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sexta-feira, março 18, 2011

Acidente nuclear x Acidente radioativo

Por Mariana Duarte


A diferença entre a emergência nuclear e a emergência radiológica, é que a emergência nuclear ocorre com reatores de pesquisa ou energia. Já a emergência radiológica ocorre com qualquer material radioativo. Por isso, acidentes radiológicos são mais frequentes que acidentes nucleares, pois, podem ocorrer em qualquer hospital, por exemplo, que tenha um serviço de radioterapia ou em uma instalação de medicina nuclear.

Uns dos maiores acidentes radiológicos, foram:

SEUL, CORÉIA DO SUL


Em outubro de 1999 um vazamento de água radioativa em uma usina nuclear contaminou 22 pessoas, mas foi controlado pouco depois. O acidente ocorreu quando era feito um conserto numa bomba de água para resfriamento na usina nuclear de Wolsung. Os 45 litros de água radioativa vazados "não saíram do edifício. Não afetaram o meio ambiente", acrescentou o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Entre as pessoas contaminadas estavam funcionários da Korea Electric Power Corp., que administra a usina.

TÓQUIO, JAPÃO

Em setembro de 1999 um vazamento de radiação ocorrido em uma usina de processamento de urânio contaminou 14 trabalhadores. A usina se situa em Tokaimura, a noroeste de Tóquio.
Os níveis de radiação em torno da usina ficaram 10.000 vezes superiores aos normais. A dois quilômetros do lugar, ainda eram dez vezes maiores que o normal.

GOIÂNIA, GO


Um ano e meio após o desastre de Chernobyl, aconteceu o acidente de Goiânia, onde catadores de sucata abriram a golpes de marreta uma peça de equipamento hospitalar para radioterapia de 120 quilos (vida útil 30 anos), abandonado em um terreno contendo aproximadamente 19 gramas de césio-137. Foi vendido a um ferro-velho, o dono encantado com o pó aglomerado azul que brilhava na falta de luz, fez um anel para sua esposa e distribuiu o pó para amigos e familiares, tragicamente contaminando mais e mais vitimas.

Quando o acidente foi descoberto, autoridades enviaram policiais e bombeiros, sem proteção adequada, para isolar a área, os quais também se contaminaram. As vitimas tiveram suas residências e pertences destruídos, levados para um aterro, onde os trabalhadores que fizeram a demolição e o transporte também se contaminaram.

Calcula-se que mais de 60 pessoas foram vítimas fatais e em torno de 6 mil foram contaminadas, produzi-se cerca de 13,4 toneladas de lixo atômico, perigoso ao meio ambiente por mais de 180 anos, condicionados em conteiners fechados hermeticamente, enterrados em uma vala de aproximadamente 30 metros de profundidade, revestida por uma parede de concreto e chumbo de 1 metro de espessura e sobre a vala foi construída uma montanha. Nas proximidades do ferro-velho foi coberto por 7 metros de espessura de concreto para impedir possíveis vazamentos de radiação.