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segunda-feira, janeiro 16, 2012

Águas do Ribeirão das Antas estão livres de radioatividade

Comissão das Águas constata que a unidade desativada de mineração de urânio em Minas Gerais – a INB Caldas – não provoca danos às águas da região.


A Comissão, que foi criada com o objetivo de esclarecer a população sobre a possibilidade de presença de radioatividade no Ribeirão das Antas, chegou a este resultado depois de analisar, durante um ano, amostras coletadas em 21 pontos diferentes do curso d´água que banha áreas onde está instalada a unidade das Indústrias Nucleares do Brasil no município de Caldas, (MG).

Criada em 2010, a Comissão, é integrada por vereadores de Poços de Caldas, Departamento Municipal de Água e Esgoto, Departamento de Meio Ambiente Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento e pelo Comitê de Bacias Hidrográficas Mogi-Pardo, além de especialistas da Comissão Nacional de Energia Nuclear e das Indústrias Nucleares do Brasil.

“Quero tranquilizar a população, informando que no Ribeirão das Antas não encontramos nenhum problema com relação à radioatividade, que era a nossa principal preocupação naquele momento no rio que começa logo após a última barragem do Campo do Cercado, ali na INB”, afirmou a vereadora Regina Cioffi, principal responsável pela criação da Comissão.

A INB Caldas foi o primeiro complexo mínero-industrial de urânio instalado no Brasil. Inaugurada em 1982, a unidade produziu, durante 13 anos, concentrado de urânio em quantidade que atendeu as demandas de recarga de Angra 1 e de programas de desenvolvimento tecnológico.

A INB desenvolve ali programas de monitoramento ambiental para garantir a segurança do meio ambiente dentro e fora da unidade, onde estão  estocadas 12 mil toneladas de Torta II. Todo o funcionamento da unidade é fiscalizado pela Comissão Nacional de Meio Ambiente e pelo IBAMA.


Fonte: INB

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Cursos Online e Presenciais da UCDB

A Universidade Católica Dom Bosco de Mato Grosso, juntamento ao Portal Educação oferecem vários cursos de diversas áreas, online e presenciais. A UCDB realiza encontros presenciais em todas as capitais brasileiras.

Aproveitem! Vamos nos especializar, galera! Aprender nunca é demais.

Carga Horária: 420h
Início: 20/01/12

Carga Horária: 80h 

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 100h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

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Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

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Carga Horária: 80h

Carga Horária: 80h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 40h

Carga Horária: 60h

Carga Horária: 4h

Carga Horária: 20h

Carga Horária: 100h

Carga Horária: 80h


quarta-feira, janeiro 04, 2012

O Caos de Fukushima

O ex-diretor da usina está com câncer, o arroz e o leite em pó infantil estão com sinais de radiação, a cerveja japonesa foi barrada, macacos vão medir a radiação nas mediações da usina... enfim... fatos e contos de Fukushima.

Câncer

O ex-diretor da usina nuclear de Fukushima, que deixou o trabalho na início de dezembro, está com câncer de esôfago, informou a empresa Tepco, da qual é funcionário. 

Mas segundo a porta-voz da Tepco, Ali Tanaka, durante visita à usina, "o próprio Yoshida revelou que tem câncer de esôfago", enquanto conversava com os funcionários.

A Tepco acredita que é "extremamente improvável que a doença tenha sido causada por exposição a radiação", afirmou, para provocar câncer no esôfago, seria necessário uma exposição à radioatividade durante pelo menos cinco anos e 10 anos para desenvolver a doença. 

A exposição cumulativa de radiação de Yoshida foi de 70 mSv desde 11 de março, segundo a Tepco, um nível abaixo do limite recomendado para socorristas.

Alimentos

A empresa Meiji, do Japão, vai providenciar a troca de 400 mil latas de leite em pó infantil vendidas no país. Há suspeitas de que o produto tenha sido contaminado com césio radioativo. Amostras do leite foram analisadas por especialistas, que identificaram a contaminação nove meses após o vazamento de radioatividade na Usina.

Porém, de acordo com a empresa, a radiação identificada no produto está em níveis bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos pelo governo japonês. A Meiji informou que o césio pode ter contaminado o leite durante o processo de desidratação.

O governo japonês esvaziou nove cidades próximas da central nuclear, determinou a suspensão da produção e do consumo de alimentos produzidos na região, como carnes, legumes, frutas e verduras.

As autoridades da província japonesa também detectaram elevados níveis de césio radioativo nas plantações de arroz de cinco fazendas da região.

As últimas amostras contaminadas procedem de Oonami e chegaram a revelar um nível de até 1.270 Bq de césio radioativo por kg, muito acima do limite máximo de 500 Bq/kg estabelecido pelo governo japonês.

Em meio à preocupação com a contaminação, as autoridades de Fukushima vêm realizando nos últimos dias análises sobre o arroz das 154 fazendas agrícolas que se encontram nessa região.

Em julho passado, o governo japonês vetou o comércio de carne bovina de Fukushima e outras duas províncias ao se detectar níveis excessivos de césio radioativo em algumas amostras. Mas, no final de agosto, suspendeu a interdição por considerar que tinham sido tomadas medidas adequadas para proteger o gado da contaminação.







Cerveja
Dois contêineres com 5 mil unidades da cerveja japonesa Asahi Super Dry estão parados no Porto de Santos – um deles, há mais de um mês. Eles aguardam prova de que os alimentos transportados não sofreram contaminação radioativa. 

A empresa Yamato Comercial, responsável pela comercialização, acreditou que a mercadoria deveria ser liberada em cerca de uma semana, mas até agora nada foi pronunciado a respeito.

A Asahi é fabricada em Kanagawa, região que não é considerada de risco. Mesmo assim, precisa ser analisada quando chega ao Brasil, por segurança. Além disso, todo alimento que sai do Japão leva uma licença emitida pelo país, atestando que não há contaminação – e, no caso da Asahi, esse laudo demorou a chegar ao Brasil. 

“As cervejas chegaram antes dos documentos”, lamenta Waldery Braga, coordenador de importação da Yamato.

Macacos detectores

Os físicos não sabem precisar, atualmente, os níveis de radiação na região. Por essa razão, os pesquisadores devem implantar colares medidores em macacos que habitam as florestas da área.

O colar que será colocado em cada macaco, no início de fevereiro, vai contar com três equipamentos. O primeiro é um dosímetro, o aparelho mais usado para detectar radiação. Haverá também um altímetro, para que os cientistas saibam a distância do solo em que cada animal se encontra. E por fim um GPS, para dar a localização dos macacos.

Não mais do que três macacos serão monitorados com o colar. Cada um vai usar este “adereço” por cerca de um mês, e o controle por parte dos pesquisadores será feito através de controle remoto. O objetivo do teste é simples: verificar a quantas anda o nível dos impactos do acidente ocorrido há nove meses.

Um ambiente natural como uma floresta, conforme explicam os cientistas, é um prato cheio para medições desse tipo, porque a radiação tem fortes influências no ecossistema. Esta tentativa, aliás, não é a primeira: os cientistas chegaram a implantar colares nos macacos em outubro, mas os equipamentos deram defeito e tiveram que ser removidos.

O Brasileiro x A Energia Nuclear

A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas - Brasil incluído -, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.

Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.

Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.

Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio
 

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia. Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura - 42%, 39% e 37%, respectivamente.

"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.

"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.

A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".



Fonte: Hype Science, Pernambuco.com, Terra e IG (com adaptações).

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Ibama investiga contaminação por urânio em Caetité

Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) visitaram o município de Caetité, no sudoeste baiano, há duas semanas para investigar denúncias de contaminação por material radioativo na água usada pelos moradores da zona rural. 
 
As acusações apontam para a única indústria mineradora de urânio ativa na América Latina, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), instalada na cidade e alvo de polêmicas em maio deste ano
 
O superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, assegurou que o órgão realiza uma série de fiscalizações no local. “Verificamos o cumprimento do prazo de controle ambiental, segundo as normas do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), além da geração de resíduos e a emissão de material particulado (poeira gerada pela atividade mineradora)”, explicou. 
 
De acordo com o superintendente, no entanto, a averiguação sobre uma possível contaminação por material radioativo não é responsabilidade do Ibama, mas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia do Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
Fonte: Bahia Notícias

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Símbolos de alerta para outros tipos de radiação

Símbolo da radiação óptica, incluindo luzes extremamente intensas e radiação UV:


Para Radiação UV, um símbolo semelhante, às vezes em violeta, pode ser usado como parte do sinal de alerta:


Símbolo da luz/radiação laser:




Campo magnético de alta intensidade ou eletromagnética:


A radiação por radiofrequência usa alguns símbolos. Este seria utilizado para um telefone celular, se fosse cem vezes mais poderoso do que eles geralmente são:

 

Como utilizado em:




Alguns símbolos incomuns:


Raio X, Microondas e Campo Elétrico

O símbolo de risco biológico pode ser usado no contexto de radiação, como em uma história de radiação ou em um traje de radiação mostrado em um filme ou outro contexto ficcional. Isto é completamente errado. O símbolo de risco biológico não tem nada a ver com radiação ou radioatividade de qualquer tipo, ionizantes ou não! Ele é usado para denotar materiais ou áreas com potencial de riscos infecciosos, como bactérias ou cultura viral, as amostras de tecido humano, fluidos corporais, cadáveres ou material humano e outros que podem transmitir doenças infecciosas. Também pode ser usado para marcar materiais não-humanos que se acredita representar um perigo infeccioso, tais como materiais de armas biológicas, alimentos contaminados e similares.

Ele também pode aparecer em equipamentos ou materiais destinados a lidar com situações de risco biológico, tais como em kits para limpeza de fluidos corporais, luvas e assim por diante.





Fonte: Depleted Cranium (com adaptações).

sexta-feira, novembro 11, 2011

Agora, radiação é detectada em "garrafas misteriosas" em Tóquio

Uma pequena área com alto índice de radiação foi detectada em Tóquio sete meses depois do início da crise nuclear do Japão, mas autoridades locais disseram que os índices pareciam ter origem em garrafas misteriosas armazenadas debaixo de uma casa, e não na usina nuclear destruída de Fukushima.

A usina nuclear Fukushima Daiichi, atingida por um gigantesco terremoto e tsunami em março, emitiu radiação na atmosfera que foi transportada por ventos e depositada pelas chuvas e pela neve no leste do Japão.

Autoridades de Setagaya, uma importante área residencial em Tóquio, cerca de 150 km a sudoeste da usina, informaram nesta semana que encontraram uma concentração radioativa em uma calçada perto de escolas, gerando preocupações na área mais populosa do país, distante da usina destruída de Fukushima.

O índice de radiação no local chegou a 3,35 mSv/h no início de outubro, mais alto do que em algumas áreas da zona de exclusão próximo à usina de Fukushima, o centro do pior desastre nuclear do mundo desde Chernobyl, há 25 anos. A unidade de mSv mede a quantidade de radiação absorvida pelo tecido humano.

Mas o governo local encontrou algumas garrafas debaixo do piso em uma casa próxima que estava emitindo altos índices de radiação. "Um aparelho de medição, quando foi apontado para elas, indicou índices muito altos. Níveis de radiação estavam excedendo o limite superior do aparelho", disse o prefeito de Setagaya, Nobuto Hosaka, em coletiva de imprensa.

Autoridades do Ministério da Educação disseram estar investigando a questão, inclusive o conteúdo das garrafas. A emissora estatal NHK disse que ninguém estava morando na casa.

A cidade de Funabashi, próximo de Tóquio, disse que um grupo de cidadãos haviam detectado um índice de radiação de 5,8 mSv/h em um parque, mas que uma pesquisa realizada pela própria cidade indicou que o índice mais alto na área era um quarto desse número.

Índices de radiação dentro do raio de 20 quilômetros da zona de exclusão ao redor da usina Daiichi variavam de 0,5 a 64,8 mSv/h, segundo dados do governo nesta semana. Cerca de 80 mil moradores foram obrigados a se retirar dessa zona depois do terremoto e tsunami.

Em Yokohama, Sr-90 radioativo, que pode provocar câncer nos ossos e leucemia, foi detectado em solo testado no telhado de um apartamento, segundo informações da mídia.
O estrôncio tem sido detectado dentro da zona de 80 quilômetros ao redor da usina de Fukushima Daiichi, mas essa é a primeira vez em que foi encontrado em uma área tão distante.

A exposição a fontes naturais de radiação em uma ano é de aproximadamente 2.400 mSv em média, segundo a agência nuclear da ONU.

O Ministério da Educação do Japão estabeleceu um padrão permitindo até 1 mSv/h de radiação nas escolas, enquanto tenta reduzir esse nível para 0,11 mSv/h.

Não existe acordo entre os especialistas sobre os impactos de exposição à radiação na saúde, mas após Chernobyl houve um aumento significativo nos casos de câncer da tireóide em pessoas que foram expostas durante a infância. 

É... o negócio tá feio por lá!


Fonte: Terra (com adaptações).

quarta-feira, novembro 09, 2011

Palestra sobre Aquecimento Global em Sorocaba

Em Sorocaba, nesta quinta-feira dia 10/11, às 11h, na Biblioteca Municipal, acontece a palestra gratuita "Mecanismos do Aquecimento Global - Fatos e Mitos" com Eduardo Landulfo, durante o Café S/A, iniciativa do Grupo HL4 Ambiental.

Nessa edição do Café S/A, além de um bate-papo com empresas interessadas em assuntos relacionados a Meio Ambiente e Sustentabilidade, haverá apresentação de Eduardo voltada ao público acadêmico de Sorocaba e doação de livros à biblioteca da cidade.


"Além do grande potencial econômico e sustentável do município, queremos incentivar o aprendizado e a troca de experiências que os temas Meio Ambiente e Sustentabilidade nos proporcionam. É por meio do conhecimento que levamos as boas práticas para nossa casa, para nosso trabalho e por onde passamos, contribuindo assim, para melhorarmos o ambiente em que vivemos", comenta Herivelto Lopes, presidente do Grupo HL4 Ambiental.


O Café S/A faz parte do cronograma de atividades que antecedem a ECOFAIR - Feira Ambiental de Inovações Regionais (promovida pelo Grupo HL4 Ambiental), em Sorocaba. A feira, que apresentará serviços, tendências, cases e propostas focados em Meio Ambiente e Sustentabilidade, acontece entre 16 e 20 de maio de 2012, com a participação de mais de 100 empresas e cerca de 10 mil pessoas.


Sobre Eduardo Landulfo


Eduardo Landulfo possui graduação em Bacharelado em Física pela Universidade de São Paulo, é Mestre em Tecnologia Nuclear pela USP, Doutor em Tecnologia Nuclear pela USP e possui pós-doutorado em Sensoriamento Remoto da Atmosfera na Howard University, EUA. Atualmente, é pesquisador do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN - SP), atuando na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto com lasers e poluição do ar. Em seu livro, "Meio Ambiente & Física", Eduardo explica como a física contribui para os questionamentos e as soluções dos problemas ambientais.


Inscrições


Inscrições gratuitas através do e-mail:

cafe.sa@grupohl4.com.br (até às 18h do dia 09/11).


Local e Endereço:
Biblioteca Municipal "Jorge Guilherme Senger" - R. Ministro Coqueijo Costa, 180 (ao lado da Prefeitura)
Bairro: Alto da Boa Vista
Região: Zona Industrial-Administrativa
Cidade: Sorocaba
CEP: 18013-550
Telefone: (15) 3228-1955
Telefone: (15) 3228-1955



Fonte: VIVAcidade

terça-feira, setembro 20, 2011

Alemanha reduz usinas nucleares sob ceticismo de especialistas

Depois do ocorrido em Fukushima, o governo alemão desligou oito dos 17 reatores e planeja desativar os restantes até 2022

Desde o período sombrio pós Segunda Guerra Mundial, a Alemanha não tinha blecautes tão significativos. No entanto, o país se prepara para essa possibilidade depois da desativação de metade de seus reatores nucleares, praticamente de uma hora para a outra.

Usinas nucleares há muito tempo geram quase um quarto da eletricidade da Alemanha. Mas depois do terremoto seguido de tsunami que disseminou radiação por Fukushima, no Japão, o governo resolveu desligar oito mais antigos dos 17 reatores da Alemanha – incluindo os dois localizados nesta cidade industrial – em alguns dias. Três meses depois, com um novo plano para dar eletricidade ao país sem fazer uso da energia nuclear e uma crescente dependência da energia renovável, o Parlamento votou por fechar as usinas permanentemente. E há planos para aposentar os restantes nove reatores até 2022.

Como resultado, os produtores de eletricidade estão lutando para garantir um fornecimento adequado. Clientes e empresas estão nervosos sobre o funcionamento continuo de suas casas e linhas de montagem neste inverno. Economistas e políticos discutem de quanto será a elevação dos preços.

"É fácil dizer: 'Vamos adotar as energias renováveis', e eu tenho certeza que podemos ficar sem a energia nuclear um dia, mas essa decisão foi muito abrupta", disse Joachim Knebel, cientista-chefe do Instituto de Tecnologia Karlsruhe.

Ele caracterizou a decisão do governo de desligar as usinas como "emocional" e apontou que, na maioria dos dias, a Alemanha tem sobrevivido a essa experiência apenas através da importação de eletricidade das vizinhas França e República Checa, que geram grande parte da sua energia com reatores nucleares.

Depois, há preocupações reais de que esse plano vai abandonar os esforços para conter o aquecimento global causado pelo homem, uma vez que, apesar de suas falhas, a energia nuclear gera poucas emissões. Se a Alemanha, a quarta maior economia do mundo, retomar o uso de usinas de queima de carvão ou passar a depender do gás natural da Rússia, o país não estará trocando um risco potencial por um risco real?

A Agência Internacional de Energia, geralmente uma fã da política alemã de energia limpa, tem sido crítica. Laszlo Varro, chefe do divisão de carvão, gás e mercados de energia da agência chamou o plano de "muito, muito ambicioso, embora não seja impossível, já que a Alemanha é rica e tecnicamente sofisticada."

Mesmo que a Alemanha consiga produzir a eletricidade de que precisa, "a moratória nuclear é uma notícia muito ruim em termos de política climática", disse Varro. "Nós não estamos longe de perder essa batalha e perder a energia nuclear torna isso desnecessariamente difícil."

O governo rebate que está preparado para fazer grandes investimentos na melhora da eficiência energética em casas e fábricas, bem como em novas fontes de energia limpa e linhas de transmissão. Até agora, não houve apagões.

Juergen Grossmann, diretor-executivo da gigante de energia alemã RWE, que possui dois reatores fechados em Biblis, localizada a cerca de 65 km ao sul de Frankfurt, expressaram ceticismo. "A Alemanha, em uma decisão muito precipitada, decidiu fazer experimentos consigo mesma", disse ele. "A política é ignorar os argumentos técnicos."

A Equação Nuclear

Os planejadores da Alemanha acreditavam que poderiam abrir mão da energia nuclear em grande parte por causa do notável progresso do país em energia renovável, que agora responde por 17% de sua produção de eletricidade, um número que o governo estima que vai dobrar em 10 anos. Nos dias em que as turbinas de energia eólica marítimas funcionam a todo vapor, a Alemanha produz mais eletricidade de fontes renováveis do que consome, de acordo com monitores europeus de energia.

A Alemanha "superou as expectativas de todos a respeito da energia renovável", disse Varro, mostrando que ela pode ser rentável e confiável.

Até fechar os reatores, a Alemanha era o principal exportador de energia da Europa.

Com um total de 133 gigawatts de capacidade de geração instalada no local no início deste ano, "havia realmente uma grande folga que possibilitava desligar as usinas nucleares", disse Harry Lehmann, diretor geral da Agência Federal do Meio Ambiente e um dos líderes políticos da Alemanha sobre energia e meio ambiente.

O país precisa de cerca de 90,5 gigawatts de capacidade de geração para preencher uma demanda nacional típica de cerca de 80 gigawatts por dia. Assim, os 25 gigawatts que a energia nuclear gera não fariam falta – pelo menos dentro de suas fronteiras.

Em nome da prudência, o plano prevê a criação de 23 gigawatts por usinas de gás e carvão até 2020. Por quê? Porque as usinas renováveis não produzem sua total capacidade caso o ar esteja calmo ou o céu nublado, e há atualmente uma capacidade limitada para armazenar ou transportar eletricidade, dizem os especialistas em energia.

Os oficiais do governo garantiram que as novas usinas de carvão e gás usarão as tecnologias mais limpas disponíveis e não devem agravar as mudanças climáticas, porque vão operar dentro do sistema de comércio de carbono europeu - em que as usinas que excedem as emissões permitidas tem que comprar créditos de carbono de empresas cujas atividades são ambientalmente benéficas, equilibrando as emissões.

O preço da eletricidade deverá aumentar de 35 a 40 euros (US$ 50 a US$60) por família por cada ano, ou menos de 5%, estima o governo. Embora a energia nuclear geralmente custe menos do que as opções mais novas, a lei alemã há muito tempo estipulou que as energias renováveis devem ser compradas primeiro, mesmo se forem mais caras.

Mas os céticos consideram as premissas do governo excessivamente otimistas. Stefan Martus, prefeito de Philippsburg, acredita que o custo da energia pode subir mais dramaticamente do que as estimativas e que o preço dos créditos de carbono para compensar o uso de usinas sujas é altamente imprevisível e variável, como o valor das ações. Além disso, a Agência Internacional de Energia não acha que a Alemanha – ou qualquer outro país – seja capaz de reduzir suas emissões a um custo razoável, sem a energia nuclear.

Funcionários da agência de energia também questionam as previsões de que o uso de eletricidade cairá 10% ao longo da próxima década, dada a expansão projetada de crescimento elétrico da economia alemã. A família média alemã já utiliza apenas cerca de metade da eletricidade de uma família americana.

"Sim, existe uma angústia alemã a respeito da energia nuclear", disse Cornelius Hildegard-Gaus, prefeito de Biblis. ''Mas se você formular a pergunta: ‘Será que queremos abandonar progressivamente a energia nuclear se isso levar a um aumento no custo e mais risco de apagões?’ A resposta seria muito diferente.''

Uma História Ambivalente

Mesmo antes de Fukushima, os dias da energia nuclear na Alemanha estavam contados. Biblis já foi palco de gigantescas manifestações antinucleares e a Alemanha estava em processo de criar um plano para a lenta e gradual eliminação da energia nuclear até 2023.

O país havia se tornado líder mundial em energia eólica e mestre em implementar mais eletrodomésticos e casas eficientes, depois de ter construído dezenas de milhares de "casas passivas" que faziam uso do auto-aquecimento.

Ainda assim, a chanceler Angela Merkel, uma física de formação, decidiu no ano passado estender as licenças de operação das usinas nucleares no país por preocupação de que a inovação por si só não satisfaça o apetite de energia do país.

Fukushima mudou tudo. O fato do Japão ser um país tecnologicamente avançado fez do acidente nuclear algo ainda mais alarmante para o povo alemão do que o desastre de Chernobyl, em um reator da antiga União Soviética. Apesar disso, especialistas da indústria e moradores de cidades como Biblis e Philippsburg ficaram surpresos com a rapidez da mudança.

As duas cidades vão perder centenas de empregos e milhões em receitas fiscais. As empresas de energia alemãs, no entanto, dizem ter recebido um modelo nacional de energia que parece bom no papel, mas é tecnicamente desafiador. Embora a produção de energia do país seja abundante, eles dizem que não está sempre disponível onde e quando é necessária.

O norte da Alemanha tem ventos marítimos e depósitos de carvão, mas o sul da Alemanha – um epicentro de fabricação de marcas como Mercedes, BMW e Audi – não tem fontes de energia abundantes com exceção da energia nuclear. O atual fornecimento de energia da Alemanha é altamente descentralizado, sem linhas de alta tensão de transmissão de eletricidade para longas distâncias.

"Agora, com o fechamento das usinas nucleares, temos uma tarefa muito difícil", disse Joachim Vanzetta, chefe de operações do sistema de transmissão da Amprion, a maior empresa de energia das quatro existentes no país.

Neste inverno, a Amprion prevê que sua grade terá 84 mil megawatts de eletricidade à sua disposição, para fornecer 81 mil megawatts necessários para o consumo – uma margem de segurança desconfortavelmente pequena, segundo Vanzetta. Em anos anteriores, a eletricidade estava prontamente disponível para compra na rede europeia se o preço fosse certo. Mas a exportação da energia alemã é o que ajudou a manter a França brilhando no inverno.

"No momento, temos um sistema estressado, mas que está sob controle", disse Vanzetta. "Se tivermos dias sem vento e sem sol e não pudermos comprar energia do exterior, então haverá o risco de apagões".

 

Fonte: Último Segundo

sábado, setembro 17, 2011

Para que o lixo nuclear repouse em paz

No granito do Grimsel (que não é candidato para a estocagem final), essa simulação em corte permite ver as barras de urânio (ao centro), o container em aço e a camada de cimento de cor clara (Alessio Ferrari)


Dentro de 20 anos, a Suíça vai sair da era nuclear, em todo caso da tecnologia atual. Fica uma porta aberta para tecnologias futuras, como confirmou a comissão de energia do Senado.

Resta enterrar dezenas de milhares de toneladas de lixo radioativo das usinas nucleares. Na Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), testa-se uma estocagem a barreiras múltiplas em que o lixo poderia ficar séculos, até tornar-se inofensivo.

Hoje, o lixo nuclear das centrais suíças esfriam muito lentamente em imensas piscinas nas próprias usinas e no depósito intermediário de Würenlingen, cantão de Argóvia (norte). Desde 2006 e a moratória votada pelo Parlamento para a construção de novas usinas, a Suíça deixou de enviar o lixo radioativo ao gigante francês Areva, para reciclagem na usina de La Hague.

A reciclagem existe: A Areva afirma que 96% das barras usadas das usinas nucleares francesas voltam a ser enriquecidas para reutilização como combustível. Os ecologistas do Greenpeace desmentem e dizem que esses dados se explicam pelas exportações ilegais que vão enferrujar em depósitos na Sibéria.

É verdade, quando se trata de nuclear, nada é simples nem totalmente transparente.

Deverá ser possível

Alessio Ferrari é um cientista e não um político. Pesquisador pós-doutorando no laboratório de mecânica dos solos (LMS) da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), ele trabalha na maneira em que a rocha poderia abrigar o lixo radiativo sem que jamais ele entre em contato com o meio ambiente nem com os lençóis freáticos. É a opção de depósito em camadas geológicas profundas, escolhida pela Suíça e por seus vizinhos. Se na superfície, o processo parece marcar o passo, nos laboratórios a pesquisa avança rapidamente.

“Há uma forte aceleração, no plano europeu, nos últimos cinco a dez anos”, diz Alessio Ferrari. “Os cientistas dispõem agora de melhores laboratórios, melhores resultados, uma compreensão de como os solos se comportam quando as condições mudam. O poder público também estimula a pesquisa porque se dão conta que é preciso, enfim, encontra uma solução”.

As quatro barreiras

A parte do lixo que não pode mais ser reciclada é vitrificada, ou seja, derramada em uma matriz de vidro reputada como quimicamente estável. Mas o lixo ainda é ativo e, portanto, produz calor: até 150° durante séculos para o esfriamento total depois de 10 mil a 100 mil anos. Nada garante que radioatividade não vaze do envelope vitrificado.

Então essa primeira barreira não é suficiente. A segunda é um container de aço. Apesar de ter várias dezenas de centímetros de espessura, o container também não é uma garantia absoluta e milenar contra os vazamentos radioativos.

Isso sem contar as possíveis agressões exteriores, sobretudo da água que poderia corroer o metal. Em princípio, a rocha é pouco permeável aos líquidos, mas para não ameaçar os tataranetos, os cientistas preveem uma terceira barreira antes das rochas.

“Não podemos simplesmente colocar esses containers no fundo de um túnel”, explica Alessio Ferrari. “É preciso um material tampão entre os containers e a rocha. O que testamos atualmente é a bentonita, uma espécie de argila que tem a propriedade muito interessante de poder absorver quatro a cinco vezes seu volume inicial de líquido. Quando ela fica saturada, se torna impermeável”.

Centro de competência

No campus da EFPL, o laboratório testa portanto a resistência da bentonita e seu comportamento em situações de calor, umidade e pressão dos containers que pesarão entre 8 e 26 toneladas. Um outra parte do trabalho é feita nas encostas do Grimsel e do Monte Terri, na região do Jura (oeste), em um laboratório gerido por um consórcio internacional de órgãos públicos e de institutos acadêmicos, sob o controle da Secretaria Federal de Topologia.

Isso não quer dizer que essa rede de túneis a 300 metros de profundidade seja o futuro depósito de lixo nuclear da Suíça. Atualmente, a estocagem de lixo radioativo é inclusive proibida. “As rochas que encontramos aqui existem quase por toda parte na Suíça”, explica Alessio Ferrari. O estudo do comportamento da rocha nas mesmas condições exigidas para uma estocagem de material radioativo faz parte de seu mandato. 

Os trabalhos do laboratório LMS são em parte financiados pela NAGRA, cooperativa nacional pela estocagem de lixo radioativo, que considera o laboratório da EPFL como referência nessa área.

O século dos séculos

Mas como ter certeza de que o que é testado hoje será válido pelo que aparece como meia eternidade?

 Alessio Ferrari é consciente do problema: “A escala temporal de um laboratório é limitada no máximo a alguns anos. Para a rocha, 10 mil anos não é nada na escala de tempo geológica e vamos escolher rochas muito estáveis. Para a bentonita, devemos extrapolar através de um modelo matemático”.

É melhor, se possível, não se enganar porque o modelo suíço de depósito de lixo nuclear prevê que, uma vez fechado, não se mexa mais.


Fonte: Swissinfo.ch

terça-feira, julho 12, 2011

Sem risco de um acidente nuclear em Iperó-SP

O Centro Experimental de Aramar, localizado em Iperó-SP, não oferece risco de um acidente nuclear, garante a Marinha do Brasil. Mesmo assim, a Santa Casa de Sorocaba passará a contar com uma ala para receber vítimas no caso de um incidente com vazamento radiativo.   

Segundo o diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-almirante Paulo Maurício Farias Alves, as atividades em Aramar contam com diversos dispositivos de segurança, de forma a manter os riscos dentro dos parâmetros internacionais.

De forma técnica, ele explica que o centro “é dotado de conceitos de barreiras em profundidade, sistemas redundantes e emprego de dispositivos passivos, que não dependem de energia elétrica ou externa”.

Simplificando, ao menor sinal de vazamento a unidade oferece uma espécie de lacração para que nenhum resíduo chegue ao ambiente externo.

“De acordo com as normas da Agência Internacional de Energia Nuclear, as áreas com potencial para sofrer algum efeito estão circunscritas a um raio de 800 metros, portanto não há risco para qualquer cidade próxima”.

O contra-almirante explica que cada setor de Aramar possui um plano de ação com procedimentos atrelados à segurança industrial e nuclear.
 
“Tais procedimentos incluem o uso de equipamento de proteção individual; uso de detectores de diversas substâncias; emprego de sistemas de monitoração e alarme”, esclarece Alves. “Além disso as equipes de segurança industrial, de proteção radiológica e de saúde são treinadas periodicamente”, finaliza o contra-almirante.
Emendas estão sendo destinadas  para as obras   
Os deputados federais estão destinando emendas para as  obras  na Santa Casa de Sorocaba. O deputado Jefferson Campos (PSB) destinou R$ 500 mil do orçamento da União para a construção da nova ala de atendimento na Santa Casa.

Segundo o provedor do hospital, José Antônio Fasiaben, outros parlamentares estão fazendo emendas. “A ala foi um pedido da comando de Centro Experimentar de Aramar.”

Fasiaben explica que a Santa Casa recebeu a visita de oficiais da  Marinha. “Eles fizeram um relatório. Nosso hospital atende às necessidades”.

Sobre o projeto e equipamentos necessários, Fasiaben explica que a Marinha está fazendo o projeto. O provedor informa que ainda não tem detalhes sobre o funcionamento da ala e o cronograma de instalação.

A construção da ala atende  à resolução CNEN-NE-1.0/2002, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que versa sobre o Licenciamento de Instalações Nucleares e exige facilidades médicas de apoio, internas e externas, ao pessoal alocado em tais instalações.

R$ 1 bilhão  é quanto foi destinado em 2007 pelo então presidente Lula para os projetos desenvolvidos em Aramar.

Fonte: Rede BOM DIA (com adaptações).

segunda-feira, julho 11, 2011

3 regiões dos Açores com alerta de ultravioletas

A radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível de UV exceder os limites de segurança


O Funchal, uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, registra esta semana um nível de radiação ultravioleta (UV) extremo e outras 10 regiões contam com níveis muito altos, segundo dados do Instituto de Meteorologia (IM).

Na região do Funchal, a incidência será maior entre 12:00 e as 17:00, quando o nível extremo de radiação ultravioleta atinge o índice 11.

O IM considera que o nível extremo representa perigo e pede às pessoas para evitarem o máximo possível a exposição ao sol e aproveitarem para ficar em casa.

Ao mesmo tempo, 10 regiões apresentam níveis de radiação ultravioleta muito alto, entre os índices 8 e 10, casos de Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Penhas Douradas, Sines, Santa Cruz, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, as três últimas nos Açores.


No caso de índice muito alto, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, protetor solar e guarda-sol bem como evitar a exposição das crianças ao sol. 

 

Fonte: RTP/Antena 1 (com adaptações)

domingo, julho 10, 2011

Agilent Technologies desenvolve método para medir radioatividade de forma rápida e precisa


A Agilent Technologies Inc. anuncia o desenvolvimento de um novo método para identificar iodo radioativo usando a técnica de espectrometria de massas com fonte de plasma acoplada indutivamente (ICP-MS). O método será usado pela primeira vez pela Universidade do Japão, com o sistema doado pela Agilent, um ICP-MS modelo 7700.  Os testes serão realizados no laboratório do Dr. Yasuyuki Muramatsu, expert em radiação ambiental. O Dr. Muramatsu, professor do departamento de química da universidade, foi recentemente indicado pela Prefeitura de Fukushima para avaliar o efeito da radiação nas fazendas da região depois que as usinas de energia nuclear locais foram danificadas pelos recentes terremoto e tsunami.

O laboratório do Dr. Muramatsu mede elementos radioativos em nível de ultra traços, incluindo os isótopos de iodo 129, 131 e 127, assim como os elementos césio (Cs) e estrôncio (Sr) em nível de traços. Esses elementos são importantes para medir os radioisótopos que vazaram do reator para o meio ambiente.

“O iodo radioativo 129 exige atenção especial por ser de alta resistência”, afirma o Dr Muramatsu. “Controlar seus níveis será importante para avaliação do iodo radioativo depositado no meio ambiente”. Este nuclídeo é despejado continuamente no meio ambiente como resultado de testes de armas nucleares, acidentes em usinas nucleares e emissões de usinas de reprocessamento de combustível nuclear.

“Essa aplicação requer o uso de uma célula de colisão/reação de alta energia com oxigênio, existente no sistema Agilent ICP-MS 7700,” ressalta Daniela Schiavo, especialista de aplicações da área de ICP-MS da Agilent. “Apesar de existirem outras técnicas e instrumentos de medição, como nossos outros sistemas de ICP-MS, acreditamos que a medição do Iodo 129 com este método é a forma mais rápida, mais precisa e de menor custo”.

Desde o terremoto de 11 de março, a Agilent e a Fundação Agilent Technologies têm contribuído com mais de US$ 850.000 em doações e equipamentos em resposta à tragédia.

Sobre a Agilent Technologies
 
A Agilent Technologies Inc é a principal empresa do mundo em medição analítica e uma das principais em análises químicas, biociências, eletrônica e comunicações.  Os 18.500 funcionários da empresa estão a serviço de clientes em mais de 100 países.


Fonte: Planeta Universitário.com