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quinta-feira, abril 26, 2012

População já pode conhecer o Observatório Nacional sem sair de casa

O campus do Observatório Nacional (ON), a antiga sede da instituição e os laboratórios de astronomia e eletrônica. Estes são apenas alguns dos espaços de uma das instituições de pesquisa mais antigas do país, com quase dois séculos de existência, que já podem ser visitados apenas com um clique.

No final de 2011, o órgão disponibilizou para toda a população uma ferramenta que permite um passeio virtual. Trata-se de uma iniciativa inédita entre as 19 unidades do MCTI. O objetivo é mostrar a riqueza e os detalhes, não somente da arquitetura eclética dos prédios da instituição, quase centenários, como também dos seus instrumentos científicos.

“A iniciativa busca estabelecer uma conexão entre a pesquisa científica e o público e levar o conhecimento científico a toda sociedade por meio de uma linguagem simples e moderna, usando a internet”, resume Carlos Henrique Veiga, chefe da Divisão de Atividades Educacionais do ON.

Pelo site da instituição é possível, por exemplo, visitar a Cúpula do Heliômetro, um instrumento de alta precisão que monitora diariamente as variações da forma e do volume do sol. A biblioteca também já está ao alcance da tela do computador, assim como os prédios de astronomia e geofísica.

Segundo o pesquisador, foram necessários mais de dois anos de estudos para disponibilizar o conteúdo. Mesmo com um projeto bem detalhado voltado para a divulgação da instituição, faltavam recursos e softwares desenvolvidos especificamente para a finalidade de montagens 3D, “de forma a ser amigável e de fácil compreensão ao visitante”.

Desde o lançamento do passeio virtual, no dia 13 de dezembro, até 17 de janeiro, já foram registradas mais de 38 mil visualizações. São cerca de 1.057 visitas diárias, o que demonstra o sucesso da iniciativa. “É a oportunidade do ON democratizar o seu acervo científico para que a população conheça as instalações e o cotidiano da instituição”, reforça Veiga que também é pesquisador da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório.

Vale destacar que os principais espaços do campus, como áreas externas e dependências internas, foram mapeados em fotos de alta definição. Estão disponíveis também os projetos científicos, tais como a Rede Brasileira de Observatórios e Padrões Geofísicos, que utiliza sismógrafos e gravímetros.

Os internautas podem conhecer, ainda, o Serviço da Hora, responsável pela disseminação da Hora Legal Brasileira, gerada a partir de um conjunto de relógios atômicos, além do seu acervo histórico de equipamentos de determinação de sinais horários.

De acordo com Carlos Veiga, espera-se que essa iniciativa venha complementar o conteúdo de informações das aulas ministradas nas escolas e motivem os alunos e a sociedade para a ciência e a compreensão do universo. “O efeito multiplicativo deste trabalho poderá ser conseguido através das atividades que buscam também complementar a capacitação dos professores que raramente têm acesso a uma instituição de pesquisa”, conclui.

O turismo virtual pode ser feito neste link.


Fonte: Abibpti

domingo, abril 15, 2012

Negócios e Oportunidades oferecidas pela SPR

A Sociedade Paulista de Radiologia oferece em seu site uma lista de negócios e oportunidades para compra e venda de aparelhos de radiologia e até ofertas de emprego. Confira!

Raios-X

Vende-se aparelho de Raios X conven­cional, em ótimo estado, marca Spitzer do Brasil. 125 KV, 500 MA, mesa fixa, Buck vertical. Valor a combinar. Contato: Dr. Lu­cas Sperafico ou Juliana (14) 3841-1500. 
  
Ressonância
 
Venda ou locação de Ressonância Oni (extremidades) - Modelo AB - 1.0 T - com 3 bobinas, instalada em Campinas - Ano 2009. Contato: Ronald (19) 96037763 / diretoria@cdenet.com.br.
Vende-se aparelho de RM - Symphony Maestro Class – 1,5 T, Siemens, de alta performance, utiliza a mais avançada aplicação SYNGO – patenteada pela Siemens – facilitando uso operacional do equipamento. Com nove bobinas e quadro de força. Tratar com Flávia: rcccompras@mpc.com.br
Vende-se aparelho de RM, marca GE, modelo Signa Contour em perfeito estado de funcionamento. Bobinas: crânio, joe­lho, abdome, coluna CTL, pescoço, mama e extremidades. Magneto K4 super eco­nômico (funciona sem chiller). Ou sepa­radamente: bobinas, gradientes, placas, cold heads etc. Valor a combinar. Interes­sados entrar em contato pelo telefone (92) 8122-8424, falar com Guilherme, ou pelo email: guilherme@magscan.com.br.
 
Tomógrafo
 
Vende-se Tomógrafo Helicoidal com 1 canal - Marca GE - modelo CTe - Ano 2000 - Em perfeito estado e funcionan­do. Bomba Injetora LF e uma cúpula de ampola. Preço: R$ 250 mil- tratar com Dr. Sérgio Ignacio Wogel da Costa, de Volta Redonda/RJ: (24) 3343-4282 / 3348-5178 / 3342-5788 / 9994-2435. 
  
Ultrassom
 
Vende-se carteira de convênio de Ultrassom, color Doppler e biópsias na região da grande São Paulo. Favor entrar em contato com Arnaldo: (11) 8366-1010.
Vende-se Ultrassom da GE, modelo Voluson 730 PRO, fabricado em julho de 2006 com quatro transdutores, sendo dois volumétricos (Rab 4-8 L ; SP 6-12 ; AB 2-7 ; Ric 5-9H).Valor: R$ 50 mil. Contato com Valéria Galvan: (11) 3873-0706.
Vende-se Ultrasson Aloka 1100 (Fle­xus) com três transdutores e Video printer Sony. Valor: R$ 10 mil. Estuda-se contra-oferta. Contato com Dr. Braile: (15) 9772-7795 ou Aparecido (11) 9973-3759 / 3865-8013.
Vende-se Ultrasson Toshiba Tosbee, com três transdutores e em bom estado de conservação e funcionamento. Valor: R$ 7 mil. Contato com Dr. Guarino (11) 9603-3548 ou Aparecido (11) 9973-3759 / 3865-8013 / neatclif@ig.com.br
 
Outros Equipamentos
 
Vende-se transdutor Convexo e En­docavitario para Aloka 500, 1100 ou 360. Valor: R$ 1,5 mil cada. Ambos em perfeito estado de aparência a funcio­namento. Contato com Dr. Guarino: (11) 9603-3548 / 7698-6404 / neatclif@ig.com.br.
Vende-se Caixa Passachassis (R$ 200), negatoscópios de 1, 2, 3 ou mais corpos (a partir de R$ 100), 1 negatoscópio para Mamo (R$500) – todos em bom esta­do e funcionando, nobreaks de varias potências (usados em funcionamento), foco de Luz CONEX com dimer novo (R$ 220). Contato com Dr. Guarino: (11) 7698-6404 / neatclif@ig.com.br.
Vende-se uma processadora, marca Kodak, modelo M-35-M, ciclo estendido, sem uso e na caixa. Tratar com Rubens. Contatos: (11) 5058-0365 / 5058-9560 / xtec.revell@gmail.com.  

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Programa fortalece a pós-graduação no Rio de Janeiro

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou mais uma edição do programa Bolsa Nota 10. O objetivo da iniciativa é incentivar os cursos de pós-graduação do Estado, por meio da concessão de bolsas especiais a alunos de mestrado e doutorado com destacado desempenho acadêmico.
 
O prazo para submissão de propostas para as bolsas a serem implementadas em março deste ano é até 27 de fevereiro. Já para as bolsas que entrarão em vigor em agosto, as inscrições são de 14 de junho a 19 de julho. Os benefícios são de R$ 2 mil e de R$ 2,9 mil, para mestrado e doutorado, respectivamente.
 
Serão beneficiados alunos de cursos stricto sensu, com conceitos 5, 6 ou 7, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O programa contempla apenas os últimos 12 meses de curso, no caso do mestrado, e os últimos dois anos, do doutorado.
 
O edital está disponível neste link.

 
Fonte: Portal Brasil

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Calendário Radiológico de Fevereiro e Março de 2012

Cursos:


Data: 11/02
Local: São Paulo-SP


Data: 02, 03 e 04/03
Local: Goiânia-GO

Carga Horária: 18h
Data: 14 a 16/03
Vagas: 20
Local: Rio de Janeiro-RJ
Pré-requisito: Técnico ou Tecnólogo em Radiologia

Obs: Curso Gratuito


Eventos:


Data: 08 a 11/02
Local: Roma-Itália 

Inscrições: até 10/02 
Vagas: 01 
Local: Maceió-AL
Data: 10 a 12/02
Local: Brasília-DF

XV Seminário Internacional de Radiologia e Imagens Diagnósticas
Data: 16 e 17/02
Local: Colômbia
Informações: 00xx57 (5) 373-6222



Data: 01 a 05/03
Local: Viena-Áustria

Data: 02 e 03/03
Local: São Paulo-SP

Data: 01 a 04/03
Local: São Paulo-SP



sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Entrevista com Tecnólogos - Rio de Janeiro

6ª Entrevista com Tecnólogos em Radiologia


Por Mariana Duarte

Nome:  Leonardo Flor

Situação acadêmica: Concluído

Instituição de Graduação: UNESA - Universidade Estácio de Sá

1- O curso de Tecnólogo em Radiologia foi uma escolha ou foi por acaso?

Quando resolvi fazer o curso já tinha o conhecimento e sempre dispertei interesse pela área da saúde, uma vez que minha família, na sua grande maioria, trabalha nesta área, fiz uma pesquisa e através de uma reportagem sobre radiologia resolvi fazer o curso de Tecnólogo em Radiologia por escolha própria.

2- Quantos semestres tem o seu curso?

Seis semestres.

3- Como você avalia o seu curso? Foi o que você esperava?

Foi bom, mas em algumas matérias poderia ser melhor, pois, muita das vezes o professor que ministra as matérias que estão ligadas ao dia-a-dia do profissional das técnicas radiológicas deveriam, em minha opinião, estarem ligados ou ter alguma experiência na área. Mas, isso infelizmente não ocorre, o professor nunca teve contato com a prática, apenas com a teoria, nestes casos fica difícil passar a informação corretamente.

4- Com relação aos professores, atingiram às suas expectativas? Foi aluno de algum Tecnólogo? 


Os professores, como citei na pergunta acima, tiveram essa dificuldade na parte prática. Tive aula de Ressonância Magnética com um Tecnólogo que, realmente, superou às expectativas, foi uma das melhores matérias que tive dentre as aplicadas no curso.

5- Quanto às matérias vistas no curso, acha que faltou algo a ser visto?



Acho que as matérias, como Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada e Radioterapia, poderiam ser mais que um período, penso que assim o nível do curso, neste caso, elevaria dentre os demais.

6- A instituição foi otimista quanto ao seu curso? Deram segurança quanto ao futuro da sua profissão?



Na verdade, o curso sempre vende o melhor, mas quando o aluno começa a realizar os estágios é possível identificar que a profissão ainda requer melhorias como, por exemplo, aceitação em concursos apenas para tecnólogos. Em relação ao futuro, depende mais do aluno do que da própria instituição de ensino, o que muita instituição faz que não é correto são as promessas de estágio e não cumprem com as mesmas.


7- A mensalidade que você pagou achou justa c/ relação ao que lhe foi oferecido?
 

Sim. 

8- Qual foi o tema da sua monografia?

Tomografia Computadorizada na atuação do diagnóstico do traumatismo crânio-encefálico.

9- Comente sobre o seu estágio. Estagiou por quanto tempo? Foi produtivo? Onde foi (hospital, clínica)? Foi remunerado?

Realizei o estagio no Hospital São Vicente de Paulo, é uma instituição muito boa, acreditada internacionalmente com profissionais excelentes. A área de radiodiagnóstico é toda digital com equipamentos de última geração. Com a caminhada no meu estágio cheguei a contratação e hoje sou o responsável tecnólogo da equipe técnica (coordenador), fiquei aproximadamente dois anos estagiando e tenho 4 anos como profissional.

10- Quem o supervisionou no estágio (Técnico, Tecnólogo..)?

Técnico.


11- Qual a situação do curso em seu estado? É novo, tem formados, há várias instituições com o curso?

Hoje, na cidade do Rio de Janeiro há várias instituições responsáveis por ministrar cursos ligados à área tecnológica, nem sempre o ensino é de boa qualidade. Acho que hoje na cidade tem tantos cursos que antes de realizar qualquer escolha a melhor opção é verificar alguém que já tenha feito o curso e tenha uma melhor opinião antes de qualquer escolha.

12- Você já tem registro no Conter?


Sim.


13- Qual a perspectiva de emprego na área, onde vive? E a faixa salarial?


A radiologia é uma área que, nos últimos anos, cresceu absurdamente na saúde com equipamentos e software novos que possibilitam, com certeza, um diagnóstico mais preciso. Com isso, para buscar um lugar bacana no mercado de trabalho é necessário estar preparado, em questões salariais depende muito da instituição e o que o Tecnólogo faz, mas gira em torno de R$ 1.800 a R$ 2.400. Esse valor não tem muita variação entre essas duas opções de valores.

14- Você trabalha ou conhece quem trabalha como Tecnólogo em Radiologia?


Sim, trabalho e tenho outros amigos que conheço que também estão trabalhando.

15- Em que área pretende atuar na radiologia?

Hoje, atuo na área de diagnóstico (Radiologia digital, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética).

16- Você tem alguma especialização na área?

Estou cursando Pós em Gestão Hospitalar.

17- Já houve concurso para Tecnólogo em sua região?

Ainda não, que eu  tenha tomado conhecimento.

18- Comente o que quiser.

Achei bem bacana a iniciativa e gostei de responder essas perguntas, hoje a radiologia está carente de pessoas com boas idéias e iniciativas, um fator preponderante na minha cidade. E em relação aos cursos, hoje em qualquer bairro você encontra um curso de radiologia, seja ele de formação técnica ou extensão e nem sempre esses profissionais que estão sendo formados estão preparados para atender ao mercado.
Termina acontecendo a decepção por parte do profissional que nem sempre consegue um lugar no mercado, agradeço pela oportunidade e tenha um bom dia. 


Concordo bastante com você, Leonardo! Está faltando qualidade nos cursos oferecidos. E há muitos cursos sendo abertos e poucas oportunidades sendo ofertadas.
Obrigada pelas respostas!

Se você quiser participar da entrevista, clique aqui! Somente São Paulo e Bahia completaram as "vagas" na entrevista, ainda temos um Brasil inteiro aí pra falar dos Tecnólogos! Participe!


Confira as entrevistas anteriores:


São Paulo


São Paulo


Pernambuco


sexta-feira, janeiro 27, 2012

Brasil decidirá em 2012 se constrói usinas nucleares no Nordeste

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011.

O vazamento de material radioativo no Japão teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.

A Eletronuclear, empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país, informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não.

O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia neste ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.

Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste.

"O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.

A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear.

"[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ).

"É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos, exatamente a causa do acidente no Japão.

Estados saem da disputa
 
Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".

Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.

O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.

Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."

Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."

Fonte: Ambiente Já

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Vagas de emprego para Tecnólogos em Radiologia 2012 - III

O Blog do Tecnólogo disponibiliza várias informações sobre vagas disponíveis. Acompanhe as atualizações do Blog e clique na Tag "emprego" do lado inferior direito da página ou na tag referente ao seu Estado ou Continente do lado esquerdo da página em "pesquise por local".

É importante ressaltar, que na maioria dos sites de busca por emprego é necessário  cadastrar o currículo, e são pagos. Alguns sites dão a oportunidade de que você coloque o currículo grátis por 7 dias. 


Boa sorte!

Requisitos: Experiência como professor para o ensino superior e no segmento de saúde. Ensino técnico em radiologia. Especialização completa em área correlata.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 1
Atribuições: Ministrar as disciplinas relacionadas ao curso de tecnologia em radiologia, aplicar exercícios práticos e testes.
 
Requisitos: Experiência na área de Radiologia. Ensino Técnico de Radiologia. Conhecimentos em radiologia.
Local: Feira de Santana-BA
Vagas: 6
Atribuições: Ministrar aulas de radiodiagnóstico para alunos de nível técnico, fazer planejamento pertinente a área, aplicar testes, corrigir atividades, entre outras atividades.

Requisitos: Experiência em vendas de produtos médico-hospitalares em geral. Tecnólogo em Radiologia. Desejável Superior completo em Biomedicina, entre outros.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 4
Atribuições: Atuar na prospecção de novos clientes, participar de congresso e administrar a carteira de clientes já existente na região.
 
Requisitos: Ensino Superior completo na área da saúde.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 10
Atribuições: Ministrar aulas de anatomia no curso técnico em radiologia, preencher escrituração oficial (diários) e outras atribuições referentes ao cargo.

Requisitos: Experiência na área de interesse. Ensino Superior completo. Interessante ter cursos na área
Local: Itauna-MG
Vagas: 16
Atribuições: Lecionar disciplinas relacionadas aos seguintes cursos técnicos de administração, mineração, eletrônica, radiologia, enfermagem e segurança do trabalho.
 
Requisitos: Desejável 6 meses de experiência como técnico em tomografia e raio X. Ensino Técnico em Radiologia ou Tecnologia em Radiologia ou Biomedicina ou Ensino Superior. Conhecimentos com manuseio de máquinas.
Local: São Paulo-SP
Vagas:2
Atribuições: Preparar a máquina e o paciente. Programar e operar máquina, obter a imagem, analisar a imagem do ponto de vista técnico. Preparar relatório descritivo preliminar para auxiliar o médico na análise da tomografia. Auxiliar o médico na realização dos exames, operando o sistema, visualizando as imagens e fotografando. Revelar as imagens, operador de software TC, realizar tarefas inerentes aos programas de redução de perdas, controle de gastos com filmes e insumos.
  
Requisitos: Desejável 6 meses de experiência. Ensino Técnico em Radiologia ou Tecnologia em Radiologia ou Biomedicina.
Local: Itabirito-MG
Vagas: 1
Atribuições: Auxiliar o médico na realização dos exames, operando o sistema, visualizando as imagens e fotografando. Revelar as imagens, operador de software RM TC, realizar tarefas inerentes aos programas de redução de perdas, controle de gastos com filmes e insumos.
 
Requisitos: Ensino Superior completo na área da Saúde.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 5
Atribuições: Ministrar aulas de mamografia e densitometria óssea no curso técnico em radiologia, preencher escrituração oficial (diários) e outras atribuições referentes ao cargo.

Requisitos: Experiência nas atividades descritas. Ensino Superior completo em Engenharia, Tecnologia ou Ensino Técnico. Conhecimentos sobre técnicas de negociação e boa comunicação. Domínio em informática e inglês avançado será considerado um diferencial. Ter proatividade, raciocínio lógico e ser analítico.
Local: Brasília-DF
Vagas: 1
Atribuições: Responsável pelo gerenciamento e implementação das manutenções preventiva e preditiva, atuar com equipamentos médico de diagnóstico por imagem. Atuar na área técnica (campo) voltado para tomografia computadorizada, ressonância, ultrassom. Relatar falhas, remover sintomas, analisar causas, propor ações corretivas e se reportar ao gestor da área.
 
Requisitos: Experiência nas atividades descritas. Ensino Superior completo em Engenharia, Tecnologia ou Ensino Técnico. Conhecimento sobre técnica de negociação e ter boa comunicação. Domínio em informática. Inglês avançado será considerado um diferencial. Ter proatividade.
Local: Porto Alegre-RS
Vagas: 1
Atribuições: Responsável pelo gerenciamento e implementação da manutenção preventiva e preditiva. Atuar com equipamento médico de diagnóstico por imagem, na área técnica (campo) voltado para tomografia computadorizada, ressonância e ultrassom. Relatar falhas, remover sintomas, analisar causas e propor ações corretivas. Irá reportar-se ao gestor da área.
 
Requisitos: Experiência na área comercial e de saúde. Desejável Ensino Médio e Ensino Superior cursando, completo ou incompleto. Curso ou conhecimento na área de saúde como Enfermagem, Radiologia. 
Local: Vitória-ES
Vagas: 1
Atribuições: Atuar com contato com o cliente (convênios, médicos e hospitais), presença no centro cirúrgico para auxiliar o cirurgião. Presença em eventos e congressos.
 
Requisitos: Experiência na manipulação de produtos IVD em clínica ou em indústria; Experiência em rotina de Microbiologia. Ensino Superior em Ciências da Saúde ou equivalente. Habilidade para lidar com situações complexas ou de conflito, análise de problema, compromisso com a gestão da qualidade, flexibilidade e rigor, iniciativa, proatividade, orientação à satisfação do cliente interno e externo. 
Local: Curitiba-PR
Vagas: 1
Atribuições: Garantir o suprimento das necessidades dos clientes referentes a quaisquer assuntos de ordem técnico-científica de forma a permitir a correta utilização dos produtos (reagentes e sistemas) comercializados pela empresa, através de contato telefônico, envio de documentação ou realização de treinamento. Convencimento científico da superioridade de solução proposta pelo executivo de vendas. Desenvolver a prospecção de novos clientes que apresentem potencial de compra que possa proporcionar o aumento da participação no mercado e ajudar no direcionamento e argumentação em licitações e concorrências públicas.

Requisitos: Desejável vivência em clínica veterinária. Ensino Técnico completo em Radiologia. Conhecimento em procedimentos hospitalares.
Local: São Paulo-SP
Vagas: 1
Atribuições: Atuar na área de radiologia veterinária e procedimentos hospitalares.
 
Requisitos: Vivência em atividades de auditorias para certificação/recertificação do serviço próprio de inspeção de equipamentos (SPIE) junto ao órgão certificador. Ensino Técnico em Mecânica/Elétrica. Curso de Inspetor de Equipamentos. Desejável ter realizado cursos de inspeção por ensaios não destrutivos (líquido penetrante, ultrassom e partículas magnéticas). Conhecimentos em NR - 13 (aplicado às instalações químicas ou petroquímicas).
Local: Recife-PE
Vagas: 1
Atribuições: Programar, orientar e executar atividades em inspeção de equipamentos, testes, elaboração de relatórios, diagnosis (diagnósticos) dos resultados dos testes, ensaios, inspeção e controle da qualidade, através de relatórios, registros e demais controles. Emitir pareceres técnicos e recomendar ações corretivas. Desempenhar atividades de inspeção e avaliação da integridade dos equipamentos e instalações, propondo soluções e medidas que garantam a continuidade operacional, obedecendo aos critérios técnicos de segurança, qualidade, preservação do meio ambiente e atendimento à legislação. Participar do planejamento e execução das atividades para atendimento à NR - 13, como exames, testes, ensaios, elaboração e documentação técnica. Participar da elaboração e execução das atividades para certificação do serviço próprio de inspeção de equipamentos (SPIE).
  
Requisitos: Ensino Médio completo. Curso de Ultrassom Teórico - 40 horas.
Local: São José dos Campos-SP
Vagas: 1
Atribuições: Fazer leitura, manusear e interpretar instrumentos básicos de medição. Elaborar instruções de trabalho e procedimentos. Interpretar normas e requisitos de clientes aplicáveis a técnica. Realizar ensaios não destrutivos em peças de material composto. Emitir relatórios de não conformidade. Ajudar e calibrar equipamentos aplicáveis. Interpretar e avaliar os resultados dos ensaios. Elaborar e emitir relatório de ensaios.

Requisitos: Experiência em alinhamento a laser. Ensino Médio completo ou Técnico. Ter noção de termografia, ultrassom etc.
Local: Itabuna-BA
Vagas: 1
Atribuições: Inspecionar condições físicas, desempenho dos equipamentos, instalações, periódica e sistematicamente, através da metodologia preditiva. 
 
Requisitos: Experiência nas atividades descritas. Ensino Superior completo. Conhecimento em normas API e certificado ASNT Nível 2 / SNQC US-N2-AE2 / US-N2-S2 (ABENDI). Inglês intermediário.
Local: Florianópolis-SC
Vagas: 1
Atribuições: Realizar inspeção por ultrassom automático conforme especificação API, visando emitir laudo técnico em termos de aceitação e rejeição de produtos, contribuindo para o atendimento das exigências normativas e dos clientes. Realizar os ensaios de inspeção manual de comprovação de defeitos e determinar o destino das peças analisadas. Zelar pela constante manutenção e conservação dos equipamentos de ultrassom de sua responsabilidade. Calibrar equipamentos, especificar e providenciar tubos de referência, interpretar procedimentos e instruções de inspeção, utilizar sistemas informatizados de controle e aplicar os conceitos de qualidade, segurança e meio ambiente em suas atividades. Ajudar no treinamento de inspetores para nível 1 e sua complementação de formação para nível 2. Irá se reportar ao supervisor de inspeção.
 
Requisitos: Experiência em ensaios destrutivos, líquido penetrante, ultrassom e radiografia. Ensino Técnico em Mecânica, Leitura e interpretação de Desenho. Desejável Superior completo ou cursando. Cursos na área.
Local: Jacareí-SP
Vagas: 1
Atribuições: Atuar na inspeção de produtos em fase de recebimento, processamento e término através de testes com instrumentos de precisão ou observação visual, a fim de comprovar a exatidão dos padrões de qualidade estabelecidos.
 
Requisitos: Experiência nas atividades descritas. Ensino Médio completo. Desejável Ensino Técnico em Mecânica ou Metalurgia. Conhecimentos em leitura e interpretação de desenhos técnicos mecânicos, metrologia e controle dimensional/medidas e controle de dureza. Desejável conhecimentos em ultrassom NU e líquido penetrante NU.
Local: Itaquaquecetuba-SP
Vagas: 1
Atribuições: Realizar dimensional de protótipos, inspecionar lote de peças, realizar ensaios de LP, ensaios de dureza, processos de calibração interna de equipamentos, acompanhar processos de montagem de peças, receber e inspecionar peças usinadas, medir porcentagem de serrita, além de realizar as demais rotinas da função.
 
Requisitos: Ensino Técnico ou Ensino Superior em Mecânica ou áreas correlatas. Desejável qualificação em inspeção por ultrassom - medição de espessura.
Local: Rio de Janeiro-RJ
Vagas: 1
Atribuições: Atuar na área de inspeção, atender todos os requisitos da NR 13, verificar a integridade dos equipamentos, elaboração de relatórios, coordenar o desenvolvimento das atividades exercidas pela equipe técnica. Responder por uma equipe de aproximadamente 7 funcionários e se reportará ao engenheiro.
 
Requisitos: Experiência em inspeção de manutenção. Ensino Técnico em Mecânica. Conhecimentos em Word e Excel. Desejável conhecimentos técnicos em análises de vibração. Desejável treinamento técnico em VIB I, II ou III, Técnicas Preditivas ou Ultrassom (I e II).
Local: Rosário do Catete-SE
Vagas: 1
Atribuições: Acompanhar testes de equipamentos, propor e/ou elaborar melhorias nos procedimentos operacionais de manutenção (padrões e instruções de trabalho), interpretar desenhos, padrões e instruções de trabalho, entendendo o funcionamento dos componentes e seu inter-relacionamento no conjunto, executar, manter e orientar a limpeza e a conservação das instalações e equipamentos. Acompanhar eventualmente e executar serviços de manutenção mecânica, elétrica, instrumentação ou automação em máquinas, equipamentos e instalações, componentes hidráulicos, elétricos, serviços de vulcanização, solda e pneumáticos, através de reparos. Acompanhar os serviços contratados de manutenção, elaborar eventualmente o planejamento e a programação da manutenção, especificar, providenciar e controlar materiais, combustíveis e ferramentas necessárias para a execução das atividades. Executar o serviço de inspeção conforme a OS / plano. Identificar desvios da condição operacional da função do ativo, registrar laudo técnico e a intervenção necessária através de OS, com previsibilidade (tempo útil) adequado para planejamento, programação e atendimento da cadeia de suprimentos. Interditar o equipamento em condições de risco de segurança e informar as pessoas apropriadas em tempo hábil, verificar carteira de serviços antes de abrir uma nova OS, coletar e registrar pontos de monitoramento no sistema, caso exista. Encerrar a OS de inspeção segundo normativo de sistema, manter backlog saneado, emitir relatório diário da inspeção, estudar e implementar técnicas de monitoramento de condição de equipamentos. Definir formas e periodicidade de coleta de dados em equipamentos e subconjuntos. Realizar a coleta de dados no campo. Verificar diariamente ocorrências de falhas em equipamentos com potencial preditivo. Abertura de OSs para correção pelas turmas de execução.

domingo, janeiro 15, 2012

Cardinal Health expande rede de fabricação de radiofármacos, instalando cíclotron no Rio de Janeiro

Parceria com a DASA tornará a tecnologia de imagem molecular no combate ao cancer mais acessível a médicos e pacientes locais.


A Cardinal Health, uma empresa que opera a maior rede de radiofármacos nos Estados Unidos, expandirá sua capacidade global de produção de radiofármacos para geração de imagens moleculares que auxiliam no diagnóstico precoce, monitoramento e tratamento de câncer, disfunções neurológicas e doenças cardíacas. 

Através de sua parceria com a DASA, o maior grupo da América Latina especializado em medicina diagnóstica, a Cardinal Health instalará um cíclotron no Rio de Janeiro, e ajudará a fornecer aos médicos e pacientes locais rápido acesso a exames e moderna tecnologia em medicina nuclear

Quando injetados no corpo humano, estes radiofármacos especializados, chamados de biomarcadores, tornam visíveis as alterações celulares associadas a diversas doenças graves. Através de sofisticados scanners, proporcionam aos médicos um diagnóstico não invasivo mesmo nos estágios iniciais das doenças, melhorando a capacidade de monitorar com eficiência a terapia aos pacientes.

Em suas 36 instalações de fabricação nos EUA, a Cardinal Health fabrica e distribui mais de 500.000 doses de FDG (Flúordesoxiglicose) anualmente. A presença da empresa no Brasil é um passo importante em seu esforço para disponibilizar esses biomarcadores para uma fatia maior da população.

Segundo Valdirene Bastos Licht, CEO da Cardinal Health Brazil ao estabelecer um cíclotron no Rio, a Cardinal Health está dando ênfase ao nosso compromisso de tornar os exames de imagem molecular mais acessíveis a médicos e pacientes ao redor do mundo. No Brasil, a meta é expandir a disponibilidade de FDG atraves da implementação de unidades produtivas em diversas localidades do país e trazer acesso ao Brasil à pesquisa e tecnologias de última geração concomitante com outros paises, aproximando nossa realidade a dos paises desenvolvidos. "Esta tecnologia inovadora é uma ferramenta importante na melhoria da qualidade e da eficiência do tratamento de saúde, porque ajuda os médicos a salvar vidas ao permitir que eles detectem doenças graves desde o início, e determinem a eficiência dos planos de tratamento relacionados."

Através de sua parceria com a DASA, o Rio de Janeiro agora terá sua primeira instalação privada para fabricação de radiofármacos. O cíclotron será instalado em um dos prédios da cidade totalmente dedicado à área médica e construído especialmente para receber os equipamentos de diagnóstico mais modernos do mundo na área de oncologia, cardiologia e neurologia. Os médicos poderão realizar exames que anteriormente ficavam restritos aos maiores centros de tratamento médico do mundo.

Para o Dr. Carlos Alberto Buchpiguel, Coordenador Nacional da Modalidade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular da DASA, a parceria com um dos maiores produtores mundiais, com expertise em imagem PET/CT, possibilitará que os avanços tecnológicos em diagnóstico com imagens moleculares cheguem ao Brasil de forma mais ágil e estratégica, acompanhando as tendências mundiais. “Podemos ampliar o leque de exames realizados pelo PET/CT, oferecendo aos nossos clientes o que há de mais moderno em medicina diagnóstica”, explica o médico. A fabricação de radiofármacos trará agilidade e modernidade aos exames diagnósticos em imagem molecular oferecidos pela DASA.

Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

quinta-feira, janeiro 05, 2012

O Brasil quer entrar na cadeia produtiva de terras-raras



Encontrar maneiras de se estabelecer a cadeia produtiva de terras-raras (TR) no Brasil foi o objetivo principal do 1º Seminário Brasileiro de Terras-Raras, promovido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro passado, no Rio de Janeiro. "Nosso objetivo neste seminário vai além das terras-raras; é uma oportunidade de fazer com que o País tenha um futuro brilhante", afirma Osvaldo Antonio Serra, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos organizadores do evento.

Francisco Eduardo de Vries Lapido-Loureiro, pesquisador emérito do Cetem, abriu sua palestra citando um pesquisador francês que afirmou que as terras-raras serão, para o século 21, o equivalente ao que o petróleo foi para século 20 e o que o carvão foi para século 19. "Uma nova revolução industrial", comparou.

Lapido-Loureiro apresentou uma série de dados, em que o Brasil aparece como produtor de 650 toneladas por ano, supostamente com reservas de 18.000t e reservas base de 89.000t, enquanto a China, principal provedor de TR, atualmente produz 120.000t, tem reservas de 27 milhões de toneladas (Mt) e reservas base de 89 Mt, ou seja, produz 97% do total mundial (124.000 toneladas). "A China se tornou a Arábia Saudita das terras-raras. Ou ainda mais, pois a Arábia Saudita tem concorrentes no mercado do petróleo e a China, não", acrescenta Iran Ferreira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Não é novidade que o Brasil queira voltar a ser um grande produtor de TR, conjunto de 17 elementos químicos utilizados para aplicação em alta tecnologia - presentes em minérios como a monazita, a bastnaesita e a xenotima (maiores fontes de TR). Muito antes da existência de ímãs que transformam energia elétrica em mecânica, smartphones, tablets, fibras óticas e trens-balas (produtos cuja elaboração depende das terras-raras), o País já explorava essa seara. Chegou a ser o principal produtor delas e começou sua exploração ainda no século 19.

Contudo, foi durante a segunda metade do século 20 que a produção foi intensificada, sendo realizada pela Orquima (1946 a 1962), pela Comissão Brasileira de Tecnologia Nuclear - CBTN (1962-1966), pela APM/CNEN (1966-1972), pela Nuclebrás (1972/1992), que criou em 1976 a subsidiária Nuclemon, até chegar finalmente ao comando da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), conforme detalhou Adriano Maciel Tavares, da INB, em seu histórico da produção de TR no País.

"Trabalhar com terras-raras sempre foi complicado, mas sempre houve pesquisa", destaca Tavares, lembrando fatos históricos como a geração de carbonato de neodímio pela Nuclemon em 1986, que permitiu que a Unicamp construísse o primeiro protótipo de laser. No entanto, Osvaldo Serra, em um balanço das palestras, alertou para a necessidade de criar-se um órgão que "vista a camisa" exclusivamente para as TR. "O grande problema é que a INB não tem como principal objetivo a produção de terras-raras. Apesar de seu esforço, não houve continuidade da Orquima e começamos a perder ou pelo menos estagnar nossa tecnologia", opina.
 
A grande diferença agora é que o Brasil não deseja apenas exportar esses elementos, mas também participar de toda a cadeia produtiva. "Se este seminário tivesse acontecido dez ou vinte anos atrás, talvez a preocupação fosse exportar os concentrados crus. Hoje, há a intenção de tentar viabilizar a cadeia produtiva não só das terras-raras, mas também de outros minérios. É um avanço", opina Fernando Lins, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do MME e relator do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre minerais estratégicos, que envolveu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o MME.

Lins apresentou algumas recomendações do GTI para as terras-raras, tais como a criação de uma coordenação para o desenvolvimento do segmento; um estudo prospectivo com a participação da academia, de institutos de pesquisa e do setor empresarial; outro levantamento geológico; um programa de PDI; e a integração em projetos de inovação e articulações público-privadas.

Catalão (GO), Araxá (MG), Pitinga (AM) e Poços de Caldas (MG) são depósitos de terras-raras, que apresentam mais de 30 ocorrências no País, como na Região de São João Del Rei (MG). Foi na Bahia, em Cumuruxatiba, onde começou a exploração das areias monazíticas, em 1886.

Estratégias do MCTI

Elzivir Guerra, coordenador de recursos minerais do MCTI, afirma que o ministro Aloizio Mercadante lançará, nos próximos dias, dentro do Conselho de Ciência e Tecnologia, a estratégia nacional de C,T&I e que ela levará em conta a produção das terras-raras. "Um dos desafios da estratégia é estabelecer e consolidar a liderança do Brasil na economia do conhecimento de recursos naturais. Dentro desse desafio, está a retomada e a implantação da cadeia produtiva de terras-raras, elencadas como prioridade". A estratégia será para os próximos quatro anos, com plano de ações que envolvem um plano de PDI para minerais estratégicos. Guerra anunciou também a possibilidade da criação de uma rede de centros de inovação para tecnologias de produção e uso de terras-raras.

"O que a China fez nos anos 90 nós teremos que fazer agora", resumiu Lucy Chemale, do CPRM - Serviço Geológico do Brasil. Ela revela que o órgão pretende organizar visitas aos principais depósitos de terras-raras do mundo e propor o intercâmbio a partir de equipes multidiscilplinares.

Christian Hocquard, representante do Bureau de Recherches Géologiques et Minières, o serviço geológico da França, relatou a produção e uso de terras-raras em seu país e chamou a atenção para o fato de que a mistura de produção (ou a não-padronização dela) ao redor do mundo contribuiu para um desequilíbrio entre a produção de terras-raras pesadas (insuficientes frente à demanda) e a de terras-raras leves (excedentes). E apresentou algumas razões limitadoras da produção em geral, como a dificuldade de separação e purificação dos elementos, a radioatividade dos resíduos e os diferentes preços de comercialização dos 17 elementos. Entre as soluções a curto e médio prazos, ele sugere a estocagem estratégica e os chamados "3 R" (reduzir, reutilizar e reciclar).

Como resultado prático do encontro, os organizadores pretendem criar um documento com síntese das conclusões e recomendações do seminário, que servirá de referência para a futura política de governo do setor mineral brasileiro e será encaminhado ao MME.


Fonte: Vermelho Portal