Busca

domingo, outubro 03, 2010

Prejuízo para a Eletronuclear


A usina nuclear de Angra 1 (640 MW) será desligada no próximo dia 5 e permanecerá parada para manutenção por 12 dias. A Eletronuclear terá de implantar uma junta no gerador elétrico principal, que vem apresentando problemas recorrentes de fuga de hidrogênio pelo óleo de selagem. A manutenção trará um prejuízo de R$ 24 milhões à Eletronuclear, que perde R$ 2 milhões em receitas por cada dia em que a usina não opera.

Por ser um material altamente tóxico, a usina precisa ser desligada para observação toda vez que há vazamento de hidrogênio no local, já que o material pode ser inflamável ou explosivo. Em um pouco mais de um mês, a unidade precisou ser desligada cinco vezes. A companhia garante que não houve risco de explosão. A nova junta, produzida pela Siemens, promete acabar de vez com o problema.

A paralisação também pesará no bolso dos consumidores. Ao ser desligada, a energia que Angra 1 fornece para o SIN terá que ser compensada através de termelétricas mais caras – o custo de geração de uma usina nuclear é baixo, ao contrário do investimento.


Fonte: Portal EnergiaHoje

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2010


   A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2010 ocorrerá entre 18 e 24 de outubro de 2010. O tema principal será: “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”. Além de promover atividades as mais diversas de divulgação científica, será estimulado na SNCT 2010 a difusão dos conhecimentos e o debate sobre as estratégias e maneiras de se utilizar os recursos naturais brasileiros e sua rica biodiversidade com sustentabilidade, sempre de forma conjugada com a melhoria das condições sócio-econômicas de sua população. 

É importante registrar que as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia não se restringem ao tema principal, abarcando todos os outros, embora se estimule fortemente a realização de atividades, em cada canto do país, em torno do tema proposto. 

Você pode participar de qualquer evento da SNCT; todos são gratuitos. Basta se informar sobre ele no site nacional da Semana, em sites estaduais ou ainda nos meios de comunicação de sua cidade ou região. O site terá também o contato dos coordenadores por estado, além de informações, notícias, artigos, clipes, links para vídeos de ciência e outros materiais. Ali você poderá também, solicitar material de divulgação da Semana como cartazes, folders e vídeos.

As atividades da Semana de C&T ocorrerão em quase todos os estados brasileiros. Confira!

Compensação ambiental de cidades com depósito de lixo radioativo


O tempo de decaimento a ser considerado para a compensação financeira aos municípios será de 300 anos, período recomendado pela AIEA. 

A Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) estipulou novas regras para a compensação ambiental das cidades que abriguem depósitos iniciais, intermediários ou finais de rejeitos radioativos. A nova metodologia fixa uma nova fórmula que será aplicada para o cálculo da compensação financeira mensal devida aos municípios que abriguem os depósitos de rejeitos radioativos, de baixa e média atividade. As novas regras não se aplicam aos depósitos de resíduos provenientes do material estéril e do refugo do processamento nas instalações de extração ou beneficiamento de minério. 

A nova metodologia está normatizada na Resolução nº 96, de 10 de agosto de 2010, pela qual a Cnen transferirá aos municípios que abriguem os depósitos, um percentual dos valores a ela pagos pelos depositantes de rejeitos que levam em conta o volume dos rejeitos, o ativo isotópico e os custos da deposição, tais como, licenciamento, construção, operação, manutenção e segurança física.

Nos casos de depósitos iniciais ou intermediários, onde não haja o pagamento à Cnen a que se refere o parágrafo 1º do artigo 34 da Lei nº 10.308/001, o titular da autorização da operação da instalação geradora de rejeitos pagará diretamente a compensação ao município, em valores estipulados pela Cnen levando em consideração valores compatíveis com a atividade da geradora e os parâmetros estabelecidos na lei. 

O tempo de decaimento a ser considerado para a compensação financeira aos municípios será de 300 anos, período recomendado pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e adotado pela Cnen. A Resolução nº 96, de 10 de agosto de 2010, publicada no DOU (Diário Oficial da União) em 23/09, já está em vigor e revoga a Resolução Cnen Nº 10, de 18 de agosto de 2003.


Fonte: Eco Agência

sábado, outubro 02, 2010

Revisão de Física - Espectro de emissão do Raio-X


 6ª aula de revisão para provas e concursos das matérias aprendidas nos cursos de Tecnólogo em Radiologia.

Espectro de emissão do Raio-X

O espectro de emissão é fundamental para descrever os processos de produção da imagem em um aparelho de raios-X. É obtido através de um gráfico da quantidade de fótons de determinada energia versus as diferentes energias. A energia máxima expressa em keV é igual em magnitude à voltagem de aceleração (kv), mas existem poucos fótons desta energia. A forma geral do espectro contínuo é a mesma para qualquer aparelho de raios-X. Por causa da auto absorção, o número de fótons de raios-X emitidos é muito pequeno para energias muito baixas, atingindo quase zero para energias abaixo de 5 keV. Os traços correspondem às radiações características que, para anodo de tungstênio, só aparecem nos espectros gerados com tensão acima de 70 kV.

Fatores que modificam o espectro

O espectro é modificado por 3 fatores: filtração, voltagem do tubo e tipo de suprimento de alta voltagem. Os dois últimos são os que mais influenciam os fótons de alta energia, que agem na formação da imagem radiográfica. A filtração, que afeta os fótons de baixa energia, não tem grande influência na imagem e sim na exposição do paciente. Se a energia média do feixe for aumentada por qualquer método, tornando o feixe mais penetrante, a dose total por paciente será reduzida.

Filtração
 
A filtração total de um feixe de raios-X consiste na filtração inerente mais a filtração adicional. A filtração inerente é constituída pelo vidro do tubo de raios-X, o óleo isolante e o vidro da janela. O tubo de raios-X está contido em uma capa protetora (cabeçote) de chumbo que possui uma janela por onde sai o feixe útil de raios-x. A janela de raios-X convencional é geralmente de vidro e em casos especiais como no mamógrafo, constitui-se de Berilo.

A filtração adicional por sua vez é usada para completar a filtração inerente até ultrapassar a filtração mínima. No radiodiagnóstico, a filtração adicional é em geral feita por placas de alumínio.

 

A filtração mínima recomendada pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica, ICPR, são:
                                                             < 50 kV         - 0,5 mm Al
                                                                50 - 70 kV - 1,5 mm Al
                                                             > 70 kV         - 2,5 mm Al
Voltagem do tubo

Mudando o potencial de aceleração do tubo, mudamos também o espectro do feixe. O aumento do kV implica no aumento do número de fótons de maior energia. Este aumento altera mais a imagem radiográfica do que a remoção dos fótons de baixa energia.

Suprimento de alta voltagem

Em todos os aparelhos de raios-X, a voltagem é aumentada por um transformador de linha 110 - 220 volts para o kV desejado. A forma de onda é a mesma da linha de suprimento, mas muito aumentada em amplitude. O potencial elétrico é produzido por uma corrente alternada (AC). Existem vários tipos de circuitos utilizados na amplificação da voltagem, entre estes temos: Retificação de meia onda, retificação de onda completa, retificação trifásica e multi-pulsos.

No tipo mais simples de circuito, o tubo de raios-X é conectado aos terminais do secundário do transformador. Neste caso, o tubo é o retificador, uma vez que a corrente só pode fluir quando o alvo for positivo em relação ao filamento (negativo), isto é, durante a porção positiva do ciclo de AC. Durante o ciclo negativo não existem elétrons livres do alvo (que está agora carregado negativamente). Entretanto, em circunstâncias ocasionais de superaquecimento do anodo, poderiam ocorrer elétrons livres que iriam do anodo ao catodo durante o ciclo negativo , danificando o tubo.

Para resolver este problema, foram desenvolvidos circuitos de retificação que eliminam os ciclos negativos. Um tipo eficiente de retificação inverte a polaridade do ciclo negativo possibilitando a produção de raios-X durante todo o ciclo. A utilização deste método, aplicado em um circuito trifásico possibilita a produção de elétrons quase monoenergético, dentro de uma pequena variação de kV.

A tecnologia mais moderna com o uso de geradores multi-pulsos, possibilita uma fácil obtenção de um potencial de aceleração virtualmente constante. A forma de retificação modifica o espectro dos elétrons produzidos, e, portanto, modifica o espectro de raios-X produzidos, a taxa de aquecimento do anodo e o rendimento do tubo (taxa de produção de raios-X).

Corrente no tubo

A variação da miliamperagem (mA) não tem nenhum efeito no espectro de raios-X. A combinação da miliamperagem com o tempo de exposição determina o número total de raios-X produzidos num dado kV. Por isso, desde que o produto mAs seja mantido, não serão observadas diferenças na imagem radiográfica. Deve-se notar contudo que uma variação de corrente pode levar a uma variação da quilovoltagem do tubo, pois o gerador pode não ser capaz de corrigir a uma diminuição de voltagem de alimentação que ocorre em linhas elétricas mal distribuídas quando ocorre uma solicitação de maior carga.

Qualidade do feixe de Raios-X

A "capacidade de penetração" ou qualidade de um feixe de raios-X é descrita explicitamente pela sua distribuição espectral. Um conceito mais usual para descrever e medir a qualidade do feixe é a camada semi-redutora (CSR, ou "Half Value Layer", HVL). O HVL é definido como a espessura de um material padrão necessário para reduzir o número de fótons transmitido à metade de seu número original. O material utilizado em radiologia diagnóstica é o alumínio. Um feixe de baixa energia será bastante reduzido por uma pequena filtração, tendo portanto baixo HVL. Sabe-se que o HVL não é uma quantidade constante para um dado feixe mas aumenta com a filtração. Logo, o segundo HVL será maior que o primeiro. Somente um feixe monoenergético terá sucessivos HVL’s iguais. A filtração adicional remove seletivamente os fótons de energia mais baixa, resultando em melhor aproximação de um feixe monoenergético e a diferença entre sucessivas HVL’s torna-se cada vez menor. 


Fonte: Nós e as Radiações

terça-feira, setembro 28, 2010

Ressonância Magnética alcança resolução molecular


O imageamento por ressonância magnética, ou MRI, não apenas revolucionou a medicina e o diagnóstico e tratamento de diversas doenças, como também permitiu um novo patamar de pesquisas científicas, sobretudo no campo das neurociências.
E agora ele também poderá ocupar posição de destaque na química, na biologia, nas nanociências e em qualquer outro campo em que seja necessário criar imagens de amostras microscópicas.

Bobinas planares

A ressonância magnética utiliza campos magnéticos para criar imagens detalhadas dos tecidos humanos, permitindo a visualização de qualquer anormalidade. Mesmo útil e promissora em vários campos, sua resolução havia alcançado seus limites porque é muito difícil fabricar bobinas pequenas o suficiente para gerar campos magnéticos em escala microscópica.
A técnica atual envolve a criação de bobinas planares, que são montadas sobre biochips, em cujos microcanais as amostras a serem analisadas são inseridas no campo de ação dos campos magnéticos. Esta técnica, contudo, encontra seus limites ao redor dos 300 micrômetros, o que é muito grande para qualquer nanocientista.

Sonda magnética

O problema agora foi resolvido por pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, que criaram uma nova geometria que integra a bobina com um canal fluídico de apenas 600 nanolitros de capacidade. O novo formato evita distorções no campo magnético e dá maior seletividade à análise, levando a resolução dos exames de ressonância magnética de fato para o nível molecular.
A nova "sonda magnética" poderá ser utilizada para analisar todas as substâncias intermediárias produzidas durante uma reação química, normalmente um processo extremamente rápido.

Processos metabólicos

Para testar o novo biochip magnético, os pesquisadores holandeses usaram sua nova sonda para elaborar um quadro extremamente detalhado dos processos metabólicos que ocorrem no fluido espinhal humano.
Outra grande vantagem desse exame mais preciso é que as amostras não precisam de nenhum pré-tratamento para serem analisadas. Isto permitirá a construção de um microssistema completo capaz de detectar, processar e analisar amostras brutas, como elas são utilizadas nos processos químicos que ocorrem no corpo humano, nos laboratórios e até na indústria química.


Fonte: CONTER.

Cenoura é a nova vedete contra o câncer de mama


Pesquisa mostra que ela reduz um dos maiores temores da menopausa


 A menopausa causa temor entre muitas mulheres, e não só pelas transformações hormonais. Os riscos de câncer de mama, por exemplo, também crescem a partir desta fase: não à toa, a mamografia precisa ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade. Mas, além dos exames preventivos, a dieta também pode ajudar a afastar esse tipo de tumor.

Adicionar porções diárias de cenoura nas refeições é a dica mais recente dos médicos no combate à doença. A indicação é resultado de uma pesquisa realizada na prestigiada Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. Os médicos descobriram que o poder dos carotenóides, presentes nos vegetais alaranjados, ajuda as células a permanecerem saudáveis por mais tempo a novidade foi anunciada após um acompanhamento rigoroso de 12 mil pacientes, 5.700 com diagnóstico de câncer de mama e 6.300 mulheres saudáveis, para controle.

"Por causa do betacaroteno, a cenoura une diversos benefícios à saúde: atua como antioxidante, beneficia a visão noturna, aumenta a imunidade, dá elasticidade à pele, brilho aos cabelos e fortalece as unhas, além de atuar no metabolismo de gorduras", afirma a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella.

Mas os cuidados precisam começar antes da menopausa os nutrientes não têm efeito quando a menstruação já foi, definitivamente, interrompida, de acordo com a pesquisa. Comer, pelo menos, duas porções diárias de alimentos ricos em caroteno diminui em até 17% os riscos de câncer de mama.

A notícia é um alento, principalmente, quando se tem em vista as principais causas relacionadas, atualmente, ao câncer de mama: a idade da primeira menstruação, fatores genéticos ou o nascimento do primeiro filho. Enquanto nenhum desses elementos pode ser alterado, a dieta pode ser adaptada a padrões mais saudáveis a qualquer instante.
 
Para variar

A cenoura é campeã na oferta de betacaroteno, mas existem outras opções:

Vegetal                                                  Betacaroteno
Acerola (10 frutas)                                       2,7 mg
Abóbora (100 gramas)                                4,3 mg
Cenoura (100 gramas)                                4,7 mg
Manga (1 fruta média)                                 2,4 mg
Moranga (100 gramas)                                1,6 mg
Rúcula (1 prato cheio)                                  4,3 mg

segunda-feira, setembro 27, 2010

Pesquisa aponta que magnésio protege células contra radiação


Estudo realizado pela Universidade de Ciências da Saúde de Bethesda, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Nature Reviews Microbiology, aponta que o magnésio poderia proteger as células dos organismos contra as moléculas radioativas e amortecer o impacto da radiação nas proteínas e enzimas.

O autor da pesquisa, professor de patologia Michael Daly, afirma que isso poderia ter uma grande importância na hora de elaborar novos mecanismos de proteção.

Na pesquisa, Daly utilizou estudos sobre a bactéria Deinococcus radiodurans, que contém altos níveis de magnésio e resiste a níveis de radiação "que matariam qualquer ser humano e a maioria das bactérias".
 
O magnésio não agiria apenas como um "amortecedor", segundo Daly, mas, ao proteger as enzimas do DNA encarregadas da reparação celular, ajudaria a recompor as células afetadas pela radiação. 


Fonte: CONTER.

USP desenvolve tomógrafo de impedância elétrica para monitorar pulmões


Dez anos atrás o pneumologista Marcelo Amato encontrou por acaso o engenheiro Raul Gonzalez no corredor de um hospital e perguntou a ele sobre a possibilidade de desenvolver um equipamento de diagnóstico por imagem que utilizasse eletricidade para mapear o funcionamento do pulmão. Gonzalez respondeu que era algo fácil de se fazer. “Foi a resposta mais ingênua que eu já dei”, diz hoje o engenheiro.

Não foi fácil como pensava o professor, mas do encontro nasceu uma parceria entre a Escola Politécnica (Poli) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que resultou no desenvolvimento de um tomógrafo de impedância elétrica com tecnologia nacional. Também participaram da pesquisa o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e a Dixtal Biomédica, uma empresa especializada em equipamentos hospitalares.

Desde 2006, o tomógrafo é utilizado experimentalmente no Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP para monitorar pacientes em tratamento intensivo que necessitam de ventilação artificial. Nesses casos, a eficiência do tratamento normalmente é medida através de exames de sangue que avaliam a quantidade de oxigênio e gás carbônico presentes na circulação. Através da tomografia de impedância elétrica é possível controlar melhor, de forma localizada, o volume de ar injetado, já que a técnica gera uma imagem do fluxo de ar nos pulmões.
 
“Vamos supor que todo o ar injetado vá para o pulmão direito, e nada para o esquerdo. Isso não é bom. Mesmo que as taxas de oxigênio e gás carbônico estejam boas, a médio prazo isso será ruim para o paciente. O equipamento dá informações sobre a distribuição de ar dentro do órgão, algo que não se consegue saber pelo teste de sangue. Em algumas situações, tais informações podem ser salvadoras”, explica Carlos Carvalho, professor da FMUSP que participou do desenvolvimento do aparelho.

Raul Gonzalez diz que as primeiras patentes sobre o assunto têm cerca de 20 anos e que hoje existem aproximadamente 30 grupos de pesquisa em todo o mundo desenvolvendo a tecnologia. Alguns protótipos já foram comercializados em pequena escala, para fins experimentais, assim como o da USP. Mas, segundo Carvalho, essas máquinas são mais rudimentares, gerando imagens numa velocidade menor e com uma resolução mais baixa. O equipamento lançado na USP cria 50 imagens por segundo.

A Tecnologia
 
A tomografia por impedância elétrica (TIE) não substitui inteiramente outros métodos de diagnóstico por imagem, como a tomografia de raios-X, o método mais utilizado quando se trata do pulmão. O equipamento desenvolvido pela USP oferece informações sobre o fluxo de ar no órgão, o que é impossível através do raio-X, mas sem seu detalhamento anatômico. Apesar disso, por meio da TIE o paciente pode ser monitorado por muito mais tempo, já que ele não é submetido à radiação. “É possível utilizar o tomógrafo por vários dias, acredita-se que por semanas, sem grandes problemas. Essa é uma grande vantagem, porque em questão de uma hora o quadro clínico pode se alterar significativamente”, afirma Gonzalez. A máquina também é portátil, o que evita os riscos envolvidos no deslocamento de doentes em estado grave - além de ser cerca de 15 vezes mais barata do que o tomógrafo de raios-X.


O tomógrafo por impedância obtém as imagens através de uma cinta com 32 eletrodos, iguais aos utilizados em um eletrocardiograma, que é conectada ao tórax do paciente. O aparelho funciona aplicando-se uma corrente elétrica de intensidade baixíssima ao tórax e medindo-se as alterações que ocorrem quando os pulmões se enchem de ar.




A parte eletrônica do equipamento é sofisticada, pois é necessário captar diferenças de potencial elétrico muito pequenas. “Os sinais são muito fracos, e parte se perde por causa da capacitância dos próprios cabos. Então eles têm que ter baixa capacitância e não podem permitir interferências eletromagnéticas, que são significativas quando se trabalha com sinais dessa magnitude”, diz Gonzalez.



Fora da UTI a técnica também é promissora. Segundo Carlos Carvalho, imagens obtidas de pacientes submetidos a transplante de apenas um pulmão indicam que, em certos casos, o órgão transplantado realiza sozinho todo o trabalho de ventilação. “O pulmão ruim às vezes até atrapalha o outro. Essa é uma informação que não tínhamos, porque nós só olhávamos o paciente por fora e avaliávamos seus níveis de oxigênio e gás carbônico. Então estamos questionando se vale a pena deixar esse pulmão residual.” A técnica está sendo aprimorada para também obter informações sobre a perfusão (irrigação sanguínea) pulmonar e auxiliar no diagnóstico de outra patologias, como pneumotórax (o acúmulo de ar entre o pulmão e a pleura, uma mebrana que recobre o tórax) e atelectasia (colapso do pulmão causado pela obstrução dos brônquios).


Fonte: CONTER.

sábado, setembro 25, 2010

Juramento dos Profissionais das Técnicas Radiológicas


 Por Mariana Duarte

Num post anterior falei sobre o Brasão dos Tecnólogos, do anel etc. Esqueci-me do juramento! 

Leia abaixo:

"A grandeza de nossa profissão se revela quando contribuímos para melhorar a qualidade de vida dos seres vivos. Por acreditar nesse processo é que prometemos honrar a Radiologia exercendo nosso ofício com sabedoria e dignidade.
Procuraremos nos dedicar permanentemente ao aperfeiçoamento de nossos conhecimentos técnicos e científicos, auxiliando na promoção do bem-estar da humaniddae e seguindo com confiança, coragem e coerência nosso ideal que agora se chama profissão.
Prometemos, ainda, jamais esquecer que a vida é a nossa prioridade, sendo merecedora de todo nosso respeito e carinho, sempre nos orientando a partir de preceitos éticos e legais da nossa profissão.
Esta é a nossa vontade, este é o nosso Juramento".

E aí, gostaram? Os já graduados já devem conhecer, mas quem ainda não formou, espero que tenha gostado.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Descarte de Aparelhos de Raios X: Como Proceder


Aparelhos de Raios X Odontológico Intra-oral

Os aparelhos de raios X utilizados para diagnóstico odontológico, quando desativados, podem ser descartados como qualquer outro equipamento convencional. Recomenda-se  adotar os seguintes procedimentos caso necessite realizar o descarte:


  • Dar baixa do equipamento na Vigilância Sanitária de sua cidade, por meio de preenchimento de um formulário disponível na própria Visa*;
  • Retirar, caso haja, o símbolo internacional de presença de radiação;
  • Isolar qualquer contato de fios elétricos do aparelho com a alimentação elétrica externa;
  • Desmontar o aparelho progressivamente com o auxílio de ferramentas apropriadas;
  • Ao desmontar o cabeçote faça-o com cuidado, devido à ampola de vidro no seu interior;
  • A ampola deve ser descartada  tomando-se os mesmos cuidados que os de uma lâmpada;
  • Evite impactos sobre a ampola, pois ela está submetida a forte vácuo;
  • Após os procedimentos recomendados, o equipamento pode ser descartado como material de uso comum.
  • Para equipamentos médicos, siga os mesmos procedimentos descritos para equipamentos odontológicos, além dos destacados a seguir:

Aparelhos de Raios X de Uso Médico


  • Realize o desmantelamento de forma progressiva (console, estativa, tubo de raios X, colimador, mesa etc);
  • Utilize ferramentas apropriadas para destravamentos, desencaixes e desparafusamentos.


ATENÇÃO: Caso o equipamento possua transformador de alta tensão com óleo Ascarel como isolante térmico (em geral equipamentos antigos), não libere o óleo ao meio ambiente. Recolha-o e encaminhe-o às empresas recolhedoras para solução final. Somente após este procedimento realize o desmantelamento do transformador.










* Nos termos da Portaria 453 de 1º de junho de 1998 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.



Fonte: CRCN-CO, VISA-GO, CNEN.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Personalidades da radiação


 Por Mariana Duarte 


Antoine Henri Becquerel

Foi um físico francês. Estudou na École Polytechnique e era "engenheiro de pontes e calçadas". Ensinou Física na École Polytechnique e no Museu Nacional de História Natural. Continuou os trabalhos do seu pai e do seu avô, descobrindo em 1896 a radioatividade dos sais de urânio. Esta importante descoberta valeu-lhe a atribuição do Nobel de Física em 1903, juntamente com o casal Pierre Curie e Marie Curie. Foi membro da Academia das Ciências Francesa. Seu pai, Alexandre Becquerel, estudou a luz e a fosforescência, inventando a fosforoscopia. Seu avô, Antoine César Becquerel, foi um dos fundadores da eletroquímica.

No ano de 1895 Antoine Becquerel descobriu acidentalmente uma nova propriedade da matéria que, posteriormente, denominou de radioatividade. Ao colocar sais de urânio sobre uma placa fotográfica em local escuro, verificou que a placa enegrecia. Os sais de urânio emitiam uma radiação capaz de atravessar papéis negros e outras substâncias opacas a luz. Estes raios foram denominados, a princípio, de Raios B em sua homenagem. Além disso realizou pesquisas sobre fosforescência, espectroscopia e absorção da luz.
Entre suas obras destacam-se:
  • Investigação sobre a fosforescência (1882-1897)
  • Descobrimento da radiação invisível emitida pelo urânio (1896-1897).

Marie Curie

Foi uma cientista polaca que exerceu a sua acividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com um Prêmio Nobel de Física, em 1903 (dividido com seu marido, Pierre Curie e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenômeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio. Foi uma diretora de laboratório reconhecida pela sua competência e a primeira pessoa a receber dois Prêmios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling. No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prêmios Nobel em áreas científicas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia. Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte da morte de Marie. O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioatividade Clássica.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie. Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991). O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra ao Casal Curie.

Pierre Curie

Foi um físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoeletricidade e radioatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1903, juntamente com a sua mulher Marie Curie, outra famosa física: "em reconhecimento pelos extraordinários serviços que ambos prestaram através da suas pesquisas conjuntas sobre os fenômenos da radiação descobertos pelo professor Henri Becquerel". Pierre foi um dos fundadores da física moderna. Pierre não frequentou a escola primária nem a ginasial, foi educado em casa pelo seu pai, e nos primeiros anos da sua adolescência revelou uma forte aptidão para a matemática e a geometria. Aos 16 anos bacharelou-se em ciências e aos 18 anos já tinha obtido o equivalente a um grau superior, mas não seguiu imediatamente para o doutoramento por falta de dinheiro. Em vez disso, trabalhou como instrutor de laboratório.

Em 1880, Pierre e o seu irmão mais velho Jacques demonstraram que se gerava um potencial elétrico quando se comprimiam cristais, a piezoeletricidade, e esse comportamento foi utilizado mais tarde em toca disco e alto-falante. Pouco depois, em 1881, eles demonstraram a existência do efeito inverso: que os cristais podiam ser deformados quando submetidos a um campo elétrico. Quase todos os atuais circuitos eletrônicos digitais recorrem a este fenômeno. Pierre Curie enunciou em 1894  o "Princípio universal de simetria": As simetrias presentes nas causas de um fenômeno físico também são encontradas nas suas consequências.

Pierre trabalhou com a sua mulher Marie Curie no isolamento do polônio e do rádio. Eles foram os primeiros a usar o termo 'radioatividade', e foram pioneiros no seu estudo. No seu trabalho, incluindo o conhecido trabalho de doutoramento de Marie, usaram um eletrômetro piezoelétrico de precisão construído por Pierre e pelo seu irmão Jacques. Pierre Curie e um estudante seu foram os primeiros a descobrir a energia nuclear, ao identificarem a emissão contínua de calor das partículas do rádio. Ele também investigou as emissões de radiação das substâncias radioativas, e conseguiu demonstrar, com o recurso a campos magnéticos, que as emissões apresentavam carga positiva, negativa ou eram neutras. Essas emissões correspondem às partículas alfa, beta e radiações gama. 

Pierre morreu em 19 de Abril de 1906, ao sair de um almoço na Associação de Professores da Faculdade de Ciências, em resultado de um acidente de viação quando atravessava a Rue Dauphine em Paris  durante uma tempestade. A sua cabeça foi esmagada pela roda de uma carruagem, escapando a uma provável morte por envenenemento por radiações como a que veio a matar a sua mulher. Os restos mortais de Pierre e Marie foram depositados na cripta do Pantheon de Paris em Abril de 1995.

O curie (Ci) é uma unidade de radioatividade correspondente a 3.7 x 1010 desintegrações por segundo. O nome da unidade foi originalmente atribuído, em homenagem a Pierre Curie, pelo Congresso de Radiologia de 1910. 

Ernest Rutherford

Foi um físico e químico neozelandês que se tornou conhecido como o pai da física nuclear. Num trabalho no início da carreira, descobriu o conceito de meia-vida radioativa, provou que a radioatividade causa a transmutação de um elemento químico em outro, e também distinguiu e nomeou as radiações alfa e beta. Foi premiado com o Nobel de Química em 1908 "por suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioativas". Rutherford realizou sua obra mais famosa após ter recebido esse prêmio. 

Em 1911, ele defendeu que os átomos têm sua carga positiva concentrada em um pequeno núcleo, e, desse modo, criou o modelo atômico de Rutherford, ou modelo planetário do átomo, através de sua descoberta e interpretação da dispersão de Rutherford em seu experimento da folha de ouro. A ele é amplamente creditada a primeira divisão do átomo, em 1917, liderando a primeira experiência de "dividir o núcleo" de uma forma controlada por dois alunos sob sua direção, John Cockcroft e Ernest Walton em 1932. 

Ernest recebeu a sua educação em escolas públicas. Aos 16 anos entrou em Nelson Collegiate School. Graduou-se em 1893 em Matemática e Ciências Físicas na Universidade da Nova Zelândia. Em 1898 ele partiu para o Canadá, para assumir o posto. No mesmo ano, foi nomeado professor de Física da Universidade de McGill, em Montreal, e em 1907 na Universidade de Vitória, Manchester. Apesar de ser um físico, recebeu o Nobel de Química de 1908, por suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioativas. De volta a Cambridge em 1919, Rutherford percebeu que a carga positiva de um átomo está concentrada no centro, num minúsculo e denso núcleo, introduzindo o conceito de núcleo atômico. Desenvolve, então, a moderna concepção do átomo como um núcleo em torno do qual elétrons  giram em órbitas circulares. A liderança e o trabalho de Rutherford inspiraram duas gerações de cientistas. Baseado na concepção de Rutherford, o físico dinamarquês Niels Bohr idealizaria mais tarde um novo modelo atômico.
 

Em 1919, realiza a primeira transmutação induzida, também conhecida como reação nuclear: converte um núcleo de azoto em oxigênio, por bombardeamento com partículas alfa. As suas experiências conduzem à descoberta dos meios de obtenção de energia nuclear. Tais fatos levaram a que Rutherford fosse considerado como o fundador da Física Nuclear. Rutherford dirigiu o Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte. Ele recebeu a Order of Merit em 1925 e em 1931 foi condecorado Baron Rutherford de Nelson, Cambridge, um título que foi extinto depois da sua inesperada morte, enquanto aguardava uma cirurgia de hérnia umbilical. Após tornar-se um Lord, ele só poderia ser operado por um médico também nobre (uma exigência do protocolo britânico) e essa demora custou-lhe a vida. 

Gerhard Carl Schmidt


Foi um químico alemão. Schmidt nasceu em Londres, de pais alemães e estudou química. Recebeu seu PhD para trabalhar com Georg Wilhelm August Kahlbaum em 1890. Em 1898, dois meses antes de Marie Curie, Schmidt descobriu que o tório é radioativo. Schmidt morreu de um derrame em Münster em 1949. 

André-Louis Debierne

Foi um químico francês que descobriu o elemento químico actínio, em 1899. Foi aluno de Charles Friedel, e amigo de Pierre e Marie Curie, com quem partilhou o seu trabalho. Em 1899, descobre o elemento radioativo actínio, como resultado da pesquisa sobre o pechblenda, que os Curie iniciaram. Após a morte de Pierre Curie, em 1906, Debierne continua o seu trabalho com Marie Curie, tanto no ensino como na investigação. 

Em 1910, Debierne e Marie Curie prepararam o elemento rádio, em forma metálica, em quantidades visíveis. No entanto, não o mantiveram em estado metálico. Após terem demonstrado este estado, como uma curiosidade científica, transformaram-no em compostos que lhes permitiria continuar as suas investigações. Ambos isolaram o rádio em metal puro.

Otto Hahn

Foi um químico alemão. Estudou química em Marburg e Munique. Após obter o doutoramento em 1901, trabalhou na Universidade de Marburg, posteriormente em Londres, Montreal e em Berlim. Junto com Lise Meitner e Otto von Baeyer desenvolveu a técnica de medir o decaimento beta do espectro dos isótopos radiativos, cujo feito lhe assegurou o posto de professor no recém-fundado Kaiser-Wilhelm-Instituto de Química de Berlim, em 1912. 

Em 1918, juntamente com Meitner, descobriu o elemento protactínio. Quando Meitner fugiu da Alemanha nazista em 1938, continuou seu trabalho com Fritz Straßmann na elucidação dos produtos resultantes do bombardeamento do urânio com neutrons térmicos. Comunicou os resultados obtidos a Meitner que, com a colaboração do seu sobrinho Otto Robert Frisch, interpretou corretamente as evidências para o desenvolvimento da fissão nuclear. Uma vez que a idéia da fissão foi aceita, Hahn continuou suas experiências demonstrando a enorme quantidade de energia que a fissão nuclear com neutrons produz, útil para a fabricação de armas nucleares. 

Durante a Segunda Guerra Mundial Hahn foi um participante do programa alemão para o desenvolvimento de uma arma nuclear sob a liderança de Werner Heisenberg. Durante a guerra, Hahn foi laureado com o Nobel de Química de 1944. No pós-guerra Hahn tornou-se um combatente popular contra a utilização das armas nucleares. Juntamente com Fritz Straßmann e Lise Meitner, Hahn foi o descobridor da fissão nuclear, processo radioativo responsável para a fabricação de bombas atômicas e usinas nucleares para a geração de energia termo-elétrica. 

Em épocas diferentes, propostas surgiram para nomear os elementos 105 e 108 de Hahnium em sua homenagem, porém nenhuma proposta foi aprovada. O primeiro navio mercante de propulsão nuclear recebeu o nome de NS Otto Hahn em sua homenagem.

James Chadwick

Foi um físico britânico, colaborador de Ernest Rutherford. Seu principal contributo para a ciência foi a prova da existência do nêutron. Por esta descoberta, foi-lhe atribuído o Nobel de Física em 1935. Chadwick tornou-se professor de Física na universidade de Liverpool em 1935 e, durante a Segunda Guerra Mundial, integrou o Projeto Manhattan nos Estados Unidos, desenvolvendo as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Ingressou na Manchester University em 1908 para estudar Física e aí colaborou com Ernest Rutherford no estudo da emissão de raios gama. Em 1913, foi para Universidade Técnica de Berlim, onde trabalhou com o físico alemão Hans Geiger, inventor do contador de radiação com o mesmo nome. Após a guerra, regressou ao Reino Unido e tornou-se professor do Gonville and Caius College, onde retomou as suas investigações no campo da campo da radioatividade. No Laboratório Cavendish, em Cambridge, colaborou com Rutherford (que tinha observado experimentalmente a primeira reação nuclear em 1919) e com ele produziu a desintegração artificial de diversos elementos, utilizando o bombardeamento com partículas alfa. 

Jean Frédéric Joliot-Curie

Foi um físico francês. Casou com Irène Joliot-Curie, cujo apelido de solteira, Curie, já era famoso, devido a seus pais, Pierre Curie e Marie Curie. Trabalhou toda a sua vida com sua mulher no campo da física nuclear e da estrutura do átomo. Juntos demonstraram a existência do nêutron e descobriram a radioatividade artificial em 1934, o que lhes valeu o Nobel de Química de 1935.
Onze anos mais tarde, foi nomeado alto comissário para a energia atômica , e através deste cargo dirigiu a construção da primeira usina atômica, em 1948. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz, em 1950.



Irène Joliot-Curie

Foi uma física francesa. Filha de Pierre Curie e Marie Curie, mulher de Frédéric Joliot, todos físicos e químicos famosos. Trabalhou toda a sua vida com com seu marido, no campo da estrutura do átomo e da física nuclear. Demonstraram a existência do nêutron, e descobriram em 1934 a radioatividade artificial, o que lhes valeu o Nobel de Química de 1935. 
Obteve no ano seguinte o posto de subsecretária de estado para a Investigação Científica, na França.





Frederick Soddy

Foi um químico inglês. Estudou no Colégio Universitário do País de Gales e no Colégio Merton da Universidade de Oxford. Trabalhou como pesquisador em Oxford de 1898 a 1900. Entre 1900 e 1902 ensinou química na Universidade McGill de Montreal, onde trabalhou com Ernest Rutherford em radioatividade. Rutherford e ele se deram conta de que o comportamento anômalo dos elementos radiativos era devido ao fato de que se transformavam em outros elementos, e que produzem radiações alfa, beta e gama. Em 1903, com Sir William Ramsay, Soddy verificou que a desintegração do rádio produzia hélio.

Desde 1904 a 1914, foi professor na Universidade de Glasgow e foi nesta instituição que demonstrou que o urânio se transformava em rádio. Foi ali também onde demonstrou que os elementos radiativos podem possuir mais de um peso atômico, apesar de possuírem propriedades químicas idênticas: isto o levou ao conceito de isótopos. Soddy demonstrou mais tarde que também os elementos não radiativos podem apresentar múltiplos isótopos. Demonstrou também que num átomo diminui o peso atômico quando emite partículas alfa e aumenta o peso atômico quando emite raios beta. Este foi um passo importante para o conhecimento da relação entre as famílias de elementos radiativos.

Estas investigações permitiram a descoberta do elemento radiativo chamado protactínio, trabalho realizado independentemente por Soddy na Inglaterra e Otto Hahn e Lise Meitner na Alemanha. De 1914 a 1919 foi professor na Universidade de Aberdeen, onde realizou pesquisas relacionadas com a I Guerra Mundial. Em 1919 se transferiu-se para a Universidade de Oxford, onde permaneceu até 1936, desempenhando a cátedra Lee de química e reorganizou o laboratório. Recebeu o Nobel de Química de 1921, por suas notáveis contribuições para o conhecimento das substâncias radioativas. Se interessou também pela tecnocracia e os movimentos sociais, que refletiu no seu livro "Money versus Man" (1933 ). Escreveu também "The Interpretation of Radium" (1922), "The Story of Atomic Energy" (1949) e "Atomic Transmutation" (1953).

Kasimir Fajans  

Foi um químico e físico polonês. Foi professor nas universidades técnicas de Karlsruhe e Munique, onde iniciou suas pesquisas em 1917. Em 1935 emigrou para os Estados Unidos, onde foi professor na Universidade de Michigan, nacionalizando-se como cidadão norte-americano. Realizou importantes pesquisas sobre radioatividade e isotopia, e desenvolveu a "teoria quântica da estrutura eletrônica molecular". 

Em 1913 descobriu as leis que regulam as desintegrações radioativas, ao mesmo tempo que o britânico Frederick Soddy. Atualmente as leis que regem as desintegrações radiotivas são conhecidas como "leis de Soddy-Fajans". Elaborou as regras da ligação química que leva seu nome, além de descobrir um novo elemento químico, o protactínio.

Wilhelm Conrad Roentgen

Foi um físico alemão que, em 8 de novembro de 1895, produziu radiação eletromagnética nos comprimentos de onda correspondentes aos atualmente chamados Raios X. Roentgen nasceu em Lennep (hoje parte de Remscheid), na Alemanha, filho de um tecelão. Sua família se mudou para os Países Baixos quando ele tinha três anos. Recebeu sua educação primária no Instituto de Martinus Herman van Doorn. Depois estudou na Escola técnica de Utrecht, de onde foi expulso por supostamente realizar uma caricatura de um de seus professores, ato que negou cometer.
Em 1865, foi reprovado por um dos professores que haviam participado de sua expulsão e não entrou para a Universidade de Utrecht. Depois foi admitido aos estudos na Politécnica de Zurique para estudar Engenharia Mecânica sem ter o título de bacharel. 

Em 1888, transformou-se no físico chefe da Universidade de Würzburg e em 1900 no físico chefe da Universidade de Munique, por petição especial do governo da Baviera. Durante 1895, Roentgen testava equipamento desenvolvido pelos seus colegas: Ivan Pulyui, Hertz, Hittorf, Crookes, Tesla, e Lenard. Curioso sobre se os raios catódicos propagavam-se fora do tubo, o que não era possível de se ver pela intensa luminosidade deles. Convencido que os raios catódicos não saiam do tubo e, portanto, não poderiam estar provocando esse fenômeno, Roentgen especulou que um novo tipo de raio podia ser o responsável. Apesar dos novos raios, eventualmente, passaram a ter o seu nome quando ficaram conhecidos como raios de Roentgen, ele sempre preferiu a designação de raios-X.

A descoberta dos raios-X por Roentgen não foi um acidente, embora incidental, nem ele trabalhava isolado. Com as investigações que ele e os seus colegas estavam a desenvolver, em diversos países, a descoberta era iminente. De fato, ele tinha planejado usar o écran na próxima etapa da investigação e certamente faria a descoberta momentos depois.
Num dado momento, enquanto investigava a capacidade de vários materiais de pararem os raios, Roentgen colocou uma peça de chumbo em posição enquanto ocorria uma descarga. Roentgen viu aí a primeira imagem radiográfica. Em entrevista a um reporter chamado H. J. W. Dam, de uma revista canadense McClure's Magazine, ele descreveu: "Eu estava trabalhando com tubos Crooke cobertos com uma proteção de papelão preto. Um pedaço de papel de platinocyanoide de bário estava sobre o banco. Eu vi passar uma corrente através do tubo e notei uma linha escura peculiar sobre o papel.”
 

Ele publicou três artigos sobre raios-X entre 1895 e 1897, cuja tradução para o português pode ser vista nos links externos. Nenhuma das suas conclusões até agora provaram ser falsas. Atualmente, Roentgen é considerado o pai da Radiologia Diagnóstica.
 

Graças à sua descoberta foi premiado com o primeiro Nobel de Física em 1901. O prêmio foi concedido oficialmente "em reconhecimento dos extraordinários serviços que brindou para a descoberta dos notáveis raios que levam seu nome". Roentgen doou a recompensa monetária à sua universidade, convicto que a ciência deve estar a serviço da humanidade e não do lucro, à semelhança da escola científica alemã da época, e, da mesma forma que Pierre Curie faria vários anos mais tarde, rejeitou registrar qualquer patente relacionada a seu procedimento.

Albert Einstein  

Foi um físico teórico alemão radicado nos Estados Unidos. 100 físicos renomados o elegeram, em 2009, o mais memorável físico de todos os tempos. É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correta explicação do efeito fotoelétrico; no entanto, o prêmio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.

Em 1905, escreveu quatro artigos fundamentais para a Física Moderna, afirmando-se por esta razão que 1905 foi o "annus mirabilis" para Einstein. No quarto artigo, uma extensão do terceiro, Einstein introduz o conceito de massa inercial. Nele, Einstein deduziu a famosa relação entre a massa e a energia: E = mc2. (Embora Umberto Bartocci, tenha afirmado que a equação teria sido publicada primeiramente em 1903, pelo italiano Olinto De Pretto). Esta equação esteve na base de construção de bombas nucleares. A ideia serviu mais tarde para explicar como é que o Big Bang, uma explosão de energia poderia ter dado origem à matéria.

Einstein passou os últimos quarenta anos de sua vida tentando unificar os campos eletromagnético e o gravitacional numa única teoria que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. No entanto não incluía no seu modelo as forças nucleares forte e fraca, que na época, e até 1970, não eram compreendidas como forças separadas. Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica). 

Pronunciamento oficial do próprio Albert Einstein sobre o referido tema:

"Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras."

Einstein considerava-se um socialista. Não concordava com os regimes totalitários de inspiração socialista. No início, foi a favor da construção da bomba atômica para derrotar Adolf Hitler, mas depois da guerra fez pressão a favor do desarmamento nuclear e de um governo mundial.


Fonte: Wikipédia (com adaptações).