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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Inscrições abertas para bolsas da CNEN

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) abriu processo seletivo de concessão de bolsas de mestrado e doutorado para 2012. 

A Cnen busca pesquisadores para projetos em sua área de atuação. As inscrições podem ser feitas até 1º de março.

Para participar o estudante deverá estar matriculado em pós-graduação em instituições brasileiras reconhecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). As bolsas de mestrado são de R$ 1.200, e as de doutorado, R$ 1.800.

O edital oferece vagas em 16 áreas de interesse, desde ciclo do combustível nuclear e análise e avaliação de segurança de instalações nucleares e radiativas até rejeitos radioativos e tecnologias nucleares inovadoras. 

O resultado da seleção será divulgado no portal da Cnen até 2 de abril.

Fonte: Ambiente Energia

Programa fortalece a pós-graduação no Rio de Janeiro

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou mais uma edição do programa Bolsa Nota 10. O objetivo da iniciativa é incentivar os cursos de pós-graduação do Estado, por meio da concessão de bolsas especiais a alunos de mestrado e doutorado com destacado desempenho acadêmico.
 
O prazo para submissão de propostas para as bolsas a serem implementadas em março deste ano é até 27 de fevereiro. Já para as bolsas que entrarão em vigor em agosto, as inscrições são de 14 de junho a 19 de julho. Os benefícios são de R$ 2 mil e de R$ 2,9 mil, para mestrado e doutorado, respectivamente.
 
Serão beneficiados alunos de cursos stricto sensu, com conceitos 5, 6 ou 7, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O programa contempla apenas os últimos 12 meses de curso, no caso do mestrado, e os últimos dois anos, do doutorado.
 
O edital está disponível neste link.

 
Fonte: Portal Brasil

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Pesquisa revela que radiologistas fazem diagnóstico em apenas 1 segundo

Pouco mais de um segundo. É esse o tempo que um médico radiologista precisa para identificar a imagem de uma lesão de tórax numa radiografia, de acordo com o estudo How Doctors Generate Diagnostic Hypotheses: A Study of Radiological Diagnosis with Functional Magnetic Resonance Imaging, feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado em 14 de dezembro de 2011 na revista “PLoS One”.

Pode parecer muito rápido, mas é um tempo similar àquele necessário para que esses mesmos profissionais reconheçam imagens de objetos familiares, como o desenho de animais e letras do alfabeto aplicados sobre chapas radiográficas. A partir dessa constatação, os pesquisadores concluíram que o processo mental de reconhecimento de sinais clínicos feito por médicos envolve os mesmos mecanismos neurológicos utilizados na identificação de outros objetos da vida cotidiana.

De acordo com o psiquiatra e pesquisador do Laboratório de Informática Médica da USP, Marcio Melo, essa tendência que os médicos têm –mesmo que de forma involuntária– de fazer diagnósticos de “bate-pronto” deve ser levada em consideração para aprimorar métodos e técnicas, reduzindo erros de diagnóstico.

O resultado sugere que a formulação da hipótese de diagnóstico acontece de forma quase automática, e começa já nos primeiros momentos de contato com o paciente. “Às vezes isso ocorre antes mesmo de os doentes relatarem os seus sintomas. Por exemplo, quando o médico vê um paciente com icterícia, ele de pronto pensa no diagnóstico de doenças hepáticas”, diz Melo.

Para concluir isso, o estudo analisou dados de ressonâncias magnéticas feitas em voluntários no momento em que lhes foram mostradas as radiografias. Essas imagens apresentavam um entre 20 tipos diferentes de lesões torácicas. Em algumas delas, foram adicionados digitalmente os desenhos de animais e as letras. Os voluntários deveriam então descrever o que viam. Quando eram mostradas lesões, o tempo médio para resposta foi de 1,33 segundo. Para animais, 1,23 segundo. E, para letras, 1,14 segundo.

A ressonância apontou que em todos os casos as mesmas regiões do cérebro foram ativadas, o que fortalece o entendimento de que, do ponto de vista neurológico, não haveria muita diferença entre reconhecer em um raio X uma pneumonia ou o desenho de um crocodilo.

Uma diferença observada pelos pesquisadores, no entanto, foi que as imagens de lesões ativaram um conjunto mais numeroso de neurônios nas regiões cerebrais ligadas à capacidade cognitiva. Essas regiões também foram ativadas com os animais e as letras, mas de forma menos intensa. Esse dado indica que, mesmo acontecendo de forma automática, a identificação de lesões requer um nível de raciocínio mais desenvolvido que nos outros casos.

Os autores destacam, no entanto, que a velocidade não significa que os diagnósticos formais e definitivos feitos pelos médicos sejam feitos tão rapidamente, mas sim que esse é o tempo necessário para a formulação da primeira ideia de diagnóstico a partir da qual o médico orienta todo o seu trabalho.


 

Fonte: Folha.com

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Tratamento inédito à próstata desperta interesse mundial

Médicos estrangeiros deslocam-se a Portugal para aprenderem uma técnica de tratamento da hiperplasia benigna da próstata pouco invasiva.


Portugal tem o único centro mundial que efetua uma técnica de tratamento da hiperplasia benigna da próstata pouco invasiva, quase sem efeitos secundários e que está a suscitar interesse internacional e a atrair doentes e médicos de todo o mundo.

A hiperplasia benigna é a doença mais frequente da próstata, muito comum nos homens a partir da meia-idade e que consiste num aumento do volume daquela glândula, obstruindo as vias urinárias e tornando difícil o ato de urinar.

Segundo João Pisco, chefe da equipe de radiologia de intervenção do Hospital de Saint Louis, as terapêuticas mais frequentes são os medicamentos, nem sempre eficazes e com consequências como a disfunção erétil, ou a cirurgia, muitas vezes com "complicações muito graves".

Doente sai no mesmo dia do hospital

A técnica consiste na embolização das artérias da próstata, ou seja, sob anestesia local, introduz-se através de um orifício na virilha um cateter que é dirigido para as artérias prostáticas, monitorizado por um aparelho de raios X digital, e através desses cateteres são introduzidas pequenas partículas de plástico que vão entupir e cortar parte da circulação da próstata.

"Isso conduz a uma redução das dimensões da próstata, com eliminação ou melhoria dos sintomas na maioria dos doentes", explica o radiologista.

João Pisco destaca as vantagens em relação a outros métodos: não há perda de sangue, não são necessárias transfusões, o doente leva anestesia local, fica em regime de ambulatório, vai para casa no mesmo dia, deixa de tomar os medicamentos e passa a ter uma vida normal sem qualquer terapêutica.

Além disso, é um método "praticamente sem riscos". Quando ocorrem não são mais do que uma infeção urinária, sangue na urina ou um pequeno hematoma na barriga ou na coxa.

"Estes doentes vão para o quarto, dentro de duas horas podem ir à casa de banho, quatro a seis horas depois já podem ir para casa", explica, acrescentando que o primeiro dia é de repouso completo, o seguinte é já de vida normal e que só não podem conduzir durante dois dias.

Intervenção sem dor

Numa cirurgia acompanhada pela Lusa, o doente queixou-se da dificuldade em urinar e do tratamento com medicamentos, alegando que estes "condicionam determinados aspectos" da sua vida. Mostrou-se esperançado nesta técnica, que disse conhecer por "ouvir falar" que é a alternativa à cirurgia.

No final da intervenção, que durou cerca de meia hora, afirmou não ter tido qualquer dor, apenas um ligeiro ardor.

Na ocasião encontravam-se no hospital cinco médicos italianos e um argentino, que se deslocaram a Portugal propositadamente para assistirem às intervenções e aprenderem a técnica.

Um urologista italiano disse à Lusa estar "impressionado" com o método por ser minimamente invasivo e "uma alternativa aos outros tratamentos, cujos resultados não são muito eficazes".

"Sou chefe do departamento de Urologia de um hospital e um dos meus colegas disse-me que havia esta nova técnica em Portugal, por isso viemos ver o procedimento e os resultados e penso que em pouco tempo poderemos começar a aplicá-lo na Itália", afirma.

Para o radiologista argentino, também presente na ocasião, este método "é revolucionário" tanto na área ginecológica, com a embolização dos miomas uterinos, como na próstata. "É um luxo para Portugal que venha gente de todo o mundo, médicos para aprender e pacientes para serem tratados aqui", considera.

Ceticismo na comunidade médica portuguesa

Até o momento, João Pisco já tratou mais de 180 homens com hiperplasia benigna da próstata e entre vários estrangeiros que o procuraram contam-se um responsável do Conselho Econômico Europeu, um ministro dos Transportes de Angola e um jornalista de Hong Kong que vivia algaliado, revela.

Para dia 19 de janeiro, João Pisco espera a visita de mais sete médicos estrangeiros - ingleses, dinamarqueses, alemães e italianos - que vêm conhecer a técnica.

O radiologista adianta que durante este ano, ainda antes do verão, 30 centros americanos vão começar a aplicar a técnica e estudar 180 doentes. Com publicações em revistas estrangeiras da especialidade, João Pisco afirma que a técnica tem suscitado interesse particularmente nos Estados Unidos e Canadá.

Questionado sobre o pouco conhecimento que existe em Portugal sobre este procedimento, João Pisco reconhece que há um certo ceticismo entre a comunidade médica portuguesa.

A embolização é praticada pela equipe de João Pisco desde março de 2009, com uma taxa de sucesso que ronda os 85 a 90%.

O tratamento custa 4300 euros, mas o hospital já tem convenções com quase todas as companhias de seguros, que pagam entre 70 e 80% do total.

A hiperplasia benigna da próstata afeta cerca de 70% dos homens com mais de 65 anos, 80% entre os 70 e 80 anos, 90% com mais de 80 anos e a quase totalidade com mais de 90 anos.


Fonte: AEIOU Expresso

sábado, fevereiro 11, 2012

Radiologia auxilia na identificação de casos problemáticos em próteses de mama

Exemplo recente de prótese defeituosa demonstra a importância da radiologia na identificação de problemas com os implantes

O caso recente da identificação de falhas em próteses da empresa francesa PIP trouxe apreensão para aproximadamente 25 mil mulheres que fizeram o implante no Brasil. Para acompanhamento dos casos a radiologia cumpre um papel fundamental, segundo o médico e vice-presidente na área de mamografia da Associação Gaúcha de Radiologia na área, Dr Dakir Duarte.
 
"O médico radiologista é quem detecta e problema e faz o diagnóstico, avaliando inclusive, a extensão do extravasamento do gel de silicone e reconhecendo a intensidade da reação fibrótica dos tecidos" - explica. 
 
As ferramentas usadas para isso são a Mamografia e a Ressonância Magnética. O Ultrassom, em alguns casos, também fornece subsídios diagnósticos importantes e, por isso, não pode ser dispensado segundo o médico Dakir Duarte. A avaliação clínica e eventual terapêutica é de responsabilidade do mastologista.
 
No Brasil, cerca de 100 mil pessoas implantam próteses de silicone nos seios todos os anos. O número é equivalente a um terço das cirurgias plásticas feitas no país.
 
Fonte: Segs 


Que somos importantes, já sabemos... Só precisamos ser mais valorizados.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Elastografia representa progresso no diagnóstico de doenças no fígado

Exame inovador que supera a invasiva biópsia hepática será apresentado na 10ª Jornada Gaúcha de Radiologia
 
 
 
Para diagnosticar as lesões no fígado que podem anteceder a cirrose, novos métodos são estudados como alternativa a tradicional biópsia hepática, um exame invasivo com contra-indicações, que pode levar a complicações graves em até 5% dos casos. O exame que recebe destaque como uma solução não invasiva e eficiente é a Elastografia, que por meio de ultrassom, permite identificar a rigidez dos tecidos do órgão. 
 
"Além da identificação do problema, a técnica é utilizada também para controle de resposta ao tratamento posterior. A Elastografia também tem sido útil para auxiliar na caracterização dos nódulos hepáticos, para diagnóstico diferencial no estudo das causas da lesão" - explica a professora e médica radiologista, Célia Resende.
 
A inovação será apresentada em aula na 10ª Jornada Gaúcha Radiologia, que acontece nos dias 13 e 14 de julho de 2012, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. A técnica emite um feixe sonoro na direção do fígado; a velocidade da onda sonora no tecido constata a sua rigidez e, consequentemente, o estágio e progressão da doença, podendo auxiliar no prognóstico de doenças crônicas que levam a insuficiência do funcionamento do órgão. 
  
 
Fígado moderadamente ecogênico em transversal.

Estudo elastográfico do parênquima hepático uma amostra da velocidade de propagação da onda de cisalhamento em cada um dos segmentos hepáticos. A velocidade média para no mínino de 5 amostras de cada segmento foi de 1.88m/s.
 
 
Fonte: Segs e Dra. Lucy Kerr.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Calendário Radiológico de Fevereiro e Março de 2012

Cursos:


Data: 11/02
Local: São Paulo-SP


Data: 02, 03 e 04/03
Local: Goiânia-GO

Carga Horária: 18h
Data: 14 a 16/03
Vagas: 20
Local: Rio de Janeiro-RJ
Pré-requisito: Técnico ou Tecnólogo em Radiologia

Obs: Curso Gratuito


Eventos:


Data: 08 a 11/02
Local: Roma-Itália 

Inscrições: até 10/02 
Vagas: 01 
Local: Maceió-AL
Data: 10 a 12/02
Local: Brasília-DF

XV Seminário Internacional de Radiologia e Imagens Diagnósticas
Data: 16 e 17/02
Local: Colômbia
Informações: 00xx57 (5) 373-6222



Data: 01 a 05/03
Local: Viena-Áustria

Data: 02 e 03/03
Local: São Paulo-SP

Data: 01 a 04/03
Local: São Paulo-SP



sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Entrevista com Tecnólogos - Rio de Janeiro

6ª Entrevista com Tecnólogos em Radiologia


Por Mariana Duarte

Nome:  Leonardo Flor

Situação acadêmica: Concluído

Instituição de Graduação: UNESA - Universidade Estácio de Sá

1- O curso de Tecnólogo em Radiologia foi uma escolha ou foi por acaso?

Quando resolvi fazer o curso já tinha o conhecimento e sempre dispertei interesse pela área da saúde, uma vez que minha família, na sua grande maioria, trabalha nesta área, fiz uma pesquisa e através de uma reportagem sobre radiologia resolvi fazer o curso de Tecnólogo em Radiologia por escolha própria.

2- Quantos semestres tem o seu curso?

Seis semestres.

3- Como você avalia o seu curso? Foi o que você esperava?

Foi bom, mas em algumas matérias poderia ser melhor, pois, muita das vezes o professor que ministra as matérias que estão ligadas ao dia-a-dia do profissional das técnicas radiológicas deveriam, em minha opinião, estarem ligados ou ter alguma experiência na área. Mas, isso infelizmente não ocorre, o professor nunca teve contato com a prática, apenas com a teoria, nestes casos fica difícil passar a informação corretamente.

4- Com relação aos professores, atingiram às suas expectativas? Foi aluno de algum Tecnólogo? 


Os professores, como citei na pergunta acima, tiveram essa dificuldade na parte prática. Tive aula de Ressonância Magnética com um Tecnólogo que, realmente, superou às expectativas, foi uma das melhores matérias que tive dentre as aplicadas no curso.

5- Quanto às matérias vistas no curso, acha que faltou algo a ser visto?



Acho que as matérias, como Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada e Radioterapia, poderiam ser mais que um período, penso que assim o nível do curso, neste caso, elevaria dentre os demais.

6- A instituição foi otimista quanto ao seu curso? Deram segurança quanto ao futuro da sua profissão?



Na verdade, o curso sempre vende o melhor, mas quando o aluno começa a realizar os estágios é possível identificar que a profissão ainda requer melhorias como, por exemplo, aceitação em concursos apenas para tecnólogos. Em relação ao futuro, depende mais do aluno do que da própria instituição de ensino, o que muita instituição faz que não é correto são as promessas de estágio e não cumprem com as mesmas.


7- A mensalidade que você pagou achou justa c/ relação ao que lhe foi oferecido?
 

Sim. 

8- Qual foi o tema da sua monografia?

Tomografia Computadorizada na atuação do diagnóstico do traumatismo crânio-encefálico.

9- Comente sobre o seu estágio. Estagiou por quanto tempo? Foi produtivo? Onde foi (hospital, clínica)? Foi remunerado?

Realizei o estagio no Hospital São Vicente de Paulo, é uma instituição muito boa, acreditada internacionalmente com profissionais excelentes. A área de radiodiagnóstico é toda digital com equipamentos de última geração. Com a caminhada no meu estágio cheguei a contratação e hoje sou o responsável tecnólogo da equipe técnica (coordenador), fiquei aproximadamente dois anos estagiando e tenho 4 anos como profissional.

10- Quem o supervisionou no estágio (Técnico, Tecnólogo..)?

Técnico.


11- Qual a situação do curso em seu estado? É novo, tem formados, há várias instituições com o curso?

Hoje, na cidade do Rio de Janeiro há várias instituições responsáveis por ministrar cursos ligados à área tecnológica, nem sempre o ensino é de boa qualidade. Acho que hoje na cidade tem tantos cursos que antes de realizar qualquer escolha a melhor opção é verificar alguém que já tenha feito o curso e tenha uma melhor opinião antes de qualquer escolha.

12- Você já tem registro no Conter?


Sim.


13- Qual a perspectiva de emprego na área, onde vive? E a faixa salarial?


A radiologia é uma área que, nos últimos anos, cresceu absurdamente na saúde com equipamentos e software novos que possibilitam, com certeza, um diagnóstico mais preciso. Com isso, para buscar um lugar bacana no mercado de trabalho é necessário estar preparado, em questões salariais depende muito da instituição e o que o Tecnólogo faz, mas gira em torno de R$ 1.800 a R$ 2.400. Esse valor não tem muita variação entre essas duas opções de valores.

14- Você trabalha ou conhece quem trabalha como Tecnólogo em Radiologia?


Sim, trabalho e tenho outros amigos que conheço que também estão trabalhando.

15- Em que área pretende atuar na radiologia?

Hoje, atuo na área de diagnóstico (Radiologia digital, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética).

16- Você tem alguma especialização na área?

Estou cursando Pós em Gestão Hospitalar.

17- Já houve concurso para Tecnólogo em sua região?

Ainda não, que eu  tenha tomado conhecimento.

18- Comente o que quiser.

Achei bem bacana a iniciativa e gostei de responder essas perguntas, hoje a radiologia está carente de pessoas com boas idéias e iniciativas, um fator preponderante na minha cidade. E em relação aos cursos, hoje em qualquer bairro você encontra um curso de radiologia, seja ele de formação técnica ou extensão e nem sempre esses profissionais que estão sendo formados estão preparados para atender ao mercado.
Termina acontecendo a decepção por parte do profissional que nem sempre consegue um lugar no mercado, agradeço pela oportunidade e tenha um bom dia. 


Concordo bastante com você, Leonardo! Está faltando qualidade nos cursos oferecidos. E há muitos cursos sendo abertos e poucas oportunidades sendo ofertadas.
Obrigada pelas respostas!

Se você quiser participar da entrevista, clique aqui! Somente São Paulo e Bahia completaram as "vagas" na entrevista, ainda temos um Brasil inteiro aí pra falar dos Tecnólogos! Participe!


Confira as entrevistas anteriores:


São Paulo


São Paulo


Pernambuco


domingo, janeiro 29, 2012

O Parque de Diversões Nuclear

Montanha-russa, roda-gigante e mais 40 atrações divertidas - tudo dentro de uma usina nuclear abandonada 

A catástrofe de Fukushima assustou o mundo e levou vários países a reavaliar seus programas nucleares. A Alemanha foi o mais radical de todos e decidiu desativar todos os seus reatores até 2022. 

Mas, depois disso, o que fazer com os locais abandonados? Que tal transformá-los em áreas de lazer? 

Essa é a proposta do Wunderland ("país das maravilhas", em alemão) Kalkar, o primeiro parque de diversões construído dentro de uma usina nuclear. A usina, que fica na fronteira da Alemanha com a Holanda e foi concluída em 1985, sofreu pressões políticas porque havia sido projetada para usar plutônio (combustível considerado perigoso) e não chegou a entrar em operação. 

O projeto foi abandonado e 3,5 bilhões de euros jogados no lixo. Até que, em 2002, o empresário holandês Hennie van der Most teve a ideia de transformar o lugar em parque - que hoje recebe 600 mil visitantes por ano.

O complexo tem 40 brinquedos, que incluem tudo o que se espera de um parque de diversões: roda-gigante, montanha-russa e até um chapéu mexicano (espécie de carrossel com cadeirinhas que voam) instalado na chaminé do reator, que também abriga uma parede de escalada. A sala de controle pode ser visitada pelos turistas, e o restaurante é uma atração à parte - para chegar até ele, é preciso passar por bunkers antirradiação com paredes de 1 m de espessura "Ninguém tem medo, pois Kalkar nunca chegou a entrar em operação", explica o holandês Han Groot-Obbink, gerente do Wunderland Kalkar. "Não há risco de contaminação."

 


Fonte: Superinteressante

sábado, janeiro 28, 2012

Espanha pode manter operando usina nuclear em envelhecimento



O governo de centro-direita da Espanha poderá permitir que uma planta nuclear em processo de envelhecimento continue aberta depois do prazo de 2013 estabelecido pelos predecessores socialistas para o seu fechamento, informou um jornal espanhol no início do mês.

Grupos ambientalistas protestaram que a Espanha está fora do caminho assumido por países como Alemanha, que fechou sete plantas nucleares mais antigas depois do desastre de Fukushima no Japão no ano passado e planeja fechar o restante em uma década.

Em 2009, o então premiê Jose Luis Rodriguez Zapatero ordenou que a usina Garona fosse fechada em 2013, quando estaria em operação por dois anos além da vida útil de referência de 40 anos. A decisão de Zapatero ocorreu depois que o Conselho de Segurança Nuclear determinou que a planta poderia funcionar com segurança até 2019.

O jornal El Mundo informou que o ministro da indústria Jose Soria, que assumiu o cargo na semana passada depois que o seu Partido do Povo (PP) saiu vitorioso na eleição de 20 de novembro, disse que não é "um adepto de deixar de utilizar essa capacidade por cinco anos". Soria foi citado dizendo que nenhuma decisão foi tomada. Oficiais do Ministério da Indústria não estavam disponíveis para comentar.

A Garona, propriedade conjunta das duas maiores empresas elétricas espanholas, Iberdrola e Endesa, tem 460 megawatts (MW), ou cerca de 0,5% do total da capacidade da Espanha, e portanto o seu fechamento não causaria problemas de suprimento.

Usinas nucleares em operação são lucrativas, entretanto, e em sua campanha eleitoral fracassada, os Socialistas propuseram a introdução de uma taxa a estas.

Os eleitores espanhóis são em geral contra a energia nuclear - que fornece 21% da eletricidade do país - e não são planejadas novas plantas.

Além da Garona, outros sete reatores da Espanha são muito mais novos e espera-se que operem ao menos até os anos 2020. 


Fonte: Terra

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Brasil decidirá em 2012 se constrói usinas nucleares no Nordeste

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011.

O vazamento de material radioativo no Japão teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.

A Eletronuclear, empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país, informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não.

O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia neste ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.

Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste.

"O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.

A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear.

"[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ).

"É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos, exatamente a causa do acidente no Japão.

Estados saem da disputa
 
Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".

Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.

O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.

Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."

Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."

Fonte: Ambiente Já

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Provável menor buraco negro conhecido é identificado


Cientistas talvez tenham encontrado o menor buraco negro da história escutando seus “batimentos cardíacos”, através de raios-X.

O corpo, se é que existe mesmo, pesa menos do que três vezes a massa do sol, o que é próximo da massa teórica mínima exigida para que um buraco negro seja estável.

Os pesquisadores ainda não o observaram diretamente, mas mediram as variações nos raios-X vindos de um sistema estelar binário da Via Láctea. Para eles, os sinais indicam um buraco negro.

Até agora, o padrão dos raios, que é similar ao batimento cardíaco em um eletrocardiograma, só foi visto em outro buraco negro. O sistema está na constelação do Escorpião, a uma distância entre 16 e 65 mil anos-luz da Terra.

Os pesquisadores pensam que a descoberta, chamada de IGR J17091-3624, inclui uma estrela normal acompanhada de um buraco negro. A massa vaza da estrela em direção ao buraco negro, formando um fino disco ao redor dele. Conforme a pressão no disco esquenta o gás em milhões de graus, ocorre a emissão de raios-X.

Muitas mudanças acontecem no interior do disco, gerando alterações cíclicas nos pulsos coletados – como o batimento cardíaco. “Nós imaginamos que a maior parte desse padrão representa ciclos de acumulação e ejeção em um disco instável”, comenta um participante do estudo, Tomaso Belloni. “Identificar isso em um segundo buraco negro é muito excitante”.

Os astrônomos reconheceram os sinais desse sistema devido a similaridade com outro buraco negro, chamado GRS 1915+105, que pulsa da mesma maneira. Esse outro sistema contém um buraco negro com cerca de 14 vezes a massa solar, enviando raios-X em padrões que duram segundos e horas.

Em comparação, a nova observação tem um batimento que pulsa 20 vezes mais fraco do que o GRS 1915. “Assim como a média cardíaca de um rato é menor do que de um elefante, o dos buracos negros funciona de acordo com a massa”, afirma o líder do estudo, Diego Altamirano.

Fonte: Hype Science

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Aracaju obrigada a implantar serviço de radioterapia

A União, o Estado de Sergipe e o Município de Aracaju estão obrigados a implantar imediatamente um novo serviço de radioterapia. A sentença expedida pela Justiça Federal em dezembro passado atende aos pedidos formulados em ação movida pelos Ministérios Públicos Estadual (MP/SE) e Federal (MPF).

Na sentença, o juiz federal Fábio Cordeiro de Lima esclarece que na audiência, a ser designada em até 30 dias, serão fixados também os prazos para o funcionamento do novo serviço de radioterapia. Em relação aos serviços de radioterapia já existentes, foi determinado que seja respeitada a capacidade de atendimento autorizada pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN), evitando a utilização dos aparelhos em um terceiro turno.


Atendendo ao pedido do MP/SE e MPF, a Justiça também determinou que todos os pacientes oncológicos que estão na fila de espera sejam atendidos em prazo de até 30 dias. Caso os serviços de radioterapia em Sergipe não tenham capacidade de atendê-los, os pacientes deverão ser encaminhados para outras localidades, com custos arcados pelo Estado.


Os pacientes atendidos via Tratamento Fora do Domicílio (TFD) deverão receber as diárias antecipadamente, conforme compromisso assumido pelo Estado de Sergipe em audiência realizada em março de 2010. Caso o paciente não possa ser atendido pelo SUS neste prazo, União, Estado e Município estão autorizados a transferi-lo para rede privada, por meio de convênio ou dispensa de licitação com hospitais privados.


Além disso, o Estado de Sergipe e o Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) estão obrigados a colocar imediatamente em funcionamento o aparelho de braquiterapia daquela unidade de saúde. Este aparelho, utilizado no tratamento de câncer de colo de útero, foi doado ao Estado pela União, mas ficou apenas quinze dias em funcionamento.

 
Multas

A Justiça Federal ainda fixou multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da obrigação de implantar o novo serviço de radioterapia e colocar em funcionamento o aparelho de braquiterapia. Em caso de descumprimento das demais obrigações, o valor da multa diária é de R$ 10 mil para cada paciente não tratado.


Fonte: Infonet 


Mexendo no bolso deles... será que agora funciona?

terça-feira, janeiro 24, 2012

Experimento de docente do IFSC é destaque na revista Nature Photonics

Poucos sabem o que é uma "amplificação da luz por emissão estimulada de radiação". Paralelamente, a palavra laser já é comum em nosso vocabulário e é, justamente, uma sigla inglesa, que significa Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, traduzida na primeira sentença deste parágrafo. 

De uma maneira mais compreensível, um laser é um dispositivo que produz uma radiação eletromagnética, com um comprimento de onda muito bem definido e que se propaga de forma paralela. Os mais comuns podem ser definidos como amplificadores de luz e conjuntos de espelhos, que trazem a luz ampliada de um lado para o outro, num processo contínuo de feedback. Se esse retorno for eficiente, um feixe de luz será formado espontaneamente.
 
Um estudo, iniciado em 2005 e retomado em 2009 - depois de dois anos parado -, envolvendo pesquisadores alemães, conseguiu produzir uma grande reflexão, utilizando-se de um gás de rubídio aprisionado, e periodicamente estruturado por uma onda estacionária de luz. O gás, ao mesmo tempo, serviu de amplificador óptico (que veio a ser chamado "Optical Parametric Amplifier"- OPA) e criou um novo tipo de laser, formado, fundamentalmente, por gás e luz, mas sem espelhos - uma novidade no mundo científico-acadêmico.

 
A pesquisa, uma colaboração entre o docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Philippe Wilhelm Courteille, e pesquisadores da Universität Tübingen (Alemanha), rendeu a publicação de um paper* na notória revista científica Nature Photonics. O objetivo inicial foi melhorar a reflexão de um gás rubídio, aprisionado em uma rede óptica, formando, dessa maneira, um cristal fotônico - explica Philippe.

Traduzindo para uma linguagem mais simples, em ondas "estacionadas", geradas durante o feedback - citado no 2º parágrafo dessa matéria -, é possível aprisionar átomos, colocá-los de maneira estruturada no feixe de luz e possibilitar o fenômeno de reflexão. Isso gera um meio para organizar a matéria e esse meio tem propriedades interessantes. A luz pode ser refletida como se fosse um espelho. Essa é a novidade - explica Courteille.

A partir da experiência acima, Philippe fala de projeções: o espelho, formado pela luz refletida, pode ser interessante para o desenvolvimento de lasers em regime de frequência ultravioleta que, diferente dos lasers comuns, não é composto por espelhos convencionais. No regime ultravioleta, é muito difícil de trabalhar com espelhos convencionais, mas, com a presença de redes ópticas, pode haver reflexão, fazendo surgir um laser – explica o cientista de São Carlos.

Cristais fotônicos e uma nova forma de transportar informações
 
As conhecidas redes ópticas – as mais modernas redes de telecomunicação, que possibilitam o funcionamento da internet -, têm muito em comum com cristais fotônicos. Mas, em comparação aos cristais, redes ópticas têm a vantagem de uma periodicidade intrinsecamente perfeita e podem ser manipuladas in vivo.

Os cristais fotônicos (nanoestruturas ópticas), geralmente, são feitos de materiais dielétricos sólidos (materiais isolantes, que não permitem a passagem de corrente elétrica). Estes materiais, por sua vez, são capazes de moldar o fluxo da luz de maneira determinada, e de localizar radiação, isto é, armazenar fótons.

Philippe faz uma importante ressalva: Precisamos entender melhor essa novidade e melhorar as propriedades, pois ainda não temos o entendimento completo sobre elas – refere o pesquisador.

Embora, no presente momento, sua pesquisa esteja com forte viés acadêmico, com a publicação do paper na Nature, muitos interessados começarão a se manifestar e, com isso, as chances de aplicação são aceleradas, especialmente no aspecto temporal. Com a publicação deste paper, várias pessoas, talvez, verão nisso um sistema muito interessante, e começarão a trabalhar nessa nova direção, conclui o docente.

*O paper, citado na matéria, foi publicado na revista Nature Photonics, edição de 18 de dezembro de 2011.

Fonte: Planeta Universitário

domingo, janeiro 22, 2012

Últimas vagas para Supervisor de Radioproteção

 


TCU determina medidas para fiscalizar radiação de celulares

O TCU também recomendou à Anatel, com o apoio do Ministério das Comunicações, que aprimore a forma como são prestadas as informações à sociedade.



O Tribunal de Contas da União determinou à Agência Nacional de Telecomunicações uma série de medidas para aprimorar a fiscalização dos limites de radiação de antenas e de aparelhos de telefone celular. Os limites de radiação emitida por estações de telefonia celular, rádio e tevê foram estabelecidos em legislação específica com objetivo de evitar possíveis danos à saúde da população por conta do efeito da exposição a essa radiação, conhecida como não ionizante.
 

Auditoria do TCU constatou, porém, a necessidade de a Anatel aprimorar os processos de fiscalização, licenciamento, certificação de equipamentos e aplicação de sanções às prestadoras desses serviços. Entre as medidas, o TCU determinou que a Anatel inclua em seu regulamento a previsão de multa diária para as empresas licenciadas que extrapolarem os limites de radiação previstos.

O TCU analisou a fiscalização do poder público quanto ao respeito, pelas entidades prestadoras de serviços de telecomunicações e de radiodifusão, aos limites impostos pela regulamentação para a exposição humana à radiação não ionizante. Segundo o relator da auditoria, ministro Raimundo Carreiro, o trabalho teve “o objetivo de indicar possíveis pontos de melhoria em relação à atuação desses entes nos processos de fiscalização e licenciamento de estações, certificação e homologação de equipamentos, aplicação de sanções e divulgação de informações sobre radiação não ionizante à população e a outros órgãos da Administração”.

A Anatel, responsável por normatizar e fiscalizar a utilização do espectro de radiofrequências no Brasil, editou normativo estabelecendo níveis aceitáveis para a exposição humana a radiações desse tipo, bem como regras e prazos para seu cumprimento.

Em monitoramento, o TCU verificou que determinações feitas após a auditoria estão em estágio avançado, como a implementação de sistema de monitoramento de campos eletromagnéticos em tempo real e o cadastro informatizado com dados sobre limites de exposição à radiação não ionizante.

O TCU também recomendou à Anatel, com o apoio do Ministério das Comunicações, que aprimore a forma como são prestadas as informações à sociedade, a fim de conferir maior efetividade na divulgação de informações sobre radiação não ionizante.

O tribunal enviou cópia da decisão à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, ao Ministério das Comunicações e à Anatel.

Fonte: Tudo Rondônia