Busca

quinta-feira, outubro 07, 2010

Astrofísicos divulgam descobertas de imagens usando raios X e gama


Após quase 40 anos de exploração do espaço, a utilização desses raios para ver e entender fenômenos no Universo se tornou parte de uma ferramenta rotineira da astrofísica moderna. Através da análise de onde vêm os feixes dos raios X e gama e da sua composição, pode-se tentar extrair as informações que eles contêm sobre o local onde foram produzidos e os mecanismos físicos responsáveis por sua produção.

Pode-se, ainda, tentar decodificar as informações trazidas por esses raios sobre o espaço interestelar que atravessaram e os fenômenos que testemunharam durante sua longa trajetória. O estudo dos raios X e gama é, portanto, uma poderosa ferramenta para se investigar a natureza da matéria e para tentar desvendar alguns dos mistérios do Universo, como, por exemplo, o seu início.
Além do convencional

As estrelas emitem luz em todas as formas possíveis, não apenas sob a forma de luz visível, que pode ser vista com nossos olhos ou com os telescópios convencionais, como o Very Large Telescope, em Cerro Paranal, no Chile, ou o Grande Telescópio das Canárias, no Observatório del Roque de los Muchachos, em La Palma, Espanha. Segundo Xavier Barcons, a luz de estrelas, galáxias, quasares, supernovas etc. também podem ser vistas na forma de radiação ultravioleta, infravermelho, ondas de rádio, raios X e raios gama — os chamados raios cósmicos. Cada uma dessas formas de luz é proveniente de distintos fenômenos que ocorrem em estrelas e galáxias. Por exemplo, a maior parte da luz emitida pelo Sol é na forma de luz visível, mas as estrelas anãs emitem a maior parte da luz na forma de luz infravermelha.

Raios X e raios gama
 
Ambos constituem algumas das formas mais energéticas da luz. Graças aos raios X  os médicos podem ver os ossos do corpo humano. Já os raios gama são os mais difíceis de produzir e de detectar. É por isso que os astrofísicos espanhóis Xavier Barcons e Ramón J. Garcia López afirmam que os raios gama são muito mais raros no Universo. Barcons explica que, para uma estrela produzir raios X ou gama, é preciso que ocorram fenômenos energéticos violentos em seu interior — como, por exemplo, enormes quantidades de matéria que se deslocam com grande velocidade, atraídas pela força gravitacional de estrelas compactas, ou pela presença de campos magnéticos bilhões de vezes maior do que o campo magnético da Terra. Barcons afirma que a visão desses fenômenos, os quais considera “espetaculares”, por laboratórios na Terra é “inconcebível”. Só poderiam ser vistos através de telescópios de raios X ou raios gama, em órbita.

Detecção

Felizmente para a vida na Terra, a atmosfera é um escudo que protege a humanidade dos raios X e dos raios gama, provenientes do Universo. Por isso, os telescópios que captam esses raios estão em órbita. López conta que os primeiros detectores de raios X e gama foram enviados para o espaço há 40 anos e duraram apenas alguns minutos. Segundo o cientista, hoje há observatórios que recolhem imagens dos raios X e gama do universo há muitos anos. Eles operam como se fossem unidades convencionais no solo. As missões espaciais, tais como o XMM-Newton e Integral da ESA (Agência Espacial Europeia), Chandra Fermi , da NASA, e Suzaku, da Jaxa (Agência Espacial Japonesa), são bons exemplos. 

Contudo os raios gama, que têm energia muito alta, de acordo com Barcons, também podem ser detectados indiretamente a partir do solo. Isso porque, quando passam pela atmosfera terrestre, se desintegram e emitem um feixe de luz visível. Para captar esses raios gama foram construídos os chamados telescópios Cherenov Atmosféricos, que fazem parte do complexo do Observatório Roque de Los Muchacos, em La Palma, nas Ilhas Canárias, Espanha. Há outros complexos, como o Hess, na Namíbia. López acrescenta que a resolução de imagem de raios X e gama é também, geralmente, mais pobre do que as imagens ópticas convencionais. É a partir desses telescópios que os astrônomos produzem cerca de mil publicações científicas a cada ano.

Uma nova visão
 
Graças a essas novas formas de astronomia observacional, os cientistas descobriram coisas nunca antes vistas no Universo, como, por exemplo, os buracos negros, que atraem a matéria em torno deles, e produzem grandes quantidades de radiação X e gama. Muitos desses buracos negros são invisíveis aos telescópios ópticos. As observações astronômicas em raios X e gama revelam, também, um Universo muito diferente do que é visto na observação com telescópios ópticos convencionais.

Resultados
 
Dos resultados mais importantes descobertos pelos telescópios Magic nos últimos anos, López destaca a localização exata de um acelerador de partículas, em uma galáxia ativa; a detecção de um enorme disparo de raios gama em um quasar; a descoberta da emissão intermitente de raios gama de altíssima energia no pulsar da Nebulosa do Caranguejo; e o primeiro indício observacional da aceleração de raios cósmicos galáticos, nos restos de uma supernova. Com isso, López avalia que todos esses resultados são fundamentais para entender claramente alguns dos fenômenos energéticos mais violentos conhecidos no universo. 

Já Barcons destaca a descoberta da matéria escura, que mantém as galáxias e os aglomerados, e a confirmação da teoria da relatividade de Einstein, de que a luz e os raios X devem perder parte substancial da sua energia, com o fim de escapar da força gravitacional criada, principalmente, pelos buracos negros.


Fonte: Correio Braziliense 

"Perdendo o medo da radioatividade"


O receio que muitas pessoas têm da radioatividade motivou o físico Felipe Damásio e a química Aline Tavares a desvendarem o tema no livro “Perdendo o medo da radioatividade”, lançado nessa manhã, em Criciúma-SC.
 

Didático, o livro ensina o que é energia nuclear e para que ela serve. Por que os países devem investir em usina nuclear, as vantagens e desvantagens da radioatividade são explicados na obra que aborda um histórico do estudo da radiação apresentando fatos importantes e seus protagonistas Albert Einstein e Marie Curie além de contar com atividades para os alunos como a construção de uma mini usina térmica.

No próximo sábado (09), o livro será lançado em Araranguá-SC. Em novembro os autores fazem o lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre.


Fonte: Engeplus Telecom

Alunos de graduação vão fazer prova do Enade em 21 de novembro


Alunos de graduação vão fazer, no próximo dia 21 de novembro, provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Este ano, serão avaliados estudantes das seguintes áreas, no bacharelado: Agronomia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, Zootecnia e Radiologia (como tecnólogo). 

Estudantes dos períodos iniciais e finais desses cursos devem procurar os respectivos colegiados para verificar se foram selecionados para o Enade. A lista de estudantes que deverão prestar o exame foi divulgada em 20 de setembro e a dos locais de prova será anunciada em 22 de outubro. A consulta sobre os locais poderá ser feita no site www.inep.gov.br.

Como lembra o diretor adjunto de Avaliação Institucional da UFMG, Paulo Modenesi, o Enade é componente curricular obrigatório, o que significa que o aluno selecionado que não comparecer fica impossibilitado de colar grau enquanto não regularizar sua situação.

Outras informações podem ser obtidas na Diretoria de Avaliação Institucional pelo telefone 3409-4059.


Fonte: Planeta Universitário

Raios-X em 3D mostram detalhes em nanoescala

Equipe de cientistas de diversos países criou novo microscópio que utiliza raios-X em 3D e que consegue examinar objetos em nanoescala. 

O novo microscópio foi utilizado para observação de um pequeno pedaço de osso de rato, com o objetivo de revelar detalhes minúsculos, de 100 nanômetros, por exemplo, como buracos de células de osso e canais de conexão entre tais buracos.

Uma poderosa fonte de raios-X envia um raio através do exemplar pesquisado para conseguir uma imagem extremamente detalhada sem necessidade de formar imagem por meio de lentes. No caminho para o objeto, os raios-x são afetados por variações de densidade do material. O novo microscópio mede a intensidade das ondas afetadas e um programa de computador usa as informações para reconstruir uma imagem bidimensional do objeto examinado. 

O próprio programa, após série de procedimentos, altera a imagem para 3D. A reconstrução tridimensional mostra minúsculas variações da densidade nunca antes medidas.

Este tipo de imagem não funciona com objetos vivos, porque a quantidade de raios-x é muito grande e a tecnologia é muito cara. Porém os pesquisadores podem utilizá-la para examinar pequenos objetos. Por exemplo, podem ver o que acontece durante a perda da força de ossos por osteoporose. 


Fonte: Terra

Hospital no Paraná inaugura nova sala e equipamentos de Radioterapia


O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba-PR, inaugurou em setembro deste ano as novas instalações e equipamentos para a Radioterapia da instituição. Com estas conquistas, o parque radioterápico do Hospital Erasto Gaertner se consolida como um dos maiores e mais completos do país.

O parque de radioterapia do Hospital Erasto Gaertner passa a contar agora com mais um Acelerador Linear Clinac 600/CD, um dos mais modernos e precisos disponíveis na atualidade. Para receber este equipamento e seus complementos, uma sala própria foi preparada, atendendo os critérios necessários para a sua utilização. As obras e aquisições tiveram um investimento de 2 milhões de reais.

Esta aquisição foi necessária visto a demanda de atendimentos em radioterapia no Hospital Erasto Gaertner. É um dos procedimentos mais utilizados no tratamento contra o câncer. Em 2009 foram 200 mil aplicações de radioterapia realizadas na instituição. Com as novas instalações, a instituição espera aumentar em 30% o atendimento desta área.

O equipamento adquirido, segundo Dr. Raul Pizzato, abarirá novas possibilidades também na neurocirurgia, já que é um dos mais avançados equipamentos da atualidade. “Seu maior diferencial é, sem dúvida, a precisão na utilização”, diz.

O superintende da instituição, Dr. Flavio Tomasich ressaltou a importância desta inauguração, já que a Radioterapia antecede, inclusive ao hospital. “Há quarenta anos ofereceremos a radioterapia. Sabemos da importância deste tratamento para os pacientes. Esse motivo nos fez transformar este num dos maiores parques radioterápicos do Brasil. Pois é de conhecimento que o tratamento é muito defasado no país. Lutamos para que aqui, onde o Hospital Erasto Gaertner é referência no tratamento oncológico, a realidade seja outra.”

A Secretária Municipal da Saúde, Eliane Chomatas trouxe os cumprimentos de sua secretaria e do prefeito Luciano Ducci. “Esta inauguração marca não só a história do Hospital Erasto Gaertner mas também a cidade de Curitiba e região. Parabenizo toda a equipe e direção do hospital por esta visão ampla da área da saúde, que nos auxilia a realizar nosso trabalho”.


Fonte: Paranashop

quarta-feira, outubro 06, 2010

Câmara busca mais um acelerador linear para radioterapia em SC

A aquisição de mais um acelerador linear para o tratamento de câncer por radioterapia no Hospital São José, em Criciúma-SC, é a próxima bandeira a ser defendida pelos vereadores da Câmara de Criciúma. O assunto foi discutido no fim de setembro deste ano.

De acordo com o vereador José Argente Filho (PMDB), em função da discussão realizada com profissionais da instituição, foi constatado que mais de 150 pessoas estão à espera de tratamento do câncer por radioterapia.
 
O vereador Vanderlei Zilli (PMDB) argumentou no plenário que já existe uma emenda parlamentar que destina verbas para a aquisição do segundo acelerador linear para o São José. O problema é a demora. “Enquanto ele não chega, novos pacientes precisam esperar até 45 dias para começar o tratamento”.
 
O presidente da Casa, Edison do Nascimento, tenta agendar uma audiência em Brasília. “Nós mobilizamos dois deputados federais, mas estamos tendo algumas dificuldades em função das eleições. Existe um compromisso há mais de nove meses para a liberação deste acelerador linear. Queremos envolver peso político para saber os motivos da demora e, principalmente, conseguir a instalação do equipamento”, garantiu Edinho.


Fonte: Portal Clicatribuna (com adaptações)

Cresce a contribuição da medicina nuclear na luta contra o câncer de mama

Ao mesmo tempo em que cresce a assistência integral direcionada aos pacientes oncológicos, aumenta a importância do médico nuclear no diagnóstico, no estadiamento e no tratamento da doença. Dr. Rodrigo Guimarães Furtado, especialista do Grupo Núcleos, afirma: “A abordagem do câncer de mama é multidisciplinar. É impensável diagnosticar e tratá-lo sem a integração entre o radiologista, o mastologista, o patologista, o oncologista e o médico nuclear”. Nesse tipo de tumor, a cirurgia radioguiada e a cintilografia óssea são procedimentos fundamentais.

A cirurgia radioguiada permite a detecção e a localização precisa de tumores de mama não palpáveis. O paciente recebe uma injeção com preparo radioativo que, em contato com a lesão, a torna detectável por um aparelho sensível à radiação – chamado Gama-Probe. Dr. Rodrigo esclarece que a radiação utilizada é mínima e altamente segura. “O radiofármaco é retirado do corpo durante a cirurgia”, complementa. O exame permite maior precisão na localização intra-operatória de lesões suspeitas.

Outro procedimento cirúrgico com o qual a medicina nuclear contribui é a Pesquisa do Linfonodo Sentinela. Ela consiste na biópsia cirúrgica do gânglio linfático para onde drena o sítio tumoral, permitindo o estadiamento do câncer de mama.

Seguimento e Estadiamento

A Cintilografia Óssea é um procedimento indicado na avaliação inicial e no seguimento de pacientes com histórico de câncer de mama ou outros tumores. “As vias para disseminação das metástases são a linfática e a sanguínea”, explica Dr. Rodrigo. No segundo caso, os ossos e os pulmões são os tecidos estatisticamente mais afetados por células cancerígenas secundárias ao câncer de mama. A principal vantagem do método é que ele permite uma análise de todo o esqueleto, com alta sensibilidade: “A Cintilografia Óssea possibilita a detecção de metástases osteoblásticas mais precocemente que os exames radiológicos”.

Novidade

Outro aliado na abordagem do câncer de mama e que deve chegar ao Brasil em breve é o Positron Emission Mammography, ou simplesmente PEM. O método utiliza um marcador para estudar a atividade metabólica do tumor. Um radiofármaco composto de Glicose e Flúor Radioativo (F-18) é administrado ao paciente que, então, é submetido ao exame. “Ele será útil na detecção precoce do câncer de mama”, adianta.



Fonte: ParanaShop

Brasil poderá ter megarreator para uso científico em 2016


O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) planeja construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões. Os recursos para elaboração do projeto -R$ 30 milhões- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016.


O megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo. O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator. A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos. Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

"Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia", lamenta o diretor de projetos especiais do instituto, José Augusto Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958. O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. "Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos", diz Perrota.

Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. "Não podemos deixar de fazer "big science" (projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara)."


Fonte: Portal Vermelho

Risco-benefício da exposição à radiação

Quantos exames radiológicos uma pessoa pode fazer por ano com segurança?

Os médicos relutam em estabelecer um número, porque muitas vezes os benefícios superam os riscos da exposição à radiação. Mas especialistas dão uma ideia do que seria uma margem segura, considerando exames feitos com equipamento bem calibrado e profissionais capacitados. "Uma pessoa que faz até cinco radiografias por ano certamente não corre o risco de radiação excessiva", diz Giovanni Cerri, diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

O número serve para adultos e crianças. A máquina é ajustada conforme peso e idade da criança, e a intensidade da radiação é menor. Uma média de cinco exames significa, por exemplo, duas radiografias nos dentes, uma no tórax, uma tomografia no rosto e a mamografia. É suficiente para procedimentos de rotina.

Em algumas doenças, pode ser necessário aumentar muito esse número. Não há limite para a quantidade de radiografias e tomografias que podem ser feitas. Os médicos podem calcular o custo/benefício de submeter o paciente a mais radiação. "A preocupação é não realizar exames radiológicos se não for necessário. A radiação é cumulativa, ou seja, uma dose soma-se à outra, inclusive com as de outras fontes, como a radiação solar", diz Cerri.

Márcio Garcia, coordenador do Centro de Diagnóstico do Hospital Infantil Sabará, concorda que até cinco radiografias por ano é um número totalmente seguro. "Mas isso não quer dizer que, quando é preciso fazer mais exames, a pessoa está em risco", ressalta. O problema é que, atualmente, são feitos muitos exames desnecessários. "Muitos médicos praticam uma medicina defensiva: para evitar possíveis queixas futuras sobre falhas do diagnóstico, já pedem tudo quanto é exame de uma vez", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Para Sebastião Tramontin, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, é uma questão de seguir critérios para indicar o exame. "Em casos de sinusite, só pedimos uma radiografia da face se não foi possível fechar o diagnóstico após um bom exame clínico, por exemplo. Mas se chega uma criança com suspeita de infecção pulmonar, vamos fazer os raios-X", explica Garcia.

Nos problemas ortopédicos, também é difícil prescindir da radiografia. "Mas a tomografia, que emite mais radiação, deve ser reservada só para os casos mais complicados", diz o médico. A ressonância magnética, que não emite radiação, pode ser usada em algumas situações. Mas o exame é bem mais caro e, muitas vezes, exige sedação, especialmente em
crianças.

Perguntas e Respostas

1 Quantos exames posso fazer por ano?
Não há um limite estabelecido. O exame deve ser feito sempre que o médico avaliar que o benefício é superior ao risco.

2 O aparelho deve ser ajustado para crianças?
Sim, sempre. Crianças são dez vezes mais sensíveis à radiação do que os adultos. Exames como a tomografia devem usar dose mínima de radiação para evitar a possibilidade de efeitos tardios, como o câncer.

3 O que pode acontecer se houver dose excessiva?
Efeitos biológicos da radiação foram constatados em casos de alta exposição -por exemplo, após explosão de bomba atômica. Mas não há estudos populacionais dizendo que quem fez mais tomografias tem mais chances de câncer.

4 Quais são os efeitos imediatos de uma overdose?
Perda de cabelo, leucopenia, lesões na pele, anemia e catarata podem acontecer quando a pessoa é exposta a doses muito elevadas de radiação, o que é pouco provável em exames. Só ocorrem se o aparelho estiver muito descalibrado ou o funcionário não seguir protocolos de segurança.

5 O que o paciente pode fazer na hora de se submeter a um exame radiológico?
Observar se há certificado ou selo de qualidade garantindo que o aparelho está calibrado. Exigir por escrito a dose de radiação a que foi submetido. 


 
Fonte: Gazetaweb.com

terça-feira, outubro 05, 2010

Animais marinhos submetidos a exames radiológicos


A sexta-feira em Rio Grande-RS foi marcada por um ato de grande significado em termos de preservação do meio ambiente: 16 animais reabilitados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) foram reconduzidos ao mar. Doze pinguins-de-Magalhães, dois petréis gigantes juvenis, um lobo-marinho juvenil e uma tartaruga cabeçuda deixaram o centro, por volta das 8h30min e, em dois caminhões do Exército, foram transportados até a praia do Cassino. Nas proximidades do navio Altair, foram liberados à beira-mar.

Os primeiros a serem soltos foram os pinguins. Logo que as duas gaiolas foram colocadas na areia da praia, eles já se mostraram ansiosos para sair. E, assim que elas foram abertas, seguiram para o mar. Depois foi a vez dos dois petréis, que pararam um pouco na beira da praia, abrindo e fechando as asas, para depois voarem sobre as águas do Cassino. Enquanto isso, foi liberado o lobinho. A última a ser introduzida no mar foi a tartaruga cabeçuda, sem uma das nadadeiras.

O ato também marca mais uma conquista da equipe do Cram, que recebeu a grande maioria desses animais debilitada e conseguiu recuperá-los e devolvê-los ao seu habitat.

Conforme o diretor do Museu Oceanográfico e do Cram, oceanólogo Lauro Barcellos, são animais que chegaram ao Cram a partir de maio deste ano. Foram encontrados à beira-mar e resgatados durante monitoramentos de praia que integram as atividades do Projeto Larus, desenvolvido com patrocínio da Petrobras. Muitos dos pinguins estavam sujos de óleo. No Cram, os animais foram identificados, examinados, submetidos a pesagem e exame de sangue. A partir dessa avaliação, foi dado o tratamento adequado a cada caso. Cada animal tem seu número de registro e ficha de acompanhamento. No caso dos pinguins sujos de óleo, foi aplicado um protocolo específico para a limpeza e reestruturação das penas, elaborado pelos técnicos do Cram e utilizado como referência por outras instituições.

Hoje, falando sobre a liberação dos animais, Barcellos observou tratar-se de um momento importante para servir de exemplo para as pessoas se lembrarem dos danos que causam aos animais de vida livre no mar ao não cuidarem do ambiente. "A convivência entre o homem e o meio ambiente tem que ser mais pacífica e amigável", destacou, referindo-se à poluição dos mares, ação do homem, que tanto mal tem causado aos bichos marinhos. De acordo com o oceanólogo, todos os anos o Cram recebe mais de 500 animais marinhos, de variadas espécies, para reabilitação, sendo o inverno o período de maior atividade.

Pinguim submetido a cirurgia

Permanecem em tratamento no Cram três pinguins, um lobo-marinho e duas tartarugas da espécie verde. Entre os pinguins, está um que sofreu fratura na tíbia esquerda, foi submetido a uma cirurgia e está em processo de recuperação. Segundo o veterinário Rodolfo Pinho da Silva, coordenador do Cram, assim que chegou ao centro, esse animal foi encaminhado ao Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (Nurfs/Cetas) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para exame radiológico no hospital veterinário, onde foi constatada a fratura de tíbia.

Após avaliação clínica, a ave foi submetida a uma cirurgia ortopédica para redução da fratura, procedimento realizado pelo veterinário Carlos Daniel Dutra, colaborador do Nurfs e do Cram. Foram colocados quatro pinos na tíbia fraturada. O pós-operatório está sendo realizado no Cram. Silva diz que o animal está respondendo bem à cirurgia, sendo que os pinos devem ser retirados no início do próximo mês.


Fonte: Jornal Agora

Irregularidades em hospital infantil particular da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba constatou, no fim de setembro deste ano, várias irregularidades no Hospital Infantil Rodrigues de Aguiar, localizado no Centro de João Pessoa. A unidade hospitalar privada possui 80 leitos e quase 100% dos pacientes assistidos são do Sistema Único de Saúde (SUS).

A inspeção foi realizada pelas Promotorias de Justiça da Saúde e de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar da Capital, com o apoio de representantes dos Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia, Serviço Social, Psicologia, Arquitetura e Engenharia e Farmácia, além dos profissionais da Vigilância Sanitária do Estado e do Município e do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o promotor de Justiça João Geraldo Carneiro Barbosa, o bloco cirúrgico e a unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital estão fechados há 14 anos. No momento da inspeção, havia apenas dois médicos na unidade, um fazendo o atendimento em consultório e outro acompanhando a evolução dos pacientes internados. “A unidade não possui setor de psicologia, fisioterapeuta e nem farmacêutico responsável. No setor de radiologia, existe equipamento de proteção (avental de chumbo) apenas para o profissional adulto e os pacientes infantis ficam desprotegidos. As radiografias estavam em área livre para secarem à luz do sol, o que pode comprometer o resultado do exame, criticou.

Infraestrutura

Foram constatados problemas de infraestrutura no hospital infantil, como vazamentos na instalação hidráulica, fios elétricos expostos por cima do telhado e ausência de rede de hidrantes e de saída de emergência.

A enfermaria da ala B, por exemplo, não tem ventilação. O lixo hospitalar é recolhido em sacos de lixo comuns, sem coletores perfuro-cortantes, o que aumenta o risco de acidentes de trabalho. “É lamentável a situação do hospital. As condições de higiene são precárias. Encontramos crianças tomando soro nos corredores e na farmácia central da unidade, encontramos os medicamentos especiais junto com carregadores de celular, pasta Z e correspondências. O Conselho Regional de Farmácia considerou a situação caótica”, disse o promotor de Justiça.

Segundo Barbosa, o hospital se comprometeu a resolver os problemas apontados por cada conselho regional dos profissionais de saúde. Se as irregularidades não forem solucionadas, a Promotoria de Justiça vai ingressar com a ação civil pública na Justiça contra a unidade hospitalar.

 
Fonte: Click PB

ONU quer medidas contra armas químicas e biológicas


Presidente do Grupo de Trabalho sobre Prevenção e Resposta a Armas de Destruição e Ataques em Massa disse que muitos países não estão preparados para uma emergência.

As Nações Unidas pediram à comunidade internacional que melhore suas medidas de proteção a ameaças com armas químicas e biológicas. A recomendação foi feita pelo chefe do grupo de trabalho da ONU sobre o tema, Geoffrey Shaw. Segundo ele, muitos países-membros da ONU têm recursos para lidar com incidentes nucleares e radiológicos, mas o mesmo não se dá para o caso de emergências com armas químicas e biológicas.

Os sistemas de proteção foram acionados após o desastre da usina nuclear de Chernobyl em 1986. Shaw informou que o sistema de resposta a emergências nucleares é coordenado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA.) Mas segundo o especialista, muitos países e organizações da sociedade civil ainda não estão familiarizados com o sistema.

Geoffrey Shaw informou que o atraso na preparação de uma resposta a ataques biológicos deve-se em parte à recente entrada em vigor da Organização para a Proibição de Armas Químicas. O órgão foi criado em 1997 para monitorar o cumprimento da convenção sobre o assunto. O especialista alertou que o avanço da indústria da biotecnologia, nos últimos anos, cria desafios urgentes para os líderes mundiais.


Fonte: Eco Agência

Vírus invade usinas nucleares no Irã e na Índia


Foi o ataque mais sofisticado já realizado. É dessa forma que pode ser resumido o Stuxnet, um vírus para computadores cujas origens são desconhecidas, mas especula-se que tenha sido obra de um governo. A praga não tem o intuito de roubar dados bancários ou exibir anúncios. Na verdade, ela ataca sistemas usados no controle de equipamentos industriais, e teria chegado a infectar sistemas usados em instalações nucleares do Irã e da Índia.

Para conseguir essa façanha, o vírus utilizou brechas graves e antes desconhecidas no Windows, impedindo que qualquer proteção fosse capaz de pará-lo. Agora, pesquisadores estão descobrindo que ele também é bem difícil de ser removido.

 O Stuxnet foi detectado em junho mas especialistas afirmam que essa versão do vírus foi criada em março. Ela ganhou notoriedade por forçar a Microsoft a lançar uma correção de emergência no início de agosto. Neste mês, a Microsoft informou que o Stuxnet – em sua versão de março - usava um total de 4 falhas desconhecidas e que duas delas permanecem sem correção. A segunda falha foi corrigida no pacote mensal de setembro. Mas a mesma Microsoft afirma que a primeira versão do Stuxnet foi criada em janeiro de 2009.

A falha no processamento em atalhos corrigida em agosto estaria sendo usada pelo Stuxnet desde março porque essa versão inicial teria fracassado em atingir os alvos desejados. Os principais alvos do vírus são sistemas de controle de automação e monitoramento industrial, conhecidos pela sigla SCADA. O vírus é capaz de infectar projetos de programação na linguagem Step 7, usados em sistemas desse tipo desenvolvidos pela Siemens. Esse comportamento estaria levando o vírus a reinfectar alguns computadores.

No entanto, segundo a Siemens, os equipamentos atacados pelo Stuxnet não são certificados para serem usados em usinas nucleares. Não se sabe se o Irã teria desconsiderado essa recomendação e usado um equipamento do gênero mesmo assim. O Irã afirmou que a praga teria infectado 30 mil computadores.

A Siemens afirma que tem conhecimento de apenas 12 complexos industriais que teriam sido infectados. A empresa confirma que o vírus é capaz de interferir com sistemas industriais “de forma específica e em uma combinação específica de automação e configuração”, além de roubar dados, mas que “esse comportamento não foi verificado na teoria e na prática”, porque é preciso conhecer o uso específico do controlador industrial para determinar os efeitos que a modificação teria.

Além do Irã, instalações nucleares da Índia também foram atingidas e acredita-se que a infecção teria começado em território indiano. A usina de Bushehr não seria o alvo. Especialistas alemães especularam que a principal preocupação de Israel e dos Estados Unidos com relação ao Irã é a usina de Natanz. Essa usina sofreu, segundo uma fonte da Wikileaks, um grave acidente em meados do ano passado, que levou ao pedido de demissão do então chefe das operações nucleares do país.

Ciberguerra
 
Em julho do ano passado, uma reportagem da agência Reuters informou que Israel estaria investindo em ciberguerra. Na ocasião, um especialista em ciberguerra do exército norte-americano, Scott Borg, comentou que um vírus poderia ser criado para “travar ou danificar os controles de usinas nucleares” e que “um pen drive infectado seria suficiente” – a mesma forma de ataque usada pelo Stuxnet.

Dados da Kaspersky indicam que a Índia é o país com mais atividade do Stuxnet, seguido da Indonésia e do Irã. A construtora russa de usinas nucleares Atomstroyexport, que trabalha na usina em Bushehr, cujos funcionários foram infectados, também trabalha na usina indiana de Kudankulam, o que poderia explicar a disseminação do vírus da Índia para o Irã.

Já dados da Symantec, um pouco mais antigos, apontam o Irã como sendo realmente o país com o maior número de computadores infectados.

A sofisticação do Stuxnet, que usa diversas falhas sem correção para atacar e se manter nos sistemas, nunca foi vista em outro código malicioso de qualquer natureza. Não há dúvida de que houve envolvimento de algum grupo poderoso e com grandes interesses em sua criação. O envolvimento de um governo é tido como quase certo.

Segundo as empresas antivírus, o Stuxnet tenta limitar sua ação. Ele só infecta computadores que possuem uma placa de rede específica e tenta impedir sua propagação para mais de três computadores e por mais de três semanas. Os especialistas especulam que os criadores do Stuxnet não queriam que ele tivesse se disseminado tanto.


Fonte: G1 (com adaptações).

Unioeste promove Simpósio e Feira de Inovação Tecnológica

O Núcleo de Inovações Tecnológicas (NIT) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) promove o II Simpósio de Inovação Tecnológica (II Sitec) e a I Feira de Inovação Tecnológica Regional (FIT). Os interessados em apresentar trabalhos deverão preencher fazer sua inscrição e até 13 de outubro.

O evento visa contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico e tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O II Sitec será realizado nos dias 4 e 5 de novembro de 2010, das 9 horas às 18h30, no Campus de Cascavel, com transmissão por videoconferência para os demais campus da Unioeste e Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).

As inscrições para participação no evento são gratuitas. Mais informações sobre o regulamento para a submissão de trabalhos, encontra-se no site: http://www.unioeste.br/eventos/sitec/ . 
Outras informações poderão ser fornecidas pelo e-mail: dapp@unioeste.br ou pelo fone (45) 3220-3053, com Adriane Y. Togashi ou ou Adriane Bilibiu.

Fonte: Agência de Notícias - Estado do Paraná

segunda-feira, outubro 04, 2010

VII Congresso da SBBN


VII Congresso da SBBN (Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares) será realizado no período de 27 a 30 de outubro e sediado na cidade Recife (PE) – que recebe o evento pela segunda vez - nas dependências do Mar Hotel.

O tema central desta VII Edição será
“Radiações em Biociências: Avanços e Perspectivas”. Abordados em caráter multidisciplinar, serão colocados em pauta temas atuais e de grande interesse para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de atividades científicas, clínicas e tecnológicas envolvendo o emprego de fontes naturais e artificiais de radiação em biociências. Para isso, o VII Congresso da SBBN contará com palestrantes de elevada qualificação, de diversas partes do Brasil e de países do Exterior (a exemplo da Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra e do Japão).

A SBBN 2010 pretende favorecer um intercâmbio rico de informações técnico-científicas e valorizar os trabalhos de destaque na área, promovendo o benefício de todos os envolvidos, em seus mais diversos níveis de formação e experiência. Para isso, os
resumos enviados terão a possibilidade de indicação para publicação como artigo científico em revista de circulação internacional, que poderão ser aceitos após avaliação dos revisores Além disso, os congressistas contarão com a apresentação de equipamentos e insumos associados a aplicações em biociências por representantes comerciais.

Recife é uma cidade de posição geográfica privilegiada, que garante fácil acesso para quem vem tanto de outros países quanto de outras partes do Brasil, e surpreende quem a visita, por sua natureza exuberante, a cultura viva e uma excelente infra-estrutura para receber o visitante. 
 

Inauguração de setor de tomografia em Angra dos Reis

A Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (Feam), em parceria com a clínica de imagem Dr. Winston de Andrade, inaugurou no dia 28 de setembro de 2010, um setor de tomografia computadorizada no Hospital de Praia Brava, em Angra dos Reis.

A nova unidade funcionará 24h por dia, a partir deste mês. De acordo com Carlos Vasconcellos, diretor-superintendente da Feam, "o novo equipamento vai conferir ao hospital uma maior eficiência no diagnóstico por imagem e é um passo importante para a futura implantação de um Centro de Terapia Intensiva".

O tomógrafo Philips MX4000 é um dos mais avançados e permite a realização de exames multicortes eletrônicos do corpo humano e a reconstrução das imagens em várias maneiras para apresentar a anatomia do paciente.

Na ocasião, o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, destacou a importância da parceria entre a Feam e a Clínica de Imagens Dr. Winston, que permitiu a aquisição de um equipamento de alta tecnologia e elevado custo para melhorar as condições de vida da população da região.

O tomógrafo servirá ao Sistema Único de Saúde (SUS), emergências e convênios particulares, atendendo às regiões de Bracuhy, Frade, Perequê e Vila Histórica de Mambucaba


Fonte: Diário do Vale

domingo, outubro 03, 2010

Prejuízo para a Eletronuclear


A usina nuclear de Angra 1 (640 MW) será desligada no próximo dia 5 e permanecerá parada para manutenção por 12 dias. A Eletronuclear terá de implantar uma junta no gerador elétrico principal, que vem apresentando problemas recorrentes de fuga de hidrogênio pelo óleo de selagem. A manutenção trará um prejuízo de R$ 24 milhões à Eletronuclear, que perde R$ 2 milhões em receitas por cada dia em que a usina não opera.

Por ser um material altamente tóxico, a usina precisa ser desligada para observação toda vez que há vazamento de hidrogênio no local, já que o material pode ser inflamável ou explosivo. Em um pouco mais de um mês, a unidade precisou ser desligada cinco vezes. A companhia garante que não houve risco de explosão. A nova junta, produzida pela Siemens, promete acabar de vez com o problema.

A paralisação também pesará no bolso dos consumidores. Ao ser desligada, a energia que Angra 1 fornece para o SIN terá que ser compensada através de termelétricas mais caras – o custo de geração de uma usina nuclear é baixo, ao contrário do investimento.


Fonte: Portal EnergiaHoje

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2010


   A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2010 ocorrerá entre 18 e 24 de outubro de 2010. O tema principal será: “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”. Além de promover atividades as mais diversas de divulgação científica, será estimulado na SNCT 2010 a difusão dos conhecimentos e o debate sobre as estratégias e maneiras de se utilizar os recursos naturais brasileiros e sua rica biodiversidade com sustentabilidade, sempre de forma conjugada com a melhoria das condições sócio-econômicas de sua população. 

É importante registrar que as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia não se restringem ao tema principal, abarcando todos os outros, embora se estimule fortemente a realização de atividades, em cada canto do país, em torno do tema proposto. 

Você pode participar de qualquer evento da SNCT; todos são gratuitos. Basta se informar sobre ele no site nacional da Semana, em sites estaduais ou ainda nos meios de comunicação de sua cidade ou região. O site terá também o contato dos coordenadores por estado, além de informações, notícias, artigos, clipes, links para vídeos de ciência e outros materiais. Ali você poderá também, solicitar material de divulgação da Semana como cartazes, folders e vídeos.

As atividades da Semana de C&T ocorrerão em quase todos os estados brasileiros. Confira!

Compensação ambiental de cidades com depósito de lixo radioativo


O tempo de decaimento a ser considerado para a compensação financeira aos municípios será de 300 anos, período recomendado pela AIEA. 

A Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) estipulou novas regras para a compensação ambiental das cidades que abriguem depósitos iniciais, intermediários ou finais de rejeitos radioativos. A nova metodologia fixa uma nova fórmula que será aplicada para o cálculo da compensação financeira mensal devida aos municípios que abriguem os depósitos de rejeitos radioativos, de baixa e média atividade. As novas regras não se aplicam aos depósitos de resíduos provenientes do material estéril e do refugo do processamento nas instalações de extração ou beneficiamento de minério. 

A nova metodologia está normatizada na Resolução nº 96, de 10 de agosto de 2010, pela qual a Cnen transferirá aos municípios que abriguem os depósitos, um percentual dos valores a ela pagos pelos depositantes de rejeitos que levam em conta o volume dos rejeitos, o ativo isotópico e os custos da deposição, tais como, licenciamento, construção, operação, manutenção e segurança física.

Nos casos de depósitos iniciais ou intermediários, onde não haja o pagamento à Cnen a que se refere o parágrafo 1º do artigo 34 da Lei nº 10.308/001, o titular da autorização da operação da instalação geradora de rejeitos pagará diretamente a compensação ao município, em valores estipulados pela Cnen levando em consideração valores compatíveis com a atividade da geradora e os parâmetros estabelecidos na lei. 

O tempo de decaimento a ser considerado para a compensação financeira aos municípios será de 300 anos, período recomendado pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e adotado pela Cnen. A Resolução nº 96, de 10 de agosto de 2010, publicada no DOU (Diário Oficial da União) em 23/09, já está em vigor e revoga a Resolução Cnen Nº 10, de 18 de agosto de 2003.


Fonte: Eco Agência

sábado, outubro 02, 2010

Revisão de Física - Espectro de emissão do Raio-X


 6ª aula de revisão para provas e concursos das matérias aprendidas nos cursos de Tecnólogo em Radiologia.

Espectro de emissão do Raio-X

O espectro de emissão é fundamental para descrever os processos de produção da imagem em um aparelho de raios-X. É obtido através de um gráfico da quantidade de fótons de determinada energia versus as diferentes energias. A energia máxima expressa em keV é igual em magnitude à voltagem de aceleração (kv), mas existem poucos fótons desta energia. A forma geral do espectro contínuo é a mesma para qualquer aparelho de raios-X. Por causa da auto absorção, o número de fótons de raios-X emitidos é muito pequeno para energias muito baixas, atingindo quase zero para energias abaixo de 5 keV. Os traços correspondem às radiações características que, para anodo de tungstênio, só aparecem nos espectros gerados com tensão acima de 70 kV.

Fatores que modificam o espectro

O espectro é modificado por 3 fatores: filtração, voltagem do tubo e tipo de suprimento de alta voltagem. Os dois últimos são os que mais influenciam os fótons de alta energia, que agem na formação da imagem radiográfica. A filtração, que afeta os fótons de baixa energia, não tem grande influência na imagem e sim na exposição do paciente. Se a energia média do feixe for aumentada por qualquer método, tornando o feixe mais penetrante, a dose total por paciente será reduzida.

Filtração
 
A filtração total de um feixe de raios-X consiste na filtração inerente mais a filtração adicional. A filtração inerente é constituída pelo vidro do tubo de raios-X, o óleo isolante e o vidro da janela. O tubo de raios-X está contido em uma capa protetora (cabeçote) de chumbo que possui uma janela por onde sai o feixe útil de raios-x. A janela de raios-X convencional é geralmente de vidro e em casos especiais como no mamógrafo, constitui-se de Berilo.

A filtração adicional por sua vez é usada para completar a filtração inerente até ultrapassar a filtração mínima. No radiodiagnóstico, a filtração adicional é em geral feita por placas de alumínio.

 

A filtração mínima recomendada pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica, ICPR, são:
                                                             < 50 kV         - 0,5 mm Al
                                                                50 - 70 kV - 1,5 mm Al
                                                             > 70 kV         - 2,5 mm Al
Voltagem do tubo

Mudando o potencial de aceleração do tubo, mudamos também o espectro do feixe. O aumento do kV implica no aumento do número de fótons de maior energia. Este aumento altera mais a imagem radiográfica do que a remoção dos fótons de baixa energia.

Suprimento de alta voltagem

Em todos os aparelhos de raios-X, a voltagem é aumentada por um transformador de linha 110 - 220 volts para o kV desejado. A forma de onda é a mesma da linha de suprimento, mas muito aumentada em amplitude. O potencial elétrico é produzido por uma corrente alternada (AC). Existem vários tipos de circuitos utilizados na amplificação da voltagem, entre estes temos: Retificação de meia onda, retificação de onda completa, retificação trifásica e multi-pulsos.

No tipo mais simples de circuito, o tubo de raios-X é conectado aos terminais do secundário do transformador. Neste caso, o tubo é o retificador, uma vez que a corrente só pode fluir quando o alvo for positivo em relação ao filamento (negativo), isto é, durante a porção positiva do ciclo de AC. Durante o ciclo negativo não existem elétrons livres do alvo (que está agora carregado negativamente). Entretanto, em circunstâncias ocasionais de superaquecimento do anodo, poderiam ocorrer elétrons livres que iriam do anodo ao catodo durante o ciclo negativo , danificando o tubo.

Para resolver este problema, foram desenvolvidos circuitos de retificação que eliminam os ciclos negativos. Um tipo eficiente de retificação inverte a polaridade do ciclo negativo possibilitando a produção de raios-X durante todo o ciclo. A utilização deste método, aplicado em um circuito trifásico possibilita a produção de elétrons quase monoenergético, dentro de uma pequena variação de kV.

A tecnologia mais moderna com o uso de geradores multi-pulsos, possibilita uma fácil obtenção de um potencial de aceleração virtualmente constante. A forma de retificação modifica o espectro dos elétrons produzidos, e, portanto, modifica o espectro de raios-X produzidos, a taxa de aquecimento do anodo e o rendimento do tubo (taxa de produção de raios-X).

Corrente no tubo

A variação da miliamperagem (mA) não tem nenhum efeito no espectro de raios-X. A combinação da miliamperagem com o tempo de exposição determina o número total de raios-X produzidos num dado kV. Por isso, desde que o produto mAs seja mantido, não serão observadas diferenças na imagem radiográfica. Deve-se notar contudo que uma variação de corrente pode levar a uma variação da quilovoltagem do tubo, pois o gerador pode não ser capaz de corrigir a uma diminuição de voltagem de alimentação que ocorre em linhas elétricas mal distribuídas quando ocorre uma solicitação de maior carga.

Qualidade do feixe de Raios-X

A "capacidade de penetração" ou qualidade de um feixe de raios-X é descrita explicitamente pela sua distribuição espectral. Um conceito mais usual para descrever e medir a qualidade do feixe é a camada semi-redutora (CSR, ou "Half Value Layer", HVL). O HVL é definido como a espessura de um material padrão necessário para reduzir o número de fótons transmitido à metade de seu número original. O material utilizado em radiologia diagnóstica é o alumínio. Um feixe de baixa energia será bastante reduzido por uma pequena filtração, tendo portanto baixo HVL. Sabe-se que o HVL não é uma quantidade constante para um dado feixe mas aumenta com a filtração. Logo, o segundo HVL será maior que o primeiro. Somente um feixe monoenergético terá sucessivos HVL’s iguais. A filtração adicional remove seletivamente os fótons de energia mais baixa, resultando em melhor aproximação de um feixe monoenergético e a diferença entre sucessivas HVL’s torna-se cada vez menor. 


Fonte: Nós e as Radiações