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terça-feira, outubro 05, 2010

Irregularidades em hospital infantil particular da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba constatou, no fim de setembro deste ano, várias irregularidades no Hospital Infantil Rodrigues de Aguiar, localizado no Centro de João Pessoa. A unidade hospitalar privada possui 80 leitos e quase 100% dos pacientes assistidos são do Sistema Único de Saúde (SUS).

A inspeção foi realizada pelas Promotorias de Justiça da Saúde e de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar da Capital, com o apoio de representantes dos Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia, Serviço Social, Psicologia, Arquitetura e Engenharia e Farmácia, além dos profissionais da Vigilância Sanitária do Estado e do Município e do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o promotor de Justiça João Geraldo Carneiro Barbosa, o bloco cirúrgico e a unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital estão fechados há 14 anos. No momento da inspeção, havia apenas dois médicos na unidade, um fazendo o atendimento em consultório e outro acompanhando a evolução dos pacientes internados. “A unidade não possui setor de psicologia, fisioterapeuta e nem farmacêutico responsável. No setor de radiologia, existe equipamento de proteção (avental de chumbo) apenas para o profissional adulto e os pacientes infantis ficam desprotegidos. As radiografias estavam em área livre para secarem à luz do sol, o que pode comprometer o resultado do exame, criticou.

Infraestrutura

Foram constatados problemas de infraestrutura no hospital infantil, como vazamentos na instalação hidráulica, fios elétricos expostos por cima do telhado e ausência de rede de hidrantes e de saída de emergência.

A enfermaria da ala B, por exemplo, não tem ventilação. O lixo hospitalar é recolhido em sacos de lixo comuns, sem coletores perfuro-cortantes, o que aumenta o risco de acidentes de trabalho. “É lamentável a situação do hospital. As condições de higiene são precárias. Encontramos crianças tomando soro nos corredores e na farmácia central da unidade, encontramos os medicamentos especiais junto com carregadores de celular, pasta Z e correspondências. O Conselho Regional de Farmácia considerou a situação caótica”, disse o promotor de Justiça.

Segundo Barbosa, o hospital se comprometeu a resolver os problemas apontados por cada conselho regional dos profissionais de saúde. Se as irregularidades não forem solucionadas, a Promotoria de Justiça vai ingressar com a ação civil pública na Justiça contra a unidade hospitalar.

 
Fonte: Click PB

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