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segunda-feira, novembro 14, 2011

Tecnologia disseca múmias sem bisturi

Sem recorrer a ferramentas intrusivas, cientistas usaram raios-x e exames de tomografia computadorizada para revelar novas informações sobre uma múmia egípcia de 2 mil anos.




"É possível obter uma grande quantidade de informações com o uso de imagens médicas, sem danificar artefatos de valor incalculável, diferentemente dos estudos da década de 1960, quando se abriam as múmias", disse Sarah U. Wisseman, especialista em múmias da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, que lidera a pesquisa juntamente com um patologista, um radiologista e um antropólogo físico.

A múmia era de uma criança que viveu no período greco-romano da história egípcia, entre 332 a.C. e 395 d.C. Wisseman e seus colegas escanearam a múmia em 1990 _ descrevendo-a em seu livro "The Virtual Mummy" (Illinois, 2003) _ e novamente este ano, já que a tecnologia se aperfeiçoou nos últimos anos.

O crânio da criança estava rachado. Embora já se soubesse disso pelos exames antigos, novas imagens revelam que a rachadura é muito pior do que se pensava. "Há uma pedaço extra de osso empurrado para dentro da cavidade craniana", afirmou Wisseman. "Ainda não sabemos o que ocorreu antes ou depois da morte".

As novas imagens também mostram que provavelmente havia uma mecha de cabelo de um lado da cabeça _ algo visto em retratos romanos daquela época. A mecha era um sinal de status, indicando que a criança era de uma família abastada. Sustentando essa hipótese, os tecidos que envolvem a múmia contêm elementos dourados e pigmento vermelho importado da Espanha.

O sexo da criança ainda é um mistério. A pélvis está danificada e as mãos cobrem a região genital.

Wisseman apresentou as descobertas nesta semana num simpósio sobre múmias na universidade.


Fonte: INFO exame

quarta-feira, novembro 09, 2011

Palestra sobre Aquecimento Global em Sorocaba

Em Sorocaba, nesta quinta-feira dia 10/11, às 11h, na Biblioteca Municipal, acontece a palestra gratuita "Mecanismos do Aquecimento Global - Fatos e Mitos" com Eduardo Landulfo, durante o Café S/A, iniciativa do Grupo HL4 Ambiental.

Nessa edição do Café S/A, além de um bate-papo com empresas interessadas em assuntos relacionados a Meio Ambiente e Sustentabilidade, haverá apresentação de Eduardo voltada ao público acadêmico de Sorocaba e doação de livros à biblioteca da cidade.


"Além do grande potencial econômico e sustentável do município, queremos incentivar o aprendizado e a troca de experiências que os temas Meio Ambiente e Sustentabilidade nos proporcionam. É por meio do conhecimento que levamos as boas práticas para nossa casa, para nosso trabalho e por onde passamos, contribuindo assim, para melhorarmos o ambiente em que vivemos", comenta Herivelto Lopes, presidente do Grupo HL4 Ambiental.


O Café S/A faz parte do cronograma de atividades que antecedem a ECOFAIR - Feira Ambiental de Inovações Regionais (promovida pelo Grupo HL4 Ambiental), em Sorocaba. A feira, que apresentará serviços, tendências, cases e propostas focados em Meio Ambiente e Sustentabilidade, acontece entre 16 e 20 de maio de 2012, com a participação de mais de 100 empresas e cerca de 10 mil pessoas.


Sobre Eduardo Landulfo


Eduardo Landulfo possui graduação em Bacharelado em Física pela Universidade de São Paulo, é Mestre em Tecnologia Nuclear pela USP, Doutor em Tecnologia Nuclear pela USP e possui pós-doutorado em Sensoriamento Remoto da Atmosfera na Howard University, EUA. Atualmente, é pesquisador do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN - SP), atuando na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto com lasers e poluição do ar. Em seu livro, "Meio Ambiente & Física", Eduardo explica como a física contribui para os questionamentos e as soluções dos problemas ambientais.


Inscrições


Inscrições gratuitas através do e-mail:

cafe.sa@grupohl4.com.br (até às 18h do dia 09/11).


Local e Endereço:
Biblioteca Municipal "Jorge Guilherme Senger" - R. Ministro Coqueijo Costa, 180 (ao lado da Prefeitura)
Bairro: Alto da Boa Vista
Região: Zona Industrial-Administrativa
Cidade: Sorocaba
CEP: 18013-550
Telefone: (15) 3228-1955
Telefone: (15) 3228-1955



Fonte: VIVAcidade

terça-feira, julho 05, 2011

Você sabe de onde surgiu a idéia do símbolo da radiação?

Por Mariana Duarte


Segundo o livro de Fundamentos de Radioproteção e Dosimetria do Luiz Tauhata, o símbolo de advertência de radiação como é atualmente conhecido (exceto pelas cores utilizadas) foi concebido na Universidade da Califórnia, no laboratório de radiação de Bekerley duranto o ano de 1946 por um pequeno grupo de pessoas.

O símbolo inicialmente impresso era magenta sobre azul e o uso do desenho se espalhou pelos Estados Unidos. O tema escolhida era representando a atividade irradiando de um átomo. O uso do azul como fundo não era uma boa escolha, uma vez que o azul não é reomendado para ser utilizado em sinais de aviso e semelhantes, visto que degrada com o tempo, principalmente se usado no exterior. O uso do amarelo como fundo foi provavelmebte padronizado pelo Oak Ridge National Laboratory no começo de 1948.

No início dos anos cinquenta foram feitas modificações no desenho original como, por exemplo, a adição de setas retas ou ondulantes entre ou dentro das hélices propulsoras. No meio dessa década, uma norma ANSI e regulamentações federais finalizaram a versão atual. Regulamentos atuais também permitem o uso do preto como um substituto para magenta. Na verdade, preto no amarelo é a combinação mais comum fora da cor dos EUA.


Não está claro porque este símbolo foi escolhido. Uma hipótese é a de que este símbolo era utilizado no dique seco da base naval perto de Berkeley, para avisar sobre propulsores girando. Outra, é de que o desenho foi concebido imaginando o círculo central como uma fonte de radiação e que as três lâminas representariam uma lâmina para a radiação alfa, outra para radiação beta e outra para gama.

Existe ainda uma forte similaridade com o símbolo comercial de aviso de radiação existente antes de 1947, que consistia de um pequeno ponto vermelho, com quatro ou cinco raios irradiando para fora. O símbolo inicial era muito semelhante aos sinais de advertência de perigo elétrico.

Uma outra versão é de que o símbolo foi criado um ano após a II Guerra Mundial e que teria certa semelhança com a bandeira japonesa de guerra, a qual havia se tornado familiar à população da costa oeste americana.


O símbolo da radiação não pode ser confundido com o símbolo da Defesa Civil, que é composto por um círculo dividido em seis partes iguais em amarelo e preto. Não há círculo central. O símbolo da Defesa Civil representa um abrigo de segurança enquanto o símbolo de aviso de radiação representa um perigo.


De qualquer forma, a escolha do símbolo foi uma boa escolha, uma vez que é simples, fácil e prontamente identificável e não é similar a outros, além de ser identificável a grandes distâncias.

Variações do trifólio

Radiação de Nêutrons

Algumas variações sobre o símbolo existem. Estes incluem advertências adicionais. Outra variação é a utilização de 'N' a letra no símbolo para denotar radiação de nêutrons. Isso, no entanto, parece estar fora do padrão e não é reconhecido por qualquer dos órgãos reguladores. Ele já apareceu, no entanto, e pode ser utilizado em circunstâncias como um alarme de radiação que usaria o símbolo para esclarecer que tipo de radiação está sendo detectado.

Em geral, o trifólio padrão é considerado adequado para fontes de nêutrons, gama, raios-X ou outros campos de radiação. Pode ou não ser utilizado para feixes de partículas, dependendo das circunstâncias.

Novo símbolo de aviso público
 
Em 2007, a AIEA e ISO anunciou a adoção de um símbolo de radiação novo, destinado a ser utilizado em circunstâncias especiais, onde o público pode estar em perigo devido a um perigo de radiação. O sinal inclui o trevo e não vai substituir o trifólio por si só, para uso geral. Acredita-se que o novo projeto será capaz de melhor expressar simbolicamente que não há perigo e manter distância. Pretende-se abordar o problema das populações que não podem ser alfabetizadas ou de língua isolada e sem saber dos perigos expressos pelos outros sinais de alerta.

Ele diz claramente: "Se você ver uma ventoinha com linhas onduladas ou esperma saindo dela, você deve correr para o lado, longe de os piratas."
 

Podem rir, porque isso é engraçado mesmo.


Fonte: Livro Fundamentos de Radioproteção e Dosimetria - Luiz Tauhata, Oak Ridge Associated Universities - ORAU, Depleted Cranium (com adaptações).

segunda-feira, abril 25, 2011

Livro PET e PET/CT em Oncologia

No dia 29 de abril de 2011, às 12h15, no estande da Bibliomed/Balieiro, em São Paulo-SP, durante a JPR - Jornada Paulista de Radiologia, será lançado o livro PET e PET/CT em Oncologia, que teve como editores os médicos Celso Darío Ramos, presidente da SBBMN, e José Soares Jr, presidente da Alasbimn. 

Lançado pela Editora Atheneu, o livro tem 455 páginas, 43 capítulos e mais de 56 autores, abrangendo desde as áreas básicas de física e radiofarmácia até as mais diversas aplicações clínicas de PET e PET/CT. 

Os autores contam com sua presença no lançamento!







Fonte: SBBMN

quarta-feira, março 02, 2011

Livros essenciais aos Tecnólogos em Radiologia!

BITELLI, Thomaz. Física e Dosimetria das Radiações. Editora: Atheneu. 2006.









NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. Editora: Elsevier. 2009.











Termos Técnicos de Saúde - Dicionário Ilustrado. Editora: Conexão. 2008










COSTA, Denis Honorato. Radiologia Médica - Física, Processamento de Filmes, Técnicas Radiológicas e Tomografia Computadorizada. Editora: Martinari. 2007.









COSTA, Denis Honorato; SANTOS, Cássia Xavier; SOUZA, Maria Anunciação de; et al. Radiologia Médica - Anatomia, Fraturas e Contrastados. Editora: Martinari. 2007.









GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna. Editora: Elsevier. 2010.

GUIMARÃES, Deocleciano T. Dicionário de Termos Médicos, Enfermagem e Radiologia. Editora: Rideel. 2010.









GUYTON, Arthur C. e HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. Editora: Elsevier. 2006.










KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K; FAUSTO, Nelson e ASTER, Jon C. Robbins & Cotran - Patologia - Bases Patológicas das Doenças. Editora: Elsevier. 2010.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Mulheres desempenham papel muito relevante no desenvolvimento da energia nuclear

Dentre as revoluções científicas e tecnológicas mais significativas da história, em nenhuma delas as mulheres desempenharam papel tão relevante como no desenvolvimento da energia nuclear. Poucos sabem, mas por trás das descobertas mais importantes, como a comprovação dos primeiros elementos radioativos e da fissão nuclear, estão cientistas mulheres. Hoje, os estudos nucleares continuam a interessá-las.

Fabiana sente fascínio porque a energia nuclear junta física, química e biologia Foto: Lais Telles/Esp DP/D.A press
Elas não são maioria entre os pesquisadores da área. Mas seguem com o objetivo de fazer a diferença na sociedade, a partir do que descobrem nas ciências nucleares.

Fala-se que a radioatividade foi descoberta pelo físico francês Henri Becquerel em 1896. No entanto, somente dois anos depois, em 1898, o fenômeno da radioatividade foi percebido como algo totalmente novo, graças às pesquisas de Marie Curie, polaca que descobriu os primeiros elementos radioativos. Foi a partir do seu trabalho que a física nuclear começou a se desenvolver de fato.





Eliane Valentim diz que a energia nuclear está sendo usada para salvar vidas Foto: Lais Telles/Esp DP/D.A press
Essas e outras histórias foram reunidas pelo americano Jonathan Tennenbaum, no livro Energia nuclear: uma tecnologia feminina (foi publicado no Brasil em 2007, pela editora Capax Dei). ´Depois de Marie Curie, várias mulheres se inspiraram a se tornar cientistas`, afirma Tennenbaum. A começar pela filha de Marie, Irene Curie, que também se tornou uma premiada pesquisadora a partir dos estudos na área nuclear. Tennenbaum ainda cita a alemã Ida Noddack, a primeira a sugerir a ideia de fissão nuclear e a austríaca Lise Meitner, que comprovou a fissão. Dizem que Meitner foi a mulher que deixou a Alemanha com a ´bomba na bolsa`. Por ser judia, ela precisou fugir da Áustria, após a anexação à Alemanha em 1938, no ano da descoberta da fissão.



Viviane Bornann diz que descobertas estimulam interesse das mulheres Foto: Lais Telles/Esp DP/D.A press
´No começo do século 19, a área mais interessante da física era a radioatividade. A mulher que pensava em mexer com ciência era atraída para essa área`, defende Jonathan Tennenbaum. Um século depois, o segmento continua a atrair as mulheres, embora elas sejam minoria. No Centro Regional de Ciências Nucleares (CRCN/NE, em Recife), na Cidade Universitária, elas são quatro doutoras, dentro um universo de 17 pesquisadores.

Para Viviane Bornann, 42 anos, o que estimulou o interesse dessas mulheres precursoras dos estudos nucleares se mantém até hoje. ´A descoberta de coisas novas. Os elementos da radioatividade muitas vezes nos surpreendem`, comenta ela. ´A radioatividade está em todo lugar. Quando se fala em nuclear, pensam logo em bomba ou em contaminação. Mas a ciência nuclear está sendo usada para salvar vidas e identificar poluição no meio ambiente`, conta Eliane Valentim, 42 anos.



Mércia Oliveira defende utilidade prática das pesquisas para a sociedade Foto: Lais Telles/Esp DP/D.A press
´É essa aplicabilidade imediata que me atraiu na ciência nuclear. Todo o conhecimento que a gente gera nas nossas pesquisas tem utilidade prática e ajuda a sociedade`, defende Mércia de Oliveira, 32 anos. Dizem que as mulheres são capazes de desempenhar diversas atividades ao mesmo tempo. Talvez, por isso, o fato da ciência nuclear ser multidisciplinar seja um atrativo para elas. ´Você consegue juntar física, química, biologia. Isso me fascina`, afirma Fabiana Guimarães, 39 anos. 






Fonte: Diário de Pernambuco.com.br (com adaptações).

segunda-feira, novembro 01, 2010

Saiba quais os 10 piores erros cometidos num currículo

Se você está em busca de um estágio ou de um emprego e não sabe nem por onde começar, aí vai a dica: comece pelo currículo. Ele é seu cartão de visita para o mercado de trabalho, por isso, cuide bem dele. É com o currículo que você faz o primeiro contato com a aquela tão almejada empresa. O documento bem-feito não é sinônimo de vaga garantida, mas é uma etapa importante. E qualquer escorregão pode prejudicar seriamente suas pretensões. Para ajudá-lo nessa missão, o site Universia consultou diversos especialistas em recrutamento e seleção que apontaram algumas falhas que podem colocar tudo a perder. Confira!

Deixar passar erros de português ou digitação

"Dominar a Língua Portuguesa é um requisito básico e fundamental de qualquer processo seletivo. Por isso, fique atento para não cometer erros de ortografia, concordância e até mesmo de digitação no currículo. Você pode ser eliminado antes mesmo de ter a oportunidade de justificar o erro. A desatenção pode ser interpretada como despreparo. A dica é: revise o documento várias vezes antes de enviá-lo. Se preferir, peça para alguém que domine bem o idioma revisá-lo também."

Ana Rita Peres, gerente executiva da seccional de São Paulo da Associação Brasileira de Recursos Humanos.

Mentir

"Não vale a pena mentir. Ao analisar o currículo, o recrutador pode não identificar a mentira. No entanto, você pode ter uma grande surpresa no ato da entrevista pessoal. Pode ser submetido a um teste prático, por exemplo, e vai ficar muito feio para você. Isso é antiético e você pode ser eliminado do processo seletivo por bobeira. Seja verdadeiro. O currículo é feito para que ressalte seus pontos fortes. Nada de inventar informações só para deixá-lo mais completo."

Tania Casado, coordenadora do curso de especialização em Consultoria de Carreira da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Ser prolixo

"Quem quer contar tudo no currículo, não tem a chance de falar nada. É um erro achar que quanto maior for o documento, melhor ele fica. O tempo que você tem para se apresentar ao selecionador é de, no máximo, dois minutos. Portanto, duas folhas são mais do que suficiente. Nada de tentar se enganar, por exemplo, ao diminuir o tamanho da fonte usada no documento. O ideal é ser conciso. Coloque no currículo apenas as informações úteis e necessárias. Ou seja, se você fez um curso de culinária e está em busca de uma vaga de secretariado, oculte esse dado. Afinal, não vai fazer a mínima diferença. Economize espaço para valorizar as características mais relevantes para a vaga pretendida. Tenha bom senso."

Marcelo Abrileri, presidente do Curriculum.com.br, site de recolocação e recrutamento on-line

Ser superficial

"O currículo deve ter as informações mínimas necessárias para que o selecionador o conheça. Quem lê o currículo não tem bola de cristal. Alguns dados, tais como local de formação, locais de trabalho, datas de ingresso e saída, descrição de cargos e de atividades desempenhadas, são fundamentais e não podem faltar. As datas não se resumem ao ano. O ideal é colocar pelo menos o mês. Evite usar abreviaturas e siglas, para facilitar o entendimento do recrutador. O documento deve realçar as realizações pessoais de maneira clara, organizada, lógica e simples. A objetividade passa credibilidade. Mas cuidado: ser generalista pode ser interpretado como imaturidade."

Sandra Schamas, palestrante e escritora do livro "Aumente a sua Empregabilidade".

Apontar distintos objetivos profissionais

"Um dos pontos mais importantes de um currículo é o objetivo. Ele é quem guia os caminhos do candidato e, em alguns casos, até os passos do selecionador. O recrutador muitas vezes começa a leitura do currículo pelo objetivo, se ele estiver alinhado com a vaga prossegue a leitura, caso contrário já o descarta. O objetivo deve ser construído de maneira pensada, estruturada, clara e convincente. Para isso, é preciso saber realmente o que você quer para a sua carreira profissional. Comece sempre com um verbo e nunca coloque a palavra 'almejo'. Duas ou três linhas são suficientes para descrever suas intenções profissionais. Apontar objetivos distintos pode demonstrar imaturidade e falta de foco."

Haroldo Sato, especialista em marketing pessoal e diretor de Recursos Humanos da Fast Shop.
 
Inserir documentos pessoais

"Nunca insira dados relativos a documentos pessoais, tais como CPF, RG, número da carteira de trabalho, título de eleitor ou de carteira de reservista. Essas informações são desnecessárias no processo de seleção, além do mais podem te trazer sérios transtornos. Os números dos documentos sigilosos podem cair na mão de pessoas erradas. No topo do currículo, coloque apenas o nome completo, idade, nacionalidade, estado civil, endereço completo, telefone, número do celular e e-mail. Lembre-se de manter esses dados atualizados, principalmente o número de telefone, já que esse será o meio de comunicação entre entrevistador e candidato. Indicar a pretensão salarial também é dispensável. Coloque-a apenas se solicitado. Esse é um assunto confidencial, que deve ser discutido no ato da entrevista pessoal."

Cíntia Holanda, consultora de Recursos Humanos da Catho.
 
Inserir fotos

"Não faça do seu currículo, um catálogo de fotos. Lembre-se: não é a sua aparência que é avaliada e, sim, os seus conhecimentos e experiências profissionais. Por isso, evite colocar fotos. Legalmente as empresas são proibidas de solicitar retratos dos seus candidatos, já que se trata de uma ação discriminatória. Mas se mesmo assim você optar pela foto, pense: 'qual é a imagem que eu quero passar para o recrutador?' Tenha bom senso. Nada de figuras sem camisa, de óculos escuros ou de biquíni. Escolha algo mais formal."

Alessandra Nogueira, gerente de recrutamento e seleção da Coca-Cola.
 
Deixar a estética de lado ou priorizá-la demais

"A preocupação excessiva com a estética, em alguns casos, pode ser subentendida como compensação de uma falha. Em contrapartida, currículos sujos e amassados demonstram que o candidato é desorganizado. O ideal é optar por folhas brancas e tipologia tradicional, tais como Times New Roman e Arial. Negritos, itálicos e sublinhados só devem ser usados para organizar as informações. Fugir do padrão, às vezes, aguça a curiosidade do recrutador. Porém, é importante identificar o tipo de empresa que faz a seleção. Se for uma instituição de perfil conservador, siga o modelo padrão. Caso contrário, pode-se inovar e usar a criatividade para se destacar no processo seletivo. Mas cuidado! Na dúvida, opte pela boa e velha folha branca."

Regina Silva, consultora de carreira e sócia-diretora do Instituto Gyraser.
 
Padronizar o currículo

"Um currículo se torna muito mais atraente aos olhos do selecionador se adequado ao perfil da empresa e da vaga pretendida. Para cada necessidade, é preciso uma redação diferente. As informações podem ser as mesmas, porém o ideal é ressaltar as características exigidas para o preenchimento da vaga. Se a sua experiência profissional for mais forte, priorize-a. Caso contrário enfatize o lado do estudo. O modelo do currículo é que tem que se adequar às suas necessidades e não você se pautar por um modelo padrão, que não vai te favorecer em nada. A dica é: procure informações sobre a empresa e faça uma boa pesquisa sobre a área em que gostaria de trabalhar para saber as informações que devem ser ressaltadas no próprio currículo e que, geralmente, serão as mais notadas pelo recrutador."

João Florêncio, professor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e consultor na área de educação continuada e gestão de carreiras.
 
Anexar documentos comprobatórios

"Não há necessidade de comprovar as informações descritas no currículo com a apresentação de documentos comprobatórios, tais como o diploma da graduação, a carta de recomendação do antigo trabalho ou, ainda, a cópia do passaporte com o carimbo da viagem para o exterior. Os documentos só devem ser apresentados, quando solicitado. Assinar ou rubricar o currículo também é desnecessário. O recrutador parte do pressuposto de que o candidato fala a verdade." 

 Maiti Junqueira, coordenadora de jovens profissionais da Across. 



Fonte: UNIVERSIA-BRASIL

sexta-feira, outubro 22, 2010

Cresce número de universitários que escolhem a profissão pelo salário

Livros, xerox, mensalidade da facul caso ela seja particular, alguns trocados para o lanche, e, é claro, o dinheirinho "sagrado" para o chopp e para a balada do final de semana. É..., universitário realmente tem muita despesa, apesar da grana ser, quase sempre, bem curtinha. Tanta dureza tem feito muitos jovens pensar bem sobre a profissão que querem seguir e se questionar se o orçamento magro irá ou não acompanhá-los ao longo da vida. É o que mostra uma pesquisa elaborada pelo CIEE-RJ (Centro de Integração Empresa Escola do Rio de Janeiro). 

O estudo, realizado com jovens de 1º e 2º períodos da graduação cadastrados no CIEE-RJ de todas as universidades cariocas, tinha como objetivo descobrir o que os jovens esperam do mercado de trabalho; como escolhem a profissão; e qual a expectativa em relação à faculdade. Quase 90% deles disseram não ter dúvidas sobre o que vão fazer, mas revelaram que escolhem, sim, o estágio pela remuneração que ele oferece, independente da função que irão realizar. 

A mesma pesquisa, realizada em 2004, mostrou que o item "necessidade financeira" fora apontado por 16% dos entrevistados como o principal motivo para procurar estágio. Já nessa última pesquisa, em 2006, o percentual subiu para 28%. De acordo com o responsável pelo setor de pesquisa da instituição, Maurício Eiras Mesquita, as tendências vêm mudando, pois, hoje, os jovens estão cada vez mais preocupados com dinheiro. 

Para a gerente de RH da UVA (Universidade Veiga de Almeida), Leda Pereira, em um mundo competitivo onde quase tudo pode ser copiado, cada vez mais o capital humano e seus talentos diferenciais são valorizados e reconhecidos. Neste caso, escolher a profissão por mercado e não pela aptidão é realmente um grande risco de insucesso e desmotivação. Ela acrescentou que a alta performance profissional requer que ele tenha base de competências essenciais para a sua realização. Logo, escolher uma profissão com base nas aptidões eleva as possibilidades de bons retornos e reconhecimento do talento profissional. 


Fonte: UNIVERSIA-BRASIL

sábado, outubro 16, 2010

Saiba transformar a pesquisa do TCC no produto final


Se estruturar toda a sustentação teórica de um TCC (trabalho de conclusão de curso) já é trabalhoso, tirar isso tudo do papel é tão laborioso quanto. Depois do processo de pesquisa, chega o momento de transformar conhecimentos em produto. Independentemente do formato ou do tema escolhido, o TCC deve aliar o conhecimento obtido durante a etapa de investigação com a criação de projetos que mostrem as opiniões e conclusões do aluno ou grupo.

"Todas as modalidades de TCC, independentemente do formato escolhido, precisam do processo investigativo para fundamentar teoricamente o produto final. O trabalho deve ser composto a partir de bases sólidas para aproximar o experimento das teorias aprendidas durante a graduação", explica Sérgio Arreguy, coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade FUMEC. Na opinião dele, teoria e prática são complementares para o processo de aprendizado.

Segundo Suzana Viegas, coordenadora do curso de Direito da UnB (Universidade de Brasília), para transmitir o conteúdo do trabalho, é necessário tomar como base autores que dominam o assunto a ser tratado e ao mesmo tempo desenvolver sua própria visão e conclusões sobre o tema. De acordo com ela, de nada adianta entregar um trabalho repleto de citações recolhidas durante a pesquisa. "Isso pode ser interpretado pela banca examinadora como plágio", alerta.

Para Orlando Strobel, diretor do curso de Engenharia Civil da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), transformar a pesquisa no trabalho é uma tarefa que ficará mais complicado a medida em que o estudante não conseguir se organizar. "Quando o aluno encontra dificuldades já para delimitar o projeto e realizar a pesquisa, fazer o trabalho final se torna ainda mais difícil", resume ele. Strobel acredita que a pré-banca é essencial para auxiliar os estudantes. "É comum o tema desviar durante a coleta de materiais. Os examinadores têm como corrigir o rumo para que o produto final esteja alinhado à proposta", declara ele.

Já Suzana opta por acompanhar o processo de redação do projeto desde a etapa de pesquisa. "Todo o material recolhido durante as investigações é avaliado pelo orientador, que define a pertinência. Dessa forma, quando chega o momento de redigir a monografia, o estudante sabe quais autores servirão de base e quais são secundários", afirma ela.

Para ajudar os alunos, Suzana recomenda fichar todos os livros e artigos da bibliografia do trabalho. "Isso facilita a organização das idéias a serem expostas em cada capítulo da monografia", sugere ela. A coordenadora diz que esses sumários podem ser mudados enquanto o trabalho é escrito, mas aposta nesse método como o melhor para que os estudantes não repitam informações ou deixem conteúdos importantes de lado.

Trabalho final

Para redigir o TCC sobre planejamento de carreiras, o grupo de Aline Marcolongo, graduada em Gestão em Recursos Humanos pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo), não encontrou muitos problemas. Ela acredita que o sucesso se deu, em parte, pelo auxílio recebido do orientador. "O professor nos indicou os melhores autores para a pesquisa", garante ela. Aline diz ter tomado workshops, livros e palestras sobre o tema estudado como base. "Entretanto, no momento de escrever o projeto final, juntamos toda a investigação e tiramos nossas próprias conclusões a partir das diversas opiniões e posicionamentos estudados. Usamos os autores para solidificar o conhecimento", declara ela.

A metodologia de Aline é aprovada por Denilson Marques, chefe de departamento da graduação em Administração da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). "Recomendo aos alunos identificarem o problema abordado, pesquisar autores com opiniões diferentes sobre o tópico e escolher a teoria que mais se aproxima da visão do grupo. Depois desse processo, é aconselhável procurar empresas para o estudo prático do tema e tirar as conclusões", diz ele.

Tal prática, de acordo com Marques, tem como objetivo consolidar a base teórica do trabalho. "Por isso a importância do uso de autores diversificados", explica ele. Entretanto, o chefe de departamento da graduação em Administração da UFPE lembra que não devem ser mencionados apenas pesquisadores com a mesma linha de pensamento do grupo. "Também é interessante usar opiniões divergentes, contanto que o grupo consiga explicar porque discorda da afirmação", explica.

No caso de trabalhos que tem produtos como objetivo final, Strobel lembra que, além do orientador, é importante procurar um docente que avalie a viabilidade econômica do projeto. "Não aceitamos estudos teóricos que não abordem a parte prática. Além das técnicas, avaliamos os conhecimentos de viabilidade econômica dos grupos porque, ao montar um projeto, é preciso que ele tenha chances de ser implantado na prática", diz ele.

Além da viabilidade, Arreguy destaca a importância da necessidade de estudar os nichos de mercado. "Da mesma forma que o mercado de trabalho exige prospecção e avaliação do aceite de clientes, exigimos o mesmo para os trabalhos de conclusão. Dessa maneira, o TCC contribui de forma plena para a formação do estudante", acrescenta.

Dicas para redigir seu TCC
   
 - Fiche todos os artigos e livros lidos. Isso ajuda a organizar as principais idéias que devem constar no texto e não deixar nada de lado;

- Depois da leitura e confronto de todos os materiais recolhidos na etapa de pesquisa, tire suas próprias conclusões, sem abusar de citações;

- Fundamente suas opiniões teoricamente. O aluno só deve mostrar as próprias conclusões quando houver autores que as comprovem;

- Tenha o cuidado de creditar todas as citações para que o erro não seja interpretado como plágio;

- Avalie se o projeto tem viabilidade econômica e se há público consumidor.


Fonte: UNIVERSIA-BRASIL (com adaptações).

sexta-feira, outubro 15, 2010

Até que ponto estrutura ruim prejudica estudantes?


Embora importante, outros fatores são necessários para boa formação


"Quem faz a faculdade é o aluno". A frase chega a ser um clichê na boca de alguns estudantes. Frequentemente usada por alunos matriculados em instituições menos prestigiadas, a alegação é vista por muitos quase como uma justificativa para o fracasso na tentativa de ingresso numa universidade renomada, que tenha bons professores e além disso, infraestrutura de ponta. Mas até que ponto a boa estrutura pode dar vantagem aos estudantes universitários e de que forma um bom aluno pode ficar para trás se não tiver a sua disposição boas instalações? De fato é somente o aluno quem faz a faculdade ou as instalações fazem toda a diferença no processo de aprendizado?

Para Laeda Machado, coordenadora do curso de pedagogia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), a infraestrutura de aprendizado é um conjunto entre espaço físico e capacidade do professor com seu envolvimento no tripé educacional universitário de ensino, extensão e pesquisa. "O professor deve criar mecanismos que incentivem o aprendizado dos alunos", diz ela. Segundo a coordenadora, além das atividades fora dos horários de aula, é preciso aproveitar da melhor maneira possível a sala de aula, lugar onde alunos e professores passam boa parte de seu tempo. Por esse ponto de vista, Leda afirma que deficiências estruturais podem afetar o rendimento dos alunos e dificultar o trabalho dos professores. "Por exemplo, passamos por uma onda de calor que atrapalha a permanência dentro das salas", explica a coordenadora sobre a dificuldade de lidar com um grupo de alunos das 8h às 12h numa sala sem ar-condicionado.

De acordo com o pró-reitor de ações afirmativas e assistência estudantil da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Álamo Pimentel, um dos principais desafios das universidades depois do ingresso dos alunos é mantê-los na instituição. E é aí que a infraestrutura tem papel importante, já que Pimentel destaca a importância das atividades extraclasse. "A universidade deve transcender a sala de aula. É preciso organizar festivais de música, teatro e amostras de cinema, por exemplo", explica ele, que chama atenção para que haja constante comunicação entre alunos, professores e reitoria para manutenção do ambiente em ordem e melhora das possíveis falhas de estrutura. "Público ou privado, o espaço é sempre de todos, por isso é preciso respeitar e manter a reitoria informada sobre o que se deve fazer para melhorar o ambiente", acrescenta Pimentel.

Há educadores que defendem que a infraestrutura é fundamental em determinadas áreas. Helena Côrtes, professora da faculdade de educação e pró-reitora de ensino de graduação da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), usa como exemplo os cursos de Comunicação Social, Química e Engenharia, em que, segundo ela, o aprendizado prático é de extrema importância para os conteúdos procedimentais. "Não é possível aprender a nadar sem entrar numa piscina, por isso esse tipo de laboratório é tão necessário", exemplifica Helena. De acordo com ela, a necessidade de uma boa infraestrutura não termina apenas nos objetos específicos de cada área, ela cerca toda a universidade, desde a entrada até a saída e passa por áreas de lazer, alimentação e até sustentabilidade. É esse conjunto de fatores que Helena acredita serem capazes de potencializar o maior objetivo de uma instituição de ensino, o compartilhamento de conhecimento.

Em sala de aula

Dentro da sala de aula aspectos que podem parecer simples são os que fazem maior diferença na hora do aluno assistir as aulas. "A iluminação deve vir da esquerda, agir em parceria com a luz natural e a lousa possuir anti-reflexo", diz Helena, que explica que dessa maneira, além de consumir menos energia, também mantém o foco do aluno que não terá dificuldade na hora de buscar os pontos apontados pelo professor no quadro. Naquelas salas de aula onde o número de alunos é muito grande, o uso de microfones é outro ponto que facilita a comunicação entre professores e estudantes. Helena também acha importante o uso do ventilador, sejam eles de teto, ou ar-condicionado, além das carteiras ergonômicas. "No calor é imprescindível que haja ventilação na sala e carteiras que não prejudiquem a postura dos alunos", continua a professora.

Nas áreas comuns da universidade a educadora acredita que banheiros limpos, jardins, paisagismo e centros de coleta para resíduo reciclável também agem no lado social do indivíduo. "Sob o ponto de vista didático existe o favorecimento da aprendizagem pelo ambiente que permeia a sala de aula", afirma Helena. Esses aspectos, em parceria de um grupo de docentes capazes, pode parecer o suficiente para o aproveitamento de qualquer curso, mas a professora vai além. "Os professores devem ser capacitados para aproveitar da melhor maneira possível essa infraestrutura, mas isso não é tudo. Eles devem estar sempre centrados no lado humano da relação com os alunos. Estudar seus problemas para ajudar em seu aprendizado", declara ela.

Um exemplo que a professora usa para ilustrar como boas instalações deve ser aliadas a boas práticas são as visitas a bibliotecas. Ainda que sejam bem equipadas e de importância evidente, Helena adverte. "O professor não pode apenas direcionar o aluno à biblioteca, ele deve frequentar o ambiente com sua turma e trocar dicas de leitura para fazer parte do contexto", sugere ela, que destaca também o papel da alimentação e como o fácil acesso a áreas para esse fim podem contribuir para a boa performance estudantil. Segundo ela, a alimentação saudável também deve ser encarada com atenção pelas instituições. "As refeições devem ter o acompanhamento de um nutricionista para que sejam balanceadas, baratas e nutritivas. É uma boa opção para aqueles que se alimentam mal entre as aulas".

Internet

A rede mundial de computadores e a propagação do acesso têm sempre lugar de destaque quando o assunto é estrutura de aprendizado. Há consenso da importância dessa ferramenta no ambiente universitário. Mas em decorrência da facilidade e velocidade com que a informação chega para os estudantes, muitos acabam com a ilusão de que a internet ainda vai substituir o papel do orientador, e mesmo que seja uma ferramenta útil tanto para o aluno quanto para o pesquisador, Helena explica o problema dessa substituição irresponsável. "Vivemos na era da informação, mas ela, por si só, não é sinônimo de conhecimento", alerta. Para que esse tipo de tecnologia seja utilizada da maneira correta, a educadora acredita que é necessário um professor que mostre o melhor caminho para os seus alunos dentro do que é estudado. Isso porque, a perca do foco pode levar os estudantes para longe do aprendizado adequando em meio às muitas opções da rede.

Além da proximidade que deve existir entre professor e aluno na busca pelo conhecimento, Maria Amélia Sabbag Zainko, pró-reitora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), acredita que o contato com obras culturais como livros devem vir antes do contato com o mesmo material virtual. "Os alunos precisam frequentar bibliotecas para compreender a diversidade de obras que a humanidade já publicou e o peso cultural que isso gerará para sua vida acadêmica e pessoal", diz ela.

Maria Amélia completa ainda que, independentemente do que o aluno pensa que o aguarda no Ensino Superior, o conhecimento está em constante mudança. Na sala de aula ele vai apenas receber mais uma dose disso, mas ele não deve pensar que sairá da universidade transbordando saber, ainda que a instituição seja privilegiada em termos estruturais. "A universidade não transfere um conhecimento acabado, esse é um processo que vai e deve acontecer por toda a vida", declara Maria Amélia. 


Fonte: UNIVERSIA-BRASIL (com adaptações).

TCC pode render frutos depois da formatura

Olho em demandas do mercado ajuda no planejamento após êxito na banca


O TCC (trabalho de conclusão de curso) leva pelo menos um semestre para ser produzido e a apresentação não dura mais do que algumas horas. Em muitos casos, depois da aprovação, o trabalho não tem aproveitamento algum e passa a servir apenas para ilustrar currículos e portfólios. Em alguns casos, no entanto, o TCC pode proporcionar ganhos aos alunos que extrapolam o âmbito acadêmico.

Existem até algumas escolas que estimulam estudantes a pensar o TCC como parte da iniciação profissional. "Ele é tão aplicado à prática que no dia da banca são convidadas empresas parceiras para assistir à apresentação. Temos banca acadêmica e banca de mercado, esta última, opina sobre o que achou interessante", conta Ricardo Nakai, professor de marketing da Esamc. Ele acredita que o TCC é uma oportunidade interessante para o aluno conversar com o mercado.

Enfoque semelhante é dado ao TCC do curso de publicidade e propaganda da Universidade Metodista. De acordo com Fernando Ferreira de Almeida, coordenador do curso, o aluno tem de se aproximar ao máximo da situação real de mercado. "O TCC é visto como um instrumento de trabalho. Desde o primeiro semestre os alunos já trabalham o desenvolvimento do TCC em contato com o mercado. Ele tem de apresentar soluções e pensar sempre no retorno do investimento feito pelo cliente", explica Almeida.

Não é apenas para os cursos voltados ao mercado que a possibilidade de desenvolver um TCC com aplicação prática existe. De acordo com Denizar Melo, coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), por exemplo, é comum o trabalho final servir como ponte para o mestrado. "O que se quer com o TCC, que é um trabalho que desperta no aluno o espírito empreendedor e cientifico, é que ele seja um grande laboratório, propicie vivência prática e possa resultar numa (proposta a ser apresentada num curso) stricto sensu", afirma Melo.

Além disso, Melo afirma que há casos em que o aluno desenvolve novas técnicas ou equipamentos que são de interesse do mercado. O desencadeamento do trabalho de conclusão dependeria da intenção do aluno. "Para alguns é mais natural atuar no mercado. Já outros têm viés mais acadêmico. O que a gente procura é potencializar essas vocações", explica Melo. Segundo Almeida, um dos requisitos para que o TCC obtenha sucesso comercial é o embasamento teórico. "O trabalho serve para consolidar o conhecimento e confrontar teoria e prática. É importante ter base e conteúdo", acrescenta.

Direcionado ao mercado

O coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS defende a idéia de que para aproveitar o TCC depois da formatura, o aluno precisa estar atento às necessidades de mercado. "Ele tem de ter um bom problema para resolver. E, a partir dele, montar um bom projeto para organizar esquematicamente a solução", recomenda Melo. No entanto, ele sugere que o aluno direcione essa busca para a área do conhecimento da qual ele mais se aproxima.

A exploração de nichos de mercado ainda carentes de soluções também é recomendada pelo professor de marketing da Esamc. Segundo Nakai, o ideal é procurar empresas dispostas a comprar capital intelectual para os problemas que enfrenta. Já Almeida defende que a única forma de conseguir desenvolver o trabalho de acordo com as demandas de mercado é estar atento às tendências e oportunidades à época da escolha do tema. "A dica é estudar sempre, acompanhar a evolução tecnológica do mercado. Seja para monografia ou para desenvolver campanhas e produtos", acredita ele.

Marcelo Veras, vice-presidente acadêmico da Esamc, concorda com Almeida e reforça o coro na defesa da tese de que o estudante precisa enxergar o mercado. "Tem de estar atento com o que o mercado precisa. Não pode pegar um tema só para cumprir tabela. Tem de ser um projeto para colocar embaixo do braço e levar na entrevista de emprego", declara Veras. Nesse sentido, Nakai acrescenta ainda que o aluno tem a vantagem de ter à disposição durante a execução do TCC, além de toda a infraestrutura da instituição, o conhecimento dos professores. "O aluno nem sempre tem capacidade para desenvolver a solução, mas pode utilizar os recursos da universidade e o conhecimento e experiência dos professores para desenvolver um produto seu", explica Nakai. "O professor é um profissional, que conhece a linguagem própria do mercado", completa ele.

No caso do grupo do então estudante Dani Schweller, formado em propaganda e marketing pela Esamc em julho de 2009, foi uma das professoras quem viabilizou o contato com a empresa da qual ele era gerente de marketing. "Os professores têm necessidades reais que podem ser aproveitadas pelos alunos", resume Schweller. No curso de fisioterapia da PUCRS, as pesquisas dos alunos são atreladas às linhas de pesquisa dos professores. "Os alunos desenvolvem parte da pesquisa dos professores. Às vezes, os professores reúnem grupos de alunos e cada um faz um capitulo de um livro, que pode ser publicado", explica Melo. Por isso, ele recomenda para aqueles que têm interesse em levar o TCC ao mercado, que procurem professores e orientadores interessados em atuar na mesma linha. A própria universidade pode direcionar o desenvolvimento de trabalhos mais atraentes aos olhos do mercado. "Todo ano exploramos um segmento para ser trabalhado pelos alunos. Depende do que está em alta no mercado", diz Almeida.

Oportunidade de padronização

Formado em agosto de 2007 pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o fisioterapeuta Régis Mestriner atualmente aguarda a concretização do processo de transferência tecnológica da patente depositada a partir de seu TCC. No projeto que fez em parceria com Rafael Oliveira Fernandes, ele desenvolveu um sistema de fisioterapia respiratória que, apesar de mais barato que os similares, estava esquecido devido à falta de padronização. "O sistema já existia desde a década de 30, mas não tinha como ser executado com segurança", resume Mestriner.

Trata-se de um equipamento, denominado coluna d'água, para reabilitação pulmonar em que o paciente assopra ar para o interior de um recipiente por meio de um canudo. O fisioterapeuta pode regular a pressão interna e com isso exigir mais ou menos pressão por parte do paciente. O problema que prejudicava o uso desse método dizia respeito à resistência promovida pelo canudo à passagem do ar. Impossível de ser controlada pelo fisioterapeuta, comprometia o tratamento. "Embora seja um sistema alternativo a outros bem mais caros que existem no mercado, há muita resistência dos profissionais em utilizar, justamente pela falta de padronização", lamenta Mestriner.

Os alunos tomaram conhecimento desse sistema numa aula do sexto semestre de Fisioterapia, quando o professor - que se tornou orientador do trabalho - propôs aos alunos que avaliassem o desempenho de diferentes tipos de material para execução dos procedimentos. Mestriner e Fernandes se interessaram e procuraram o hospital São Lucas, da própria PUCRS, onde conseguiram montar o sistema experimental e levantar os dados necessários para desenvolvimento do projeto. "A idéia inicial era padronizar o processo para usar no próprio São Lucas. O TCC nos deu a oportunidade de experimentar as idéias que surgiam. De algo que não esperávamos, conseguimos publicar até artigo", comemora Mestriner.

Depois da apresentação do TCC, em agosto de 2007, a dupla continuou com o desenvolvimento do sistema visando o departamento de registro de patentes da PUC. Atualmente, a universidade, que depositou o registro, negocia a comercialização do sistema com empresas da área de saúde. Os trâmites estão sendo resolvidos pela universidade, que é quem levará, caso o processo seja bem sucedido, a maior parte dos lucros. Ainda assim, Mestriner e seu parceiro de TCC também terão retorno sobre o trabalho. "Estamos bem esperançosos de que aconteça. Toda a parte experimental foi feita durante o TCC. A única coisa feita depois foi o artigo", conta Mestriner sobre o material publicado na revista científica da área de fisiologia respiratória Respiratory Care.

Opção pelo desafio

A possibilidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso foi o que levou o grupo de TCC de Dani Schweller a optar pela Topz, empresa do grupo farmacêutico EMS, para a criação de uma campanha de reposicionamento de marca. De acordo com ele, duas das seis pessoas que compunham o grupo trabalhavam na EMS, além de a professora Vania Bitencour Serrasqueiro ser gerente de marketing da empresa, o que facilitou o acesso à companhia. Além disso, era o único cliente prospectado que apresentava um desafio real. "Tivemos algumas opções de clientes, mas esse era o que proporcionava o desafio mais real. Tinha uma verba reduzida, mas era uma verba real. E queríamos trabalhar com isso", declara Schweller.

Ele explica que a presença da professora na posição de gerente da empresa foi importante para estreitar o relacionamento entre cliente e alunos e pautou o grupo com relação às necessidades da EMS. "Ela acompanhou todo o desenvolvimento do trabalho. Por ela ser professora, sabia da seriedade do projeto e, por conhecer o grupo, pôde confiar na hora de passar os dados da empresa", afirma. Dessa maneira, o grupo de Schweller procurou atender à necessidade da empresa de acelerar o retorno da linha de protetores solares Topz. Para tanto, o grupo realizou análises de mercado e desenvolveu peças de criação para apresentar ao cliente. "Propusemos a reformulação de embalagens, a criação da marca Sunny para diferenciar da linha Topz, criamos programas de metas e incentivos para a equipe e criamos programas de incentivo para os clientes", explica ele.

Como resultado, além de amigos e familiares, a diretoria da Topz esteve presente à apresentação. Atualmente, a marca Sunny está em processo de registro e a empresa está analisando formas de adotar outras das propostas do TCC. Além de Dani Schweller, o grupo de TCC era composto por Talles Ramalho, André Froner Hortense, Fernanda Ponzeto, Flávia Von e André Krajewski.

Como aproveitar o TCC depois da formatura

- Procure desenvolver soluções para necessidades reais de mercado;
- Busque orientação de professores que atuem no segmento de mercado desejado;
- Mantenha-se informado quanto às tendências e necessidades de mercado;
- Encare o desenvolvimento do trabalho como uma possibilidade de abrir portas junto às empresas;
- Explore a infraestrutura da instituição e a experiência dos professores para desenvolver um produto ou solução seu.