e poeira cercam os buracos negros centrais, que não eram vistos de forma satisfatória em raios ultravioleta, óticos e raios X moles (de baixa energia). Embora a radiação infravermelha atinja o interior desse material, ela pode se confundir com a poeira quente nas regiões de formação estelar da galáxia.
 
Desde 2004, o Telescópio de Alerta de Explosões do Swift (BAT, na sigla em inglês), desenvolvido e operado pelo Centro Goddard, mapeia todo o céu com raios X duros, com energia entre 15 mil e 200 mil elétron-volts - milhares de vezes a energia da luz visível. Atualmente, o trabalho é o maior, mais sensível e completo censo sobre esse tipo de energia. Ele inclui centenas de galáxias ativas a uma distância de 650 milhões de anos-luz da Terra.


Fonte: ESTADÃO.COM.BR

Raios-X ajudam na fiscalização na BR-364

A delegacia de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) em Ji-Paraná-RO terá nos próximos dois meses mais uma arma de combate às irregularidades nas rodovias federais, na região central de Rondônia. Trata-se do aparelho de raios-X que será usado na fiscalização de bagagens, passageiros e condutores.  O aparelho também servirá para o escaneamento de pessoas durante as fiscalizações.

De acordo com o inspetor Zózimo Ivan, o aparelho já está sendo instalado no posto de fiscalização do km-9, saída para Ouro Preto D’Oeste  e chegou do Estado do Rio de Janeiro. Ele dará maior agilidade nos trabalhos desenvolvidos pelos policiais rodoviários da região central de Rondônia durante as abordagens de veículos, passageiros e condutores. “Acredito que em 60 dias o aparelho já esteja devidamente instalado e em operação”, declarou.

 Para poder fazer a instalação do equipamento, segundo o inspetor, foi necessário também a reforma de uma das salas da delegacia. “Esta sala terá todas as condições de funcionabilidade do equipamento, e um espaço para a espera. Tudo está sendo feito dentro dos critérios estabelecidos”, afirmou. Zózimo Ivan lembrou que uma das principais facilidades com o uso do aparelho será a fácil localização de armas de fogo e entorpecentes.

Fonte: Diário da Amazônia

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Brasil inaugura nova cascata de enriquecimento de urânio

No apagar das luzes do governo Lula, o Presidente e o então ministro da ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participaram de uma "inauguração virtual" da 3ª Cascata de Enriquecimento de Urânio da INB (Indústrias Nucleares do Brasil S.A.).

Em formato diferenciado, a cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, com transmissão simultânea do evento para a fábrica da empresa, em Resende no Rio de Janeiro (RJ).

Enriquecimento do urânio

A INB fornece o elemento combustível para as usinas nucleares de Angra do Reis, urânio enriquecido obtido através de várias etapas de processamento do minério extraído em Caetité, BA.

A Unidade de Enriquecimento Isotópico está sendo implantada gradualmente com a instalação de cascatas de ultracentrífugas.

O enriquecimento do urânio por ultracentrifugação é principal etapa industrial do ciclo de produção do combustível nuclear, processo restrito a poucos países, dos quais somente Brasil, Estados Unidos e Rússia têm reservas de urânio em seus territórios.

A conclusão desta unidade possibilitará a inserção do País no mercado internacional de urânio com maior valor agregado e com menor custo de transporte, fator vantajoso quando comparado com grandes produtores de urânio, como Canadá, Austrália e Cazaquistão.

A INB será a única fabricante de combustível nuclear no mundo com enriquecimento e fabricação no mesmo local, o que aumenta muito a sua eficiência.

Ultracentrífugas

A tecnologia, 100% nacional, é o resultado do esforço da Marinha do Brasil com participação do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP) e de outros parceiros, conduzido ao longo de três décadas.

Ela propiciará economia anual de divisas da ordem de US$16 milhões, quando atingida a capacidade prevista no Contrato com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo - CTMSP, correspondente à quantidade de urânio enriquecido para suprimento de 100% das necessidades da central Angra 1 e 20% de Angra 2.

A primeira cascata de ultracentrífugas entrou em operação em maio de 2006 e a segunda em novembro de 2009. Com a inauguração da terceira cascata a INB passa a ter capacidade de enriquecer cerca de 10% do total do urânio minerado no Brasil. O restante continuará a ser enriquecido no exterior.

A implantação das próximas cascatas será feita a medida que o CTMSP forneça as ultracentrífugas. A produção poderia ser acelerada com a construção de uma fábrica de ultracentrífugas, conforme plano apresentado pelo MCT à Marinha.

A Unidade de Enriquecimento Isotópico de Urânio da INB, conforme previsto no Acordo de Salvaguardas, é periodicamente inspecionada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares ( ABACC).

Ciclo do combustível nuclear

O ciclo do combustível nuclear é o conjunto de etapas do processo industrial que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado em estado natural até sua utilização como combustível, dentro de uma usina nuclear.

O Brasil já domina completamente a tecnologia da ultracentrifugação - na verdade, o país tem uma tecnologia mais avançada de que outros concorrentes.

Depois da centrifugação, o urânio deve ser convertido em um gás e finalmente, usado na produção das pastilhas, usadas como combustível. A inauguração da unidade-piloto para fazer a conversão de gás está prevista para Março de 2011.

Fonte: Inovação Tecnológica

Casca de banana transformada em pó pode despoluir água

Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima. Pois, descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.

O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.


"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.


Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros --como as nanopartículas magnéticas--, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.


Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.


Massa crítica

"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.


O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.


Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.


Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.


"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.


As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.


O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.


Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".


O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.


Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel --muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.


Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial. 

Fonte: Portal Stylo

Evento sobre tecnologia de equipamentos acontece em Pernambuco

A 11ª edição ocorrerá nas proximidades do Polo de Suape por ser um dos principais centros de desenvolvimento industrial do país. 

A Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi) promove, em parceria com a Associação Brasileira de Corrosão (ABRACO) e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – a 11ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos (COTEQ), entre os dias 10 e 13 de maio de 2011.

O evento pretende reunir mais de mil participantes, entre especialistas de diversas áreas, engenheiros, técnicos e pesquisadores ligados aos Ensaios Não Destrutivos, inspeção, integridade de equipamentos, análise de falhas e corrosão & pintura.

Para o diretor executivo da Abendi, João Conte, o objetivo da COTEQ é ser um grande “guarda-chuva tecnológico”, tendo debaixo dele os principais congressos das três entidades organizadoras.

Toda a programação técnica deverá ser apresentada em sete auditórios, de forma paralela e simultânea. Serão apresentações orais, trabalhos técnicos e palestras proferidas por especialistas nacionais e internacionais, além de debates por meio de painéis, mesas-redondas e minicursos.

O Coordenador da Comissão Executiva/ Técnica do IBP, Ricardo Barbosa Caldeira, afirma que a edição de 2011 da COTEQ será certamente um importante marco na história deste evento. “Reuniões internacionais, discussões técnicas dos mais diversificados assuntos, acoplados com a 7ª Expoequip, que neste ano terá uma área ainda maior, será uma oportunidade única para os participantes.”

Na opinião do presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Angelo Alberto Bellelis, este é o momento de discutir soluções tecnológicas para a nova etapa do desenvolvimento econômico do Nordeste e do País. “A COTEQ é um dos espaços privilegiados que temos para esse debate, numa rica troca de experiências que resultará em avanços não apenas para nossas empresas, mas para toda a sociedade”, confirma.

A realização do evento será em Porto de Galinhas, em função da proximidade com um dos principais centros de desenvolvimento industrial da região nordeste, o Polo de Suape.
“Pernambuco vem experimentando um enorme desenvolvimento com a construção da refinaria Abreu Lima, a instalação de uma petroquímica, o desenvolvimento do Polo de Suape, dentre muitos outros empreendimentos. Como toda esta atividade fica muito próxima de Porto de Galinhas, que é um balneário extremamente famoso, creio que lá seja um excelente local para a realização do evento”, destaca o presidente da Abraco, Laerce de Paula Nunes.

Os participantes terão valores promocionais na inscrição do evento até abril, e nas diárias do Enotel Resort & Spa Porto de Galinhas, até março. Confira as condições no site www.abendi.org.br/11coteq ou entre em contato (11) 5586-3197.


Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

sábado, fevereiro 19, 2011

IPT recebe equipamentos para fazer tomografia em árvores

Três equipamentos recém-chegados ao Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) prometem trazer informações mais precisas ao diagnóstico de árvores quanto à sua condição biológica e ao risco de queda.

O tomógrafo por impulso, o tomógrafo por impedância elétrica e o pulling test (vulgarmente conhecido como "puxômetro") seguem as atuais tendências de execução de ensaios não-destrutivos em árvores.

Tomografia de árvores

Os dois tomógrafos têm como função a detecção de deteriorações e de cavidades em árvores, mas operam de maneiras distintas.

O modelo por impulso executa a medição do "tempo de voo" do sinal gerado por um martelo eletrônico, que é transmitido e recebido por sensores instalados ao redor da circunferência do tronco. Os sinais variam de acordo com o módulo de elasticidade (MOE) e a densidade da própria madeira.

Os dados coletados são inseridos em um software para o cálculo das velocidades sônicas aparentes e o desenho do mapa da árvore, com imagens em 3D para o diagnóstico de deteriorações e outros defeitos internos.

"Quanto mais alta a velocidade da onda sônica que percorrer o lenho, ou seja, o tempo de propagação entre dois pontos da árvore, maior será a resistência da madeira", explica Takashi Yojo, pesquisador do IPT. "Em outras palavras, a velocidade será alta se a madeira estiver em boas condições, e baixa caso haja um apodrecimento, rachadura ou fissura na árvore".

Tomógrafo por impedânca

O segundo tomógrafo, por impedância elétrica, irá permitir a obtenção de informações sobre as propriedades químicas da madeira, como teor de umidade, estrutura das células e concentração iônica. O modelo faz uso da corrente elétrica para verificar alterações provocadas pela deterioração em tais características, e traz como resultado um mapa bi e tridimensional sobre o atual estado de resistência da árvore.

"Quando o lenho está seco, a corrente demora a passar porque a resistência elétrica está elevada, enquanto, na madeira verde, a energia circula com facilidade", exemplifica o pesquisador.

Para a execução dos ensaios, os dois modelos podem contar com o auxílio de um compasso de calibre, ferramenta que determina as posições dos pontos de medição e é particularmente útil em árvores de grandes dimensões ou de estruturas irregulares.

Penetrômetro

Os resultados combinados dos dois tomógrafos irão oferecer informações mais precisas sobre os tipos e as localizações dos problemas nas árvores.

Segundo a pesquisadora Raquel Amaral, do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do IPT, o principal equipamento disponível atualmente para o diagnóstico das árvores no Instituto é o penetrômetro, que permite avaliar a perda de resistência mecânica do lenho e a presença de organismos no interior da árvore.

"Não se trata de um equipamento destrutivo, mas invasivo; ele possui uma broca com diâmetro de 0,9 mm que penetra na árvore e fornece respostas somente na linha de passagem da ferramenta", explica ela.

Mais completos e precisos, os novos ensaios com os tomógrafos permitirão um rastreamento da seção transversal e também em 3D, além de irem ao encontro das atuais tendências em ensaios não-destrutivos.

"Observamos hoje que o rompimento na maioria das árvores ocorre na região do colo, na transição entre raiz e tronco, e o penetrômetro consegue detectar grande parte dos problemas", afirma Raquel. "Em caso de dúvida, os dois tomógrafos farão a análise no colo e nas camadas acima ou abaixo dessa linha, ou seja, vamos alcançar uma maior rastreabilidade e uma segurança maior nas análises, sem causar danos à árvore".

Puxômetro

Terceiro equipamento adquirido, o pulling test ou puxômetro é usado para obter informações sobre a estabilidade no tronco e nas raízes.
Para a execução do ensaio, é exercida uma carga com uma manivela e um cabo de aço; a reação da árvore submetida ao estresse sob esta carga será medida por um inclinômetro e por um elastômetro, que avaliarão a carga de ruptura e as propriedades mecânicas do lenho.

Risco de queda da árvore

As informações fornecidas pelos três novos equipamentos servirão ainda para ampliar os parâmetros do modelo de cálculo estrutural, desenvolvido em 2004 pelo IPT para a análise de risco de queda de árvores.

Um dos principais gargalos da ferramenta é a avaliação das propriedades da raiz, que sofre modificações na interação com o solo. "O diferencial no uso do pulling test será a inferência sobre a estabilidade do sistema de raízes da árvore, cuja avaliação é hoje limitada por ser um órgão subterrâneo", explica Raquel.

O outro é o cálculo da carga de vento, pois a vibração é muitas vezes a responsável pela queda de uma árvore, e não a força estática: "Como os ensaios no pulling test medem compressão, inclinação, tração e rotação da árvore, teremos condições de calcular a frequência de vibração das árvores a partir de tais constantes", explica Yojo.

Para adaptar os equipamentos fabricados na Alemanha às demandas da biodiversidade brasileira, as equipes dos pesquisadores dos dois laboratórios estão criando parâmetros para o uso das novas tecnologias em espécies nativas.

"As árvores na Alemanha têm uma menor densidade de lenho em comparação às do Brasil. Elas são classificadas como madeiras moles e não possuem a mesma resistência de espécies encontradas aqui, como o pau-ferro e a peroba", conclui Raquel.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Resíduos químicos são jogados direto na rede de esgoto por odontólogos

A poluição dos rios, lagos, zonas costeiras e baías tem causado degradação ambiental contínua por despejo de volumes crescentes de depósitos de resíduos e dejetos industriais e orgânicos. 

O lançamento de esgotos não tratados aumentou dramaticamente nas últimas décadas, com impactos severos sobre a fauna, flora e os próprios seres humanos. Pesquisa do doutor em Odontologia, Marcos André dos Santos da Silva, aponta que cerca de 80% dos odontólogos de São Luís descartam materiais radioativos diretamente no esgoto.

A preocupação com a forma como estes resíduos são tratados originou a pesquisa do professor doutor do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Odontologia do Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma), Marcos André dos Santos da Silva, na qual ouviu profissionais da Odontologia, nas diversas especialidades em seus consultórios e clínicas de Radiologia Odontológica de São Luís. Na investigação, foi indagada como procedem ao descarte de efluentes (soluções de fixador, revelador e água de lavagem dos filmes radiográficos) contendo substâncias nocivas ao meio ambiente e aos próprios seres humanos e ao descarte dos resíduos sólidos (os filmes radiográficos, películas radiográficas, invólucros e lâmina de chumbo) constituídos de material plástico impregnado com metal pesado.  

“Realizamos a pesquisa através de questionário fechado contendo nove questões, que foi aplicado de forma aleatória a uma amostra de 7,8% do total de 1.281 cirurgiões-dentistas. Com os dados colhidos, através dos questionários, foi feita a análise quantitativa, empregando a porcentagem e outros instrumentos estatísticos necessários para obtenção dos resultados, que possibilitaram avaliarmos a gestão dos rejeitos do processamento radiográfico”, disse.

Quando questionados se acreditam que os efluentes radiográficos podem causar danos ao meio ambiente, 92% dos pesquisados afirmam que sim. Quanto ao descarte do fixador utilizado no processamento radiográfico, 43% afirmam que jogam diretamente na pia, 36% diluem o fixador em água e o jogam na pia, 14% realizam o descarte através de uma empresa especializada e 7% deles utilizam outro meio. Dentre os entrevistados, 42% descartam o seu revelador de radiografias somente jogando na pia, 36% diluem em água e o jogam na pia, 13% realizam o descarte através de uma empresa especializada e 9% utilizam outro método para descarte. Quanto à forma de descarte dos filmes radiográficos, 51% jogam no lixo e 49% descartam através de uma empresa especializada, sendo assim, não seguindo o regulamento para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde estabelecido pela Anvisa.

A pesquisa aponta que grande parte dos cirurgiões dentistas não possui informações de como descartar os rejeitos do processamento radiográfico e filmes radiográficos de forma correta, e que a vigilância sanitária não mantém uma fiscalização para gestão dos resíduos dos serviços de radiologia odontológica em São Luís. “Ratificamos que executamos medidas educativas, esclarecedoras e de conscientização desses profissionais ao fim de nossa coleta de dados. A informação científica sendo executada conforme as normas previstas na legislação vigente, poderá minimizar os riscos de contaminação ambiental, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável do Maranhão”, ressaltou.

A pesquisa de Marcos André dos Santos da Silva foi premiada pela Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) como pesquisador Sênior.


Fonte: Jornal Pequeno

Monitoramento é contínuo, afirma indústria

Representantes das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) afirmam que o complexo de Caldas é regido por preceitos de segurança e proteção ambiental e negam risco para as populações vizinhas. Em um mapa da unidade apresentado à reportagem, o programa de monitoração ambiental possui cerca de 40 pontos de amostragens e medidas.

"Fazemos monitoração contínua. Respeitamos todos os níveis de lançamento (no ambiente) estabelecidos por todos os órgãos ambientais", disse Adriano Maciel Tavares, superintendente de Produção Mineral.

Gerente de Descomissionamento da unidade, Luís Augusto Bresser Dores destaca que as águas da região possuem, naturalmente, índices maiores de minerais, como o manganês, que o estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). "Aqui a qualidade das águas é completamente diferente." Tavares admite que "o grande desafio" é cessar a geração de águas ácidas.

Segundo ele, o descomissionamento da unidade sofreu atraso por causa das tentativas frustradas de dar uma nova destinação produtiva ao local e pela complexidade técnica do processo. A INB montou no local uma planta de produção de terras raras, mas o projeto foi abandonado em 2000. "Tornou-se complicado, por ser minério de urânio. O descomissionamento é inédito. A dificuldade de arrumar empresa no Brasil para isso é enorme."
 
Sobre os depósitos, Tavares informou que a empresa vai reformar os galpões e embalar de novo os recipientes com torta 2. A INB vai recorrer e solicitar mais prazo para atender as determinações. 
 
Fonte: ESTADÃO.COM.BR

Depósito de rejeitos radioativos

País terá sua primeira área de armazenamento radioativo até 2015

 

Para conseguir o licenciamento ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e realizar Angra 3, uma coisa é certa: haverá a necessidade da construção de um depósito para acomodar os rejeitos radioativos da obra, prevista até 2015.  

Segundo João Roberto Loureiro de Mattos, diretor do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), o local que sediará o repositório ainda não foi escolhido, mas o processo de seleção levará em conta fatores como a densidade populacional da região e a existência de áreas de preservação e de mananciais de água.  

De acordo com as determinações do Ibama, as instalações do repositório precisam estar licenciadas até o início da operação da usina. Isso porque neste depósito ficarão armazenados os rejeitos de baixa e média atividade das usinas nucleares brasileiras, da fábrica de combustível das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ), e do descomissionamento de reatores de pesquisa.  

Entenda-se por rejeitos de baixa e média atividade os resíduos da purificação da água dos reatores, imobilizados em matriz de cimento ou em betume, além de roupas, filtros, papéis e outros materiais utilizados em instalações nucleares. Eles serão colocados em embalagens metálicas de 1 metro cúbico ou em tambores metálicos de 200 litros, posteriormente acondicionados em contêineres de concreto no novo depósito, e terão monitoração 24 horas por dia.  

A responsabilidade pelo empreendimento será da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que colocou o CDTN, de Belo Horizonte (MG), à frente do desenvolvimento do projeto, cujo detalhamento será feito ao longo deste ano. 

Hoje, os rejeitos das usinas nucleares do País são armazenados dentro de depósitos iniciais, previstos por normas internacionais, situados dentro das próprias unidades. O mesmo vale para as instalações do ciclo do combustível nuclear.

Fonte: EPTV.COM

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Portugueses lançam nova máquina contra o câncer de mama

Consórcio europeu liderado por portugueses lançou uma nova máquina que pode revolucionar a prevenção e deteção do câncer de mama. Os primeiros protótipos foram instalados em Coimbra e Marselha.

É uma máquina inovadora a nível mundial, acaba com a ineficácia e o desconforto das mamografias. Chama-se Clear PEM Sonic e integra pela primeira vez as tecnologias PET (tomografia por emissão de pósitrons, isto é, exame imagiológico de medicina nuclear) e de ultrassons (ecografia), o que permite detectar tumores com apenas 1mm ou 2 mm, que estão numa fase inicial, quando o PET clássico não visualiza tumores com menos de 10 mm e tem uma sensibilidade 10 vezes menor. 

A taxa de falsos resultados positivos atinge os 60% a 70% nas mamografias atuais por raios X ou por ecografia, com particular incidência nas mulheres mais jovens, o que obriga a fazer biópsias. Por outro lado, o método de diagnóstico mais usado, por raios X, expõe as mulheres a radiações elevadas e é doloroso, por implicar alguma compressão da mama.

Baixa radioatividade

Na Clear PEM Sonic o exame dura apenas cinco minutos, implicando a injeção no sangue da paciente um composto de glicose com baixa radioatividade conhecido por 18-FDG. Como as células cancerígenas consomem mais açúcar, um tumor não maligno não fixa a glicose, o que é identificado pelo detector de radiação do aparelho.

O projeto nasceu no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, através da experiência "Crystal Clear", e é coordenado por João Varela, investigador do CERN, professor do Instituto Superior Técnico (Lisboa) e presidente da PETsys, empresa criada para desenvolver a nova máquina.

Em Coimbra, o protótipo da nova máquina está instalado no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), um dos parceiros nacionais do projeto. Os outros incluem a PETsys, centros de investigação das universidades de Coimbra, Porto e Lisboa, o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), o Taguspark e o Hospital Garcia de Orta (Almada). 

Além do CERN e do Hospital Universitário de Marselha, os parceiros estrangeiros são a Universidade de Milão e a empresa francesa Supersonic Imagine.

 Fonte: Expresso

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Detectados níveis de radioatividade potencialmente cancerígenos em Portugal

Uma investigação da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) concluiu que Amarante - Portugal, apresenta níveis de radioatividade natural que pode provocar cancro nos pulmões e outras doenças, revelou hoje à Agência Lusa a sua autora.

Lisa Martins, que apresentou uma tese de mestrado sobre recursos geológicos e desenvolvimento sustentável, explicou que foram detetados valores elevados de radônio, o gás produzido pelo urânio que existe em alguns tipos de granito da zona de Amarante.

A autora referiu que "a exposição a longo prazo" a níveis elevados de radônio pode provocar neoplasias pulmonares, leucemia infantil e, em alguns casos, a aterosclerose.

Fonte: Diário de Notícias(com adaptações).

China avança em direção à independência energética

A China atravessou uma importante etapa tecnológica ao conseguir reutilizar o combustível nuclear em um reator experimental, um processo já praticado por outros países, mas que pode garantir a longo prazo sua independência energética, afirmam especialistas.

A rede de televisão nacional CCTV anunciou na semana passada que o país poderia utilizar suas reservas de urânio durante 3 mil anos, em vez dos 50 a 70 anos previstos até o momento, graças a um experimento bem-sucedido da China National Nuclear Corporation (CNNC).

De fato, esta "conquista tecnológica" foi observada em 21 de dezembro na usina 404 da CNNC, localizada em uma região desértica da longínqua província de Gansu (noroeste), onde engenheiros chineses conseguiram reutilizar combustível em um reator experimental.


"Em um primeiro momento, o reator foi ligado utilizando produtos não radioativos ou levemente radioativos. Depois, passou-se para uma fase de testes ativos com material físsil, radioativo", explicou à AFP um especialista do ocidente em Pequim.

A China, agora, faz parte da "minoria de países" que controlam o ciclo completo do combustível nuclear, comemorou o diretor-geral da CNNC, Sun Qin, citado pela CCTV.
O país possui atualmente 13 reatores nucleares em atividade. Pequim autorizou a construção de mais 34, dos quais 26 estão em obras.

A experiência da CNNC "é uma etapa crucial para resolver o problema de matérias-primas enfrentado pela indústria nuclear, e que já foi superado pelos principais países nucleares", indicou à AFP o diretor do centro de pesquisas sobre economia de energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang.

A China busca reduzir sua dependência de carvão, que cobre 70% de suas necessidades energéticas, mas suas reservas de urânio são limitadas.

O gigante asiático produz cerca de 750 toneladas de urânio por ano, mas a demanda anual pode elevar-se a 20 mil toneladas até 2020, devido a uma maior utilização da energia nuclear, segundo a imprensa.

Fonte: Google

Justiça obriga indústria nuclear a tratar rejeitos em MG

Em 1,4 mil hectares, o primeiro complexo de extração e concentração de urânio no Brasil se tornou um passivo de grandes proporções. Elefante branco do Programa Nuclear Brasileiro, a unidade de tratamento de minério (UTM) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), na zona rural de Caldas (MG), está na mira da Justiça. Desativada há 15 anos, sua operação de descomissionamento não foi iniciada, gerando temor de contaminação.

De 1982 a 1995, a UTM de Caldas produziu 1,2 mil toneladas de concentrado de urânio, o chamado yellowcake (U3O8), que abasteceu a usina de Angra 1. Atualmente, a antiga mina a céu aberto deu lugar a um enorme lago de águas ácidas, que se formou na cava de cerca de 180 metros de profundidade e 1,2 mil metros de diâmetro. O complexo armazena todo o parque industrial desativado, bacia de rejeitos e depósitos de armazenamento de materiais radioativos - aproximadamente 11 mil toneladas de torta 2 (concentrado de urânio e tório) e outras milhares de toneladas de mesotório -, que foram transferidos há duas décadas da Usina de Santo Amaro (SP) para a unidade.

A indefinição em relação ao acondicionamento dos rejeitos e materiais e o receio de riscos para o meio ambiente no entorno embasaram uma investida judicial contra a INB - antiga Nuclebrás, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e responsável pela cadeia produtiva do urânio no País. Atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, o juiz Edson Zampar Jr., da Comarca de Caldas, concedeu em meados de outubro liminar obrigando a INB a adotar medidas de segurança para o tratamento de rejeitos nucleares resultantes da extração de urânio e o armazenamento adequado do material radioativo vindo de São Paulo. O juiz estipulou prazo de 90 dias para o cumprimento das determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e multas milionárias no caso de descumprimento.

O promotor José Eduardo de Souza Lima afirma que não são conhecidos os riscos de contaminação do lençol freático e demais recursos hídricos pelos materiais lançados na bacia de rejeitos. Ofícios de inspeções da CNEN e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feitas em 2008, relatam a existência de recipientes corroídos, entre 40 mil tambores metálicos e bombonas; falta de manutenção dos pallets que as sustentavam e material radioativo derramado no chão, além de problemas no sistema de isolamento dos galpões de armazenamento, em precárias condições. O superintendente de Produção Mineral da INB, Adriano Maciel Tavares, garante que o material radioativo se encontra em local seguro e monitorado, não havendo risco de contaminação. 


Fonte: ESTADÃO.COM.BR