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sexta-feira, janeiro 27, 2012

Brasil decidirá em 2012 se constrói usinas nucleares no Nordeste

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011.

O vazamento de material radioativo no Japão teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.

A Eletronuclear, empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país, informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não.

O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia neste ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.

Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste.

"O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.

A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear.

"[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ).

"É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos, exatamente a causa do acidente no Japão.

Estados saem da disputa
 
Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".

Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.

O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.

Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."

Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."

Fonte: Ambiente Já

sábado, janeiro 21, 2012

Governo estuda converter Fukushima num grande centro de segurança nuclear



O ministro japonês encarregado da gestão da crise nuclear, Goshi Hosono, apresentou os detalhes de um plano para converter a província de Fukushima, num centro para promover a segurança nuclear.

Numa entrevista emitida pela televisão local NHK, Hosono assegurou que a sua proposta é criar um instituto internacional em Fukushima, província bastante afetada pelo acidente nuclear do passado 11 de março, que conte com especialistas e sirva de centro de formação de profissionais.

O centro integraria peritos em segurança nuclear e medicina radiológica e permitiria partilhar com o resto do mundo as lições retiradas do acidente nuclear em matéria de saúde e segurança. 

Fonte: Destak

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Identificados medicamentos capazes de combater efeitos da radiação

Urânio, césio e etc.

Não é à toa que existe um temor geral com acidentes envolvendo radiação, seja em uma usina nuclear, seja com um aparelho médico usado, como aconteceu em Goiânia com uma cápsula de césio 137.

Nesses eventos, tem sido padrão dar maior importância a resguardar as pessoas que ainda não foram contaminadas do que realmente tratar os pacientes, que são isolados rapidamente.

Pior do que isso, há pouco a se fazer hoje para ajudá-los.

Remédios contra radiação

Agora, pela primeira vez, médicos descobriram que dois medicamentos já disponíveis no mercado podem ser usados para ajudar no tratamento de pessoas afetadas por radiação.

A Dra. Evan Guinan e seus colegas do Hospital Infantil de Boston (EUA) demonstraram que a combinação de dois remédios consegue aliviar a doença da radiação, ou síndrome aguda da radiação.

Os cientistas testaram uma combinação de ciprofloxacina e uma versão sintética de uma proteína humana de defesa contra infecções, chamada BPI - a versão sintética chama-se rBPI21.

As cobaias que receberam a combinação dos dois remédios até 24 horas depois de serem expostas a uma dose letal de radiação conseguiram se recuperar. Cada um dos medicamentos isoladamente não produziu efeitos.

Eficácia e praticidade

As terapias sugeridas até hoje não foram tão eficazes quanto a combinação dos dois medicamentos, além de precisarem ser aplicadas minutos após a exposição à radiação, o que não é possível no caso de acidentes reais.

Agora os pesquisadores vão testar a combinação em humanos, o que não deverá demorar, por se tratar de medicamentos já aprovados.

Governos de todo o mundo têm demonstrado interesse em manter estoques de segurança de medicamentos anti-radiação principalmente depois do acidente da Usina de Fukushima, no Japão, que mostrou que os efeitos não se restringem às imediações do acidente.

Efeitos da radiação sobre o corpo humano

A doença da radiação, também conhecida como síndrome aguda de radiação, varia com a quantidade de radiação que um indivíduo recebe.

Os primeiros sinais da doença são geralmente náuseas e vômitos, que podem ser seguidos por febre, fraqueza, tonturas, sangramento nos vômitos e fezes, dificuldade respiratória e infecções.

Os tecidos do corpo que produzem o sangue, sistema nervoso, aparelho digestivo, pulmões, sistema cardiovascular, tudo pode ser afetado.

Em doses muito elevadas, a radiação é geralmente fatal.

Dentro do corpo, os efeitos da radiação pesada podem incluir o "vazamento" de bactérias, e das toxinas que elas produzem, do trato digestivo, ou através de danos na pele, para a corrente sanguínea.

Os efeitos da radiação são devastadores sobre as funções do coração e dos pulmões, interrompendo o processo de coagulação do sangue, e levando à inflamação dos tecidos em todo o corpo.

Quando bactérias ou toxinas entram no sangue em condições normais, o sistema imunológico responde enviando neutrófilos - células brancas do sangue - para destruir os invasores.
Mas quando uma pessoa foi exposta a níveis elevados de radiação, a capacidade de gerar neutrófilos é quase totalmente destruída.

"É uma tempestade perfeita de eventos causadores de doenças," observa Guinan. "A radiação resulta em bactérias e endotoxinas entrando na corrente sanguínea ao mesmo tempo que as defesas do corpo são reduzidas."

Não é sem razão que os cientistas estão tão entusiasmados com a descoberta de que dois medicamentos conhecidos podem ser usados para tratar toda essa cascata de eventos danosos com grande eficácia.

Fonte: Diário da Saúde (com adaptações).

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Câmera portátil da Toshiba é capaz de identificar sinais de radiação com rapidez e precisão


 
Acidentes nucleares como a atual destruição da usina nuclear em Fukushima, no Japão, reacendem as preocupações com a radioatividade e os males que ela pode causar aos seres humanos. Pensando nisso, a Toshiba desenvolveu uma câmera portátil capaz de identificar e medir os níveis de radiação de uma determinada área, a Portable Gamma Camera.

De acordo com o Ubergizmo, a empresa irá testar a nova câmera ainda este mês com a colaboração da prefeitura de Fukushima. A ideia da Toshiba é promover o uso da Gamma Camera em outras cidades e regiões do país.

A câmera, que se assemelha muito com um projetor comum, é equipada com mais de 128 semicondutores e sensores de radiação. O aparelho pode ser alimentado por qualquer fonte de energia ou por baterias AC100V.

A Gamma Camera mede o nível dos raios gama através de um sensor de radiação e uma câmera de vídeo com processamento de sinais. Depois dos níveis medidos, a câmera apresenta uma imagem com cores diferentes indicando o nível de radiação local como, por exemplo, se o aparelho apresentar uma medição com a cor vermelha, isso indica que a radiação está altíssima no local.
 
Como o nível de radiação não é homogêneo em determinada área, a medição pode levar mais de horas para ser concluída, mas a Gamma Camera consegue medir em pouco tempo todos os níveis de radiação.

Segundo o Tech On, a Gamma Camera pode ser utilizada para agilizar a identificação dos focos de contaminação e acelerar o processo de descontaminação assim como, também poderá ser utilizada para verificar a eficiência dos processos de descontaminação.

A Toshiba criou a nova câmera portátil visando diminuir o tamanho e melhorar o desempenho dos aparelhos que estão sendo utilizados na área da usina nuclear no Japão. Para se ter uma ideia, a câmera é 30 vezes mais eficaz na medição do que os aparelhos já existentes e é capaz de identificar a radiação mesmo em níveis muito baixos. 

Fonte: Geek

sexta-feira, novembro 11, 2011

Agora, radiação é detectada em "garrafas misteriosas" em Tóquio

Uma pequena área com alto índice de radiação foi detectada em Tóquio sete meses depois do início da crise nuclear do Japão, mas autoridades locais disseram que os índices pareciam ter origem em garrafas misteriosas armazenadas debaixo de uma casa, e não na usina nuclear destruída de Fukushima.

A usina nuclear Fukushima Daiichi, atingida por um gigantesco terremoto e tsunami em março, emitiu radiação na atmosfera que foi transportada por ventos e depositada pelas chuvas e pela neve no leste do Japão.

Autoridades de Setagaya, uma importante área residencial em Tóquio, cerca de 150 km a sudoeste da usina, informaram nesta semana que encontraram uma concentração radioativa em uma calçada perto de escolas, gerando preocupações na área mais populosa do país, distante da usina destruída de Fukushima.

O índice de radiação no local chegou a 3,35 mSv/h no início de outubro, mais alto do que em algumas áreas da zona de exclusão próximo à usina de Fukushima, o centro do pior desastre nuclear do mundo desde Chernobyl, há 25 anos. A unidade de mSv mede a quantidade de radiação absorvida pelo tecido humano.

Mas o governo local encontrou algumas garrafas debaixo do piso em uma casa próxima que estava emitindo altos índices de radiação. "Um aparelho de medição, quando foi apontado para elas, indicou índices muito altos. Níveis de radiação estavam excedendo o limite superior do aparelho", disse o prefeito de Setagaya, Nobuto Hosaka, em coletiva de imprensa.

Autoridades do Ministério da Educação disseram estar investigando a questão, inclusive o conteúdo das garrafas. A emissora estatal NHK disse que ninguém estava morando na casa.

A cidade de Funabashi, próximo de Tóquio, disse que um grupo de cidadãos haviam detectado um índice de radiação de 5,8 mSv/h em um parque, mas que uma pesquisa realizada pela própria cidade indicou que o índice mais alto na área era um quarto desse número.

Índices de radiação dentro do raio de 20 quilômetros da zona de exclusão ao redor da usina Daiichi variavam de 0,5 a 64,8 mSv/h, segundo dados do governo nesta semana. Cerca de 80 mil moradores foram obrigados a se retirar dessa zona depois do terremoto e tsunami.

Em Yokohama, Sr-90 radioativo, que pode provocar câncer nos ossos e leucemia, foi detectado em solo testado no telhado de um apartamento, segundo informações da mídia.
O estrôncio tem sido detectado dentro da zona de 80 quilômetros ao redor da usina de Fukushima Daiichi, mas essa é a primeira vez em que foi encontrado em uma área tão distante.

A exposição a fontes naturais de radiação em uma ano é de aproximadamente 2.400 mSv em média, segundo a agência nuclear da ONU.

O Ministério da Educação do Japão estabeleceu um padrão permitindo até 1 mSv/h de radiação nas escolas, enquanto tenta reduzir esse nível para 0,11 mSv/h.

Não existe acordo entre os especialistas sobre os impactos de exposição à radiação na saúde, mas após Chernobyl houve um aumento significativo nos casos de câncer da tireóide em pessoas que foram expostas durante a infância. 

É... o negócio tá feio por lá!


Fonte: Terra (com adaptações).

segunda-feira, outubro 24, 2011

Material com selo de radioatividade faz bombeiro fechar rua em Brasília




O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil fecharam por quase três horas o acesso a uma quadra da área econômica do setor Sudoeste, em Brasília, após um morador encontrar uma embalagem com um selo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)  jogada no lixo. A área foi isolada por orientação da CNEN até a chegada de um técnico do órgão no local.

A embalagem descreve o produto como sendo iodeto de sódio 131. Segundo informações na página da CNEN, o iodeto de sódio é um produto radioativo usado na medicina no diagnóstico de doenças da glândula tireoide. Por ter uma validade média de oito dias, o produto tem sido substituído em exames pelo iodo 123 ultrapuro, cuja radioatividade dura 13,2 horas.

O técnico da CNEN Adriano de Souza afirmou que a embalagem encontrada estava vazia e com prazo de validade vencido – o selo era de 2008. Apesar disso, Souza disse que se houvesse iodeto e a substância estivesse dentro da validade, o produto poderia provocar queimaduras e até câncer em quem o manuseasse.

A embalagem foi recolhida e levada para perícia. Segundo o técnico da CNEN, é possível rastrear a origem do produto a partir do selo. "Vamos fazer isso o mais rapidamente possível", afirmou.
 
Lembrança do césio 137
 
Segundo o major dos Bombeiros Hélio Guimarães Pereira, a notificação sobre o descarte da embalagem foi feita por um morador nesta manhã. Na tarde do dia anterior, o porteiro Francisco Aquino, que trabalha na quadra, chegou a manusear a embalagem. Um exame feito no porteiro com um contador Geiger descartou a contaminação.

O porteiro Fransico Aquino disse ter ficado aliviado com o resutado. "As pessoas ficaram falando do césio de Goiânia", disse.

O selo da CNEN levantou o medo de que a radiação do produto pudesse causar danos à saúde, como no caso da cápsula de césio 137 encontrada por catadores de lixo em Goiânia, em 1987, e que se transformou no maior acidente nuclear radioativo brasileiro.

A moradora Millene Francine, que já trabalhou com descarte de produtos tóxicos, disse que buscou informações sobre o produto encontrado tão logo ele foi identificado. “Procurei logo me informar que tipo de produto era para ver se era perigoso”, disse.

A advogada Jussara Costa Melo, que mora na quadra que foi interditada, disse ter ficado menos preocupada quando viu a rapidez dos bombeiros em isolar a área. Ela chegou a ser impedida pelos bombeiros de caminhar quando desceu de seu prédio para se exercitar.
 
O acidente com o Césio 137 ocorreu em 1987. O material radioativo estava em um equipamento médico abandonado em um hospital desativado da cidade. Depois de retirado da máquina, o césio 137 foi vendido para o dono de um ferro-velho. Várias pessoas que tiveram contato com o produto morreram.

Os donos do instituto de radiologia onde estava o equipamento foram condenados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O material contaminado – mais de 1,6 mil toneladas de entulhos, terra e roupas – foi transferido para um depósito especial em Abadia de Goiás.


Fonte: G1

quinta-feira, outubro 06, 2011

Mais uma usina em foco, agora na França

Acalmem os ânimos, não será o fim da Europa. Mesmo causada por um incêndio perto de um forno no local de armazenamento de resíduos radioativos, a explosão no centro de tratamento Centraco em setembro, França, não causou risco de um vazamento radioativo.



Segundo a companhia, foi um acidente industrial e não um acidente nuclear. A causa da explosão ainda não é conhecida.

A explosão atingiu a região às 11:45 da manhã, hora local. Um cordão de segurança foi criado como medida de precaução. Mas um porta-voz disse mais tarde que não houve vazamento de radiação, nem dentro nem fora da fábrica.

Nenhum dos trabalhadores acidentados foi contaminado pela radiação, disseram autoridades. Segundo eles, o trabalhador que morreu foi morto pela explosão e não por exposição a material nuclear.

O centro de tratamento produz um combustível que recicla o plutônio de armas nucleares, portanto, não há reatores nucleares no local.

O porta-voz da empresa disse que a explosão aconteceu em um forno usado para queimar os resíduos, incluindo combustíveis, ferramentas e roupas que tinham sido utilizadas na produção de energia nuclear, mas só tinha níveis muito baixos de radiação.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que estava em contato com as autoridades francesas para saber mais sobre a natureza da explosão. Além da agência, a ministra do Meio Ambiente da França visitou o local para ajudar a levantar uma avaliação exata do possível impacto radiológico deste acidente. Até agora, nada foi detectado.

Marcoule foi inaugurada em 1955 e é uma das mais antigas instalações nucleares da França, embora tenha sido completamente modernizada.

Todos os 58 reatores nucleares do país foram submetidos a testes de estresse nos últimos meses, após o desastre na usina nuclear do Japão, que foi atingida por terremoto e tsunami. Os preços das ações caíram mais 6% quando a notícia surgiu.

A França é o país mais dependente da energia nuclear, antendendo 75% das suas necessidades, por isso a segurança no setor é uma questão altamente sensível.

Em junho, a França anunciou que estava investindo 2,3 bilhões de reais em energia nuclear, incluindo cuidados com a segurança.
Centros nucleares franceses estão desenvolvendo a próxima geração de reatores nucleares e vêm se envolvendo em uma enorme campanha publicitária desde o desastre japonês a para tranquilizar o público.
Outros países da Europa, incluindo Alemanha, Itália e Suíça, disseram que vão reduzir ou eliminar gradualmente a utilização da energia nuclear ao longo dos próximos anos. 
Fonte: Hypescience

terça-feira, setembro 20, 2011

Alemanha reduz usinas nucleares sob ceticismo de especialistas

Depois do ocorrido em Fukushima, o governo alemão desligou oito dos 17 reatores e planeja desativar os restantes até 2022

Desde o período sombrio pós Segunda Guerra Mundial, a Alemanha não tinha blecautes tão significativos. No entanto, o país se prepara para essa possibilidade depois da desativação de metade de seus reatores nucleares, praticamente de uma hora para a outra.

Usinas nucleares há muito tempo geram quase um quarto da eletricidade da Alemanha. Mas depois do terremoto seguido de tsunami que disseminou radiação por Fukushima, no Japão, o governo resolveu desligar oito mais antigos dos 17 reatores da Alemanha – incluindo os dois localizados nesta cidade industrial – em alguns dias. Três meses depois, com um novo plano para dar eletricidade ao país sem fazer uso da energia nuclear e uma crescente dependência da energia renovável, o Parlamento votou por fechar as usinas permanentemente. E há planos para aposentar os restantes nove reatores até 2022.

Como resultado, os produtores de eletricidade estão lutando para garantir um fornecimento adequado. Clientes e empresas estão nervosos sobre o funcionamento continuo de suas casas e linhas de montagem neste inverno. Economistas e políticos discutem de quanto será a elevação dos preços.

"É fácil dizer: 'Vamos adotar as energias renováveis', e eu tenho certeza que podemos ficar sem a energia nuclear um dia, mas essa decisão foi muito abrupta", disse Joachim Knebel, cientista-chefe do Instituto de Tecnologia Karlsruhe.

Ele caracterizou a decisão do governo de desligar as usinas como "emocional" e apontou que, na maioria dos dias, a Alemanha tem sobrevivido a essa experiência apenas através da importação de eletricidade das vizinhas França e República Checa, que geram grande parte da sua energia com reatores nucleares.

Depois, há preocupações reais de que esse plano vai abandonar os esforços para conter o aquecimento global causado pelo homem, uma vez que, apesar de suas falhas, a energia nuclear gera poucas emissões. Se a Alemanha, a quarta maior economia do mundo, retomar o uso de usinas de queima de carvão ou passar a depender do gás natural da Rússia, o país não estará trocando um risco potencial por um risco real?

A Agência Internacional de Energia, geralmente uma fã da política alemã de energia limpa, tem sido crítica. Laszlo Varro, chefe do divisão de carvão, gás e mercados de energia da agência chamou o plano de "muito, muito ambicioso, embora não seja impossível, já que a Alemanha é rica e tecnicamente sofisticada."

Mesmo que a Alemanha consiga produzir a eletricidade de que precisa, "a moratória nuclear é uma notícia muito ruim em termos de política climática", disse Varro. "Nós não estamos longe de perder essa batalha e perder a energia nuclear torna isso desnecessariamente difícil."

O governo rebate que está preparado para fazer grandes investimentos na melhora da eficiência energética em casas e fábricas, bem como em novas fontes de energia limpa e linhas de transmissão. Até agora, não houve apagões.

Juergen Grossmann, diretor-executivo da gigante de energia alemã RWE, que possui dois reatores fechados em Biblis, localizada a cerca de 65 km ao sul de Frankfurt, expressaram ceticismo. "A Alemanha, em uma decisão muito precipitada, decidiu fazer experimentos consigo mesma", disse ele. "A política é ignorar os argumentos técnicos."

A Equação Nuclear

Os planejadores da Alemanha acreditavam que poderiam abrir mão da energia nuclear em grande parte por causa do notável progresso do país em energia renovável, que agora responde por 17% de sua produção de eletricidade, um número que o governo estima que vai dobrar em 10 anos. Nos dias em que as turbinas de energia eólica marítimas funcionam a todo vapor, a Alemanha produz mais eletricidade de fontes renováveis do que consome, de acordo com monitores europeus de energia.

A Alemanha "superou as expectativas de todos a respeito da energia renovável", disse Varro, mostrando que ela pode ser rentável e confiável.

Até fechar os reatores, a Alemanha era o principal exportador de energia da Europa.

Com um total de 133 gigawatts de capacidade de geração instalada no local no início deste ano, "havia realmente uma grande folga que possibilitava desligar as usinas nucleares", disse Harry Lehmann, diretor geral da Agência Federal do Meio Ambiente e um dos líderes políticos da Alemanha sobre energia e meio ambiente.

O país precisa de cerca de 90,5 gigawatts de capacidade de geração para preencher uma demanda nacional típica de cerca de 80 gigawatts por dia. Assim, os 25 gigawatts que a energia nuclear gera não fariam falta – pelo menos dentro de suas fronteiras.

Em nome da prudência, o plano prevê a criação de 23 gigawatts por usinas de gás e carvão até 2020. Por quê? Porque as usinas renováveis não produzem sua total capacidade caso o ar esteja calmo ou o céu nublado, e há atualmente uma capacidade limitada para armazenar ou transportar eletricidade, dizem os especialistas em energia.

Os oficiais do governo garantiram que as novas usinas de carvão e gás usarão as tecnologias mais limpas disponíveis e não devem agravar as mudanças climáticas, porque vão operar dentro do sistema de comércio de carbono europeu - em que as usinas que excedem as emissões permitidas tem que comprar créditos de carbono de empresas cujas atividades são ambientalmente benéficas, equilibrando as emissões.

O preço da eletricidade deverá aumentar de 35 a 40 euros (US$ 50 a US$60) por família por cada ano, ou menos de 5%, estima o governo. Embora a energia nuclear geralmente custe menos do que as opções mais novas, a lei alemã há muito tempo estipulou que as energias renováveis devem ser compradas primeiro, mesmo se forem mais caras.

Mas os céticos consideram as premissas do governo excessivamente otimistas. Stefan Martus, prefeito de Philippsburg, acredita que o custo da energia pode subir mais dramaticamente do que as estimativas e que o preço dos créditos de carbono para compensar o uso de usinas sujas é altamente imprevisível e variável, como o valor das ações. Além disso, a Agência Internacional de Energia não acha que a Alemanha – ou qualquer outro país – seja capaz de reduzir suas emissões a um custo razoável, sem a energia nuclear.

Funcionários da agência de energia também questionam as previsões de que o uso de eletricidade cairá 10% ao longo da próxima década, dada a expansão projetada de crescimento elétrico da economia alemã. A família média alemã já utiliza apenas cerca de metade da eletricidade de uma família americana.

"Sim, existe uma angústia alemã a respeito da energia nuclear", disse Cornelius Hildegard-Gaus, prefeito de Biblis. ''Mas se você formular a pergunta: ‘Será que queremos abandonar progressivamente a energia nuclear se isso levar a um aumento no custo e mais risco de apagões?’ A resposta seria muito diferente.''

Uma História Ambivalente

Mesmo antes de Fukushima, os dias da energia nuclear na Alemanha estavam contados. Biblis já foi palco de gigantescas manifestações antinucleares e a Alemanha estava em processo de criar um plano para a lenta e gradual eliminação da energia nuclear até 2023.

O país havia se tornado líder mundial em energia eólica e mestre em implementar mais eletrodomésticos e casas eficientes, depois de ter construído dezenas de milhares de "casas passivas" que faziam uso do auto-aquecimento.

Ainda assim, a chanceler Angela Merkel, uma física de formação, decidiu no ano passado estender as licenças de operação das usinas nucleares no país por preocupação de que a inovação por si só não satisfaça o apetite de energia do país.

Fukushima mudou tudo. O fato do Japão ser um país tecnologicamente avançado fez do acidente nuclear algo ainda mais alarmante para o povo alemão do que o desastre de Chernobyl, em um reator da antiga União Soviética. Apesar disso, especialistas da indústria e moradores de cidades como Biblis e Philippsburg ficaram surpresos com a rapidez da mudança.

As duas cidades vão perder centenas de empregos e milhões em receitas fiscais. As empresas de energia alemãs, no entanto, dizem ter recebido um modelo nacional de energia que parece bom no papel, mas é tecnicamente desafiador. Embora a produção de energia do país seja abundante, eles dizem que não está sempre disponível onde e quando é necessária.

O norte da Alemanha tem ventos marítimos e depósitos de carvão, mas o sul da Alemanha – um epicentro de fabricação de marcas como Mercedes, BMW e Audi – não tem fontes de energia abundantes com exceção da energia nuclear. O atual fornecimento de energia da Alemanha é altamente descentralizado, sem linhas de alta tensão de transmissão de eletricidade para longas distâncias.

"Agora, com o fechamento das usinas nucleares, temos uma tarefa muito difícil", disse Joachim Vanzetta, chefe de operações do sistema de transmissão da Amprion, a maior empresa de energia das quatro existentes no país.

Neste inverno, a Amprion prevê que sua grade terá 84 mil megawatts de eletricidade à sua disposição, para fornecer 81 mil megawatts necessários para o consumo – uma margem de segurança desconfortavelmente pequena, segundo Vanzetta. Em anos anteriores, a eletricidade estava prontamente disponível para compra na rede europeia se o preço fosse certo. Mas a exportação da energia alemã é o que ajudou a manter a França brilhando no inverno.

"No momento, temos um sistema estressado, mas que está sob controle", disse Vanzetta. "Se tivermos dias sem vento e sem sol e não pudermos comprar energia do exterior, então haverá o risco de apagões".

 

Fonte: Último Segundo

domingo, setembro 11, 2011

Simulação de acidente nuclear em Angra dos Reis

Para analisar e observar todos os detalhes do Exercício Geral do Plano de Emergência da Central Nuclear, de Angra dos Reis, representantes de órgãos nacionais e internacionais presenciaram todas as atividades do evento. Estiveram presentes observadores do Ministério da Defesa; Marinha; Defesa Civil Nacional; Ibama; Cemig; Tribunal de Contas da União; dentre demais representantes convidados pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Também estiveram nas atividades o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República General, José Elito Carvalho Siqueira; o Presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Ângelo Fernando Padilha; o presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Trajan Filho; o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana; e o presidente da Eletrobras Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.

"É essencial que todos os órgãos estejam integrados para participar do plano. Sabemos bem que a possibilidade de um acidente nuclear é muito pequena, mas precisamos nos preparar caso isso aconteça algum dia. E temos que ser modestos e responsáveis para admitir que precisamos melhorar nossas ações de prevenção, e investir nas atividades de todo o Plano de Emergência" - afirmou o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Ângelo.

As atividades do exercício foram retomadas logo pela manhã do dia 1º de setembro. Após constatada a existência de uma Emergência Geral, teve início a evacuação da população localizada em um raio de 3 Km ao redor de Angra. Através de ônibus e vans dos órgãos envolvidos no Plano de Emergência, os moradores foram levados aos abrigos municipais, como a Escola Municipal José Luiz Reseck.

Por volta das 11h30min, houve a simulação da transferência da paciente contaminada por radiação na tarde de ontem. A funcionária foi transferida do Centro Médico das Radiações Ionizantes (CMRI), localizado na Vila História de Mambucaba para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. O transporte foi realizado em uma aeronave especifica da Aeronáutica.

"Primeiramente, o paciente é atendido dentro da usina, depois no CMRI e se houver agravamento fazemos a remoção até o Marcílio Dias, unidade mais apropriada para receber casos desse tipo" - disse o coordenador do Plano de Emergência Local (PEL) da Eletronuclear, Paulo Werneck.

Na parte da tarde, os moradores do Frade se reuniram na entrada do Sertãozinho, em um Ponto de Reunião, simulando a evacuação da comunidade. Logo após, funcionários da Fundação de Saúde de Angra (Fusar) realizaram a distribuição fictícia de pastilhas de iodeto de potássio, na comunidade da Praia Vermelha. No local também foi testada a retirada da população por via marítima, e terrestre. O exercício foi finalizado por volta das 16 horas, com a retirada de ilhéus de Angra, e o encaminhamento dos mesmos ao Colégio Naval, no centro de Angra.

Concluído o Exercício Geral, todos os órgãos envolvidos no Plano de Emergência fizeram uma reunião para debater os detalhes das atividades ocorridas. Dentre dois a três meses um relatório será elaborado pelas equipes analisadoras da Eletronuclear Eletrobrás, para que haja uma conclusão de como foram as ações, e o que deverá ser feito para melhorá-las.

 

Pela primeira vez o Exercício Geral do Plano de Emergência testou a logística da entrega de pastilhas de iodeto de potássio à população (que evitam a contaminação por radiação). A entrega fictícia das pastilhas foi feita através de kits contendo balas e material informativo que explicava o motivo pelo qual as pessoas deveriam tomar a suposta medicação. A ação aconteceu na comunidade da Praia Vermelha, que possui aproximadamente 200 moradores.

Como explica o médico e integrante do plano, Marcos Vinícius de Castro, a entrega dos comprimidos foi feita com balas para simbolizar as pílulas que deveriam ser tomadas em caso de um real acidente nuclear.

"O comprimido de iodeto de potássio é utilizado quando uma pluma radioativa atinge uma determinada área, e a população não consegue ser retirada. A pastilha de iodo atinge a glândula da tireóide e funciona como um bloqueador de radiação, evitando assim uma maior contaminação e o surgimento de câncer de tireóide. Em outros paises vimos que nos exercícios gerais foram utilizados balas para fingir que estavam sendo distribuídos os comprimidos, daí surgiu a ideia de fazer o mesmo em Angra" - explicou Marcos Vinícius.

Os moradores aprovaram a iniciativa.

"Essa história de tomar pílulas de iodeto de potássio parecia uma situação complicada e arriscada, pois não sabíamos a respeito de contra-indicações ou efeitos da medicação. E nessas horas a informação é realmente o melhor remédio" - disse a moradora da Praia Vermelha, Dalva Rosas.

 
Fonte: Diário do Vale (com adaptações).

terça-feira, julho 12, 2011

Sem risco de um acidente nuclear em Iperó-SP

O Centro Experimental de Aramar, localizado em Iperó-SP, não oferece risco de um acidente nuclear, garante a Marinha do Brasil. Mesmo assim, a Santa Casa de Sorocaba passará a contar com uma ala para receber vítimas no caso de um incidente com vazamento radiativo.   

Segundo o diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-almirante Paulo Maurício Farias Alves, as atividades em Aramar contam com diversos dispositivos de segurança, de forma a manter os riscos dentro dos parâmetros internacionais.

De forma técnica, ele explica que o centro “é dotado de conceitos de barreiras em profundidade, sistemas redundantes e emprego de dispositivos passivos, que não dependem de energia elétrica ou externa”.

Simplificando, ao menor sinal de vazamento a unidade oferece uma espécie de lacração para que nenhum resíduo chegue ao ambiente externo.

“De acordo com as normas da Agência Internacional de Energia Nuclear, as áreas com potencial para sofrer algum efeito estão circunscritas a um raio de 800 metros, portanto não há risco para qualquer cidade próxima”.

O contra-almirante explica que cada setor de Aramar possui um plano de ação com procedimentos atrelados à segurança industrial e nuclear.
 
“Tais procedimentos incluem o uso de equipamento de proteção individual; uso de detectores de diversas substâncias; emprego de sistemas de monitoração e alarme”, esclarece Alves. “Além disso as equipes de segurança industrial, de proteção radiológica e de saúde são treinadas periodicamente”, finaliza o contra-almirante.
Emendas estão sendo destinadas  para as obras   
Os deputados federais estão destinando emendas para as  obras  na Santa Casa de Sorocaba. O deputado Jefferson Campos (PSB) destinou R$ 500 mil do orçamento da União para a construção da nova ala de atendimento na Santa Casa.

Segundo o provedor do hospital, José Antônio Fasiaben, outros parlamentares estão fazendo emendas. “A ala foi um pedido da comando de Centro Experimentar de Aramar.”

Fasiaben explica que a Santa Casa recebeu a visita de oficiais da  Marinha. “Eles fizeram um relatório. Nosso hospital atende às necessidades”.

Sobre o projeto e equipamentos necessários, Fasiaben explica que a Marinha está fazendo o projeto. O provedor informa que ainda não tem detalhes sobre o funcionamento da ala e o cronograma de instalação.

A construção da ala atende  à resolução CNEN-NE-1.0/2002, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que versa sobre o Licenciamento de Instalações Nucleares e exige facilidades médicas de apoio, internas e externas, ao pessoal alocado em tais instalações.

R$ 1 bilhão  é quanto foi destinado em 2007 pelo então presidente Lula para os projetos desenvolvidos em Aramar.

Fonte: Rede BOM DIA (com adaptações).

domingo, julho 10, 2011

Agilent Technologies desenvolve método para medir radioatividade de forma rápida e precisa


A Agilent Technologies Inc. anuncia o desenvolvimento de um novo método para identificar iodo radioativo usando a técnica de espectrometria de massas com fonte de plasma acoplada indutivamente (ICP-MS). O método será usado pela primeira vez pela Universidade do Japão, com o sistema doado pela Agilent, um ICP-MS modelo 7700.  Os testes serão realizados no laboratório do Dr. Yasuyuki Muramatsu, expert em radiação ambiental. O Dr. Muramatsu, professor do departamento de química da universidade, foi recentemente indicado pela Prefeitura de Fukushima para avaliar o efeito da radiação nas fazendas da região depois que as usinas de energia nuclear locais foram danificadas pelos recentes terremoto e tsunami.

O laboratório do Dr. Muramatsu mede elementos radioativos em nível de ultra traços, incluindo os isótopos de iodo 129, 131 e 127, assim como os elementos césio (Cs) e estrôncio (Sr) em nível de traços. Esses elementos são importantes para medir os radioisótopos que vazaram do reator para o meio ambiente.

“O iodo radioativo 129 exige atenção especial por ser de alta resistência”, afirma o Dr Muramatsu. “Controlar seus níveis será importante para avaliação do iodo radioativo depositado no meio ambiente”. Este nuclídeo é despejado continuamente no meio ambiente como resultado de testes de armas nucleares, acidentes em usinas nucleares e emissões de usinas de reprocessamento de combustível nuclear.

“Essa aplicação requer o uso de uma célula de colisão/reação de alta energia com oxigênio, existente no sistema Agilent ICP-MS 7700,” ressalta Daniela Schiavo, especialista de aplicações da área de ICP-MS da Agilent. “Apesar de existirem outras técnicas e instrumentos de medição, como nossos outros sistemas de ICP-MS, acreditamos que a medição do Iodo 129 com este método é a forma mais rápida, mais precisa e de menor custo”.

Desde o terremoto de 11 de março, a Agilent e a Fundação Agilent Technologies têm contribuído com mais de US$ 850.000 em doações e equipamentos em resposta à tragédia.

Sobre a Agilent Technologies
 
A Agilent Technologies Inc é a principal empresa do mundo em medição analítica e uma das principais em análises químicas, biociências, eletrônica e comunicações.  Os 18.500 funcionários da empresa estão a serviço de clientes em mais de 100 países.


Fonte: Planeta Universitário.com

sexta-feira, março 25, 2011

Filme lança olhar incomum sobre o desastre de Chernobyl

Nem filme de catástrofe nem tragédia familiar, um novo filme sobre a explosão de 1986 na usina nuclear de Chernobyl analisa, em vez disso, a razão pela qual algumas pessoas decidiram permanecer na região, mesmo cientes de que corriam perigo mortal. 

"Innocent Saturday", que faz parte da competição oficial do festival de cinema de Berlim, acompanha o jovem funcionário do Partido Comunista Valery Kabysh quando seus chefes, que num primeiro momento tentaram encobrir o que tinha acontecido, o informam da extensão real da catástrofe.

Ele corre para a cidade vizinha de Pripyat e tenta embarcar em um trem com sua namorada, mas quando a rota de fuga é fechada ele é rapidamente sugado de volta para a vida cotidiana, feita de casamentos, compras, música e bebida.

Seus antigos colegas de banda precisam de um baterista e já têm vários shows marcados, então Valery se junta a eles e eles decidem viver a vida plenamente, por mais curta ela possa ser.

Apenas de vez em quando, quando um noivo recorda que sua noiva aguarda um filho, é que a ameaça invisível da radiação se intromete em dia aparentemente idílico.

"O que me fascinou foi o porquê de pessoas que sabiam da catástrofe não fugirem da cidade", disse o diretor russo Alexander Mindadze. "Talvez porque o perigo era invisível?"
Ele disse que, apesar de ter acontecido há 25 anos, o desastre de Chernobyl ainda está presente na mente dos habitantes da antiga União Soviética.

O ator Anton Shagin, que fez o papel de Valery, tinha apenas 2 anos na época do desastre mas se recorda de que alguns de seus colegas, que tinham estado perto do epicentro da catástrofe, tinham que aguardar suas refeições em uma fila separada, porque tinham necessidades alimentares diferentes.

Svetlana Smirnova-Marcinkevich, no papel da namorada, Vera, ainda não tinha nascido em 1986 mas conhece muitas pessoas afetadas pelo pior acidente nuclear da história.

Apesar de mostrar o fato de as autoridades não terem avisado a população sobre o perigo da radiação - o produtor Alexander Rodniansky disse que isso foi "o drama do silêncio, o drama da grande mentira" -, Mindadze disse que seu filme não é político.

E, embora a presença do perigo tenha intensificado a consciência que todos tinham da vida, ele acrescentou que seu filme diz respeito a algo peculiar dos habitantes do bloco soviético: o fatalismo. 

Fonte: ESTADÃO.COM.BR

sexta-feira, março 18, 2011

Acidente nuclear x Acidente radioativo

Por Mariana Duarte


A diferença entre a emergência nuclear e a emergência radiológica, é que a emergência nuclear ocorre com reatores de pesquisa ou energia. Já a emergência radiológica ocorre com qualquer material radioativo. Por isso, acidentes radiológicos são mais frequentes que acidentes nucleares, pois, podem ocorrer em qualquer hospital, por exemplo, que tenha um serviço de radioterapia ou em uma instalação de medicina nuclear.

Uns dos maiores acidentes radiológicos, foram:

SEUL, CORÉIA DO SUL


Em outubro de 1999 um vazamento de água radioativa em uma usina nuclear contaminou 22 pessoas, mas foi controlado pouco depois. O acidente ocorreu quando era feito um conserto numa bomba de água para resfriamento na usina nuclear de Wolsung. Os 45 litros de água radioativa vazados "não saíram do edifício. Não afetaram o meio ambiente", acrescentou o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Entre as pessoas contaminadas estavam funcionários da Korea Electric Power Corp., que administra a usina.

TÓQUIO, JAPÃO

Em setembro de 1999 um vazamento de radiação ocorrido em uma usina de processamento de urânio contaminou 14 trabalhadores. A usina se situa em Tokaimura, a noroeste de Tóquio.
Os níveis de radiação em torno da usina ficaram 10.000 vezes superiores aos normais. A dois quilômetros do lugar, ainda eram dez vezes maiores que o normal.

GOIÂNIA, GO


Um ano e meio após o desastre de Chernobyl, aconteceu o acidente de Goiânia, onde catadores de sucata abriram a golpes de marreta uma peça de equipamento hospitalar para radioterapia de 120 quilos (vida útil 30 anos), abandonado em um terreno contendo aproximadamente 19 gramas de césio-137. Foi vendido a um ferro-velho, o dono encantado com o pó aglomerado azul que brilhava na falta de luz, fez um anel para sua esposa e distribuiu o pó para amigos e familiares, tragicamente contaminando mais e mais vitimas.

Quando o acidente foi descoberto, autoridades enviaram policiais e bombeiros, sem proteção adequada, para isolar a área, os quais também se contaminaram. As vitimas tiveram suas residências e pertences destruídos, levados para um aterro, onde os trabalhadores que fizeram a demolição e o transporte também se contaminaram.

Calcula-se que mais de 60 pessoas foram vítimas fatais e em torno de 6 mil foram contaminadas, produzi-se cerca de 13,4 toneladas de lixo atômico, perigoso ao meio ambiente por mais de 180 anos, condicionados em conteiners fechados hermeticamente, enterrados em uma vala de aproximadamente 30 metros de profundidade, revestida por uma parede de concreto e chumbo de 1 metro de espessura e sobre a vala foi construída uma montanha. Nas proximidades do ferro-velho foi coberto por 7 metros de espessura de concreto para impedir possíveis vazamentos de radiação.

quinta-feira, março 17, 2011

As Pílulas de Iodo e o Azul da Prússia

Esclarecendo algumas dúvidas sobre o motivo de usarem as pílulas de iodo em acidentes nucleares ou radiológicos e o azul da Prússia, que foi utilizado em Goiânia no acidente com o Césio-137, por exemplo.

Por Mariana Duarte

Iodeto de Potássio


Utilizando o exemplo do recente acidente nuclear no Japão onde há a presença no ar do Iodo-131, que é radioativo e altamente cancerígeno, as pílulas de iodo ou  iodeto de potássio são um sal utilizado para saturar a tireóide com este iodo, condicionando-a a bloquear o iodo radioativo. Elas ajudam a combater o efeito do Iodo-131 diminuindo a possibilidade de disfunções da tireóide.

O corpo precisa de iodo - de uma forma não radioativa - para produzir hormônios da tireóide, que regulam o metabolismo. Absorver o iodo radioativo pode causar o câncer. Uma vez inalado ou consumido por comer ou beber alimentos contaminados, o iodo radioativo viaja através do corpo e é rapidamente absorvido pela glândula tireóide, onde se pode danificar o DNA.

O corpo não faz a diferença entre o iodo radioativo e o estável. Tomar comprimidos de iodo estável pode proteger a tireóide por "encher" a glândula de iodo, impedindo a absorção do iodo radioativo. É importante que se tomem as pílulas rapidamente e o seu efeito dura por 24 horas.  

Os comprimidos de iodo não impedem a entrada de iodo radioativo no corpo e nem  protege outros órgãos além da glândula tireóide. Eles também não revertem danos que já ocorreram na tireóide. 

Sal iodado também contém iodo suficiente para manter a maioria das pessoas saudáveis, em condições normais. No entanto, o sal de mesa não contém iodo suficiente para bloquear o iodo radioativo de entrar em sua glândula tiróide. 

Porém, como esclareceu a OMS, o iodeto de potássio "não é um antídoto à radiação" e não oferece proteção contra elementos radioativos como o césio. Além disso, pode representar um risco para algumas pessoas, incluindo mulheres grávidas.

Azul da Prússia 


O azul da Prússia foi produzido pela primeira vez como um corante azul em 1704 e tem sido utilizado por artistas e fabricantes, desde então. Ele tem o nome de seu uso como corante de uniformes militares prussianos. 

Porém, as pessoas não devem tomar o corante azul da Prússia utilizado por artistas na tentativa de tratar a si próprios. Este tipo de azul da Prússia não é projetado para tratar da contaminação radioativa.  As pessoas que estão preocupadas com a possibilidade de estarem contaminadas com materiais radioativos devem ir ao médico para aconselhamento e tratamento.
  
O azul da Prússia é utilizado no tratamento de pacientes com conhecida ou suspeita de contaminação interna com césio radioativo e/ou tálio radioativo ou não-radioativo para aumentar a velocidade de sua eliminação. Tal substância elimina os efeitos da radiação, fazendo com que as partículas de césio saiam do organismo através da urina e das fezes.

O azul da Prússia impede que o tálio radioativo (principalmente o Tl-201) e o césio sejam reabsorvidos pelo organismo. Os materiais radioativos em seguida, passam através do intestino e são excretados em evacuações. 

O azul da Prússia reduz a meia-vida biológica do césio de cerca de 110 dias para cerca de 30 dias e a meia-vida biológica do tálio de cerca de 8 dias para cerca de 3 dias. Por reduzir o tempo que o césio e o tálio permanecem no corpo, o azul da Prússia ajuda a limitar a quantidade de tempo que o corpo é exposto à radiação.

A droga é segura para a maioria dos adultos, incluindo mulheres grávidas e crianças (2 ─ 12 anos). As mulheres que estão amamentando seus bebês devem parar de amamentar. Pessoas que tiverem prisão de ventre, bloqueios no intestino ou certos problemas de estômago devem consultar seus médicos antes de utilizá-lo. Antes de tomar o azul da Prússia, as pessoas também devem informar seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja tomando.

Os efeitos secundários mais comuns do azul da Prússia são dores de estômago e constipação. Estes efeitos secundários podem ser facilmente tratados com outros medicamentos. As pessoas podem ter fezes azuis durante o tempo em que estão tomando o azul da Prússia.