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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Brasil inaugura nova cascata de enriquecimento de urânio

No apagar das luzes do governo Lula, o Presidente e o então ministro da ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participaram de uma "inauguração virtual" da 3ª Cascata de Enriquecimento de Urânio da INB (Indústrias Nucleares do Brasil S.A.).

Em formato diferenciado, a cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, com transmissão simultânea do evento para a fábrica da empresa, em Resende no Rio de Janeiro (RJ).

Enriquecimento do urânio

A INB fornece o elemento combustível para as usinas nucleares de Angra do Reis, urânio enriquecido obtido através de várias etapas de processamento do minério extraído em Caetité, BA.

A Unidade de Enriquecimento Isotópico está sendo implantada gradualmente com a instalação de cascatas de ultracentrífugas.

O enriquecimento do urânio por ultracentrifugação é principal etapa industrial do ciclo de produção do combustível nuclear, processo restrito a poucos países, dos quais somente Brasil, Estados Unidos e Rússia têm reservas de urânio em seus territórios.

A conclusão desta unidade possibilitará a inserção do País no mercado internacional de urânio com maior valor agregado e com menor custo de transporte, fator vantajoso quando comparado com grandes produtores de urânio, como Canadá, Austrália e Cazaquistão.

A INB será a única fabricante de combustível nuclear no mundo com enriquecimento e fabricação no mesmo local, o que aumenta muito a sua eficiência.

Ultracentrífugas

A tecnologia, 100% nacional, é o resultado do esforço da Marinha do Brasil com participação do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP) e de outros parceiros, conduzido ao longo de três décadas.

Ela propiciará economia anual de divisas da ordem de US$16 milhões, quando atingida a capacidade prevista no Contrato com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo - CTMSP, correspondente à quantidade de urânio enriquecido para suprimento de 100% das necessidades da central Angra 1 e 20% de Angra 2.

A primeira cascata de ultracentrífugas entrou em operação em maio de 2006 e a segunda em novembro de 2009. Com a inauguração da terceira cascata a INB passa a ter capacidade de enriquecer cerca de 10% do total do urânio minerado no Brasil. O restante continuará a ser enriquecido no exterior.

A implantação das próximas cascatas será feita a medida que o CTMSP forneça as ultracentrífugas. A produção poderia ser acelerada com a construção de uma fábrica de ultracentrífugas, conforme plano apresentado pelo MCT à Marinha.

A Unidade de Enriquecimento Isotópico de Urânio da INB, conforme previsto no Acordo de Salvaguardas, é periodicamente inspecionada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares ( ABACC).

Ciclo do combustível nuclear

O ciclo do combustível nuclear é o conjunto de etapas do processo industrial que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado em estado natural até sua utilização como combustível, dentro de uma usina nuclear.

O Brasil já domina completamente a tecnologia da ultracentrifugação - na verdade, o país tem uma tecnologia mais avançada de que outros concorrentes.

Depois da centrifugação, o urânio deve ser convertido em um gás e finalmente, usado na produção das pastilhas, usadas como combustível. A inauguração da unidade-piloto para fazer a conversão de gás está prevista para Março de 2011.

Fonte: Inovação Tecnológica

Casca de banana transformada em pó pode despoluir água

Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima. Pois, descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.

O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.


"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.


Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros --como as nanopartículas magnéticas--, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.


Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.


Massa crítica

"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.


O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.


Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.


Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.


"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.


As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.


O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.


Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".


O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.


Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel --muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.


Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial. 

Fonte: Portal Stylo

Evento sobre tecnologia de equipamentos acontece em Pernambuco

A 11ª edição ocorrerá nas proximidades do Polo de Suape por ser um dos principais centros de desenvolvimento industrial do país. 

A Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi) promove, em parceria com a Associação Brasileira de Corrosão (ABRACO) e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – a 11ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos (COTEQ), entre os dias 10 e 13 de maio de 2011.

O evento pretende reunir mais de mil participantes, entre especialistas de diversas áreas, engenheiros, técnicos e pesquisadores ligados aos Ensaios Não Destrutivos, inspeção, integridade de equipamentos, análise de falhas e corrosão & pintura.

Para o diretor executivo da Abendi, João Conte, o objetivo da COTEQ é ser um grande “guarda-chuva tecnológico”, tendo debaixo dele os principais congressos das três entidades organizadoras.

Toda a programação técnica deverá ser apresentada em sete auditórios, de forma paralela e simultânea. Serão apresentações orais, trabalhos técnicos e palestras proferidas por especialistas nacionais e internacionais, além de debates por meio de painéis, mesas-redondas e minicursos.

O Coordenador da Comissão Executiva/ Técnica do IBP, Ricardo Barbosa Caldeira, afirma que a edição de 2011 da COTEQ será certamente um importante marco na história deste evento. “Reuniões internacionais, discussões técnicas dos mais diversificados assuntos, acoplados com a 7ª Expoequip, que neste ano terá uma área ainda maior, será uma oportunidade única para os participantes.”

Na opinião do presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Angelo Alberto Bellelis, este é o momento de discutir soluções tecnológicas para a nova etapa do desenvolvimento econômico do Nordeste e do País. “A COTEQ é um dos espaços privilegiados que temos para esse debate, numa rica troca de experiências que resultará em avanços não apenas para nossas empresas, mas para toda a sociedade”, confirma.

A realização do evento será em Porto de Galinhas, em função da proximidade com um dos principais centros de desenvolvimento industrial da região nordeste, o Polo de Suape.
“Pernambuco vem experimentando um enorme desenvolvimento com a construção da refinaria Abreu Lima, a instalação de uma petroquímica, o desenvolvimento do Polo de Suape, dentre muitos outros empreendimentos. Como toda esta atividade fica muito próxima de Porto de Galinhas, que é um balneário extremamente famoso, creio que lá seja um excelente local para a realização do evento”, destaca o presidente da Abraco, Laerce de Paula Nunes.

Os participantes terão valores promocionais na inscrição do evento até abril, e nas diárias do Enotel Resort & Spa Porto de Galinhas, até março. Confira as condições no site www.abendi.org.br/11coteq ou entre em contato (11) 5586-3197.


Fonte: Portal Fator Brasil (com adaptações).

sábado, fevereiro 19, 2011

IPT recebe equipamentos para fazer tomografia em árvores

Três equipamentos recém-chegados ao Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) prometem trazer informações mais precisas ao diagnóstico de árvores quanto à sua condição biológica e ao risco de queda.

O tomógrafo por impulso, o tomógrafo por impedância elétrica e o pulling test (vulgarmente conhecido como "puxômetro") seguem as atuais tendências de execução de ensaios não-destrutivos em árvores.

Tomografia de árvores

Os dois tomógrafos têm como função a detecção de deteriorações e de cavidades em árvores, mas operam de maneiras distintas.

O modelo por impulso executa a medição do "tempo de voo" do sinal gerado por um martelo eletrônico, que é transmitido e recebido por sensores instalados ao redor da circunferência do tronco. Os sinais variam de acordo com o módulo de elasticidade (MOE) e a densidade da própria madeira.

Os dados coletados são inseridos em um software para o cálculo das velocidades sônicas aparentes e o desenho do mapa da árvore, com imagens em 3D para o diagnóstico de deteriorações e outros defeitos internos.

"Quanto mais alta a velocidade da onda sônica que percorrer o lenho, ou seja, o tempo de propagação entre dois pontos da árvore, maior será a resistência da madeira", explica Takashi Yojo, pesquisador do IPT. "Em outras palavras, a velocidade será alta se a madeira estiver em boas condições, e baixa caso haja um apodrecimento, rachadura ou fissura na árvore".

Tomógrafo por impedânca

O segundo tomógrafo, por impedância elétrica, irá permitir a obtenção de informações sobre as propriedades químicas da madeira, como teor de umidade, estrutura das células e concentração iônica. O modelo faz uso da corrente elétrica para verificar alterações provocadas pela deterioração em tais características, e traz como resultado um mapa bi e tridimensional sobre o atual estado de resistência da árvore.

"Quando o lenho está seco, a corrente demora a passar porque a resistência elétrica está elevada, enquanto, na madeira verde, a energia circula com facilidade", exemplifica o pesquisador.

Para a execução dos ensaios, os dois modelos podem contar com o auxílio de um compasso de calibre, ferramenta que determina as posições dos pontos de medição e é particularmente útil em árvores de grandes dimensões ou de estruturas irregulares.

Penetrômetro

Os resultados combinados dos dois tomógrafos irão oferecer informações mais precisas sobre os tipos e as localizações dos problemas nas árvores.

Segundo a pesquisadora Raquel Amaral, do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do IPT, o principal equipamento disponível atualmente para o diagnóstico das árvores no Instituto é o penetrômetro, que permite avaliar a perda de resistência mecânica do lenho e a presença de organismos no interior da árvore.

"Não se trata de um equipamento destrutivo, mas invasivo; ele possui uma broca com diâmetro de 0,9 mm que penetra na árvore e fornece respostas somente na linha de passagem da ferramenta", explica ela.

Mais completos e precisos, os novos ensaios com os tomógrafos permitirão um rastreamento da seção transversal e também em 3D, além de irem ao encontro das atuais tendências em ensaios não-destrutivos.

"Observamos hoje que o rompimento na maioria das árvores ocorre na região do colo, na transição entre raiz e tronco, e o penetrômetro consegue detectar grande parte dos problemas", afirma Raquel. "Em caso de dúvida, os dois tomógrafos farão a análise no colo e nas camadas acima ou abaixo dessa linha, ou seja, vamos alcançar uma maior rastreabilidade e uma segurança maior nas análises, sem causar danos à árvore".

Puxômetro

Terceiro equipamento adquirido, o pulling test ou puxômetro é usado para obter informações sobre a estabilidade no tronco e nas raízes.
Para a execução do ensaio, é exercida uma carga com uma manivela e um cabo de aço; a reação da árvore submetida ao estresse sob esta carga será medida por um inclinômetro e por um elastômetro, que avaliarão a carga de ruptura e as propriedades mecânicas do lenho.

Risco de queda da árvore

As informações fornecidas pelos três novos equipamentos servirão ainda para ampliar os parâmetros do modelo de cálculo estrutural, desenvolvido em 2004 pelo IPT para a análise de risco de queda de árvores.

Um dos principais gargalos da ferramenta é a avaliação das propriedades da raiz, que sofre modificações na interação com o solo. "O diferencial no uso do pulling test será a inferência sobre a estabilidade do sistema de raízes da árvore, cuja avaliação é hoje limitada por ser um órgão subterrâneo", explica Raquel.

O outro é o cálculo da carga de vento, pois a vibração é muitas vezes a responsável pela queda de uma árvore, e não a força estática: "Como os ensaios no pulling test medem compressão, inclinação, tração e rotação da árvore, teremos condições de calcular a frequência de vibração das árvores a partir de tais constantes", explica Yojo.

Para adaptar os equipamentos fabricados na Alemanha às demandas da biodiversidade brasileira, as equipes dos pesquisadores dos dois laboratórios estão criando parâmetros para o uso das novas tecnologias em espécies nativas.

"As árvores na Alemanha têm uma menor densidade de lenho em comparação às do Brasil. Elas são classificadas como madeiras moles e não possuem a mesma resistência de espécies encontradas aqui, como o pau-ferro e a peroba", conclui Raquel.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Resíduos químicos são jogados direto na rede de esgoto por odontólogos

A poluição dos rios, lagos, zonas costeiras e baías tem causado degradação ambiental contínua por despejo de volumes crescentes de depósitos de resíduos e dejetos industriais e orgânicos. 

O lançamento de esgotos não tratados aumentou dramaticamente nas últimas décadas, com impactos severos sobre a fauna, flora e os próprios seres humanos. Pesquisa do doutor em Odontologia, Marcos André dos Santos da Silva, aponta que cerca de 80% dos odontólogos de São Luís descartam materiais radioativos diretamente no esgoto.

A preocupação com a forma como estes resíduos são tratados originou a pesquisa do professor doutor do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Odontologia do Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma), Marcos André dos Santos da Silva, na qual ouviu profissionais da Odontologia, nas diversas especialidades em seus consultórios e clínicas de Radiologia Odontológica de São Luís. Na investigação, foi indagada como procedem ao descarte de efluentes (soluções de fixador, revelador e água de lavagem dos filmes radiográficos) contendo substâncias nocivas ao meio ambiente e aos próprios seres humanos e ao descarte dos resíduos sólidos (os filmes radiográficos, películas radiográficas, invólucros e lâmina de chumbo) constituídos de material plástico impregnado com metal pesado.  

“Realizamos a pesquisa através de questionário fechado contendo nove questões, que foi aplicado de forma aleatória a uma amostra de 7,8% do total de 1.281 cirurgiões-dentistas. Com os dados colhidos, através dos questionários, foi feita a análise quantitativa, empregando a porcentagem e outros instrumentos estatísticos necessários para obtenção dos resultados, que possibilitaram avaliarmos a gestão dos rejeitos do processamento radiográfico”, disse.

Quando questionados se acreditam que os efluentes radiográficos podem causar danos ao meio ambiente, 92% dos pesquisados afirmam que sim. Quanto ao descarte do fixador utilizado no processamento radiográfico, 43% afirmam que jogam diretamente na pia, 36% diluem o fixador em água e o jogam na pia, 14% realizam o descarte através de uma empresa especializada e 7% deles utilizam outro meio. Dentre os entrevistados, 42% descartam o seu revelador de radiografias somente jogando na pia, 36% diluem em água e o jogam na pia, 13% realizam o descarte através de uma empresa especializada e 9% utilizam outro método para descarte. Quanto à forma de descarte dos filmes radiográficos, 51% jogam no lixo e 49% descartam através de uma empresa especializada, sendo assim, não seguindo o regulamento para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde estabelecido pela Anvisa.

A pesquisa aponta que grande parte dos cirurgiões dentistas não possui informações de como descartar os rejeitos do processamento radiográfico e filmes radiográficos de forma correta, e que a vigilância sanitária não mantém uma fiscalização para gestão dos resíduos dos serviços de radiologia odontológica em São Luís. “Ratificamos que executamos medidas educativas, esclarecedoras e de conscientização desses profissionais ao fim de nossa coleta de dados. A informação científica sendo executada conforme as normas previstas na legislação vigente, poderá minimizar os riscos de contaminação ambiental, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável do Maranhão”, ressaltou.

A pesquisa de Marcos André dos Santos da Silva foi premiada pela Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) como pesquisador Sênior.


Fonte: Jornal Pequeno

Monitoramento é contínuo, afirma indústria

Representantes das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) afirmam que o complexo de Caldas é regido por preceitos de segurança e proteção ambiental e negam risco para as populações vizinhas. Em um mapa da unidade apresentado à reportagem, o programa de monitoração ambiental possui cerca de 40 pontos de amostragens e medidas.

"Fazemos monitoração contínua. Respeitamos todos os níveis de lançamento (no ambiente) estabelecidos por todos os órgãos ambientais", disse Adriano Maciel Tavares, superintendente de Produção Mineral.

Gerente de Descomissionamento da unidade, Luís Augusto Bresser Dores destaca que as águas da região possuem, naturalmente, índices maiores de minerais, como o manganês, que o estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). "Aqui a qualidade das águas é completamente diferente." Tavares admite que "o grande desafio" é cessar a geração de águas ácidas.

Segundo ele, o descomissionamento da unidade sofreu atraso por causa das tentativas frustradas de dar uma nova destinação produtiva ao local e pela complexidade técnica do processo. A INB montou no local uma planta de produção de terras raras, mas o projeto foi abandonado em 2000. "Tornou-se complicado, por ser minério de urânio. O descomissionamento é inédito. A dificuldade de arrumar empresa no Brasil para isso é enorme."
 
Sobre os depósitos, Tavares informou que a empresa vai reformar os galpões e embalar de novo os recipientes com torta 2. A INB vai recorrer e solicitar mais prazo para atender as determinações. 
 
Fonte: ESTADÃO.COM.BR

Depósito de rejeitos radioativos

País terá sua primeira área de armazenamento radioativo até 2015

 

Para conseguir o licenciamento ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e realizar Angra 3, uma coisa é certa: haverá a necessidade da construção de um depósito para acomodar os rejeitos radioativos da obra, prevista até 2015.  

Segundo João Roberto Loureiro de Mattos, diretor do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), o local que sediará o repositório ainda não foi escolhido, mas o processo de seleção levará em conta fatores como a densidade populacional da região e a existência de áreas de preservação e de mananciais de água.  

De acordo com as determinações do Ibama, as instalações do repositório precisam estar licenciadas até o início da operação da usina. Isso porque neste depósito ficarão armazenados os rejeitos de baixa e média atividade das usinas nucleares brasileiras, da fábrica de combustível das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ), e do descomissionamento de reatores de pesquisa.  

Entenda-se por rejeitos de baixa e média atividade os resíduos da purificação da água dos reatores, imobilizados em matriz de cimento ou em betume, além de roupas, filtros, papéis e outros materiais utilizados em instalações nucleares. Eles serão colocados em embalagens metálicas de 1 metro cúbico ou em tambores metálicos de 200 litros, posteriormente acondicionados em contêineres de concreto no novo depósito, e terão monitoração 24 horas por dia.  

A responsabilidade pelo empreendimento será da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que colocou o CDTN, de Belo Horizonte (MG), à frente do desenvolvimento do projeto, cujo detalhamento será feito ao longo deste ano. 

Hoje, os rejeitos das usinas nucleares do País são armazenados dentro de depósitos iniciais, previstos por normas internacionais, situados dentro das próprias unidades. O mesmo vale para as instalações do ciclo do combustível nuclear.

Fonte: EPTV.COM

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Portugueses lançam nova máquina contra o câncer de mama

Consórcio europeu liderado por portugueses lançou uma nova máquina que pode revolucionar a prevenção e deteção do câncer de mama. Os primeiros protótipos foram instalados em Coimbra e Marselha.

É uma máquina inovadora a nível mundial, acaba com a ineficácia e o desconforto das mamografias. Chama-se Clear PEM Sonic e integra pela primeira vez as tecnologias PET (tomografia por emissão de pósitrons, isto é, exame imagiológico de medicina nuclear) e de ultrassons (ecografia), o que permite detectar tumores com apenas 1mm ou 2 mm, que estão numa fase inicial, quando o PET clássico não visualiza tumores com menos de 10 mm e tem uma sensibilidade 10 vezes menor. 

A taxa de falsos resultados positivos atinge os 60% a 70% nas mamografias atuais por raios X ou por ecografia, com particular incidência nas mulheres mais jovens, o que obriga a fazer biópsias. Por outro lado, o método de diagnóstico mais usado, por raios X, expõe as mulheres a radiações elevadas e é doloroso, por implicar alguma compressão da mama.

Baixa radioatividade

Na Clear PEM Sonic o exame dura apenas cinco minutos, implicando a injeção no sangue da paciente um composto de glicose com baixa radioatividade conhecido por 18-FDG. Como as células cancerígenas consomem mais açúcar, um tumor não maligno não fixa a glicose, o que é identificado pelo detector de radiação do aparelho.

O projeto nasceu no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, através da experiência "Crystal Clear", e é coordenado por João Varela, investigador do CERN, professor do Instituto Superior Técnico (Lisboa) e presidente da PETsys, empresa criada para desenvolver a nova máquina.

Em Coimbra, o protótipo da nova máquina está instalado no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), um dos parceiros nacionais do projeto. Os outros incluem a PETsys, centros de investigação das universidades de Coimbra, Porto e Lisboa, o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), o Taguspark e o Hospital Garcia de Orta (Almada). 

Além do CERN e do Hospital Universitário de Marselha, os parceiros estrangeiros são a Universidade de Milão e a empresa francesa Supersonic Imagine.

 Fonte: Expresso

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Detectados níveis de radioatividade potencialmente cancerígenos em Portugal

Uma investigação da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) concluiu que Amarante - Portugal, apresenta níveis de radioatividade natural que pode provocar cancro nos pulmões e outras doenças, revelou hoje à Agência Lusa a sua autora.

Lisa Martins, que apresentou uma tese de mestrado sobre recursos geológicos e desenvolvimento sustentável, explicou que foram detetados valores elevados de radônio, o gás produzido pelo urânio que existe em alguns tipos de granito da zona de Amarante.

A autora referiu que "a exposição a longo prazo" a níveis elevados de radônio pode provocar neoplasias pulmonares, leucemia infantil e, em alguns casos, a aterosclerose.

Fonte: Diário de Notícias(com adaptações).

China avança em direção à independência energética

A China atravessou uma importante etapa tecnológica ao conseguir reutilizar o combustível nuclear em um reator experimental, um processo já praticado por outros países, mas que pode garantir a longo prazo sua independência energética, afirmam especialistas.

A rede de televisão nacional CCTV anunciou na semana passada que o país poderia utilizar suas reservas de urânio durante 3 mil anos, em vez dos 50 a 70 anos previstos até o momento, graças a um experimento bem-sucedido da China National Nuclear Corporation (CNNC).

De fato, esta "conquista tecnológica" foi observada em 21 de dezembro na usina 404 da CNNC, localizada em uma região desértica da longínqua província de Gansu (noroeste), onde engenheiros chineses conseguiram reutilizar combustível em um reator experimental.


"Em um primeiro momento, o reator foi ligado utilizando produtos não radioativos ou levemente radioativos. Depois, passou-se para uma fase de testes ativos com material físsil, radioativo", explicou à AFP um especialista do ocidente em Pequim.

A China, agora, faz parte da "minoria de países" que controlam o ciclo completo do combustível nuclear, comemorou o diretor-geral da CNNC, Sun Qin, citado pela CCTV.
O país possui atualmente 13 reatores nucleares em atividade. Pequim autorizou a construção de mais 34, dos quais 26 estão em obras.

A experiência da CNNC "é uma etapa crucial para resolver o problema de matérias-primas enfrentado pela indústria nuclear, e que já foi superado pelos principais países nucleares", indicou à AFP o diretor do centro de pesquisas sobre economia de energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang.

A China busca reduzir sua dependência de carvão, que cobre 70% de suas necessidades energéticas, mas suas reservas de urânio são limitadas.

O gigante asiático produz cerca de 750 toneladas de urânio por ano, mas a demanda anual pode elevar-se a 20 mil toneladas até 2020, devido a uma maior utilização da energia nuclear, segundo a imprensa.

Fonte: Google

Justiça obriga indústria nuclear a tratar rejeitos em MG

Em 1,4 mil hectares, o primeiro complexo de extração e concentração de urânio no Brasil se tornou um passivo de grandes proporções. Elefante branco do Programa Nuclear Brasileiro, a unidade de tratamento de minério (UTM) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), na zona rural de Caldas (MG), está na mira da Justiça. Desativada há 15 anos, sua operação de descomissionamento não foi iniciada, gerando temor de contaminação.

De 1982 a 1995, a UTM de Caldas produziu 1,2 mil toneladas de concentrado de urânio, o chamado yellowcake (U3O8), que abasteceu a usina de Angra 1. Atualmente, a antiga mina a céu aberto deu lugar a um enorme lago de águas ácidas, que se formou na cava de cerca de 180 metros de profundidade e 1,2 mil metros de diâmetro. O complexo armazena todo o parque industrial desativado, bacia de rejeitos e depósitos de armazenamento de materiais radioativos - aproximadamente 11 mil toneladas de torta 2 (concentrado de urânio e tório) e outras milhares de toneladas de mesotório -, que foram transferidos há duas décadas da Usina de Santo Amaro (SP) para a unidade.

A indefinição em relação ao acondicionamento dos rejeitos e materiais e o receio de riscos para o meio ambiente no entorno embasaram uma investida judicial contra a INB - antiga Nuclebrás, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e responsável pela cadeia produtiva do urânio no País. Atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, o juiz Edson Zampar Jr., da Comarca de Caldas, concedeu em meados de outubro liminar obrigando a INB a adotar medidas de segurança para o tratamento de rejeitos nucleares resultantes da extração de urânio e o armazenamento adequado do material radioativo vindo de São Paulo. O juiz estipulou prazo de 90 dias para o cumprimento das determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e multas milionárias no caso de descumprimento.

O promotor José Eduardo de Souza Lima afirma que não são conhecidos os riscos de contaminação do lençol freático e demais recursos hídricos pelos materiais lançados na bacia de rejeitos. Ofícios de inspeções da CNEN e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feitas em 2008, relatam a existência de recipientes corroídos, entre 40 mil tambores metálicos e bombonas; falta de manutenção dos pallets que as sustentavam e material radioativo derramado no chão, além de problemas no sistema de isolamento dos galpões de armazenamento, em precárias condições. O superintendente de Produção Mineral da INB, Adriano Maciel Tavares, garante que o material radioativo se encontra em local seguro e monitorado, não havendo risco de contaminação. 


Fonte: ESTADÃO.COM.BR 

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

IAEA promove IPET 2011

Até 15 de fevereiro de 2011 estão abertas as inscrições de trabalhos científicos na II Conferência Internacional em PET Clínico e Medicina Nuclear Molecular (IPET 2011), promovida pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), em Viena, Áustria, entre 8 e 11 de novembro de 2011

Com programa científico voltado para a educação continuada, a conferência tem como público alvo médicos, físicos, radiofarmacêuticos, químicos e tecnólogos. Para participar, é preciso enviar um trabalho científico relacionado à Medicina Nuclear, não apenas a PET. 

Inscrições gratuitas. Informações no Brasil com Ivan Pedro Salati de Almeida, da CNEN, ivsalati@cnen.gov.br
Inscrições e submissão de trabalhos no site http://www-pub.iaea.org/MTCD/Meetings/Announcements.asp?ConfID=38296

Fonte: SBBMN

Vinho, bomba atômica e safras

Mesmo para o sommelier¹ mais premiado, as análises visual, olfativa e gustativa parecem ser insuficientes para detectar com certeza absoluta uma safra. O problema da falsificação de safras caras é cada vez mais presente: com o crescimento de apaixonados por vinho, de leilões e de colecionadores, especialmente no Extremo Oriente e na Rússia, cresce também o enriquecimento dos trapaceiros. É que os grandes vinhos são usados como forma de investimento² e as casas de leilões estão se organizando para prevenir o perigo: pelo menos 5% das garrafas mais preciosas na realidade não passam de falsas!

Para acertar uma safra que vale milhares de dólares, os sommelieres terão que levar em consideração uma conseqüência da guerra fria: o fator radioatividade! A Universidade de Adelaide, na Austrália, apresentou recentemente a analise do carbono-14, que é encontrado naturalmente na atmosfera em pequenas quantidades, devido a uma reação dos raios cósmicos com o azoto. A pesquisa usa como “linha de divisão” o período dos anos 50, quando os testes nucleares³ conduzidos no mundo incrementaram o nível de 14C – o radiocarbono – que mais tarde, depois de 1963, ano em que os testes foram banidos, começou a diminuir.

De acordo com Graham Jones, um dos autores da pesquisa, “a uva prende o carbono radioativo por meio do dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera e o transforma em álcool e outros compostos. Com base na quantidade de carbono-14 encontrado no vinho podemos detectar a safra”. Os pesquisadores australianos testaram seu método,que usa um espectrômetro de massas no álcool presente em 20 garrafas, de safras entre 1958 e 1997: conseguiram estabelecer suas datas reais com uma margem de erro de um ano. Em seguida começaram a verificar a possibilidade de aplicar o método a outros componentes, como os fenólicos e o ácido tartárico, para afinar ulteriormente a medição.

 Testes nucleares para testar vinhos caros; isto é, declarar guerra às fraudes. Um caso de guerra bem-vinda.

1- O melhor sommelier do mundo, segundo a Association de la Sommellerie Internationale (ASI) é o francês, naturalizado inglês, Gerard Basset. Em abril de 2010 ganhou o título entre 51 concorrentes. Cada finalista teve que superar provas de degustação às cegas e descrever em detalhes quatro vinhos diferentes e identificar oito destilados em três minutos. A próxima edição do evento será em Tóquio, em 2013.

2- Raise your glass: wine investiment and the financial crisis”, (Levante sua taça: investir em vinho e a crise financeira): esse é o nome do trabalho de dois economistas da Wine Association of Wine Economists. Entre  os outros dados: uma garrafa de Lafite Rothschild foi leiloada em 2003 por 490 dólares, depois de seis anos foi vendida por 2.586,00 dólares, rendendo ao vendedor um retorno de 70% por ano.

3- Os homens que filmavam o que acontecia quando as bombas eram detonadas formavam uma divisão secreta. Sua existência surgiu das sombras apenas quando o governo começou, 12 anos atrás, a tornar públicos seus filmes. No total, produziram 6.500 filmes  segundo autoridades federais. Dois novos documentários, “Countdown to Zero” e “Nuclear Tipping Point”, apresentam imagens de arquivo das explosões.


Fonte: Tribuna do Norte (com adaptações).

Óculos de sol deve ser usado mesmo sob sombra, alertam especialistas

Parte da radiação mais perigosa é facilmente refletida por vidros ou pelo entorno dos óculos


O óculos de sol não deve ser um aliado apenas quando estamos diretamente sob o sol. As radiações ultravioleta UVA e UVB, que prejudicam gravemente o cristalino, a retina e a córnea, podem afetar também quem está dentro de um carro ou próximo a uma janela e até mesmo usando lentes escuras.

Parte da radiação mais perigosa é facilmente refletida pela janela de vidro padrão ou através ou pelo entorno das lentes de muitos óculos de sol — alerta o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO).

Nos Estados Unidos, o desenvolvimento de vidros com fotoproteção para automóveis, edifícios comerciais e residências já começaram a ser estimulados por causa disso. A indústria dos óculos de sol também volta-se para esta demanda e produz lentes que bloqueiam os raios nocivos do sol, tanto para os praticantes de esportes ao ar livre, como para os usuários casuais.

Nunca é demais frisar que a escolha de um óculos de sol deve ser feita com critério, para evitar que os olhos fiquem mais vulneráveis à radiação solar e danos permanentes sejam causados — destaca Centurion.

Os óculos de sol devem fazer mais do que proteger os olhos contra a luminosidade. Segundo a oftalmologista Fernanda Takay, que também integra o corpo clínico do IMO, as lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol são a queda da percepção de detalhes pela mácula - parte da retina responsável por esta função - e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência no mundo.

Os óculos devem proteger os olhos contra a radiação prejudicial que pode danificar a córnea, o cristalino, a retina e as pálpebras. A incidência direta dos raios ultravioleta no olho humano ocasiona lesões oculares, que gradual e cumulativamente, podem resultar na perda total da visão.

Para quem trabalha a maior parte do tempo ao ar livre, a exposição, em excesso, aos raios UV pode levar ao surgimento do pterígio — tecido que cresce sobre a córnea e obstrui a visão — e da ceratite, uma inflamação da córnea. Um chapéu de abas largas é útil, mas não é suficiente para evitar a exposição de risco. O uso do chapéu precisa ser complementado com o uso do óculos de sol. Sentar na sombra ou debaixo de um guarda-chuva também não é proteção suficiente.

Os danos da radiação podem ser refletidos para a pele, olhos e superfícies vizinhas. O ideal é combinar sombra com protetor solar e óculos escuros — avisa Fernanda.

Os óculos falsificados chegam bem mais baratos ao mercado por não possuírem tecnologia capaz de filtrar os raios UV. Óculos vendidos como simples acessórios de moda podem proporcionar pouca ou nenhuma proteção UV. Estes produtos também não contam com lentes apropriadas. A maioria vêm com lentes com polarização insuficientes, que minimizam o brilho, mas não contam com propriedades anti-UV — alerta a oftalmologista.

Na hora de escolher os óculos de sol, quatro características são muito importantes:

:: Rótulo ou etiqueta que indique 100% de proteção UV
:: Lentes grandes o suficiente para proteger os olhos e as pálpebras
:: Uma cor neutra, como os de lente âmbar cinza ou marrom, que não alteram as cores verdadeiras (especialmente o vermelho e o verde dos semáforos) e um modelo que envolva as têmporas, para proteger contra a luz que vem dos lados.

Cuidado:

:: Esportistas devem usar lentes de policarbonato grandes, envolventes e polarizadas, que possam proteger os olhos contra objetos duros, além de proporcionar o bloqueio UV total.
:: Barqueiros, surfistas e pescadores devem ser especialmente diligentes porque a água é um potente refletor de radiação UV. Já os nadadores devem reaplicar o protetor solar e colocar os óculos de sol logo ao saírem da água.

 

Fonte: ZERO HORA

sábado, fevereiro 05, 2011

Eletronuclear quer fechar lista de cidades no 1º semestre

Até o fim do primeiro semestre, a Eletronuclear pretende encaminhar ao governo federal uma lista com 40 locais, nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, onde poderão ser instaladas as novas usinas nucleares brasileiras. A informação foi dada pelo presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, ao abrir, no Rio de Janeiro, o 2º Seminário Nacional de Energia Nuclear.

O coordenador do escritório da estatal no Nordeste, Carlos Henrique Mariz, esclareceu, porém, em entrevista à Agência Brasil, que a prioridade para implantação das novas usinas nucleares, já definida pela holding Eletrobras no planejamento até 2030, é o Nordeste brasileiro.

Três cenários de investimentos estão delineados. O primeiro envolve a construção de quatro usinas, duas no Nordeste e duas no Sudeste. O cenário intermediário prevê seis novas usinas, três em cada região. O cenário de investimentos mais volumosos, para atender ao crescimento da demanda, engloba oito plantas geradoras, quatro em cada região, “com a prioridade inicial no Nordeste”, insistiu Mariz. Cada usina deverá ter entre 1 mil megawatts (MW) e 1,1 mil MW de potência instalada.

Atualmente, quatro estados nordestinos disputam a sede das novas usinas nucleares: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. O coordenador do escritório da Eletronuclear estimou que a definição dos locais, pelo governo federal, poderá ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2011. O que há, no momento, segundo ele, são pré-condições para uma definição. Algumas microrregiões com condições para receber usinas já estão delimitadas entre Pernambuco e Bahia e entre Sergipe e Alagoas.

Uma das áreas em estudo pela Eletronuclear é a região de Belém do São Francisco, em Pernambuco. “É um sítio bastante interessante. Mas não quer dizer que isso seja uma decisão. Mas, provavelmente, se for em Pernambuco, há uma grande possibilidade de que a usina seja construída em torno do município de Belém do São Francisco”, revelou Mariz.

Mariz estimou que o custo total de cada usina, com 1,1 mil MW instalados, é de R$ 10 bilhões (cerca de US$ 6 bilhões).

O coordenador destacou que os lugares escolhidos poderão abrigar centrais nucleares, com mais de uma usina instalada, a exemplo de Angra dos Reis, no estado do Rio, onde está a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, com as usinas Angra 1 e 2 e, em construção, Angra 3.

"Nesse estudo, nós tivemos a preocupação de escolher locais com a possibilidade de você colocar, pelo menos, seis usinas nucleares, porque está demonstrado que, se você centraliza em um local, tem economia de escala bastante significativa”. Essa é a orientação da Eletronuclear.


Fonte: DCI

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Brasil e Argentina construirão 2 reatores de pesquisa nuclear

Os governos do Brasil e da Argentina terão um projeto conjunto para a construção de dois reatores de pesquisa nuclear. O acordo de cooperação será assinado durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao país vizinho.

O embaixador Antonio José Ferreira Simões, Subsecretário-Geral da América do Sul, explicou que o projeto tem fins pacíficos. E o reator não tem capacidade de enriquecimento de urânio, uma vez que não é um centrífuga.

O reator multipropósito será usado para pesquisa na área nuclear e pode servir para a indústria de remédios.

Cada país vai construir o seu reator. O acordo prevê troca de conhecimento e tecnologia na área nuclear, embora a Argentina tenha mais experiência no assunto.

Segundo Simões, o projeto deve levar em torno de cinco anos para sair do papel. O reator brasileiro será construído pelo CNEN.

O diplomata não quis citar os custos do projeto. "A indústria nuclear não é barata, mas é agregadora", disse.


Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa

Entidade vai acionar justiça para interromper repasse de R$ 6,1 bilhões do BNDES para Angra 3

A Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) — que representa os trabalhadores do sistema financeiro e de crédito do Brasil – informou que vai mobilizar seu departamento jurídico para entrar com a medida judicial cabível para interromper o repasse de R$ 6,1 bilhões do BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção da usina nuclear Angra 3.

- Vamos acionar todas as instâncias legais, inclusive o Ministério Público Federal, para que o empréstimo seja plenamente esclarecido e, se for o caso, através de audiências públicas dentro do Congresso Nacional.

Segundo a entidade, enquanto o BNDES investe, sem nenhuma discussão social ou no ambiente do Congresso Nacional, a população brasileira sofre com a situação precária da saúde, da educação e da infraestrutura.

A CNEN deu no dia 31 de maio de 2010 autorização para a construção da usina de Angra 3, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

A autorização foi enviada à Eletrobrás Eletronuclear, responsável pelo projeto e que poderá iniciar as obras imediatamente. O prazo previsto de conclusão é de 66 meses. Angra 3 terá uma potência instalada de 1.405 megawatts e vai gerar nove mil empregos diretos e 15 mil indiretos em sua fase de construção.

O orçamento para a usina está calculado em R$ 9 bilhões. O próximo passo do projeto Angra 3 será obter a licença de transporte de material nuclear, prevista para ser concedida em 2014, quando a obra estiver na fase final.

Mercado de trabalho após o início da construção

O mercado de trabalho em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, está aquecido com a retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3. Cerca de 1.372 trabalhadores foram contratados para as obras da usina, dos quais 1.135 são do município, disse nesta o assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Santos Guimarães.

- Isso está muito dinâmico e pode ser que já tenha mais contratados.


Fonte: R7 (com adaptações).

CNEN oferece bolsa de mestrado e doutorado

A Comissão Nacional de Energia Nuclear concederá bolsas de estudos nas modalidades de mestrado e doutorado para projetos em diversas áreas com vigência prevista a partir de abril de 2011.

Aderência do projeto às áreas de interesse da instituição, relevância do projeto de pesquisa, fundamentação, metodologia e viabilidade; competência e experiência em pesquisa e desenvolvimento do orientador na área do projeto apresentado, avaliados por seu currículo Lattes são alguns dos parâmetros utilizados para a seleção.

Também é considerado o potencial do candidato avaliado por seu currículum Lattes e histórico escolar. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1.200 e de doutorado R$ 1.800. As inscrições encerram-se em 11 de março.
Mais informações: http://www.cnen.gov.br/noticias/noticia.asp?id=516

Das áreas de interesse da CNEN:
1. Aceitação pública da tecnologia nuclear;
2. Análise e avaliação de segurança de instalações nucleares e radiativas;
3. Aplicações e efeitos das radiações ionizantes na agricultura e em alimentos;
4. Aplicações e efeitos das radiações ionizantes na indústria;
5. Aplicações e efeitos das radiações ionizantes na saúde;
6. Aplicações e efeitos das radiações ionizantes no meio ambiente,
7. Ciclo do combustível nuclear;
8. Fusão nuclear;
9. Instrumentação nuclear e de controle;
10. Materiais de interesse nuclear;
11. Metrologia das radiações;
12. Radioproteção e dosimetria;
13. Reatores nucleares;
14. Rejeitos radioativos;
15. Tecnologias nucleares inovadoras.
Fonte: Rede Notícia.com.br

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

O curso de Tecnologia em Radiologia obteve o melhor desempenho no CPC

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) foi escolhido como um dos melhores centros universitários do Brasil. No ranking do Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a instituição pernambucana ocupa a nona posição.

O índice obtido pelo IFPE foi 4. O valor é calculado com base no triênio 2007, 2008 e 2009 e funciona como um indicador de qualidade de instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação.

No Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é a média de diferentes qualidades de um curso, Tecnologia de Radiologia foi o que obteve melhor desempenho no IFPE, com 3,24; seguido de Tecnologia de Gestão em Turismo, com 3,22.

O IGC leva em consideração o desempenho dos estudantes concluintes no Enade. Já o CPC avalia não só os concluintes, mas também os ingressantes, além de variáveis como corpo docente, infraestrutura e recursos didáticos pedagógicos. 


Fonte: pe360º graus

Cursos Tecnológicos garantem rápida formação profissional

Infelizmente ainda existem muitas pessoas que consideram os Cursos Tecnológicos inferiores a uma graduação regular, ou pensam que eles requerem pouca capacidade intelectual. Segundo dados do Censo de Educação Superior, divulgados em 2010, esses cursos são uma tendência atual e tem como objetivo formar profissionais aptos a realizarem, de forma plena e inovadora, as atividades de um determinado eixo tecnológico. Os cursos tecnológicos desenvolvem profissionais de perfis amplos, com capacidade de pensar em forma reflexiva, com autonomia intelectual e sensibilidade ao relacionamento interdisciplinar, além disso, ainda permite que seus egressos continuem seus estudos, realizando uma pós-graduação.

Uma das vantagens de se cursar um Curso Superior Tecnológico é o fato de ele ser mais voltado para o mercado de trabalho, aliando conhecimento a necessidade do mercado, outra vantagem é a duração do curso que varia entre dois e três anos, isso por que essa modalidade de ensino foi criada para suprir a demanda urgente de mão-de-obra qualificada em algumas áreas, o que significa economia de tempo para aquele que precisa adquirir, com rapidez, uma formação profissional, ou ainda para os formados que desejam ampliar seu currículo.

O curso de Tecnologia em Radiologia pretende formar profissionais preparados para compreender tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, preservação da natureza e utilização, desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e atenção à saúde na área da Radiologia.


Fonte: Agora MS (com adaptações).

Resultado da reunião com Governo sobre aumento de preços dos radiofármacos

No dia 27 de janeiro de 2011, foi promovida uma reunião com o professor Luiz Antonio Elias, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, que contou com a presença do Dr. Celso Darío Ramos, presidente da SBBMN, do Dr. Manoel Aparecido Gomes da Silva, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, e do Dr. Ricardo Brandão, diretor da SBBMN e da Sociedade Brasileira de Cancerologia. 

A reunião teve como objetivo discutir o aumento de preços dos radiofármacos no contexto do Programa Nuclear Brasileiro. Uma das prioridades do Programa é a construção do Reator Multipropósito Brasileiro. Foi colocado para o secretário que não faria sentido "sufocar" a Medicina Nuclear brasileira com mais um aumento de preços de insumos. 

Ao contrário, o crescimento da Medicina Nuclear deve ser estimulado, já que é uma das principais e mais nobres usuárias do novo reator. “O secretário compreendeu o delicado momento pelo qual passa a Medicina Nuclear no país", avaliou o Dr. Celso Darío Ramos, que completou: "Se comprometeu a conversar com a CNEN sobre a possibilidade de cancelar este aumento e prometeu uma resposta até o início de fevereiro”


Fonte: SBBMN

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

RSNA seleciona jovens pesquisadores internacionais

A Radiological Society of North America (RSNA) está recebendo indicações/inscrições para o programa Introduction to Research for International Young Academics (IRIYA) 2011, que acontecerá de 29 de novembro a 01 de dezembro no McCormick Place, em Chicago (EUA).

O objetivo é incentivar jovens radiologistas de países fora dos Estados Unidos e do Canadá a seguir carreira acadêmica em radiologia. Este programa consiste em um seminário especial que é realizado durante o RSNA Scientific Assembly and Annual Meeting.

Podem candidatar-se residentes e aperfeiçoandos em programas de formação em radiologia ou radiologistas com até dois anos de formação, que estão começando ou considerando uma carreira acadêmica. Os candidatos também precisam ter fluência no inglês. O Comitê de Relações Internacionais e da Educação selecionará 15 pesquisadores internacionais.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de abril de 2011. A ficha de inscrição está disponível no site: www.rsna.org/IRIYA. Para mais informações, entre em contato com Diane Tokarski pelo e-mail: dtokarski@rsna.org.


Fonte: CBR

17º Curso Radimagem de Diagnóstico por Imagem

De 18 a 20 de março de 2011 será realizada, no Centro de Eventos da AMRIGS, em Porto Alegre (RS), a 17ª edição do Curso Radimagem de Diagnóstico por Imagem. Com programação direcionada à saúde da mulher, no dia 18 serão discutidos temas relacionados à Ginecologia e Obstetrícia e no dia 19, sobre Mama. 

Este ano, o convidado internacional é o Dr. Gary Whitman, professor de Radiologia do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas - em Houston (EUA), que ministrará aulas sobre o tema Mama.

Ainda como parte da programação do evento, será realizado no dia 20 de março o 2º Simpósio de Ultrassonografia Musculoesquelética, coordenado pelo Dr. Carlos Arend e que terá como convidado internacional o Dr. Ronald Adler, professor de Radiologia da Universidade de Cornell e diretor de US e CT do Hospital de Cirurgias Especiais em Nova York (EUA).

Paralelo às atividades do Curso ocorrerá o 7º Curso de Atualização para Técnicos e Tecnólogos, onde serão oferecidas palestras nas áreas de densitometria óssea, mamografia, medicina nuclear, tomografia e ressonância.


Fonte: CBR

Artigos Científicos gratuitos

A Sociedade Internacional de Radiologia (ISR) divulgou o site GO RAD, o seu programa de alcance global que oferece acesso gratuito a artigos científicos das mais importantes publicações internacionais. Confira!


Fonte: CBR