Busca

sexta-feira, março 18, 2011

Acidente nuclear x Acidente radioativo

Por Mariana Duarte


A diferença entre a emergência nuclear e a emergência radiológica, é que a emergência nuclear ocorre com reatores de pesquisa ou energia. Já a emergência radiológica ocorre com qualquer material radioativo. Por isso, acidentes radiológicos são mais frequentes que acidentes nucleares, pois, podem ocorrer em qualquer hospital, por exemplo, que tenha um serviço de radioterapia ou em uma instalação de medicina nuclear.

Uns dos maiores acidentes radiológicos, foram:

SEUL, CORÉIA DO SUL


Em outubro de 1999 um vazamento de água radioativa em uma usina nuclear contaminou 22 pessoas, mas foi controlado pouco depois. O acidente ocorreu quando era feito um conserto numa bomba de água para resfriamento na usina nuclear de Wolsung. Os 45 litros de água radioativa vazados "não saíram do edifício. Não afetaram o meio ambiente", acrescentou o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Entre as pessoas contaminadas estavam funcionários da Korea Electric Power Corp., que administra a usina.

TÓQUIO, JAPÃO

Em setembro de 1999 um vazamento de radiação ocorrido em uma usina de processamento de urânio contaminou 14 trabalhadores. A usina se situa em Tokaimura, a noroeste de Tóquio.
Os níveis de radiação em torno da usina ficaram 10.000 vezes superiores aos normais. A dois quilômetros do lugar, ainda eram dez vezes maiores que o normal.

GOIÂNIA, GO


Um ano e meio após o desastre de Chernobyl, aconteceu o acidente de Goiânia, onde catadores de sucata abriram a golpes de marreta uma peça de equipamento hospitalar para radioterapia de 120 quilos (vida útil 30 anos), abandonado em um terreno contendo aproximadamente 19 gramas de césio-137. Foi vendido a um ferro-velho, o dono encantado com o pó aglomerado azul que brilhava na falta de luz, fez um anel para sua esposa e distribuiu o pó para amigos e familiares, tragicamente contaminando mais e mais vitimas.

Quando o acidente foi descoberto, autoridades enviaram policiais e bombeiros, sem proteção adequada, para isolar a área, os quais também se contaminaram. As vitimas tiveram suas residências e pertences destruídos, levados para um aterro, onde os trabalhadores que fizeram a demolição e o transporte também se contaminaram.

Calcula-se que mais de 60 pessoas foram vítimas fatais e em torno de 6 mil foram contaminadas, produzi-se cerca de 13,4 toneladas de lixo atômico, perigoso ao meio ambiente por mais de 180 anos, condicionados em conteiners fechados hermeticamente, enterrados em uma vala de aproximadamente 30 metros de profundidade, revestida por uma parede de concreto e chumbo de 1 metro de espessura e sobre a vala foi construída uma montanha. Nas proximidades do ferro-velho foi coberto por 7 metros de espessura de concreto para impedir possíveis vazamentos de radiação.

quinta-feira, março 17, 2011

As Pílulas de Iodo e o Azul da Prússia

Esclarecendo algumas dúvidas sobre o motivo de usarem as pílulas de iodo em acidentes nucleares ou radiológicos e o azul da Prússia, que foi utilizado em Goiânia no acidente com o Césio-137, por exemplo.

Por Mariana Duarte

Iodeto de Potássio


Utilizando o exemplo do recente acidente nuclear no Japão onde há a presença no ar do Iodo-131, que é radioativo e altamente cancerígeno, as pílulas de iodo ou  iodeto de potássio são um sal utilizado para saturar a tireóide com este iodo, condicionando-a a bloquear o iodo radioativo. Elas ajudam a combater o efeito do Iodo-131 diminuindo a possibilidade de disfunções da tireóide.

O corpo precisa de iodo - de uma forma não radioativa - para produzir hormônios da tireóide, que regulam o metabolismo. Absorver o iodo radioativo pode causar o câncer. Uma vez inalado ou consumido por comer ou beber alimentos contaminados, o iodo radioativo viaja através do corpo e é rapidamente absorvido pela glândula tireóide, onde se pode danificar o DNA.

O corpo não faz a diferença entre o iodo radioativo e o estável. Tomar comprimidos de iodo estável pode proteger a tireóide por "encher" a glândula de iodo, impedindo a absorção do iodo radioativo. É importante que se tomem as pílulas rapidamente e o seu efeito dura por 24 horas.  

Os comprimidos de iodo não impedem a entrada de iodo radioativo no corpo e nem  protege outros órgãos além da glândula tireóide. Eles também não revertem danos que já ocorreram na tireóide. 

Sal iodado também contém iodo suficiente para manter a maioria das pessoas saudáveis, em condições normais. No entanto, o sal de mesa não contém iodo suficiente para bloquear o iodo radioativo de entrar em sua glândula tiróide. 

Porém, como esclareceu a OMS, o iodeto de potássio "não é um antídoto à radiação" e não oferece proteção contra elementos radioativos como o césio. Além disso, pode representar um risco para algumas pessoas, incluindo mulheres grávidas.

Azul da Prússia 


O azul da Prússia foi produzido pela primeira vez como um corante azul em 1704 e tem sido utilizado por artistas e fabricantes, desde então. Ele tem o nome de seu uso como corante de uniformes militares prussianos. 

Porém, as pessoas não devem tomar o corante azul da Prússia utilizado por artistas na tentativa de tratar a si próprios. Este tipo de azul da Prússia não é projetado para tratar da contaminação radioativa.  As pessoas que estão preocupadas com a possibilidade de estarem contaminadas com materiais radioativos devem ir ao médico para aconselhamento e tratamento.
  
O azul da Prússia é utilizado no tratamento de pacientes com conhecida ou suspeita de contaminação interna com césio radioativo e/ou tálio radioativo ou não-radioativo para aumentar a velocidade de sua eliminação. Tal substância elimina os efeitos da radiação, fazendo com que as partículas de césio saiam do organismo através da urina e das fezes.

O azul da Prússia impede que o tálio radioativo (principalmente o Tl-201) e o césio sejam reabsorvidos pelo organismo. Os materiais radioativos em seguida, passam através do intestino e são excretados em evacuações. 

O azul da Prússia reduz a meia-vida biológica do césio de cerca de 110 dias para cerca de 30 dias e a meia-vida biológica do tálio de cerca de 8 dias para cerca de 3 dias. Por reduzir o tempo que o césio e o tálio permanecem no corpo, o azul da Prússia ajuda a limitar a quantidade de tempo que o corpo é exposto à radiação.

A droga é segura para a maioria dos adultos, incluindo mulheres grávidas e crianças (2 ─ 12 anos). As mulheres que estão amamentando seus bebês devem parar de amamentar. Pessoas que tiverem prisão de ventre, bloqueios no intestino ou certos problemas de estômago devem consultar seus médicos antes de utilizá-lo. Antes de tomar o azul da Prússia, as pessoas também devem informar seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja tomando.

Os efeitos secundários mais comuns do azul da Prússia são dores de estômago e constipação. Estes efeitos secundários podem ser facilmente tratados com outros medicamentos. As pessoas podem ter fezes azuis durante o tempo em que estão tomando o azul da Prússia.    

sábado, março 12, 2011

Saiba quais foram os maiores acidentes nucleares da história

THREE MILE ISLAND, EUA 


 
Em 28 de março de 1979, falhas técnicas, humanas e operacionais não permitiram o resfriamento normal de um reator na usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, e seu núcleo começou a derreter. Foi o mais grave acidente nuclear dos EUA: cerca de 140 mil pessoas foram retiradas da região, e gases radioativos escaparam e atingiram a atmosfera. Os detalhes do desastre só foram divulgados anos depois, e foi estabelecida uma comissão do governo americano para investigá-lo. Não houve relatos de mortes.












ERWIN, EUA


Em agosto de 1979, um vazamento de urânio, também nos Estados Unidos, atingiu uma instalação nuclear secreta perto de Erwin, no Tennessee, contaminando cerca de mil pessoas.









TSURUGA, JAPÃO


Entre janeiro e março de 1981, quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, no Japão, contaminaram cerca de 278 pessoas.








CHERNOBYL, UCRÂNIA


Em 26 de abril de 1986, o reator número 4 da usina soviética de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança. Foi a maior catástrofe nuclear civil da História. A estimativa oficial de mortos é de 25 mil, mas poderia chegar a 500 mil. Por dez dias, o combustível nuclear queimou, jogando na atmosfera mais de 200 bombas atômicas, contaminando três quartos da Europa. Moscou tentou encobrir o desastre, classificado de nível 7 (o mais alto). As vítimas foram russos, ucranianos e bielorrussos. Um sarcófago foi construído ao redor do reator.








TOMSK-7, SIBÉRIA


Em abril de 1993, uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou uma nuvem e projetou materiais radioativos. O número de vítimas é desconhecido.








TOKAIMURA 1, JAPÃO

Em 11 de março de 1997, a usina experimental de reprocessamento de Tokaimura. no nordeste de Tóquio, foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão. Trinta e sete pessoas ficaram contaminadas.






TOKAIMURA 2, JAPÃO

Em 30 de setembro de 1999, um novo acidente em Tokaimura levou à morte dois técnicos da usina. Foi o maior desastre nuclear civil do Japão, provocado, involuntariamente, por funcionários que usaram uma quantidade excessiva de urânio, provocando uma reação nuclear descontrolada. Mais de 600 pessoas foram expostas à radiação.




MIHAMA, JAPÃO


Em 2004, na usina nuclear de Mihama, vapor não radioativo vazou por um encanamento, que acabou se rompendo. O acidente foi provocado por uma grande corrosão. Cinco funcionários morreram devido a queimaduras.












TRICASTIN, FRANÇA


Em 23 de julho de 2008, durante uma operação de manutenção nos reatores da usina nuclear de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas vazaram, contaminando levemente centenas de empregados. 







Fonte: O Globo (com adaptações).

Explosão atinge usina nuclear japonesa

Uma grande explosão atingiu uma usina nuclear do Japão que já tinha sido danificada pelo grande terremoto de sexta-feira.

A grande nuvem de fumaça foi vista saindo da usina nuclear de Fukushima.

Imagens da televisão japonesa mostraram uma grande explosão em um dos prédios da usina Fukushima 1, a cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio. Além da nuvem de fumaça, também podiam ser vistos destroços atirados para longe da construção.

O canal de televisão japonês NHK mostrou imagens da usina antes e depois do terremoto. Estas imagens parecem mostrar que a estrutura mais externa de uma das quatro construções da usina tinha desabado depois da explosão.

A Companhia Elétrica de Tóquio, operadora da usina, informou que quatro funcionários ficaram feridos.

Ainda não se sabe exatamente em que parte da usina ocorreu a explosão e qual foi sua causa. Mas, o secretário do Gabinete de Governo do Japão, Yukio Edano, informou que os especialistas estão tentando determinar os níveis de radiação no local.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, declarou estado de emergência em Fukushima 1 e 2, enquanto os engenheiros tentam confirmar se houve um derretimento em um dos reatores de uma das usinas.

Este é um procedimento automático depois que reatores nucleares são desligados em caso de terremoto, o que permite que as autoridades tomem medidas mais rápidas.

A usina nuclear de Fukushima foi uma das muitas instalações do Japão danificadas pelo forte terremoto e tsunami que atingiram o país.

Cidades e vilarejos inteiros foram destruídos pelo tremor de 8,9 de magnitude e por ondas de até 7 metros. Mais de mil pessoas morreram devido ao terremoto.
Mais de 200 mil pessoas estão em abrigos de emergência. Dezenas de milhares de soldados japoneses e centenas de navios e aeronaves foram enviados para os trabalhos de resgate.

Sistema de resfriamento

O estado de emergência nuclear foi declarado pelo governo japonês após o sistema de resfriamento de cinco usinas falhar e provocar o risco de um vazamento.

A Agência Nuclear do Japão informou neste sábado que foram detectados césio e iodo radioativos perto do reator número um da usina Fukushima 1. A agência informou ainda que isto pode indicar que os recipientes com combustível de urânio dentro do reator podem ter começado a derreter.

Na sexta-feira, o governo japonês tinha informado que os níveis de radiação dentro da usina aumentaram quatro mil vezes.

A pressão dentro de um dos seis Reatores de Água Fervente (BWRs, na sigla em inglês) na usina aumentou após o sistema de refrigeração ter sido danificado pelo terremoto. No portão da usina, a radiação aumentou oito vezes.

O calor produzido pela atividade nuclear dentro do núcleo do reator necessita ser dissipado, mesmo após seu desligamento.

Ar e vapor com radioatividade foram liberados de vários reatores das duas usinas para tentar aliviar os altos níveis de pressão. Mas, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan, os níveis de radioatividade no ar e vapor liberados eram "minúsculos".

Milhares de pessoas receberam ordens para se retirar da região em um raio de 20 quilômetros da usina de Fukushima. O correspondente da BBC na região Nick Ravenscroft foi parado pela polícia a 60 quilômetros da usina.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que está tentando conseguir mais informações a respeito da situação na usina.


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, março 11, 2011

Fumar durante a radioterapia prejudica resultados

Os fumantes que não deixam o tabaco antes dos tratamentos de radioterapia ao câncer da cabeça e pescoço, não têm tão bons resultados como aqueles que param de fumar, dizem investigadores dos EUA.

O autor principal do estudo, Dr. Allen Chen, da Escola de Medicina Davis da Universidade da Califórnia, diz que embora a associação entre tabagismo e câncer da cabeça e pescoço tenha sido estabelecida há muito tempo, havia poucas informações sobre se continuar a fumar durante o tratamento afetava o prognóstico.

"Sempre disse aos pacientes que deviam realmente deixar de fumar, mas não tinha provas concretas para os convencer de que seria pior se continuassem a fumar", explica Chen, em comunicado.

Piores resultados

"Queria dados mais concretos para perceber se o tabaco é prejudicial em termos de probabilidade de cura, sobrevida global e tolerabilidade do tratamento. Mostramos que continuar a fumar contribuiu para resultados clínicos negativos em todos estes parâmetros", acrescentou.

Chen e os seus colegas analisaram os registos médicos de 101 pacientes recém-diagnosticados com carcinoma de células escamosas da cabeça e pescoço, que continuaram a fumar durante o tratamento com radiação, e compararam com doentes semelhantes que deixaram de fumar antes da terapia.

Aumento da sobrevida

O estudo, publicado no International Journal of Radiation Oncology•Biology•Physics, revelou que 55% dos pacientes que deixaram de fumar antes do tratamento ainda estavam vivos cinco anos depois, em comparação com 23% dos que continuaram a fumar.

A equipe descobriu que 53 dos doentes que ainda fumavam tiveram uma reincidência da doença, comparativamente a 40 pacientes do grupo de controle.

Fonte: Portal de Oncologia Português

quinta-feira, março 10, 2011

Serviços de radiologia sofrem com dificuldades estruturais do HPS em Porto Alegre

A falta de estrutura do Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre é motivo de preocupação para uma das mais importantes áreas da medicina: a radiologia. Entre os problemas estão falta de profissionais e de equipamentos mais adequados. O presidente da Associação Gaúcha de Radiologia, Silvio Cavazzola, alerta para o risco da falta de equipamentos mais modernos para o melhor atendimento da população.
 
"O principal perigo para população é não podermos prestar a assistência adequada por falta de equipamento para diagnostico ou terapêutica. O hospital hoje necessita de ultrassom e tomógrafo", explica.

De acordo com a Associação dos Servidores do HPS a situação influencia no diagnóstico de lesões ou doenças que acaba sendo prejudicado. Segundo o presidente da entidade há baixo número de pessoal para triagem (apolimento) e diagnóstico e falta tecnologia para melhorar e facilitar o diagnóstico dos pacientes.

O hospital fundado em 19 de abril de 1944 é um dos mais utilizados em Porto Alegre devido ao atendimento pelo SUS e pela localização na região central da cidade. Segundo o presidente da Associação dos Servidores do HPS, Rodrigo Machado, o problema é a falta de condição do RH, principalmente de técnico em enfermagem.

"O setor necessita de mais uns dez técnicos em radiologia e médicos radiologistas. Os equipamentos são muito antigos, precários. Hoje vemos outros com diagnostico online, aqui revelamos com filme e produtos químicos", explica.

Machado lembra que existe a perspectiva de restauração física pelo projeto QualiSUS que remodelará o andar térreo do prédio, a UTI e alguns outros setores. Ele enfatiza que este projeto não tem ligação com o planejamento para a Copa, mas afirma que o evento pode facilitar as reformas para o bem dos gaúchos.

Associação Gaúcha de Radiologia

A Associação Gaúcha de Radiologia, filiada ao Colégio Brasileiro de Radiologia, é uma entidade científica que congrega médicos radiologistas do Rio Grande do Sul, que utilizam radiações ionizantes ou outras formas de energia, para fins de diagnóstico e tratamento. Seu objetivo principal é promover, aprovar e incentivar o aperfeiçoamento dos médicos radiologistas, nos campos científico, ético e social. 

A Associação Gaúcha de Radiologia é a representante maior no Estado do Rio Grande do Sul, dos médicos que trabalham com métodos de imagem. Sua área de abrangência engloba radiodiagnóstico, radioterapia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, medicina nuclear, ressonância magnética, desintometria, mamografia e radiologia vascular e intervencionista.

Fonte: SEGS

quarta-feira, março 09, 2011

Palestra gratuita sobre as Aplicações do PET/CT na Neurologia em São Paulo

O PET/CT é um dos exames mais modernos e poderosos da Medicina Nuclear e tem se mostrado muito eficiente quando aplicado em várias áreas, como a Neurologia, especialmente na diferenciação de demências, doenças que atingem cerca de 10% da população acima de 65 anos, sendo que mais da metade dos casos são de Alzheimer.

“Identificar qual tipo de demência acomete o paciente permite decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, acompanhar os resultados e ajuda no prognóstico da doença”, explica o Dr Celso Darío Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBBMN), que destaca ainda: “Em apenas 45 minutos, o PET/CT permite analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido a maior exposição radioativa e de forma pouco invasiva”.

Os métodos convencionais mostram a anatomia do cérebro enquanto o PET/CT, além da anatomia, mostra o funcionamento. Frequentemente, nos casos de demências, a anatomia é preservada, mas o funcionamento está alterado, indicando a presença da doença. Daí a importância de submeter os portadores de demências a esse método.

No caso de tumores cerebrais, o PET Scan, como também é conhecido o exame, mostra a resposta do paciente à cirurgia, à radioterapia e à quimioterapia. Esse resultado, mais uma vez, ajuda a direcionar a conduta do médico, o que na prática significa mais qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida. Além disso, para o sistema de saúde, significa redução de custos com economia de recursos.

Frente à importância desse assunto, a SBBMN vai promover a palestra “Aplicações do PET/CT na Neurologia”, no dia 14 de março de 2011, às 20 horas, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Alameda Santos, 85), em São Paulo (SP). O público alvo são médicos, especialmente neurologistas e nucleares, e outros profissionais da saúde, como radiofarmacêuticos, químicos, físicos e tecnólogos

Vagas limitadas e inscrições gratuitas. 

Informações e inscrições no site www.sbbmn.org.br.

Fonte: Portal Fator Brasil

Aeolus fecha contrato no valor total de US$ 118 milhões com a BARDA para desenvolver tratamento de síndrome aguda de radiação pulmonar

A Aeolus Pharmaceuticals, Inc. (OTC: AOLS), empresa biofarmacêutica que desenvolve uma nova classe de compostos antioxidantes catalíticos de amplo espectro que reduzem o estresse oxidativo, inflamação e os consequentes sinais de danos teciduais resultantes da exposição à radiação, anunciou que a Autoridade biomédica de pesquisa e desenvolvimento avançado (Biomedical Advanced Research and Development Authority, BARDA), parte do Departamento de serviços humanos e de saúde (HHS), assinou um contrato com a Aeolus para o desenvolvimento avançado do AEOL 10150 como contramedida médica (medical countermeasure, MCM) contra a subsíndrome pulmonar da síndrome aguda de radiação (ARS). 

De acordo com os termos deste contrato de desenvolvimento de taxa fixa mais custos, a Aeolus receberá US$ 10,4 milhões no período de desempenho do primeiro ano base e um adicional de até US$ 107,5 milhões em opções, se exercido pela BARDA, para um contrato com valor total de até US$ 118 milhões. Além de cobrir completamente os custos de desenvolvimento do AEOL 10150 como MCM para ARS pulmonar, a empresa acredita que o contrato com a BARDA cobrirá substancialmente todos os custos associados aos procedimentos pré-clínicos, química, manufatura e controles (chemistry, manufacturing, and controls, CMC) e toxicologia necessários para as indicações oncológicas, além de um amplo estudo de segurança em humanos. 

A aquisição do AEOL 10150 para o Strategic National Stockpile pode ocorrer depois da aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (Food and Drug Administration, FDA), se obtida, ou antes com autorização de uso emergencial (Emergency Use Authorization, EUA). De acordo com o plano de desenvolvimento da empresa, os documentos de apresentação de um EUA seriam preparados e enviados ao governo em aproximadamente dois anos e meio. O valor de uma aquisição, se houver, não está incluído no valor do contrato aqui anunciado.

“Estamos entusiasmados com o apoio da BARDA para esse importante programa e esperamos promover um relacionamento altamente produtivo para desenvolver uma contramedida efetiva para os efeitos pulmonares da ARS”, disse John L. McManus, diretor executivo e presidente da Aeolus Pharmaceuticals, Inc. “Este contrato permitirá a aceleração do desenvolvimento do 10150 como uma contramedida médica, e isso também vai, de forma importante, permitir a expansão do seu desenvolvimento para uso em indicações oncológicas, onde ele seria usado em conjunto com aterapia de radiação. Acreditamos que as características de uso duplo e amplo espectro do AEOL 10150 fazem dele um componente exclusivo e empolgante, com excelente potencial.”

O AEOL 10150 também está sendo analisado pelo programa de desenvolvimento de contramedidas médicas nucleares/radioativas do Instituto nacional de alergias e doenças infecciosas (National Institute of Allergy and Infectious Diseases, NIAID) dos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH) como uma contramedida de exposição à radiação para o trato gastrointestinal e pela NIH CounterACT como contramedida contra a exposição a cloro gasoso e gás mostarda/ sulfeto.

A Aeolus está entusiasmada com a parceira feita com a HHS-BARDA, Universidade de Maryland, Universidade Duke, Johnson Matthey Pharma Services, Albany Molecular Research e a Symbion Research International e nesse abrangente programa de desenvolvimento. O desenvolvimento do AEOL 10150 para apresentação de uma solicitação de um novo fármaco (New Drug Application, NDA) para a indicação de subsíndrome pulmonar do ARS deve levar aproximadamente cinco anos.

A empresa planeja iniciar o estudo da Fase I do AEOL 10150 em oncologia no primeiro semestre de 2011.
Sobre síndromes agudas da radiação (ARS)

Imediatamente após a exposição, os componentes mais críticos da síndrome aguda da radiação são as síndromes hematopoiéticas (medula óssea) e gastrointestinal precoce (GI), pois os sintomas começam muito rapidamente e podem ser fatais. Contudo, dependendo do nível e da localização da exposição à radiação, muito da letalidade tanto da síndrome hematopoiética quanto da gastrointestinal precoce é potencialmente evitável com tratamento adequado, incluindo cuidado de apoio (fluidos e antibióticos) e Neupogen, deixando as complicações para os tecidos com resposta tardia, subsequentemente tornando-se um grande problema.

Em situações de exposição acidental, assumiu-se inicialmente que uma dose completa superior a 10 Gy era inevitavelmente fatal. Contudo, experiências com vítimas de acidentes nucleares sugerem que quando os pacientes sobrevivem à síndrome gastrointestinal ou de medula óssea, a falha respiratória torna-se a principal causa de morte. Este efeito é conhecido como um efeito retardado da exposição aguda à radiação (delayed effect of acute radiation exposure, DEARE).
Sobre a terapia de radiação de câncer

De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, o câncer é a segunda principal causa de morte por doença representando uma em cada quatro mortes nos Estados Unidos. De acordo com a Sociedade de Radiologia da América do Norte, em torno de 50 a 60% dos pacientes de câncer são tratados com radiação em algum momento durante a doença. O NIH estima que o custo geral de câncer em 2008 nos Estados Unidos foi de US$ 228,1 bilhões: US$ 93,2 bilhões por custos médicos diretos, US$ 18,8 bilhões por custos indiretos de morbidade (custos de perda de produtividade devido à doença) e US$ 116,1 bilhões por custos indiretos de mortalidade (custo de perda de produtividade devido à morte prematura).
Sobre a BARDA

A Autoridade biomédica de pesquisa e desenvolvimento avançado (BARDA), do Escritório do secretário adjunto de prontidão e resposta do Departamento de serviços humanos e de saúde dos EUA, oferece uma abordagem integrada e sistemática para o desenvolvimento e compra de vacinas, medicamentos, terapias e ferramentas de diagnóstico necessários para as emergências médicas de saúde pública. 

A BARDA foi estabelecida para fornecer financiamento e coordenação para atender aos desafios do desenvolvimento de contramedidas médicas. A BARDA foi criada para aumentar o financiamento para pesquisa e desenvolvimento avançados e para melhor coordenar o processo de aquisição e desenvolvimento de contramedidas médicas do governo dos EUA. 

A BARDA administra o Projeto BioShield, que inclui a aquisição e o desenvolvimento avançado de contramedidas médicas para agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, assim como o desenvolvimento avançado e a aquisição de contramedidas médicas para influenza pandêmica e outras doenças infecciosas emergentes que fogem do escopo do Projeto BioShield.
Sobre o AEOL 10150

O AEOL 10150 é um antioxidante catalítico de amplo espectro projetado especificamente para neutralizar espécies de nitrogênio e oxigênio reativo. A neutralização dessas espécies reduz o estresse oxidativo, a inflamação e as consequentes cascatas indicativas de danos nos tecidos resultantes de exposição à radiação. A empresa acredita que o AEOL 10150 possa ter um impacto profundamente benéfico nas pessoas que tenham sido expostas, ou que estejam prestes a ser expostas, a altas doses de radiação no tratamento oncológico.

O AEOL 10150 já deu resultados positivos em estudos de segurança animal, foi bem tolerado em dois testes clínicos com pessoas, e demonstrou eficácia de sobrevivência estatisticamente significativa em um modelo de ferimento no pulmão por radiação aguda induzida. O AEOL 10150 também está atualmente em desenvolvimento para uso tanto em medicamentos terapêuticos quanto profiláticos em pacientes com câncer.
Fonte: Bussiness Wire

Sul briga por usinas nucleares

O Nordeste era o local escolhido para as duas próximas usinas nucleares a serem construídas no país, depois de Angra 3, e que deveriam entrar em operação 2019 e 2021, respectivamente. Mas a região pode perder prioridade para o Sul do país. O alerta foi dado durante o seminário ´O futuro da matriz energética do Nordeste`, promovido pela Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune). 

Um estudo, que está sendo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apontaria a Região Nordeste como exportadora de energia, por considerar toda a capacidade instalada, inclusive de térmicas desligadas. Com isso, a região teria menos urgência na construção das nucleares em relação a outras áreas do país, alterando o cronograma de instalação das usinas. O sítio Belém do São Francisco, em Pernambuco, é um dos grandes candidatos ao investimento.

Atualmente, o Brasil conta com duas nucleares em operação (Angra 1 e Angra 2) e uma terceira em construção (Angra 3), com previsão de ser inaugurada em 2015. O Plano Nacional de Energia (PNE) prevê a construção de quatro a oito novas usinas nucleares até 2030. Os estudos de localização estavam restritos ao Nordeste e Sudeste do país, com pelo menos duas usinas em cada região. No ano passado, no entanto, o Ministério de Minas e Energia solicitou que a Eletronuclear estendesse a atual busca de sítios para o Centro-Oeste e Sul do país. Na época, foi firmado um convênio com a EPE para troca de informações.

´Nos bastidores, diz-se que, neste estudo que está sendo elaborado pela EPE, o Nordeste é considerado uma região exportadora de energia, porque considera toda a capacidade instalada, incluindo até as térmicas que estão desligadas. Quando na realidade, o Nordeste está sempre recebendo energia através do sistema interligado`, afirma Edvaldo Gomes, presidente da Frune. Na última quinta-feira, por exemplo, foram enviados 1.552 MW do sistema Norte e 363 MW, do Sudeste/Centro-Oeste. 

´Se considerarem que há excesso de energia aqui, o Nordeste pode perder prioridade na construção das nucleares para o Sul. É importante para o Nordeste receber o investimento dessas usinas, que é de R$ 10 bilhões`, alerta.

Carlos Henrique Mariz, assistente da presidência da Eletronuclear e responsável pelo escritório da estatal no Recife, diz que até agora não foram definidos os sítios, nem houve sinalização para mudanças no cronograma de instalação das usinas no Nordeste. ´Mas se houver uma alteração, será ruim para o Nordeste, porque não saberemos quando o programa nuclear será retomado na região`, comenta ele. 

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que os sítios das próximas quatro usinas nucleares serão divulgado até abril deste ano. 

Fonte: Diário de Pernambuco (com adaptações).

segunda-feira, março 07, 2011

Aiea quer fim do atraso no transporte de material terapêutico

Algumas cargas radioativas de uso médico não são liberados a tempo fazendo com que os remédios percam a validade; Brasil lançou mecanismo para acelerar o processo.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, sugeriu mudanças em normas e procedimentos de algumas rotas globais de transporte de carga até 2013. O objetivo é fazer com que materiais radioativos, usados em tratamentos de câncer e doenças cardiovasculares, não sejam barrados em portos e aeroportos do mundo.

Prazo de Entrega

Falta de informação sobre o manuseio do material e normas nacionais são as principais razões dos impedimentos e atrasos. Muitas cargas tem validade curta e estragam se o prazo de entrega não for cumprido.

Jean-Yves Reculeau, especialista da Aiea, afirmou que “não há muito transporte qualificado para cargas de material radioativo e que existem obstruções demais.” Para a Aiea, é preciso criar uma rede de transportes segura e sustentável de rotas e carregamentos.

Milhares de cargas com equipamentos médicos são transportadas diariamente.

Debate

Em dezembro de 2009, o Brasil avançou nesse debate ao dar status de prioridade às cargas radioativas com fins médicos. No transporte marítimo, oficiais fizeram mudanças substanciais no porto de Santos e capacitaram equipe de trabalhadores com treinamento especializado.

Ainda este ano, a agência da ONU irá organizar uma série de consultorias técnicas e encontros para analisar casos específicos de impedimentos e atrasos de carga. 


Fonte: Correio do Brasil

Estudo mostra que radiação de celulares pode interferir no cérebro

Já sabemos que todos os celulares hoje em dia emitem uma pequena quantidade de radiação. Por serem equipamentos relativamente recentes, ainda não sabemos ao certo como ela afeta o corpo humano. Alguns estudos chegaram a sugerir que talvez eles estejam ligados à formação de raros e pequenos tumores no cérebro, mas ainda trata-se apenas de uma teoria. Um estudo liberado hoje, no entanto, conseguiu interligar uma mudança do comportamento do cérebro com o uso prolongado de celulares.

O estudo foi conduzido pela Doutora Nora Volkow em 2009 e foi relativamente simples. 47 voluntários tiveram dois celulares desligados colocados em cada orelha e, logo depois, seus cérebros foram escaneados usando o método PET scan. Depois desse um segundo escaneamento foi feito, mas dessa vez com o celular da orelha direita ligado e com uma chamada ativa durante 50 minutos. O resultado é mostrado logo abaixo.
 

A imagem mostra que a área perto da antena do celular sofreu um aumento de 7% em consumo de glicose em relação ao escaneamento anterior, se tornando um pouco mais ativa. Como a ligação era sem áudio, a área do cérebro que apresentou atividade no segundo escaneamento não estava relacionado com o interlocutor pensando ou conversando com uma pessoa do outro lado da linha.

A Dra. Volkow alerta que essa pesquisa é bastante preliminar e não determina se a radiação de celulares interfere com a saúde humana, apenas afeta de alguma forma o cérebro, seja positiva ou negativamente. Ela também diz que que esse estudo prova a importância de se realizarem pesquisas mais longas e detalhadas na área, para que cheguemos a uma conclusão definitiva.

Fonte: Tecnoblog - Diário Tecnológico

sábado, março 05, 2011

Concurso em Goiás!

A Prefeitura Municipal de Planaltina de Goiás - GO abriu concurso para a Secretaria Municipal de Saúde. São 5.440 vagas, dentre elas 02 vagas + 06 CR para o cargo de Técnico em Radiologia - Radiodiagnóstico e 10 vagas + 30 CR para o cargo de Técnico em Radiologia - Raio X Convencional. É exigido nível médio + curso Técnico em Radiologia ou Superior.

As inscrições vão até o dia 07 de abril de 2011 e a banca da prova é a Quadrix.

Veja o edital.

quarta-feira, março 02, 2011

Livros essenciais aos Tecnólogos em Radiologia!

BITELLI, Thomaz. Física e Dosimetria das Radiações. Editora: Atheneu. 2006.









NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. Editora: Elsevier. 2009.











Termos Técnicos de Saúde - Dicionário Ilustrado. Editora: Conexão. 2008










COSTA, Denis Honorato. Radiologia Médica - Física, Processamento de Filmes, Técnicas Radiológicas e Tomografia Computadorizada. Editora: Martinari. 2007.









COSTA, Denis Honorato; SANTOS, Cássia Xavier; SOUZA, Maria Anunciação de; et al. Radiologia Médica - Anatomia, Fraturas e Contrastados. Editora: Martinari. 2007.









GOLDMAN, Lee. Cecil - Tratado de Medicina Interna. Editora: Elsevier. 2010.

GUIMARÃES, Deocleciano T. Dicionário de Termos Médicos, Enfermagem e Radiologia. Editora: Rideel. 2010.









GUYTON, Arthur C. e HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. Editora: Elsevier. 2006.










KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K; FAUSTO, Nelson e ASTER, Jon C. Robbins & Cotran - Patologia - Bases Patológicas das Doenças. Editora: Elsevier. 2010.