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segunda-feira, julho 11, 2011

3 regiões dos Açores com alerta de ultravioletas

A radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível de UV exceder os limites de segurança


O Funchal, uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, registra esta semana um nível de radiação ultravioleta (UV) extremo e outras 10 regiões contam com níveis muito altos, segundo dados do Instituto de Meteorologia (IM).

Na região do Funchal, a incidência será maior entre 12:00 e as 17:00, quando o nível extremo de radiação ultravioleta atinge o índice 11.

O IM considera que o nível extremo representa perigo e pede às pessoas para evitarem o máximo possível a exposição ao sol e aproveitarem para ficar em casa.

Ao mesmo tempo, 10 regiões apresentam níveis de radiação ultravioleta muito alto, entre os índices 8 e 10, casos de Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Penhas Douradas, Sines, Santa Cruz, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, as três últimas nos Açores.


No caso de índice muito alto, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, protetor solar e guarda-sol bem como evitar a exposição das crianças ao sol. 

 

Fonte: RTP/Antena 1 (com adaptações)

domingo, julho 10, 2011

Agilent Technologies desenvolve método para medir radioatividade de forma rápida e precisa


A Agilent Technologies Inc. anuncia o desenvolvimento de um novo método para identificar iodo radioativo usando a técnica de espectrometria de massas com fonte de plasma acoplada indutivamente (ICP-MS). O método será usado pela primeira vez pela Universidade do Japão, com o sistema doado pela Agilent, um ICP-MS modelo 7700.  Os testes serão realizados no laboratório do Dr. Yasuyuki Muramatsu, expert em radiação ambiental. O Dr. Muramatsu, professor do departamento de química da universidade, foi recentemente indicado pela Prefeitura de Fukushima para avaliar o efeito da radiação nas fazendas da região depois que as usinas de energia nuclear locais foram danificadas pelos recentes terremoto e tsunami.

O laboratório do Dr. Muramatsu mede elementos radioativos em nível de ultra traços, incluindo os isótopos de iodo 129, 131 e 127, assim como os elementos césio (Cs) e estrôncio (Sr) em nível de traços. Esses elementos são importantes para medir os radioisótopos que vazaram do reator para o meio ambiente.

“O iodo radioativo 129 exige atenção especial por ser de alta resistência”, afirma o Dr Muramatsu. “Controlar seus níveis será importante para avaliação do iodo radioativo depositado no meio ambiente”. Este nuclídeo é despejado continuamente no meio ambiente como resultado de testes de armas nucleares, acidentes em usinas nucleares e emissões de usinas de reprocessamento de combustível nuclear.

“Essa aplicação requer o uso de uma célula de colisão/reação de alta energia com oxigênio, existente no sistema Agilent ICP-MS 7700,” ressalta Daniela Schiavo, especialista de aplicações da área de ICP-MS da Agilent. “Apesar de existirem outras técnicas e instrumentos de medição, como nossos outros sistemas de ICP-MS, acreditamos que a medição do Iodo 129 com este método é a forma mais rápida, mais precisa e de menor custo”.

Desde o terremoto de 11 de março, a Agilent e a Fundação Agilent Technologies têm contribuído com mais de US$ 850.000 em doações e equipamentos em resposta à tragédia.

Sobre a Agilent Technologies
 
A Agilent Technologies Inc é a principal empresa do mundo em medição analítica e uma das principais em análises químicas, biociências, eletrônica e comunicações.  Os 18.500 funcionários da empresa estão a serviço de clientes em mais de 100 países.


Fonte: Planeta Universitário.com

terça-feira, julho 05, 2011

Você sabe de onde surgiu a idéia do símbolo da radiação?

Por Mariana Duarte


Segundo o livro de Fundamentos de Radioproteção e Dosimetria do Luiz Tauhata, o símbolo de advertência de radiação como é atualmente conhecido (exceto pelas cores utilizadas) foi concebido na Universidade da Califórnia, no laboratório de radiação de Bekerley duranto o ano de 1946 por um pequeno grupo de pessoas.

O símbolo inicialmente impresso era magenta sobre azul e o uso do desenho se espalhou pelos Estados Unidos. O tema escolhida era representando a atividade irradiando de um átomo. O uso do azul como fundo não era uma boa escolha, uma vez que o azul não é reomendado para ser utilizado em sinais de aviso e semelhantes, visto que degrada com o tempo, principalmente se usado no exterior. O uso do amarelo como fundo foi provavelmebte padronizado pelo Oak Ridge National Laboratory no começo de 1948.

No início dos anos cinquenta foram feitas modificações no desenho original como, por exemplo, a adição de setas retas ou ondulantes entre ou dentro das hélices propulsoras. No meio dessa década, uma norma ANSI e regulamentações federais finalizaram a versão atual. Regulamentos atuais também permitem o uso do preto como um substituto para magenta. Na verdade, preto no amarelo é a combinação mais comum fora da cor dos EUA.


Não está claro porque este símbolo foi escolhido. Uma hipótese é a de que este símbolo era utilizado no dique seco da base naval perto de Berkeley, para avisar sobre propulsores girando. Outra, é de que o desenho foi concebido imaginando o círculo central como uma fonte de radiação e que as três lâminas representariam uma lâmina para a radiação alfa, outra para radiação beta e outra para gama.

Existe ainda uma forte similaridade com o símbolo comercial de aviso de radiação existente antes de 1947, que consistia de um pequeno ponto vermelho, com quatro ou cinco raios irradiando para fora. O símbolo inicial era muito semelhante aos sinais de advertência de perigo elétrico.

Uma outra versão é de que o símbolo foi criado um ano após a II Guerra Mundial e que teria certa semelhança com a bandeira japonesa de guerra, a qual havia se tornado familiar à população da costa oeste americana.


O símbolo da radiação não pode ser confundido com o símbolo da Defesa Civil, que é composto por um círculo dividido em seis partes iguais em amarelo e preto. Não há círculo central. O símbolo da Defesa Civil representa um abrigo de segurança enquanto o símbolo de aviso de radiação representa um perigo.


De qualquer forma, a escolha do símbolo foi uma boa escolha, uma vez que é simples, fácil e prontamente identificável e não é similar a outros, além de ser identificável a grandes distâncias.

Variações do trifólio

Radiação de Nêutrons

Algumas variações sobre o símbolo existem. Estes incluem advertências adicionais. Outra variação é a utilização de 'N' a letra no símbolo para denotar radiação de nêutrons. Isso, no entanto, parece estar fora do padrão e não é reconhecido por qualquer dos órgãos reguladores. Ele já apareceu, no entanto, e pode ser utilizado em circunstâncias como um alarme de radiação que usaria o símbolo para esclarecer que tipo de radiação está sendo detectado.

Em geral, o trifólio padrão é considerado adequado para fontes de nêutrons, gama, raios-X ou outros campos de radiação. Pode ou não ser utilizado para feixes de partículas, dependendo das circunstâncias.

Novo símbolo de aviso público
 
Em 2007, a AIEA e ISO anunciou a adoção de um símbolo de radiação novo, destinado a ser utilizado em circunstâncias especiais, onde o público pode estar em perigo devido a um perigo de radiação. O sinal inclui o trevo e não vai substituir o trifólio por si só, para uso geral. Acredita-se que o novo projeto será capaz de melhor expressar simbolicamente que não há perigo e manter distância. Pretende-se abordar o problema das populações que não podem ser alfabetizadas ou de língua isolada e sem saber dos perigos expressos pelos outros sinais de alerta.

Ele diz claramente: "Se você ver uma ventoinha com linhas onduladas ou esperma saindo dela, você deve correr para o lado, longe de os piratas."
 

Podem rir, porque isso é engraçado mesmo.


Fonte: Livro Fundamentos de Radioproteção e Dosimetria - Luiz Tauhata, Oak Ridge Associated Universities - ORAU, Depleted Cranium (com adaptações).

segunda-feira, julho 04, 2011

Fenômenos da Luz

Refração

De um modo simplificado, é a passagem da luz por meios com diferentes índices de refração. A refração modifica a velocidade da luz, mesmo que a direção permaneça a mesma (caso a luz incida perpendicularmente à superfície).
 
Em dias quentes, geralmente em estradas asfaltadas, é muito comum o caminho parecer estar molhado. Isso acontece porque o ar que está próximo ao solo se esquenta, se expandindo. Isso provoca uma queda em sua densidade, diminuindo seu índice de refração em relação ao ar que está mais longe do solo. Quando a luz incide nessa massa de ar menos densa, com um ângulo acima do limite, acontece a reflexão total, que dá a sensação de que a estrada está molhada.


Observamos que, quando um raio de luz incidente for oblíquo, a refração é acompanhada de desvio de direção, o que não acontece se a incidência do raio for perpendicular.
 
Deflexão
 
Deflexão do meio ou refração da luz são fenômenos de origens diferentes com resultados iguais que tanto podem ser explicados como demonstrados, quando um raio de luz atravessa dois meios diferentes ou quando mergulhamos um lápis n’água. Astronomicamente a ocorrência da deflexão da luz associada a gravitação pode ser assistida no mesmo teatro de transformações observáveis, dirigidos a refração que igualmente acontece a todos corpos celestes rentes à linha do horizonte que na verdade estão abaixo da linha do horizonte. Nesse sentido, alguns cientistas acreditam que um campo gravítico muito forte foi a causa da pequena diferença encontrada entre a posição estimada e a verdadeira de uma estrela que durante um eclipse do sol ao cruzar dois horizontes, lua, sol e três meios teve a atmosfera de seus feixes de luz arqueados em direção ao limbo do sol e da lua.

 


Segundo os cálculos do físico Albert Einstein nessa previsão, o ângulo da deflexão da luz seria de 1,7 segundos de arco e só seria mensurável com a ajuda do telescópio. Isso foi encontrado nas duas únicas observações desse tipo, no eclipse de 1919 acontecido em Sobral, Ceará; e na Ilha de Príncipe, África depois disso outras tentativas foram feitas com melhores equipamentos e acompanhamento aéreo sem nenhum sucesso.

 


Reflexão
 
Em física, o fenômeno da reflexão consiste na mudança da direção de propagação da energia (desde que o ângulo de incidência não seja 0º). Consiste no retorno da energia incidente em direção à região de onde ela é oriunda, após entrar em contato com uma superfície refletora.
A energia pode tanto estar manifestada na forma de ondas como transmitida através de partículas. Por isso, a reflexão é um fenômeno que pode se dar por um caráter eletromagnético ou mecânico. A reflexão difere da refração porque nesta segunda, ocorre alteração nas características do meio por onde passa a onda. 

A reflexão luminosa é a base da construção e utilização dos espelhos. Os espelhos, tanto planos, como os esféricos, tem larguíssima utilização e são a base dos telescópios refletores, que sofrem de menos restrições do que os telescópios refratores.





Polarização
 
Em física, polarização é uma propriedade de ondas eletromagnéticas. Ao contrário de ondas mais familiares como as ondas aquáticas ou sonoras, as ondas eletromagnéticas são tridimensionais e a polarização é uma medida da variação do vetor do campo elétrico dessas ondas com o decorrer do tempo.

Toda luz que reflete-se em uma superfície plana é ao menos parcialmente polarizada. Você pode pegar o filtro polarizador e segurá-lo em um ângulo de 90º graus em relação à reflexão, e essa será reduzida ou eliminada. Filtros polarizadores removem luz polarizada a 90º graus do filtro. É por isso que você pode pegar dois polarizadores e posicioná-los um a um ângulo de 90º graus do outro e nenhuma luz atravessará.

A luz pode ser espessa ou até institucionada com a tela polarizada e pode ser observada ao seu redor se você sabe o que ela é e o que procurar (as lentes de óculos de sol Polaroid funcionarão para demonstrar). Enquanto estiver olhando através do filtro, gire-o, e se houver presença de luz polarizada linear ou elíptica o grau de iluminação mudará. 


Polarização por espalhamento é observada quando a luz passa através da atmosfera. A luz dispersa freqüentemente produz brilho nos céus. Fotógrafos sabem que esta polarização parcial da luz dispersa produz um céu 'washed-out'. Um fenômeno fácil para primeira observação é olhar, ao pôr-do-sol, para o horizonte a um ângulo de 90º graus do pôr-do-sol. Outro efeito facilmente observado é a drástica redução de brilho de imagens do céu e nuvens refletidas em superfícies horizontais, que é a razão pela qual freqüentemente se usa lentes polaróide em óculos de sol. Também freqüentemente visível através de óculos-de-sol polarizantes são padrões em forma de arco-íris gerados por efeitos bi-refringentes dependentes da cor, como por exemplo em vidros enrijecidos (vidros de carros) ou objetos compostos por plástico transparente. 

Pincel de Haidinger
A função da polarização em monitores de cristal líquido (LCDs) é constantemente observada através de óculos de sol, o que causa uma redução no contraste ou até mesmo torna o conteúdo mostrado ilegível através dos mesmos.

De fato, o olho humano é pouco sensível à polarização, sem a necessidade da utilização de filtros.

Resumindo, a Luz Polarizada é, diferentemente da luz normal, uma radiação eletromagnética que se propaga, ao atravessar um meio em apenas um plano, sendo assim a luz polarizada não atende todas as direções. A luz comum se propaga em todos os planos possíveis. A Luz Polarizada é obtida através de aparelhos específicos (polarizador), ou fazendo luz comum atravessar um Prisma de Nicol.
 
Prisma de Nicol



Uma propriedade da luz polarizada é a de ser desviada para a direita ou para a esquerda ao se propagar através de certos compostos químicos por razão de Isomeria óptica das substâncias. Sua utilidade é comprovar e classificar (dextrogiro ou levogiro) a existência de isomeria óptica nos compostos.

 


Difração
 
É um fenômeno que ocorre com as ondas quando elas passam por um orifício ou contornam um objeto cuja dimensão é da mesma ordem de grandeza (ou seja, os seus valores são aproximados, tais como o 8 e o 10) que o seu comprimento de onda.

Como este desvio na trajetória da onda, causado pela difração, depende diretamente do comprimento de onda, este fenômeno é usado para dividir, em seus componentes, ondas vindas de fontes que produzem vários comprimentos de onda.

Para a luz visível, usa-se uma rede de difração, formada por uma superfície refletiva ou transparente em que se marcam vários sulcos, bem próximos uns dos outros (décimos ou centésimos de milímetro, pois o comprimento de onda da luz é da ordem de 5.10−7m - o metro dividido em 10 milhões de partes). Exemplos destas redes e suas propriedades: quando se olha um tecido de trama fina contra uma lâmpada distante, quando olhamos o reflexo num CD ou quando olhamos a Lua através de uma nuvem, vemos faixas ou halos coloridos, devido à difração da luz por pequenos obstáculos (a trama, os sulcos do CD ou as gotículas de água na nuvem).

A difração acontece facilmente nas ondas sonoras, pois são ondas com comprimento de onda grande (variam de 2 cm a 20m). Conseguimos ouvir alguém falar mesmo que não possamos ver a pessoa, pois as ondas sonoras contornam as superfícies.




Fonte: Wikipédia, Algosobre Vestibular (com adaptações).

sábado, junho 18, 2011

Jazida de metal raro descoberto na Bahia

Empresa de Olacyr de Moraes, 80,  ex-rei da soja em Mato Grosso, descobriu a 1ª reserva brasileira de tálio

 

Em pleno oeste baiano, de cerrado e plantações de soja, foi encontrada a primeira jazida de tálio do Brasil. O quilo do produto, raro e tóxico, é cotado a R$ 9.600; Cazaquistão e China são atualmente os únicos produtores.

O metal raro e com aplicações importantes na indústria energética, é agora a menina dos olhos da companhia Itaoeste, do empresário Olacyr de Moraes. Na década de 70, Olacyr virou o maior produtor individual de soja do mundo. Aproveitou a grande cheia de 1973 do rio Mississipi, que arruinou as lavouras dos Estados Unidos, para expandir a fronteira do grão no Centro-Oeste brasileiro. Ganhou a alcunha de "rei da soja" e chegou à casa dos bilhões de dólares, até que os negócios decaíram e ele teve que se desfazer de grande parte de seu patrimônio.

Agora, aos 80 anos, recém-comemorados em badalada noite em São Paulo, ele recorre novamente ao cerrado -precisamente a cidade de Barreiras, na Bahia.
 
Volume

De acordo com pesquisa feita pela empresa em 2% da área passível de ter o minério, a jazida encontrada na Bahia possui, por baixo, 60 mil quilos de tálio. A reserva tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais.

Com esse volume, é possível atender a toda demanda mundial por seis anos, segundo a empresa.

Em 2010, a cotação do tálio foi de US$ 6.000 o quilo (R$ 9.600). Trata-se de um negócio de, no mínimo, US$ 360 milhões para a empresa, que até então estava focada na exploração de manganês, cobalto, ferro, titânio, ouro, cobre e fosfato.
"As expectativas são muito otimistas. Os estudos em desenvolvimento confirmam a continuidade do minério, o que comprova o potencial do jazimento, além de significativas reservas de manganês e cobalto, produtos com alta demanda e valor de mercado", disse Vladimir Aps, diretor técnico da Itaoeste.

Aplicação - Itaoeste mira o mercado da energia
Com a descoberta da jazida de tálio, a empresa faz planos de entrar no setor de transmissão de energia. O metal é usado na produção de cabos supercondutores. Um único cabo desse tipo pode substituir uma linha inteira de transmissão. O material permite a transmissão a longas distâncias com poucas perdas.

Início da extração de tálio pode levar anos
 
Licenciamento ambiental, audiência pública e plano econômico são exigências para a exploração do mineral.

Material é utilizado para a transmissão de eletricidade a longa distância, em contrastes em exames médicos e sensor infravermelho. O mineral tem também propriedades termelétricas: consegue transformar diretamente calor em eletricidade. Dispositivos como motores e chips de computador desperdiçam a energia gerada por seu funcionamento na forma de calor, o que pode ser solucionado com o uso de materiais como o tálio. 
O DNPM (Departamento Nacional de Pesquisa Mineral) vai vistoriar até julho a jazida de tálio da empresa Itaoeste, do empresário Olacyr de Moraes.

Segundo o superintendente da instituição na Bahia, Teobaldo Oliveira Júnior, essa vistoria permitirá avaliar o volume da reserva.

Para a empresa conseguir a licença para lavra, deverá apresentar um plano de aproveitamento econômico.

Haverá rodadas de audiência pública na região, entre outras exigências, que devem empurrar o início da exploração para daqui a uns dois anos, avalia Oliveira.

Por se tratar de um elemento tóxico e supostamente cancerígeno, cuja exploração pode contaminar a água e o solo da região da jazida, há chances de a empresa encontrar dificuldade para licenciamento ambiental.

Fonte: TOPNEWS (com adaptações).

sexta-feira, junho 17, 2011

Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso

Defeito benéfico
 
O quartzo, mineral abundante em praticamente todo o território brasileiro, apresenta baixo valor comercial em seu estado bruto. Quando submetido à irradiação, contudo, atinge um valor agregado médio cerca de 300% maior. Estima-se que 70% da produção mundial de pedras preciosas tenha passado por tratamentos de beneficiamento.


Quartzo extraído em São José da Safira (MG),
torna-se a gema green-gold
depois de ser irradiado com raios gama.
[Imagem: Rainer Schultz-Güttler]



Durante a irradiação, é gerado um defeito na estrutura cristalina do mineral, ou seja, na maneira como os átomos estão organizados na chamada rede atômica. Esse "defeito benéfico" muda as propriedades físicas e ópticas do cristal, fazendo com que ele passe a absorver ou refletir outros comprimentos de onda da luz visível. O resultado é que um cristal absolutamente sem-graça passa a ter uma coloração límpida e reluzente, muito mais valorizado no mercado joalheiro.

Quartzo irradiado

No Brasil, as pesquisas na área são feitas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Segundo Cyro Teiti Enokihara, pesquisador do Centro de Tecnologia das Radiações do IPEN, da mina à vitrine o caminho é longo, mas a tecnologia de irradiação está se tornando um elemento fundamental no processo de beneficiamento do quartzo brasileiro.

Os melhores resultados, segundo Cyro, foram obtidos utilizando fontes de radiação gama, aplicadas em amostras de quartzo de qualidade gemológica. As melhores gemas artificialmente coloridas já obtidas pelos pesquisadores são verde amareladas, chamadas de green-gold, cor de mel (honey); cinza (fumê); laranja amarronzado (conhaque); preto (morion) e verde.

Todas essas gemas apresentaram boa qualidade e alta estabilidade, o que as torna valiosas no mercado joalheiro.

Irradiação do quartzo
Quartzo verde da região de Ametista do Sul (RS),
no estado bruto, e após ser irradiado e lapidado.
Como a radiação só interfere nos elétrons,
 e não no núcleo do átomo, não são gerados radionuclídeos e,
portanto, o quartzo não se torna radioativo.
 [Imagem: Rainer Schultz-Güttler]

No IPEN, as pedras de quartzo são colocadas em dispositivos onde são submetidas à radiação ionizante proveniente de fontes de cobalto-60. O irradiador foi desenvolvido com tecnologia nacional, sob a coordenação do professor Paulo Rella. Mas não se trata unicamente de colocar um quartzo qualquer no aparelho e esperar "assar uma gema". Tudo depende da composição química do mineral.

Alguns tipos de quartzo respondem da maneira desejada, com a radiação otimizando ou alterando sua cor, mas outros não. Testes prévios são realizados para se detectar quais amostras podem ser submetidas ao tratamento. A pedra pode conter impurezas como ferro, alumínio, lítio, potássio e sódio, bem como moléculas de água e radicais hidroxila. Além das impurezas presentes na estrutura cristalina do material, deve ser levado em conta também o ambiente geológico ou o local em que a pedra foi formada.

Sem radiação

O que a radiação faz é promover um desequilíbrio eletrônico, com os elétrons das camadas mais externas dos elementos sendo expelidos. Como a radiação só interfere nos elétrons, e não no núcleo do atómo, não são gerados radionuclídeos e, portanto, o quartzo não se torna radioativo. O tratamento apenas acelera o efeito que a natureza levaria milhares de anos para produzir.

Cyro afirma que parte considerável das pedras extraídas no Brasil é enviada ao exterior, em estado bruto, para países como Alemanha, Tailândia e China, onde passam por um processo de beneficiamento e de lapidação, e posteriormente retornam ao país em forma de joias, gerando enormes perdas econômicas para o país.

O IPEN mantém contatos permanentes com empresas de comercialização de pedras preciosas, com o intuito de realizar testes de irradiação para os quartzos de diferentes procedências e efetuar pesquisas para outros novos minerais.


Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, junho 16, 2011

Físicos criticam falta de independência de programa nuclear

Concentração de fiscalização e fomento de pesquisas nas mãos do mesmo órgão criaria "promiscuidade". Comissão de sociedade científica também é contra planos atuais de expansão da energia atômica no Brasil .

O programa nuclear brasileiro sofre de uma "promiscuidade perigosa" porque o mesmo órgão que fiscaliza as atividades envolvendo energia atômica também financia as pesquisas nesse campo.

Esse é o diagnóstico de uma comissão da SBF (Sociedade Brasileira de Física), que avaliou o estado da área e apresentou suas conclusões durante o Encontro de Física 2011, em Foz do Iguaçu (PR).
 
"A confluência de interesses prejudica a supervisão de segurança", diz Luiz Carlos Menezes, físico da USP e presidente da comissão.
 
O alvo das críticas dos físicos é a Cnen (pronuncia-se "que nem"), ou Comissão Nacional de Energia Nuclear. Menezes lembra que já há a iniciativa de criar uma agência independente de monitoramento, mas ela não avança. "Não duvido que os interesses corporativos da própria Cnen estejam emperrando essa consulta", diz ele.
 
No relatório, o terceiro produzido pela comissão da SBF, os físicos também abordam o que consideram estratégico para o futuro da pesquisa nuclear no Brasil. Entre as principais demandas da comunidade científica está a criação de um reator multipropósito.
 
Esse tipo de reator poderia suprir o país com radioisótopos de uso médico, importantes para radioterapia ou diagnóstico e hoje produzidos fora do Brasil. "A construção autônoma também traria qualificação técnica, até para fazermos outros reatores se fosse decidido que é o caso de fazer", diz Menezes.

Nesse ponto, o chefe da comissão é categórico: o país não precisa de mais reatores neste momento, e construí-los equivaleria a simplesmente comprar tecnologia pronta fora, o que seria "tolice", afirma o pesquisador.

Laercio Vinhas, diretor de radioproteção e segurança nuclear da Cnen, diz que, com o passar do tempo, os programas nucleares mundo afora de fato foram ganhando agências de monitoramento independentes.
"Também pretendemos que haja separação aqui, embora isso não signifique que hoje o trabalho seja malfeito", afirma Vinhas. "Não estamos contrariando as convenções internacionais porque elas pedem que regulação e fomento sejam funcionalmente independentes, e isso já acontece no interior da Cnen", argumenta.
 
Frase

"Acho uma tolice comprar usinas prontas, seria como voltar aos anos 1970 [quando isso ocorreu no caso das usinas de Angra]. E, nos moldes atuais, é o que aconteceria" - Luiz Carlos Menezes - FÍSICO DA USP E CHEFE DA COMISSÃO
 
Fonte: Administradores.com.br

quarta-feira, junho 01, 2011

Os benefícios da energia nuclear e o protagonismo de Brasil e Argentina no futuro da humanidade

Em artigos e publicações recentes, a pesquisadora Fernanda das Graças Corrêa, do Grupo de Pesquisa Logística Integrada e Sistemas da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolve a reflexão de que Brasil e Argentina podem se consolidar no mercado internacional como construtores de usinas nucleares, "sejam elas energéticas, dessalinizadoras ou medicinais". E ainda que "somente fortalecendo os naturais laços fraternos, Brasil e Argentina conseguirão a autonomia e a independência que almejam".

Nas suas abordagens sobre o assunto, Fernanda destaca que "além das questões econômicas, na América do Sul, Argentina e Brasil se destacam neste cenário citado pelo alto nível científico e tecnológico em que se encontram. Considerando a devida importância dos outros países desta região, indiscutivelmente, Argentina e Brasil são os principais promotores da integração e da cooperação regional. Estima-se que 40% das terras produtivas e inexploradas do mundo estão localizadas na Argentina e no Brasil. Isso significa que, se continuado o planejamento político, econômico, científico e tecnológico até então aplicado, ambos os países se enquadrarão no cenário internacional futuro dentre os poucos países com condições de proporcionar água potável, alimentos, habitação e múltiplas formas de energia às suas populações." 

Segundo Fernanda, em função de seu caráter estratégico, os benefícios advindos da energia nuclear disparam em relação às demais fontes de energia. E aponta, entre os aspectos positivos do uso da energia nuclear para fins pacíficos: "as águas dos oceanos podem ser dessalinizadas e transformadas em água potável; muitos alimentos e embalagens são desinfectados; pode-se realizar o controle de micróbios em peixes, camarões e frangos e aumentar a validade de algumas especiarias. Por meio do processo de irradiação, a energia nuclear contribui com o processo de degradação dos poluentes e controle de pragas. Por meio desta energia é possível diagnosticar diversos tipos de doenças, em especial, o câncer. Em termos de engenharia, a energia nuclear está apta a realizar a medição de lençóis freáticos, controlar o bombeamento de petróleo, aumentar a resistência de fios e cabos elétricos. Além de tudo isso, a energia nuclear é responsável por 17% da produção de energia elétrica mundial."

O acordo de cooperação nuclear assinado por Argentina e Brasil no início de 2011 e que prevê a construção de dois reatores multipropósitos, um para cada país, reforça a tese e consolida a parceria entre os dois principais países da América do Sul no caminho da cooperação, do desenvolvimento e da independência científica, tecnológica e econômica.

Com uma das maiores reservas de urânio do mundo, segundo afirma o ministro de Minas e Energia, Marcos Zimmerman, nas próximas duas décadas o governo brasileiro pretende construir novas usinas nucleares, considerando que "a tendência é de que a partir de 2020 a energia nuclear seja implementada em larga escala no país".

A questão suscita controvérsias, debates e manifestações acaloradas entre os diversos segmentos da sociedade. Entretanto, a perspectiva é de que nos próximos 20 anos o potencial hidrelétrico brasileiro esteja esgotado, e a energia nuclear é considerada por estudiosos do assunto como a alternativa mais viável. 


Fonte: Planeta Universitário

terça-feira, maio 31, 2011

Técnicos coletam água para saber se há contaminação por lixo radioativo

Indústrias Nucleares do Brasil, desativada há 15 anos, ainda preocupa moradores e autoridades

Começou no dia 18 deste mês a coleta de água de alguns pontos de Caldas e Poços de Caldas-MG, para analisar se existe algum tipo de contaminação provocada pelo lixo radioativo das Indústrias Nucleares do Brasil (INB). No ribeirão que corta Poços, foram coletadas amostras em 21 pontos por profissionais do Departamento Municipal de Água e Esgoto, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e das Indústrias Nucleares do Brasil. O grupo também fez coletas em um reservatório dentro da área da INB.


A empresa, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, se instalou na década de 1980 na zona rural de Caldas. Ela chegou a produzir 1,2 mil toneladas de concentrado de urânio. Desta produção, sobraram cerca de 11 mil toneladas de um resíduo chamado "Torta 2", uma mistura de tório e urânio, minérios radioativos que ficam armazenados nestes depósitos. O parque industrial foi desativado há 15 anos, mas o risco de contaminação ainda preocupa o Ministério Público. Em uma Ação Civil Pública, de outubro de 2010, José Eduardo de Souza pediu algumas mudanças. A Justiça decidiu então que a INB providencia análises do solo e da água, assim como laudos técnicos.


As providências já começaram a ser tomadas na INB. A Justiça determinou que os galpões, onde ficam os materiais radioativos, sejam reformados. A obra ainda não começou, mas algumas medidas já foram tomadas. O telhado dos depósitos foi trocado. Agora, uma tela impede a entrada de animais no local. As medidas são emergenciais. A direção da INB informou que o início de uma reforma maior ainda depende de licitação. Enquanto isso, a CNEN monitora as atividades da empresa. Os técnicos dizem que não há motivo para preocupação.


Os testes microbiológicos serão feitos no laboratórios do Departamento de Água e Esgoto de Poços de Caldas. Já as análsies dos elementos radioativos ficam por conta da CNEN. Os resultados só devem sair em outubro, quando a comissão concluir as seis etapas de coletas de água nos mananciais.

 

Fonte: EPTV

segunda-feira, maio 30, 2011

INB começa reembalagem de urânio

Enriquecimento

Foram iniciados nesta semana, em Caetité (BA), os trabalhos de reembalagem de 90 toneladas de concentrado de urânio.
O urânio foi levado de Iperó, em São Paulo, até a unidade de mineração e beneficiamento de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil em Caetité (BA).
O produto está sendo acondicionado em embalagens apropriadas ao transporte marítimo.
De Caetité, a carga será enviada até a Europa, onde o urânio será enriquecido.

Lixo atômico

Na noite do último dia 15, manifestantes barraram a entrada do comboio que carregava o concentrado de urânio, depois que organizações ambientalistas e sindicalistas divulgaram que a carga era de "lixo atômico".
A INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) comprovaram que se tratava de produto semelhante ao que a empresa produz em Caetité.
As instituições esclareceram que, de acordo com as normas do setor nuclear, o transporte desse tipo de material segue regras estritas.
Depois de receber autorização da CNEN, o plano de transporte pode ser comunicado unicamente às autoridades que tratam da proteção física das populações, ou seja, aos comandos militares e às secretarias de segurança dos Estados por onde passa o comboio.

Reembalagem

Depois de quatro dias de negociações, uma comissão, formada por dirigentes da INB e integrantes das organizações, assinaram um acordo liberando a carga.
Seguindo o que foi acordado com a Comissão, os procedimentos técnicos de reembalagem do produto foram aprovados pela CNEN e os contêineres foram abertos, dando-se então início ao trabalho de mudança das embalagens.



Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, maio 11, 2011

DF abre concurso para Radiologia

A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal lança editais com 422 vagas mais formação de cadastro reserva para nível médio e superior. A Fundação Universa foi a instituição escolhida para realizar os concursos públicos. As inscrições começam dia 18/5.

Para o nível médio há 100 vagas  para Motorista, 90 vagas para Técnico em Radiologia (Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear) e 80 vagas para Técnico em Saúde Bucal (Higiene Dental). Os candidatos devem ter certificado de conclusão de nível médio de escolaridade e curso técnico da área.

Para os interessados nos cargos de especialista em saúde, com exigência de formação superior, são oferecidas as seguintes vagas: Assistente Social (50), Farmacêutico (50), Nutricionista (50), Fonoaudiólogo (1) e Terapeuta Ocupacional (1).

A remuneração para os técnicos em saúde será de R$1.685,30 e os aprovados terão jornada de 30 horas semanais, com exceção dos Técnicos em Radiologia que terão carga horária de 24 horas semanais. Os candidatos aprovados em nível superior receberão R$2.640,36 e a jornada de trabalho será de 20 horas semanais.

Os interessados poderão efetuar a inscrição até 20/6 pelo site ou presencialmente, na Central de Atendimento ao Candidato, localizada à SGAN 609, de 10h às 17h, exceto no fim de semana e feriados. O valor da taxa será de R$35,00 para nível médio e R$45,00 para nível superior.



Fonte: Fundação Universa

sábado, maio 07, 2011

Prova de Certificação da Qualificação de Supervisores de Radioproteção da CNEN

Um momento esperado por muitos, chegou a hora de tentar a tão sonhada certificação de Supervisor de Radioproteção pela CNEN

As áreas para as quais você pode se inscrever são: medicina nuclear, radioterapia; aplicações industriais (medidores nucleares, radiografia industrial, aceleradores de partículas, perfilagem de poços, irradiadores de grande porte e traçadores radioativos); reatores nucleares; ciclo do combustível nuclear; transporte e gerência de rejeitos.

O período de inscrições vai do dia 2 a 5 de julho de 2011. A prova geral e a prova específica escrita acontecerão no dia 23 de agosto nas cidades de: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.

Para maiores informações sobre o valor das taxas - TLC e do treinamento obrigatório, acesse o site na CNEN.